Nº 1047

 

De mãe!
Certa vez perguntaram a uma mãe qual era o seu filho preferido, aquele que ela mais amava. E ela deixou entrever um sorriso e respondeu:
"Nada é mais volúvel que um coração de mãe". E, como mãe,  respondeu-lhe: o filho predileto, aquele a quem me dedico de corpo e alma é...
O meu filho doente, até que sare
O que partiu, até que volte
O que está cansado, até que descanse
O que está com fome, até que se alimente
O que está com sede, até que beba
O que está estudando, até que aprenda
O que está nu, até que se vista
O que não trabalha, até que se empregue
O que namora, até que se case
O que casa, até que conviva
O que é pai, até que os crie
O que prometeu, até que cumpra
O que chora, até que cale
E já com o semblante bem distante daquele sorriso completou:
O que me deixou, até que o reencontre.

Parabéns pelo seu dia!

Autor desconhecido

 MEDITAR

TU AMA-ME ?

Esta pergunta que o Ressuscitado dirige a Pedro chama-nos a todos nós que acreditamos que a vitalidade da fé não é uma questão de compreensão intelectual, mas de amor a Jesus Cristo.

É o amor que permite a Pedro entrar em relação viva com Cristo ressuscitado e que pode também nos introduzir no mistério cristão. Quem não ama dificilmente pode "compreender" algo da fé cristã.

Não devemos esquecer que o amor brota de nós quando começamos a abrir-nos  para outras pessoas com uma atitude de confiança e dedicação que sempre vai além de razões, testes e demonstrações. De certa forma, amar é sempre «aventurar-se».

Assim acontece também na fé cristã. Tenho motivos que me convidam a dar crédito a Jesus Cristo. Mas, sei que o amo, não o amo, em última análise, pelos dois factos que os pesquisadores me dão, não pelas explicações que nós teólogos damos, mas porque ele desperta em mim uma confiança radical no seu povo.

Mas há algo mais. Quando realmente amamos uma determinada pessoa, pensamos nela, procuramos por ela, amámo-la,  sentimo-nos próximos. De alguma forma, todas as nossas vidas foram tocadas e transformadas por ela, pela sua vida e pelo seu mistério.

A fé cristã é «uma experiência de amor». Por isso, credenciar Jesus Cristo é muito mais do que “reconhecer verdades” sobre Ele. Acreditamos verdadeiramente quando sentimos que Ele se está  tornando o centro dos nossos pensamentos, do nosso amor e das nossas vidas. Um teólogo tão alheio às frivolidades como Karl Rahner não hesita em afirmar que só podemos crer em Jesus Cristo «não supondo que queremos amá-lo e ter a coragem de abraçá-lo».

Este amor por Jesus não nos reprime ou destrói o nosso amor pelas pessoas. Pelo contrário, é justamente aquele que pode dar-lhe a sua verdadeira profundidade, libertando-o da mediocridade e da mentira. Quando se vive em comunhão com Cristo, é mais fácil descobrir que é o que chamamos de "amor" e muitas vezes nada mais do que "egoísmo sensato e calculista" dado a quem sabe se comportar com habilidade, mas nunca se atreve a amar plenamente generosidade.

A experiência do amor a Cristo pode-nos dar forças para amar, assim como sempre esperamos algum ganho ou abdicar – pelo menos uma vez – de pequenas vantagens para melhor servir a quem precisa de nós. Talvez algo realmente novo acontecesse nas nossas vidas se pudéssemos responder com sinceridade à pergunta do Ressuscitado: «Tu amas-me?».

  José Antonio Pagola, adaptado

 

 

SEMANA DAS VOCAÇÕES 1 - 8 MAIO 2022

 NOTA PASTORAL

A Semana das Vocações, neste ano de 2022, decorre entre os dias 1 e 8 de maio, culminando no IV domingo da Páscoa, em que a Igreja celebra o 59º Dia Mundial de Oração pelas Vocações. Em cada ano, constituiu uma oportunidade para o testemunho de pessoas que se deixaram tocar pelo amor de Deus, a oração pelas vocações de especial consagração e a reflexão catequética nas paróquias e nas famílias.

No contexto atual, entre as experiências da pandemia e da guerra, as vocações podem ser contempladas como dons ativos de Deus, que requerem o acolhimento (com)passivo de pessoas que estejam dispostas a deixarem-se transformar pela bondade com que o próprio Deus quer destinar-lhes e, a partir delas, “aspergi-la” por gestos concretos em favor dos que fogem da ansiedade que rouba o sentido de viver e dos anseiam pela paz.

O chamamento de Deus surge, pois, sempre para cada homem e mulher como convocação para uma Igreja que, por sua vez, é chamada a organizar-se como caminho sinodal de comunhão, participação e missão. São estas as caraterísticas fundamentais para qualquer estilo de vida que transpareça, pela graça de Deus, a vocação universal à santidade.

Nesta hora de tremenda mudança, o verbo da missão ? envio a ajudar ? conjuga-se com o verbo da vocação ? chamar os que ainda não encontraram o seu sentido não em ideias abstratas, mas em ações concretas de bem para a humanidade.

Que sobretudo os jovens, durante esta semana, possam encontrar nas nossas comunidades verdadeiros “púlpitos” onde possam ser escutados e, consequentemente, possam estar mais abertos a escutar a Palavra de Deus que os (ch)ama.

A Comissão Episcopal Vocações e Seminários

 PENSAMENTO DA SEMANA

 Ser mãe
É sorrir quando o coração chora.
É lutar quando não há mais forças.
É amar independente de tudo e todos.
É doar-se sem se arrepender.
É voltar a ser criança, adolescente. É alcançar a maturidade e regredir novamente.
Ser mãe é criar, cuidar, acolher e amar...

Aline Pinheiro, adaptado

 


 

 INFORMAÇÕES

CATEQUESE DA RIBEIRA SECA

Com a finalidade de angariar fundos para a paróquia do Senhor Padre José Manuel em Timor Leste, a catequese da Ribeira Seca, vai fazer um almoço, no dia 8 de maio, pelas 13 horas, na Sociedade União Popular com a seguinte ementa: sopa de matança; feijoada; lasanha de atum; frango assado; salada de frutas e arroz doce.

Aceitam-se reservas até ao dia 5 de maio para os seguintes n.os: 965658647 e 915156079.

Podem também ajudar com bens para a confeção da ementa entregando, às catequistas ou na Casa do Povo da Ribeira Seca.

Agradecemos a colaboração e participação.


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Pensamento da Semana

 

PENSAMENTO DA SEMANA

 

É ali, bem lá ao fundo, onde o sol se esconde para dormir...

É ali, onde o mar parece acabar, mas não acaba, onde a luz se espalha ao comprido como se estivesse cansada de irradiar...

É ali, naquela linha, vês?

Ali o Céu e a Terra marcaram encontro e trocam segredos, daqueles que são mesmo segredo porque ninguém sabe, só eles...

Ali, ambos se unem no beijo mais longo e apaixonado que algum dia existiu...

Ali, naquela linha, os sonhos nascem e voam até encontrarem corações abertos que os possam acolher e transformar em realidade...

Ali, aquele lugar, chama-se horizonte e eu moro lá muitas vezes...

Eugénia Pereira

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