Nº 1235

O ADVENTO DE JOSÉ E MARIA
Olhos claros e serenos
para perscrutar o horizonte sem medo
e ver-Te sempre em outros rostos.
Braços fortes e estendidos
para abraçar com segurança e carinho
a todos os frágeis e perdidos.
Mãos suaves e calorosas
para acariciar velhos e crianças
e criar redes de Vida.
Ouvidos abertos e atentos
para escutar os sussurros e gritos
e chegar a tempo de Te encontrar.
Olfato sensível e bem-disposto
para perceber as fragrâncias e os odores
que Te precedem e tornam presente.
Pés firmes e leves
para caminhar pela vida
seguindo a tua brisa e os teus caminhos.
Coração terno e grande
para sentir o bater do teu coração
neste aqui e agora que vivemos.
Entranhas maternais
para Te acolher sempre
mesmo que nos surpreendas e desconcertes
nas noites escuras
e nas madrugadas,
venham com pesadelos ou geadas brancas.
Assim é o Advento de José e Maria,
Assim queremos que seja o nosso em cada dia.
Florentino Ulibarri, in Fé Adulta
MEDITAR
Essa nova criação que passa pelas histórias de quem vive à margem
És tu ou devemos esperar por outro?
João Baptista, o maior nascido de mulher, não tem ideias muito claras. Ele, "mais que um profeta", duvida e pede ajuda. Não sei de vós, mas eu acredito e duvido ao mesmo tempo; e Deus gosta que eu me ponha e lhe ponha a ele perguntas.
Não sei de vós, mas eu acredito e não acredito, num duelo, como o pai desesperado da história de Marcos, que tem um filho que o espírito joga no fogo e na água para matá-lo, e confessa a Jesus : «Creio, mas ajudai-me porque não creio» (Mc 9,23).
E Jesus responde de maneira maravilhosa: não oferece definições, pensamentos, ideias, teologia, nem sequer responde com um "sim" ou um "não", é pegar ou largar. Conta uma história. Era uma vez um cego... e na cidade vizinha vivia um coxo de nascença. Conta seis histórias que comunicaram a vida, tal como aconteceu nos seis dias da criação, quando a vida floresceu em todas as suas formas. Seis histórias da nova criação.
Jesus começa dos últimos da fila, não começa com práticas religiosas, mas com lágrimas: cegos, aleijados, surdos, leprosos, mortos, pobres...; onde a vida é mais ameaçada. E faz para eles um vestido de carícias. Não cura as pessoas para fortalecer as fileiras dos discípulos, para torná-los seguidores, para atraí-los à fé como peixes pescados no anzol da saúde reencontrada, mas para restaurá-los à humanidade plena e curada, para que sejam homens livres e totais. E não precisarem de chorar mais.
A Bíblia é feita sobretudo de narrativas. As histórias dizem-nos que sentido damos ao mundo, ou seja, "que história estamos a contar a nós mesmos?" Todas as grandes narrativas dizem isso: como se enfrenta a morte, contam como se faz para não morrer, e recomeçar. São uma iniciação à vida. Jesus pede aos discípulos enviados por João que entrem numa nova narração do mundo. Eles entram e veem nascer a nova terra e o novo céu. E pede-lhes que continuem a história: contem o que veem e ouvem.
Então a história faz-se pergunta: Que coisa andaram a ver no deserto? Um bom orador? Um impulsionador de multidões? Um líder carismático? Talvez uma cana soprada pelo vento? Um oportunista que se dobra para ficar com o seu lugar? O que foram ver? Um homem envolto em vestes macias?
Preocupado com fatos de marca? Com um grande carro para exibir? O que foram ver? Porque Deus não se demonstra, mostra-se. No deserto viram um corpo marcado, esculpido, gravado pela Palavra. João ofereceu uma antecipação de corpo, um capital de encarnação e a profecia se fez carne e sangue.
Todos nos alimentamos de histórias, e esta é a narrativa da qual a terra mais precisa para se alimentar: histórias de crentes credíveis.
Ermes Ronchi
PENSAMENTO DA SEMANA
ESTRELA DO ADVENTO
A Tua Estrela brilhará
Sobre os nossos dias irresolúveis, entre a escassez e a sede Sobre os motivos ávidos que nos prendem
ao seu comércio repetido e sonâmbulo
Sobre a Vida que mesmo sem querermos
permanece adiada
A Tua Estrela brilhará
Sobre a austeridade imposta também aos afetos
Sobre a dança interrompida, as mãos caladas
Sobre o silêncio mastigado em solidão
apesar do incremento previsível de embrulhos e desculpas
A Tua Estrela brilhará
Sobre os trilhos que fazemos para chegar a nenhuma parte Sobre esta aliança hesitante, mesmo se assídua
Sobre a imperfeição das promessas que acendemos
Sobre o inacabado da prece e do dom
A Tua Estrela brilhará sobre nós
Tolentino Mendonça
INFORMAÇÕES
MISSA NO SANTUÁRIO DA CALDEIRA
No próximo domingo, 21 de dezembro, às 15h30m.
PEDITÓRIO PARA A LIGA PORTUGUESA CONTRA O CANCRO
Calheta ……………… 788,27€
Fajã Grande …………. 356,40€
Rua de Baixo ………... 404,56€
Biscoitos …………….. 253,00€
Rua Nova e Relvinha ... 413,30€
Ribeira Seca ……….. 2.249,20€
Fajã dos Vimes ………. 242,00€
Portal ………………….106,00€
Santo Antão ………….. 888,26€
Topo …………………. 401,82
Norte Pequeno ……….. 515,83€
Faça download desta Carta Familiar em formato PDF: Nº 1235
Agenda Pastoral
Destaque
Mais Recente Carta Familiar em PDF!
Nº 1276Pensamento da Semana
PENSAMENTO DA SEMANA
Abraçarem-te a alma
Abraçarem-te a alma.
Sabes o que é?
Quando alguém chega, de mansinho, e se mostra por dentro, com tudo o que é, da forma mais verdadeira que é, abraça-te a alma.
Quando alguém se faz abraço que cura, abraça-te a alma.
Quando alguém te dá a mão como quem te dá o coração, abraça-te a alma.
Quando alguém te sorri e te resgata sempre mais um sorriso, abraça-te a alma.
Quando alguém te fala com o coração, e ao coração, abraça-te a alma.
Quando alguém te sente o coração (mesmo sem ser preciso falar), abraça-te a alma.
Quando alguém se faz presença que ampara e que sossega, longe ou perto, abraça-te a alma.
Quando alguém se faz, e te faz, morada, abraça-te a alma.
Quando alguém se tatua no teu coração, abraça-te a alma.
Quando alguém se faz pedacinho de amor que salva, abraça-te a alma.
Abraçarem-te a alma.
Sabes o que é?
A forma mais bonita de dizer "gosto de ti", sem ser preciso dizer.
Os nossos Links
Ouvidoria de São JorgeFAJÃS Grupo de Jovens
Cartas Familiares Anteriores
Visitas
Ver Estatísticas
