Nº 1236

SANTO e FELIZ NATAL
"Deixemos que a bondade brilhe.
Que a paz se instale.
Que a justiça floresça.
E que o amor vença."
MEDITAR
São José homem justo com os mesmos sonhos de Deus
Entre os guardiões da espera aparece o momento de José, um homem de sonhos e mãos calejadas, o último patriarca do antigo Israel, selo de uma história repleta de contradições e promessas: a sua casa e os seus sonhos contam uma história de amor, as suas dúvidas e o seu coração ferido contam uma história muito humana de expectativas e crises. Antes de irem morar juntos, Maria ficou grávida ... Então José pensou em repudiá-la em segredo. Ocultamente. É a única maneira que encontra para salvar Maria do risco de apedrejamento, porque a ama, ocupou a sua vida, o seu coração, até os seus sonhos.
Como se aprende com Jesus a opor-se à lei antiga, a colocar a pessoa antes das regras, senão sentindo José contar a história daquele amor que o fez nascer (o amor é sempre um pouco fora da lei ...), a história de uma manobra destinada a subtrair a mãe à lapidação? Como é que Jesus aprendeu a escolher o termo de casa "abba", no seu dizer de criança, tão identificadora e exclusiva, se não frente àquele homem de olhos e coração profundos?
Chamando José "abba", papá, aprendeu o que evoca esse nome doce e muito forte, como uma revelação da face do amor de Deus. José que nunca fala, de quem o evangelho não lembra sequer uma palavra, um homem silencioso e corajoso , concreto e livre, sonhador: o destino do mundo é confiado aos seus sonhos. Porque o homem justo tem os mesmos sonhos que Deus. Que quer coragem para sonhar, não apenas fantasias. Significa não estar satisfeito com o mundo como ele é. A matéria da qual os sonhos são feitos é a esperança (Shakespeare).
O Evangelho contém quatro sonhos de José, sonhos de palavras. E de cada vez trata-se de um anúncio parcial, incompleto (toma o menino e a sua mãe e foge ...) todas as vezes uma breve profecia, curta demais, sem um horizonte claro, sem data de retorno. No entanto, o suficiente para manter mãe e filho próximos de si, viajar para o Egipto e depois retomar o caminho de casa. É o caminho imperfeito dos justos e por fim dos profetas, também de todos os crentes: Guia-me Tu, Luz suave, / através das trevas que me rodeiam, /Sê Tu a guiares-me! / A noite está escura / e estou longe de casa, / Sê Tu a guiares-me! / Sustenta os meus pés vacilantes: / não peço para ver / o que me espera no horizonte / um passo apenas será suficiente para mim (cardeal John Henry Newman).
Nós também teremos tanta luz quanto for precisa para cada passo, e então a luz será renovada, como nos sonhos de José. Teremos tanta coragem quanta a necessária para enfrentar a primeira noite. Depois a coragem será renovada, como os anjos do justo José.
Ermes Ronchi
Caminhar com Maria
«Caminhar com Maria é muito mais do que participar de procissões e rituais cheios de pompas e circunstâncias. É um convite a seguir o exemplo da Mãe de Jesus, que, acima de tudo, foi servidora e acolhedora.
Maria, ao longo de sua vida, sempre esteve ao lado dos mais humildes, daqueles que a sociedade invisibiliza e marginaliza.
Infelizmente, em muitos casos, algumas instituições religiosas parecem esquecer-se dessa essência do caminhar com Maria. Elas focam-se em grandes eventos, cerimónias elaboradas, e muitas vezes deixam de lado a verdadeira missão que é acolher os necessitados, ouvir os que estão à margem e oferecer o serviço ao próximo.
A verdadeira caminhada de Maria não está nos altares adornados, mas nos gestos simples de amor e compaixão. Está em estender a mão ao irmão que sofre, em dar voz aos silenciados, em ser presença viva de solidariedade e empatia. Maria não buscava honrarias, mas sim, servia com humildade. Caminhar com ela é lembrar que a sua maior glória foi ter sido mãe, amiga e protetora de todos, especialmente dos pobres e desamparados.
Portanto, ao caminhar com Maria, que possamos lembrar que a fé sem obras é vazia, e que o verdadeiro seguimento não está nos aplausos e nas celebrações, mas no serviço sincero e no acolhimento daqueles que mais precisam. Que o exemplo de Maria nos inspire a construir uma igreja que não se esquece dos seus filhos mais invisíveis, mas que dá passos concretos em direção ao amor, à justiça e à verdadeira caridade.»
Samuel Elânio (adaptado)
PENSAMENTO DA SEMANA
«O Natal é tempo de celebrar o colo de quem nos sonhou e esperou,
de quem nos ofereceu da sua vida,
sem que nada lhe tivéssemos pedido.
Quem nos deu a luz e à luz...
quem nos amou mesmo antes de existirmos
e não deixará de nos amar, jamais…
mesmo acima dos céus.»
José Luís Nunes Martins
INFORMAÇÕES
CORTEJOS DE OFERENDAS
Dia 25 de dezembro - Fajã dos Vimes.
Dia 28 de dezembro - Portal
Dia 1 de janeiro - Biscoitos - Loural
Dia 4 de janeiro - Calheta - Ribeira Seca
Dia 18 de janeiro - Er.da de S.to António.
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Nº 1276Pensamento da Semana
PENSAMENTO DA SEMANA
Abraçarem-te a alma
Abraçarem-te a alma.
Sabes o que é?
Quando alguém chega, de mansinho, e se mostra por dentro, com tudo o que é, da forma mais verdadeira que é, abraça-te a alma.
Quando alguém se faz abraço que cura, abraça-te a alma.
Quando alguém te dá a mão como quem te dá o coração, abraça-te a alma.
Quando alguém te sorri e te resgata sempre mais um sorriso, abraça-te a alma.
Quando alguém te fala com o coração, e ao coração, abraça-te a alma.
Quando alguém te sente o coração (mesmo sem ser preciso falar), abraça-te a alma.
Quando alguém se faz presença que ampara e que sossega, longe ou perto, abraça-te a alma.
Quando alguém se faz, e te faz, morada, abraça-te a alma.
Quando alguém se tatua no teu coração, abraça-te a alma.
Quando alguém se faz pedacinho de amor que salva, abraça-te a alma.
Abraçarem-te a alma.
Sabes o que é?
A forma mais bonita de dizer "gosto de ti", sem ser preciso dizer.
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