Nº1078

 

"Maria Teve Um Menino!

Esta notícia bonita depressa se espalhou pela aldeia de Nazaré.

O Menino de Maria nasceu e cresceu

envolto em ternura e muito amor.

Era uma criança encantadora,

como acontece com todas as crianças.

Chorava, tinha fome de felicidade, alimentava sonhos e ilusões.

Em Nazaré, toda a gente dizia que o filho de Maria

era um Menino encantador.

Mas ninguém podia suspeitar

que o filho de Maria havia de chamar pai ao próprio Deus!

No coração do filho de Maria,

o Divino enxertou-se no Humano,

a fim de a Humanidade ser divinizada

e ser introduzida na Família de Deus.

As pessoas que tomavam ao colo o Menino de Maria

não podiam imaginar que, no encanto daquela criança,

se estava a manifestar a ternura do próprio Deus!

No interior deste Menino encontravam-se, em perfeita unidade,

o melhor de Deus e o melhor da Humanidade.

Crescia como outra criança qualquer.

Chamava pai a um homem e mãe a uma mulher.

Deus Santo,

nós vos louvamos pela missão gloriosa que confiastes a Maria.

Espírito Santo,

nós te bendizemos por teres otimizado o coração de Maria, capacitando-a para amar o Filho de Deus

com o teu próprio jeito maternal e divino de amar.

Nós te louvamos, Maria,

pois todas as gerações têm reconhecido e proclamado

a grandeza da Missão que Deus te confiou.

Bendita és tu, Maria,

porque foste fiel à missão e aos talentos que recebestes!

Ave, Cheia de Graça!"

 

Rui Santiago cssr, in Salmos para o Terceiro Milénio 2, 2010

 

MEDITAR

Advento: tempo para cuidar das raízes

Sentimos indignação quando alguém corta uma árvore e deixa desnudo uma cepa do velho tronco com as suas raízes ainda fundadas na terra. Estava já velha, dizem alguns. Era um perigo, comentam outros. Só ocupava lugar, exclamam mais alguns.

No entanto, quando acreditavam que o velho tronco estava condenado a desaparecer, esqueceram-se  que ainda não tinham arrancado as suas raízes. Subitamente, quando menos esperavam, viram como novos rebentos brotavam no tronco velho. O tronco estava para ser cortado, mas as raízes ainda tinham vida. E enquanto há vida nas raízes, a vida é possível. “Do velho tronco de Jessé, brotará o rebento que é Jesus”.

O problema que nos aflige hoje, talvez, não seja tanto referente aos troncos, mas um problema de raízes. Há demasiadas vidas sem raízes profundas; há demasiadas instituições carentes de raízes, que terminam sendo instituições vazias; há demasiadas vocações sem raízes profundas, que nascem de ideais mais emotivos que evangélicos; há demasiadas decisões sem raízes, porque são tomadas em um momento emocional, mas sem terra que as sustente; há demasiadas convicções ideológicas sem raízes...

Por isso são vidas que morrem facilmente; morrem com a facilidade com a qual morrem os sentimentos que as sustentavam. A suas raízes estão tão na superfície da terra que acabam morrendo antes do tronco.

Cultivamos os ramos com muito esmero, mas  esquecemo-nos das raízes. Cultivamos muito o tronco, mas não alimentamos as raízes; cultivamos muito a aparência, mas não nos preocupamos em colocar água nas silenciosas raízes que não se veem.

João é o novo rebento que anunciará a nova Árvore e a nova Vida. E ele mesmo começa por lançar água nas velhas raízes, anunciando a conversão do coração.

A Espiritualidade do Advento é a força vital que sacode o nosso mundo interior, alimenta as nossas raízes e faz surgir novos brotos que se visibilizam na nossa maneira original e inspirada de ser e viver no mundo de hoje. Tal força regenerativa procede do Espírito Santo de Deus, que nutre e aquece a nossa vida.

Compreendemos, então, que espiritualidade não tem a ver com práticas piedosas alienadas e autocentradas; é uma experiência que deve ter raízes no coração, precisa de interioridade. Se não tem interioridade, não tem sonhos nem criatividade.

O Advento  mobiliza-nos a “descer” ao chão da vida para cultivar e cuidar do nosso ser essencial com o mesmo cuidado que tem o camponês quando trabalha a terra e a plantação.

Somos Advento, ou seja, pessoas “radicais”, que vivem a partir das raízes.

Adroaldo Palaoro

 

Prece à vida!

Que o que nos dói seja breve.

Que o que nos faz felizes perdure para além do tempo que existirmos.

Que a morte seja entendida como degrau para um colo que não passa.

Que a doença nos faça compreender tudo aquilo que ainda falta curar.

Que as saudades sejam sinal, apenas, do tanto que se viveu.

Que a guerra se abrevie de todos os cenários em que se atreve, ainda, a rosnar e a fazer sangue.

Que a paz nos adormeça quando tivermos pesadelos e medos com dentes afiados.

Que as árvores nunca desistam de nos dar sombra.

Que o mar não se canse de nos receber os braços cansados.

Que tudo o que nos preocupa se endireite, se ajeite, se resolva e deixe de nos consumir.

Que nunca seja tarde para realizar um sonho. Grande ou pequeno.

Que as últimas palavras que dizemos a alguém que parte sejam sempre boas e de amor. Seja para quem parte em viagem ou para quem parte deste mundo.

Que nunca nos cansemos de fazer o bem mesmo quando o mundo se esquecer de ser bondoso connosco.

Que o cheiro da chuva depois de cair na terra nos lembre sempre das nossas raízes.

Que o falar dos pássaros nos semeie vozes e poemas novos dentro da alma e do coração.

Que a nossa coragem volte, mesmo que nos abandone temporariamente.

Que saibamos viver tudo por amor, com amor e em nome do amor.

Tenha a forma que tiver. Tenha a cara que tiver.

Que saibamos ser felizes no meio do caos.

Que saibamos abrandar quando nos pedem que aceleremos ainda mais.

Que saibamos parar mesmo quando nos atropelarem o caminho.

Que a vida nos dê sempre aquilo que for para nós. E que seja, sempre, bom.

Marta Arrais


 

INFORMAÇÕES

RECEITAS

Festa de Santa Catarina - 1.426,50

 

FESTA DE NATAL

No próximo dia 08 de Dezembro haverá a Festa de Natal da Catequese e Idosos da Paróquia de São Tiago da Ribeira Seca pelas 15h, na Sociedade União Popular da Ribeira Seca. Contamos com os pais e restante família para assistir às atuações dos nossos catequizandos! Caso possam e queiram contribuir com um doce ou um salgado para o lanche, será sempre bem-vindo! Boas Festas!


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Nº 1087

Pensamento da Semana

 

PENSAMENTO DA SEMANA

 

“Não importa o quanto às vezes seja difícil, o quanto às vezes eu me atrapalhe, o quanto às vezes eu seja a densa nuvem que esconde o meu próprio sol, quantas vezes seja preciso recomeçar: combinei comigo não desistir de mim.

Quanto mais o tempo passa, mais amorosamente, mais contente, mais compassiva, eu cumpro esse trato.”

Ana Jácome

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