nº 1258

 

O PENTECOSTES E A DESCIDA DO ESPÍRITO SANTO

No contexto cristão, esta celebração ocorre 50 dias após a Páscoa, comemora a descida do Espírito Santo sobre os Apóstolos e sobre Maria, marcando o início da Igreja primitiva e Maria como Mãe da Igreja.

A descida do Espírito Santo no Pentecostes está associada ao Batismo no Espírito Santo. O Pentecostes é mais do que uma “festa espiritual”, é uma rutura com tudo aquilo que é acessório, isto é, decoração, com a mediocridade espiritual.

O Pentecostes marca efetivamente o nascimento da Igreja, corpo vivo e ousado, porque ousa enfrentar e afrontar tudo o que não deve ser Igreja.

O Espírito Santo é vivo e é vida porque irrompe sobre nós, como irrompeu sobre os Apóstolos para iniciar a Sua Igreja, da qual todos fazemos parte.

Com a Sua descida, tal qual como um vulcão, chega com um barulho forte e enérgico, com a forma de línguas de fogo que transformam as pessoas e as suas vidas, pois já não terão medo e serão compreendidas por todos. A Sua força transforma e muda-nos de forma nova e radical num povo novo e diferente, pois impera a linguagem do Amor.

Assim, podemos afirmar que no Pentecostes somos desafiados, por esta força, a perder o medo e a enfrentar o mundo de costas direitas e rosto levantado, porque ao sermos batizados tornamo-nos  testemunhas de Jesus, e missionários da Palavra.

Ser cristão é ser transformado por uma presença que se chama Espírito Santo e que, quer queiramos, quer não, nunca nos abandona nem nos entrega ao destino!

Naquele dia, após a subida do Mestre, os discípulos estavam trancados e cheios de medo…

É então que vem o Espírito, não Aquele que “pairava como brisa suave sobre as águas” (Gn 1, 2b), mas como um vento forte e impetuoso que:

– faz barulho;

– abre portas;

– acende a chama.

É um vento que agita e renova e acende uma fogueira.

Este Vento que empurra, que brama, que escancara portas e que ateia o lume não permite que fiquemos parados à espera do que possa vir ou acontecer.

Quando o Espírito entra, não quer mais sair e dá força, dá coragem, isto é, dá dons que têm que ser postos a render, porque são vivos e são vida.

Este Espírito acolhe, desculpa, fala verdade, corrige e enfrenta o mundo, porque incute amor, vontade de servir e muita esperança.

Então, o que foi e o que é o Pentecostes?

É celebrar a vida dada, doada e transformada, é aceitar ser transformado, é perder o medo, é assumir a missão.

Céu Castro (Adaptado)

 

MEDITAR

Pentecostes, a sinfonia das linguagens do Espírito

O Espírito Santo é Deus em liberdade. Rejeição da monotonia. Escolha da sinfonia. Última palavra, que se oferece sempre como nova, como outra: ao navio como costa, à terra como navio; para o marinheiro como nostalgia de casa, para o homem de casa como saudade do mar. Deus em liberdade. Que faz coisas que não se esperam.

Que dá a Maria um filho "fora da lei", a Isabel um filho profeta. E a nós dá tudo o que precisamos para darmos, por sua vez, a vida, ou melhor ainda: dar à vida. A Palavra de Deus hoje experimenta uma sinfonia de linguagens para tentar dizer alguma coisa da vastidão do Espírito: não são senão simples fendas, brechas abertas no mistério.

1. A primeira leitura (Atos 2,1-11) fala dos Apóstolos como "bêbados", inebriados por algo que os deixou atordoados de alegria, como uma vertigem, uma divina sedução, violenta e feliz. E a primeira Igreja, alcandorada na defensiva, é lançada para fora e para a frente.

A nossa Igreja é tentada, hoje como então, a refugiar-se e a retirar-se, porque está em crise de números, porque se multiplicam os que se declaram indiferentes ou enfastiados, esta Igreja, amada e infiel, pode ainda atingir aquele ímpeto original.

2. O salmo entre as leituras (Sl 104,30) abre a segunda fenda: "Envias o teu espírito, crias e renovas a face da terra". Uma das mais belas e revolucionárias afirmações de nossa fé é oferecida pela Oração Eucarística III, quando o presidente proclama: "Tu, que por Cristo e pela obra do Espírito fazes viver e santificas o universo".

Não apenas o homem, mas tudo o que existe; não só dar a vida, mas semear a santidade no universo, a santidade da luz, a humilde santidade da mata, da criança que nasce, do coração que ama, do ancião que pensa. Uma liturgia divina santifica o universo.

3. A terceira janela do Pentecostes é aberta por Paulo na segunda leitura (1 Cor 12,5). O Espírito dá a cada um uma manifestação particular para o bem comum. Une diversas vidas, consagra vocações diferentes, abençoa o génio e a singularidade de cada vida.

O Espírito não quer repetidores triviais, mas discípulos brilhantes, construtores de uma Igreja que encontra a unidade em torno da cruz, variedade e criatividade em torno do Espírito.

4. Por fim, o Evangelho narra o Pentecostes como um encontro leve na noite de Páscoa: «soprou sobre eles e disse: recebei o Espírito Santo» (Jo 20, 22). Nesse quarto fechado e estagnado entra o grande, amplo e profundo oxigénio do céu.

Entra o sopro de Deus que não suporta esquemas e fechamentos, que vem para nos tornar vivos, subtil e profundo como a respiração, humilde e teimoso como o bater de um coração.

Ermes Ronchi

 

Vem, Espírito Santo! Vem com o dom da Sabedoria,

iluminar os olhos e o pensamento de todos os homens e mulheres, para vermos tudo com o olhar de Deus. A sabedoria que nos abre ao conhecimento de Deus e do seu projeto de amor, e não a de quem se convence que é dono da verdade;  aquela que recolhe as nossas experiências de vida e faz crescer a esperança, que nos ajuda a reconhecer nas criaturas os sinais do criador e a cuidar de tudo o que é belo.   

P.e Vítor Gonçalves, in VOZ DA VERDADE

 

PENSAMENTO DA SEMANA

 

Pessoas luz

A todas as pessoas que carregam luz no peito e a distribuem gratuitamente - a minha profunda gratidão! 

 

São elas que iluminam os caminhos deste mundo, tantas vezes mergulhado em escuridão.

 

São elas que trazem alento aos dias cinzentos e analgesiam  dores, quem sabe dilacerantes.

 

São elas que ainda acreditam que amanhã pode ser melhor e que vale a pena persistir.

 

São elas um pedacinho do céu aqui na terra!

 

A todas as pessoas luz e em particular às que fazem parte da minha vida desejo que essa luz nunca se apague, que brilhe sempre mais e que a recebem  para si também!

 

Lucília Miranda


 

INFORMAÇÕES

CONVITE

Os mordomos da Santíssima Trindade da Ribeira Seca convidam para o terço de terça a sábado às 20h 30, domingo e segunda do Espírito Santo o terço é às 16 horas. Convidam também para a missa no domingo da Trindade às 12 horas, para as sopas a seguir à missa e para o arraial na segunda-feira.


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Nº 1276

Pensamento da Semana

 

PENSAMENTO DA SEMANA

Abraçarem-te a alma

Abraçarem-te a alma.

Sabes o que é?

Quando alguém chega, de mansinho, e se mostra por dentro, com tudo o que é, da forma mais verdadeira que é, abraça-te a alma. 

Quando alguém se faz abraço que cura, abraça-te a alma.

Quando alguém te dá a mão como quem te dá o coração, abraça-te a alma.

Quando alguém te sorri e te resgata sempre mais um sorriso, abraça-te a alma.

Quando alguém te fala com o coração, e ao coração, abraça-te a alma.

Quando alguém te sente o coração (mesmo sem ser preciso falar), abraça-te a alma.

Quando alguém se faz presença que ampara e que sossega, longe ou perto, abraça-te a alma.

Quando alguém se faz, e te faz, morada, abraça-te a alma.

Quando alguém se tatua no teu coração, abraça-te a alma.

Quando alguém se faz pedacinho de amor que salva, abraça-te a alma.

Abraçarem-te a alma.

Sabes o que é?

A forma mais bonita de dizer "gosto de ti", sem ser preciso dizer.

Daniela Barreira

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