Nº 1276

 

Porquê mandar os meus filhos à catequese?

Muitas pessoas interrogam: «Porquê mandar os meus filhos à catequese? É importante? Eles já se cansam da escola! E, depois, é sempre a mesma coisa: moral e mais moral!»

Encontra-se, igualmente,  muita gente que já nem faz estas perguntas, ou que nem espera as respostas. Porque já tomaram a decisão de não levar os filhos à catequese – ou deixam a eles a iniciativa de pedir para ir – e também já não dão muita importância à prática da fé, pela participação na missa, por exemplo.

Para muitas pessoas, a preocupação em relação à Igreja é meramente social: batismo (por tradição), primeira comunhão (para acompanhar os amigos), crisma (para ser padrinho ou madrinha).

Mas, afinal, para que serve a catequese? Para muita gente significa «aprender a doutrina». E o que é isso? Leis, mandamentos, proibições… para a maioria, sem conhecer e entender a fundo, coisas desatualizadas!

Para a Igreja, a catequese serve para revelar a Pessoa que, de maneira extraordinária e inovadora, viveu e nos ensinou orientações para crescermos de forma equilibrada e feliz, com saúde física, mental e espiritual: JESUS CRISTO!

E isso faz-se em diversos anos, para acompanhar a evolução intelectual e afetiva das crianças. Porque à descoberta intelectual de Jesus Cristo, pela leitura da Bíblia, há que associar-se a adesão de amizade e apaixonada ao estilo de vida que Ele propõe.

Aos catequistas, pede-se que nunca se esqueçam de mostrar às crianças a personalidade sedutora de Deus: Pai, Jesus e Espírito Santo. Mais do que falar de Deus, de transmitir doutrinas, que a catequese sejam encontros para falar com Deus, para sentir a sua presença.

Aos pais e à sociedade pede-se que abordem a Bíblia e toda a mensagem cristã como pedagogia para a vida. A tendência natural da educação das famílias e da sociedade é querer preparar as crianças como se tudo corresse bem e não fossem encontrar nunca dificuldades na vida. Mas quem as prepara para as dificuldades? Quem as habilita para não se deixarem traumatizar pelos obstáculos e sofrimentos? Quem as ensina a pensar com liberdade e consciência crítica, a gerir com maturidade os pensamentos e emoções, a expandir a arte da contemplação do belo na natureza e em cada ser vivo, a dar sem contrapartidas, a colocar-se no lugar do outro e a considerar as suas dores e necessidades? O maior e melhor educador é Jesus Cristo.

Publicado por Fraternitas Movimento

 

MEDITAR

A vinha do Senhor para um povo que dá fruto

A parábola é ao mesmo tempo sombria e transparente: a vinha é Israel, o mundo sou eu. Vinha que produz uvas bravas, em Isaías; uma colheita de sangue, em Mateus. Sou vinha e deceção de Deus.

A parábola é dura, e corre para um epílogo sangrento, já evidente nas primeiras palavras dos vinhateiros, insensatas e brutais: “Este é o herdeiro, vamos matá-lo e ficaremos com a herança!” Mas é também uma fissura no coração de Deus: Jesus amava a vinha, como os profetas, compreende-se desde as primeiras linhas: um homem, com muito cuidado, plantou, cercou, cavou, construiu.

Jesus observa o homem do campo, o nosso Deus camponês: vê-o olhar para a sua vinha com olhos de enamorado e rodeá-la de cuidado. Depois os dois profetas cantam o lamento do amor dececionado: “o guardião tornou-se um predador” (Laudato si'), mas ao mesmo tempo contam a história da paixão indomável do Deus das vinhas, que nunca desiste, a quem nunca faltam maravilhas, que três vezes, depois de cada deceção, reinicia o cerco ao coração, com novos profetas, novos servos, até com o próprio filho.

O que mais eu poderia ter feito por ti que não fiz? Palavras de um Deus apaixonado e triste, que continua fazendo por mim o que ninguém jamais fará. Até à viragem da história: no final, o que fará o senhor da vinha? A resposta dos chefes é trágica: continuar com a mesma lógica, matar, eliminar os assassinatos, metendo em campo mais violência.

Vingança, morte, mais sangue. Mas isto não vai acontecer assim. Este não é o rosto, mas a máscara de Deus.

A parábola não termina na falta de amor ou na vingança, mas numa confiança injustificada, unilateral, assimétrica, porque entre Deus e o homem as derrotas servem apenas para fazer realçar mais o amor.

A vinha de Deus será dada a um povo que produza os seus frutos. E então começa do início a contagem e o risco da esperança. Assim é o nosso Deus: Nele o lamento nunca prevalece sobre o futuro. Há um povo, há um homem, certamente está a nascer, talvez já se tenha metido ao trabalho , quem sabe já a fez frutificar.

Há, estão a surgir, em mil pequenas vinhas secretas, bons produtores que cuidam da vinha em vez de a saquear, que se colocam ao serviço da humanidade, em vez dos outros que se metem ao serviço da sua própria vida. São os guardiões do nosso futuro.

Sabem produzir aqueles bons frutos que Isaías enumera: Esperava justiça, esperava retidão, não mais gritos dos oprimidos, não mais sangue. O profeta sonha com uma história que não seja uma guerra de posses e uma batalha de poder, mas uma colheita de justiça e de paz, o rosto dos filhos de Deus não sejam mais humilhados. O Reino começa com estes bagos de Deus, como pequenos cachos de Deus entre nós.

Ermes Ronchi

 

PENSAMENTO DA SEMANA

Abraçarem-te a alma

Abraçarem-te a alma.

Sabes o que é?

Quando alguém chega, de mansinho, e se mostra por dentro, com tudo o que é, da forma mais verdadeira que é, abraça-te a alma. 

Quando alguém se faz abraço que cura, abraça-te a alma.

Quando alguém te dá a mão como quem te dá o coração, abraça-te a alma.

Quando alguém te sorri e te resgata sempre mais um sorriso, abraça-te a alma.

Quando alguém te fala com o coração, e ao coração, abraça-te a alma.

Quando alguém te sente o coração (mesmo sem ser preciso falar), abraça-te a alma.

Quando alguém se faz presença que ampara e que sossega, longe ou perto, abraça-te a alma.

Quando alguém se faz, e te faz, morada, abraça-te a alma.

Quando alguém se tatua no teu coração, abraça-te a alma.

Quando alguém se faz pedacinho de amor que salva, abraça-te a alma.

Abraçarem-te a alma.

Sabes o que é?

A forma mais bonita de dizer "gosto de ti", sem ser preciso dizer.

Daniela Barreira


 

INFORMAÇÕES

 HORÁRIOS DA CATEQUESE NOS BISCOITOS

 2º Ano - Catarina Gomes e Paula

3º Ano - Afonso e Marisa.

5º Ano - Anabela Santos e Patrícia.

6º Ano - Marleen e Emília.

9º Ano - Sónia Ávila  e Angelina.

10º Ano - Pe. Manuel António - quarta-feira às 17 horas - na Escola. 

 

Reunião para pais e encarregados de educação

            Neste início do ano de catequese, gostaria de me encontrar com os pais e encarregados de educação nos seguintes dias:

Ribeira Seca – Terça-feira, dia 6 de outubro, às 19 horas, na Igreja Paroquial

Calheta – Quarta-feira, dia 7 de outubro, às 19 horas, na Igreja Matriz.

Biscoitos – Quinta-feira, dia 8 de outubro, às 19 horas, na Igreja dos Biscoitos.

 

CASA DOS BOLOS - Ribeira Seca

Os mordomos da Casa dos Bolos do Domingo da Santíssima Trindade de 2026, vem expressar o seu profundo e sincero agradecimento a todas as pessoas que contribuíram monetariamente aquando da realização do peditório em Louvor da Santíssima Trindade. A vossa generosidade, disponibilidade e espírito de partilha, foram fundamentais para a concretização desta iniciativa, permitindo manter viva esta tradição e celebrar este momento com dignidade e devoção. A todos os que colaboraram e demonstraram o seu apoio, deixamos uma palavra de elevada estima e reconhecimento. O sucesso desta iniciativa é também fruto do contributo e do envolvimento de toda a comunidade. O nosso mais sincero e sentido agradecimento a todas as pessoas que nos ajudaram na confeção e execução do tapete, passando abaixo a mencionar os mordomos para o ano de 2027:

- Carlos Manuel Azevedo Brasil;

- Pedro Miguel Fontes da Silveira;

- Marina Maria Ávila Ribeiro;

- João Valter da Silveira;

 - José António Ávila Dias


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Nº 1276

Pensamento da Semana

 

PENSAMENTO DA SEMANA

Abraçarem-te a alma

Abraçarem-te a alma.

Sabes o que é?

Quando alguém chega, de mansinho, e se mostra por dentro, com tudo o que é, da forma mais verdadeira que é, abraça-te a alma. 

Quando alguém se faz abraço que cura, abraça-te a alma.

Quando alguém te dá a mão como quem te dá o coração, abraça-te a alma.

Quando alguém te sorri e te resgata sempre mais um sorriso, abraça-te a alma.

Quando alguém te fala com o coração, e ao coração, abraça-te a alma.

Quando alguém te sente o coração (mesmo sem ser preciso falar), abraça-te a alma.

Quando alguém se faz presença que ampara e que sossega, longe ou perto, abraça-te a alma.

Quando alguém se faz, e te faz, morada, abraça-te a alma.

Quando alguém se tatua no teu coração, abraça-te a alma.

Quando alguém se faz pedacinho de amor que salva, abraça-te a alma.

Abraçarem-te a alma.

Sabes o que é?

A forma mais bonita de dizer "gosto de ti", sem ser preciso dizer.

Daniela Barreira

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