Nº 1278

 

Ver-me com os olhos de Deus

Vale a pena olhar para mim próprio com os olhos de Deus. Com justiça e amor. Aceitando-me. Acolhendo os meus erros, os meus arrependimentos e as minhas fragilidades. Procurando com ternura as razões daquelas falhas que eu próprio não consigo (ou não quero) assumir, enfrentar e tentar resolver.

 

Deus vê para lá do que os olhos conseguem saber. Abre o Seu coração ao meu coração e procura o meu abraço tanto quanto eu procuro o Seu.

 

O perdão é uma escolha de amor. Quem perdoa não deixa de sentir dor. Não se deve perdoar de acordo com a medida da falta, nem com as emoções, mas sim de acordo com o amor que se tem e se quer ter por quem se perdoa.

 

É duro perdoar, mas é ainda pior não o fazer. Há quem dê abrigo dentro de si a mágoas de que se poderia livrar se perdoasse a quem é responsável por elas… e, muitas vezes, é a própria pessoa que não é capaz de se perdoar.

 

Importa perguntar a mim mesmo o que quero de Deus. Desejo os benefícios que Ele me pode dar para não sofrer e ter aquilo com que sonho (ainda que não mereça nem uma coisa nem outra!)? Ou quero a Sua presença e a força para continuar a viver e amar com vontade, sabedoria e perseverança, apesar de tudo o que me dói, de tudo o que me falta e de todos os sonhos que não consigo alcançar?

 

E o que quererá Deus de mim? Será que consigo escutá-l’O como Ele me escuta?

José Luís Nunes Martins

 

MEDITAR

 

Acreditar é uma celebração. Devemos estar prontos

Muitos crentes, prisioneiros de uma religiosidade pré-evangélica, colocam a pedra angular da relação entre o homem e Deus no pecado a expiar, tendo na base de tudo o pecado original. Pelo contrário, o Evangelho diz repetidamente que a espinha dorsal da fé é o dom e, na sua base, o dom original: «Se conhecesses o dom de Deus!».

A parábola de hoje conta-o bem: há uma festa na cidade, a mais importante das celebrações, o filho do rei vai casar-se. A religião respira um ar de celebração, baseia-se no dom. A história gira em torno de três imagens: uma sala vazia; a busca pelas ruas; uma veste errada.

Começa bem, mas logo se transforma em tristeza. A sala vazia certifica um fracasso, como nalgumas das nossas igrejas tristes e meio vazias, com o pão e o vinho que ninguém quer, ninguém procura, ninguém gosta; com a nossa apatia em relação à Palavra. E aí vem a surpresa: a recusa não revoga o dom.

Se os corações e as casas dos convidados se fecham, o inesperado Senhor abre encontros noutros lugares. Tal como deu a vinha a outros agricultores na parábola do domingo passado, também dará o banquete a outros famintos. Os servos são enviados com uma ordem ilógica e fabulosa: Todos os que encontrardes convidai-os para a boda. Todos, independentemente do mérito ou da formalidade. “Não peçais nada, convidai”.

É belo esse Deus que, ao ser rejeitado, em vez de diminuir as expectativas, as eleva: chama todos! Abre, amplia, revitaliza, vai mais longe, tem tanta alegria para dar. E dos muitos convidados passa a todos os convidados, dos notáveis ??da cidade passa para o último da fila: deixem entrar todos, maus e bons. Inclusivamente primeiro os maus e depois os bons. E eu que pensava que ao lado de Deus só havia lugar para os bons, os melhores, os perfeitos: em vez disso “a sala encheu-se!” e não apenas de pessoas boas...

Quando o rei desce ao encontro da multidão festiva do salão, aprecio a imagem de um Deus que entra no coração da vida. Pensamos nele como algo distante, separado, sentado no seu trono de juiz, mas em vez disso ele está dentro desta sala do mundo, dentro da vida, aqui connosco, como alguém que toma a peito a alegria e cuida dela.

Convidou mendigos e maltrapilhos e admira-se que um deles não se tenha vestido bem. Mas não é pelo que veste sobre a pele, mas pelo que veste na alma.

O homem “sem traje de festa” é expulso não porque seja pior que os outros, mas porque não está interessado, sem festa no coração. Ouvir esta parábola dá-me um aperto no estômago: ainda são tão poucos os cristãos que sentem Deus como um vinho de alegria, uma flauta do alto. São tão poucos para quem acreditar é uma celebração, a beleza de viver, a capital da força e dos sorrisos.

 

Ermes Ronchi

 

"O Senhor quer que também nós cheguemos a ser estrelas; que também em nós aconteça esta explosão transformadora da fé, por meio da qual é irradiada a luz que Ele depositou em nós para que encontremos o caminho e cheguemos a ser indicadores do caminho para os outros."

Bento XVI

 

PENSAMENTO DA SEMANA

A vida é mais que uma carreira,

viver é mais que existir

e o amor vale mais do que o sucesso.

Porque tenho a certeza absoluta

que a Plenitude da Vida é o Regaço de Deus,

onde ninguém vale pelo que tem,

pelo que sabe ou pelo que manda.

No regaço de Deus cada um é aquilo que ama!

Rui Santiago, cssr


 

INFORMAÇÕES

NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

No próximo dia 12 de outubro teremos missa em louvor de Nossa Senhora de Fátima, na Ribeira Seca, às 19h30 seguida de procissão de velas.

 

MISSA NO SANTUÁRIO DA CALDEIRA

No próximo domingo, 18 de outubro, às 15h30 horas.

 

CATEQUESE NA CALHETA

 

1º Ano - Ana Rita.

2º Ano - Sara Noronha.

4º Ano - Helena Branco.

5º Ano - Alice Pessoa.

6º Ano - Mário Borba.

7º Ano - Natércia.

9º Ano - Vânia Gomes.

10º Ano - Pe. Manuel António - quarta-feira às 17 horas - na Escola. 

 

CATEQUESE NA RIBEIRA SECA

1º Ano - Filomena Oliveira - quarta-feira às 16h30

2º Ano - Cátia Gomes - quarta-feira às 16h30

3º Ano - Patrícia Oliveira - quarta-feira às 16h30

4º Ano - Sofia Fagundes - terça-feira às 16h30

5º Ano - Sandra Silva - quarta-feira às 17h30

6º Ano - Fátima Homem - quarta-feira às 17h30

7º Ano - Susete Nunes  - terça-feira às 17h30

8º Ano - Elisete Silveira - segunda-feira às 17h30

9º Ano - Filomena Rosa - 17h30

10º Ano - Pe. Manuel António - quarta-feira às 17 horas - na Escola. 


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Pensamento da Semana

 

PENSAMENTO DA SEMANA

A vida é mais que uma carreira,

viver é mais que existir

e o amor vale mais do que o sucesso.

Porque tenho a certeza absoluta

que a Plenitude da Vida é o Regaço de Deus,

onde ninguém vale pelo que tem,

pelo que sabe ou pelo que manda.

No regaço de Deus cada um é aquilo que ama!

Rui Santiago, cssr

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