Nº 1272

Este conto esclarece porque são dados tantos nomes a Nossa Senhora
Esta narrativa pretende esclarecer possíveis estranhezas acerca das várias designações atribuídas a Nossa Senhora.
Uma jovem estava à espera do elevador, quando apareceu a vizinha. Conversa puxa conversa e a jovem comentou:
– Vou rezar o terço a Nossa Senhora.
A vizinha perguntou-lhe:
– A qual delas? Vocês inventaram tantas…
Mantendo a calma, a jovem ofereceu a Deus aquele momento e, depois, explanou:
– A vizinha tem o seu nome, certo? Mas, como é que a sua filha a chama?
Antes de qualquer resposta, a jovem continuou:
– Chama-lhe «mãe». E a sua neta, «avó». O seu marido apelida-a de «meu bem», «amor» ou alguma alcunha carinhosa. Para mim, a senhora é a «vizinha». Para o administrador do prédio, a «inquilina do 602». Os seus pais chamavam-lhe «minha querida filha»…
O elevador chegou e desceram as duas. A jovem ainda lhe lembrou mais títulos: «freguesa», «paciente», «cliente»… E rematou:
– Se a minha vizinha tem tantas denominações, imagine a Mãe de Deus! Em todos os lugares onde o Evangelho é anunciado, as pessoas que conhecem Maria de Nazaré dão-lhe um nome carinhoso, para lembrar uma dimensão da relação que mantêm com Ela ou para se referir a uma bênção que receberam por meio d’Ela.
E, com um sorriso, a jovem lá foi rezar o terço.
(Autor desconhecido)
MEDITAR
Aquele convite desafiador de Jesus a segui-l’O
Se alguém quiser vir atrás de mim... Viver uma história com Ele tem um começo tão leve e libertador: se alguém quiser. Se quiseres. Tu irás ou não com Ele, escolhe, nenhuma imposição; com Ele “mestre dos homens livres”, “fonte de vidas livres” (D.M. Turoldo), se quiseres. Mas as condições são de provocar vertigens.
A primeira: negar-se a si mesmo. Um verbo perigoso se mal compreendido. Negar-se não significa anular-se, abaixar-se, mortificar aquelas coisas que te fazem único. Significa: parar de pensar sempre apenas em si mesmo, girar sempre à sua volta. O nosso segredo não está em nós, é mais que nós. Martin Buber resume assim o caminho do homem: “a partir de ti, mas não para ti”. Porque quem olha apenas para si mesmo não se ilumina nunca.
A segunda condição: tomar a própria cruz e acompanhá-l’O até ao fim. Uma das frases mais célebres, mais citadas e mais incompreendidas do Evangelho. A cruz, este sinal muito simples, apenas duas linhas, vê-se num pássaro em voo, num homem de braços abertos, no arado que corta o ventre da mãe terra. Uma imagem que vive nos olhos de todos, que pende no pescoço de muitos, que marca picos de montanhas, encruzilhadas, campanários, ambulâncias, que habita os discursos como sinónimo de infortúnio e morte.
Mas o seu significado profundo é outro. A cruz é uma loucura. Um “suicídio por amor”, afirmava Alain Resnais. Jesus fala de uma cruz que hoje surge no horizonte e sabe que a sua paixão por Deus e pelo homem o leva a esse resultado, paixões que ele não pode trair: para ele seria mais mortal do que a própria morte.
Toma a tua cruz, escolhe alguma coisa da minha vida para ti. Dele, o corajoso que ousa tocar nos leprosos e desafiar os algozes prontos a matar a adúltera; o forte que afugenta bois e mercadores do templo; o muito terno que se comove com dois pardais; o rabi que gosta de banquetes e amanheceres no deserto; o pobre que nunca entrou nos palácios dos poderosos, exceto como prisioneiro; o homem livre que se não deixou comprar por ninguém; sem nenhum servo, porém chamado de Senhor; o manso que não venceu nenhuma batalha e conquistou o mundo.
Com a cruz, com a paixão, que é apaixonar-se e sofrer juntos. Porque «onde metes o teu coração, aí também encontrarás as tuas feridas» (F. Fiorillo). Se quiserem vir atrás de Mim...
Mas porquê segui-l’O? Porquê ir atrás d’Ele? É o drama de Jeremias: chega de Deus, estou farto d’Ele, é demais. Quem nunca sofreu? Mas bem-aventurado aquele que continua, como o profeta: no meu coração havia como um fogo, tentei contê-lo mas não consegui. Sem este fogo (sarça ardente, lâmpada ou simples fósforo durante a noite), poderia mesmo ganhar o mundo, mas perder-me-ia a mim mesmo.
Ermes Ronchi
Descansar não é abandonar a missão
Às vezes, tratamos o descanso como uma recompensa: só poderemos parar quando tudo estiver resolvido.
O problema é que tudo raramente fica resolvido.
Descansar não significa desinteresse pelas nossas responsabilidades. Significa reconhecer que não somos máquinas, que o corpo tem limites e que a atenção precisa de ser renovada. O descanso não resolve todas as causas do cansaço — sobretudo quando existem precariedade, sobrecarga ou injustiça na distribuição das tarefas —, mas continua a ser uma necessidade humana.
Também precisamos de aprender a receber: aceitar ajuda, repartir responsabilidades, admitir que não sabemos, permitir que alguém cuide de nós.
A autossuficiência pode apresentar-se como generosidade. Queremos cuidar de todos, mas não deixamos ninguém aproximar-se da nossa fragilidade. Com o tempo, essa postura pode tornar-nos mais cansados, impacientes e indisponíveis.
Receber também faz parte da comunhão.
Geovanna Espinosa
PENSAMENTO DA SEMANA
Oração da Gratidão
Bom e Querido Deus, Criador de todas as coisas,
gratos pela vida, agradecemos o ar que entra nos nossos pulmões e que nos trazem a vida a cada segundo;
agradecemos pelo sol que nos aquece;
e é profunda a nossa gratidão pela água que nos rega a existência;
Somos gratos por cada dia que nos traz novas oportunidades de sermos felizes;
Expressamos a gratidão por cada pessoa que passa pela nossa vida;
Agradecemos por todas as coisas boas que acontecem no nosso dia;
Somos gratos por todas as coisas que temos, sobretudo por todas as coisas simples e que sem elas a nossa vida seria muito difícil;
Somos gratos pela comida, as estradas,
a cama, a noite
pelo sono que nos retempera as forças,
pelas forças que nos fazem ser úteis e companheiros.
Que a gratidão preencha o nosso ser;
Que essa força do Teu entusiasmo se manifeste na nossa mente e no nosso coração.
Amém!
FESTA DE SANTO CRISTO DA CALDEIRA
De 31 de agosto a 5 de setembro - confissões e terço às 19h30. Missa às 20h00.
O dia 3 de setembro será dedicado a Nossa Senhora. Procissão de velas depois da missa.
Dia 5 de setembro - Almoço de “sopas” do Espírito Santos às 12 horas.
Dia 6 de setembro: 09h00 - Eucaristia.
11h00 - Eucaristia de Festa seguida de arrematações e procissão.
Sexta - Baile com Os Severinos.
Sábado - Cantoria com Bruno Oliveira, Fábio Ourique e Jorge Sebastião e baile com Zé Maria.
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Nº 1276Pensamento da Semana
PENSAMENTO DA SEMANA
Abraçarem-te a alma
Abraçarem-te a alma.
Sabes o que é?
Quando alguém chega, de mansinho, e se mostra por dentro, com tudo o que é, da forma mais verdadeira que é, abraça-te a alma.
Quando alguém se faz abraço que cura, abraça-te a alma.
Quando alguém te dá a mão como quem te dá o coração, abraça-te a alma.
Quando alguém te sorri e te resgata sempre mais um sorriso, abraça-te a alma.
Quando alguém te fala com o coração, e ao coração, abraça-te a alma.
Quando alguém te sente o coração (mesmo sem ser preciso falar), abraça-te a alma.
Quando alguém se faz presença que ampara e que sossega, longe ou perto, abraça-te a alma.
Quando alguém se faz, e te faz, morada, abraça-te a alma.
Quando alguém se tatua no teu coração, abraça-te a alma.
Quando alguém se faz pedacinho de amor que salva, abraça-te a alma.
Abraçarem-te a alma.
Sabes o que é?
A forma mais bonita de dizer "gosto de ti", sem ser preciso dizer.
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