Nº 1210

 

Poemas «Viver de amor»

 

«Deixa-lhe também o manto»

Viver do Amor é dar sem olhar

Sem neste mundo exigir um salário.

Ah! Eu dou sem contar,

Pois sei que quem ama é perdulário!

Ao Coração Divino, que transborda ternura,

Dei tudo. [...] Corro meus dias ligeira, sem dor nem fraqueza

Nada mais tendo que esta minha riqueza:

Viver do Amor.

 

Viver do Amor é banir o temor,

Riscando a lembrança dos erros passados.

De meus pecados não vejo nem cor,

Com amor inflamante foram perdoados!

Ó doce fornalha, ó divina chama,

Morada que elejo com todo o fulgor,

Canto em teu fogo, e sou eu quem clama (cf Dn 3,51):

«Vivo de Amor!» [...]

 

«Viver do Amor, que estranha loucura!»,

O mundo me diz. «Cessai de cantar!

Os perfumes e a vida futura

Com utilidade os deveis empregar!»

Amar-Te, Jesus, se é perda, é ganho fecundo!

Para sempre são teus meus perfumes, Senhor,

Quero cantar ao deixar este mundo:

«Morro de Amor!»

 

Amar é tudo dar e dar-se a si mesmo.

 

Santa Teresinha do Menino Jesus

 

MEDITAR

Quem sou Eu para ti?

Deus não quer saber do que sabemos Dele, mas da nossa paixão

Jesus encontrava-se num lugar solitário a orar. Silêncio, solidão, oração: é um momento repleto da maior intimidade para este pequeno grupo de homens. Intimidade entre os discípulos e com Deus. É uma daquelas horas especiais em que o amor se torna como que tangível, sente-se sobre ti, abaixo de ti, à tua volta, como um manto luminoso; momentos em que te sentes «dócil fibra do universo» (Ungaretti).

Nessa hora importante, Jesus coloca uma pergunta decisiva, algo de que depois tudo dependerá: fé, opções, vida… E vós, quem dizeis que eu sou? Jesus usa o método das perguntas para fazer crescer os seus amigos. As suas perguntas são centelhas que acendem alguma coisa, que colocam em movimento caminhos e crescimento. Jesus quer os seus poetas e pensadores da vida. «A diferença profunda entre os homens não entre crentes e não crentes, mas entre pensantes e não pensantes» (Carlo Maria Martini).

A pergunta começa com um «e vós», quase em oposição ao que diz a generalidade das pessoas. Não vos contesteis com uma fé de “ouvir dizer”, por tradição. Mas vós, vós que os barcos abandonastes, vós que caminhastes comigo durante três anos, vós meus amigos, que Eu escolhi um a um, quem sou Eu para vós? E pergunta-o ali, dentro do ventre quente da amizade, sob a cúpula dourada da oração.

Uma pergunta que é o coração pulsante da fé: quem sou Eu para ti?

Jesus não procura palavras, procura pessoas; não procura definições de si mas envolvimento consigo: o que é que te aconteceu quando Me encontraste? Assemelha-se às perguntas que os namorados se fazem: quanto lugar tenho eu na tua vida, quanto conto para ti?

E o outro responde: tu és a minha vida. És a minha mulher, o meu homem, o meu amor.

Jesus não precisa da opinião de Pedro para recolher informações, para saber se é mais corajoso do que os profetas de antigamente, mas para saber se Pedro está enamorado, se lhe abriu o coração. Cristo está vivo dentro de nós. O nosso coração pode ser o berço ou o túmulo de Deus.

O Imenso pode fazer grande ou pequeno. Porque o Infinito é grande ou pequeno na medida em que tu lhe fazes espaço em ti, lhe dás tempo e coração. Cristo não é aquilo que digo Dele, mas aquilo que vivo Dele. Cristo não é as minhas palavras, mas aquilo que Dele arde em mim. A verdade é aquilo que arde. Mãos e palavras e coração que ardem.

Em todo o caso, a resposta àquela pergunta de Jesus deve conter, pelo menos implicitamente, o adjetivo possessivo «meu», como Tomé na Páscoa: meu Senhor e meu Deus. Um “meu” que não indica posse, mas paixão; não apropriação, mas pertença. Meu, como é a respiração, e sem ela não viverei. Meu, como é o coração, e sem ele, não serei.

Ermes Ronchi

 

No dia em que celebramos a humanidade de Jesus

"Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida.»

Sinto que o meu Jesus Se vai aproximando cada vez mais de mim. Permitiu que, nestes dias, eu caísse ao mar, me afundasse na consideração das minhas misérias, da minha soberba, para me fazer compreender mais a imperiosa necessidade que tenho dele.

Quando estava prestes a afundar-me, Jesus, caminhando sobre as águas, veio sorridente ao meu encontro para me salvar. Eu queria dizer-Lhe, como Pedro: «Afasta-Te de mim, que sou um homem pecador» (Lc 5,8); mas a ternura do seu coração, a suavidade do seu tom de voz, advertiu-me: «Não tenhas medo» (Lc 5,10).

Nada temo, ao vosso lado. Descanso no vosso peito; como a ovelha perdida, escuto os latejos do vosso coração; Jesus, sou vosso, uma vez mais, sempre vosso. Contigo sou verdadeiramente grande; débil talo de junco sem Ti, sou uma coluna apoiado em Ti.

Não me hei-de esquecer nunca da minha miséria, para recear sempre de mim mesmo; mas, embora humilhado e confuso, devo, com confiança crescente, abraçar-me ao vosso coração, porque a minha miséria é o trono da vossa misericórdia e do vosso amor."

 

PAPA João XXIII - Diário de Uma Alma

 

PENSAMENTO DA SEMANA

 

Há dois tipos de sabedoria: a inferior e a superior. A sabedoria inferior é dada por tudo o que uma pessoa sabe, e a superior é dada pela consciência do que não se sabe. Os verdadeiros sábios são os mais convictos da sua ignorância. Desconfiem das pessoas auto-suficientes. O orgulho é um golpe contra a lucidez, um atentado contra a inteligência.

A sabedoria superior tolera; a inferior julga; a superior alivia, a inferior culpa; a superior perdoa, a inferior condena. Na sabedoria inferior há diplomas, na superior ninguém se diploma, não há mestres nem doutores, todos são eternos aprendizes.

Augusto Cury, O Mestre do Amor


 

INFORMAÇÕES

FESTA DO CRUZEIRO NA CALHETA

Tríduo de preparação nos dias 22, 23 e 24 de junho às 19 horas, com missa.

A festa será no dia 25 de junho, com missa às 20h00 horas seguida de  procissão de velas.

 

MISSA NO SANTUÁRIO DA CALDEIRA

No próximo sábado, 28 de junho, às 14h30 horas.

 

FESTA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

RIBEIRA SECA

 

Tríduo preparatório - 25, 26 e 27 de junho Eucaristia às 18 horas.

Confissões - sexta-feira, 27 de junho, entre as 17 e as18 horas.

Eucaristia Solene, 29 de junho, às 12h00 seguida de procissão.

TERÇO - LOURAL

O terço em louvor do Divino Espírito Santo no Loural, é às 20 horas.

 


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Nº 1276

Pensamento da Semana

 

PENSAMENTO DA SEMANA

Abraçarem-te a alma

Abraçarem-te a alma.

Sabes o que é?

Quando alguém chega, de mansinho, e se mostra por dentro, com tudo o que é, da forma mais verdadeira que é, abraça-te a alma. 

Quando alguém se faz abraço que cura, abraça-te a alma.

Quando alguém te dá a mão como quem te dá o coração, abraça-te a alma.

Quando alguém te sorri e te resgata sempre mais um sorriso, abraça-te a alma.

Quando alguém te fala com o coração, e ao coração, abraça-te a alma.

Quando alguém te sente o coração (mesmo sem ser preciso falar), abraça-te a alma.

Quando alguém se faz presença que ampara e que sossega, longe ou perto, abraça-te a alma.

Quando alguém se faz, e te faz, morada, abraça-te a alma.

Quando alguém se tatua no teu coração, abraça-te a alma.

Quando alguém se faz pedacinho de amor que salva, abraça-te a alma.

Abraçarem-te a alma.

Sabes o que é?

A forma mais bonita de dizer "gosto de ti", sem ser preciso dizer.

Daniela Barreira

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