Nº 1043

 

Reconciliação e Quaresma

No tempo de Quaresma somos convidados a retirar-nos. Retirar-nos de nós e das nossas coisas, de forma a termos um encontro direto e pessoal com Deus e Jesus.

Recordando a Parábola do Filho Pródigo (ou do Pai Misericordioso), somos chamados a viver a reconciliação, depois de nos arrependermos das nossas faltas, devemos nos reconciliar com Deus e com o irmão. Pois se dizemos que amamos a Deus e não amamos o irmão, somos mentirosos. Como podemos não amar o irmão, que vemos e amar a Deus, a quem não vemos?

Na relação com os outros, devemos ter em conta que ninguém se deve sentir superior ao outro. Só há uma verdadeira relação de amor, quando há conhecimento e respeito. Ninguém ama aquilo que não conhece. E nós só conseguimos conhecer o outro, quando nos conhecemos, verdadeiramente, a nós mesmos.

Só quando eu me conheço e sei os meus limites, é que estou pronto para conhecer o outro. Conhecer de forma a poder amá-lo, amando tudo no outro, os seus defeitos e as suas virtudes, só assim o amor é verdadeiro.

Deus, como Pai, conhece cada um dos seus filhos e ama-os de uma forma plena e perfeita. É capaz de suportar os nossos pecados e aflições, sem nunca se cansar de perdoar e amparar. E nós nunca devemos parar de pedir e agradecer por este imenso amor que Deus nos tem.

Quando contemplamos a criação percebemos que Deus, por nos amar tanto, teve cuidado com todos os pormenores, para que nada nos faltasse. Fê-lo como um Pai prepara a chegada de um filho.

O Pai da Parábola do Filho Pródigo, apesar de saber que o filho errou, nunca se cansou de esperar pelo seu arrependimento e regresso. Recebeu-o de braços abertos e cobriu-o de beijos, assim também procede Deus connosco. Podemos dizer que Deus é Amor!

No sacramento da Reconciliação, encontramos a paz que precisamos, para melhor, vivermos este tempo de Quaresma. É um momento de verdadeiro reconhecimento e arrependimento das nossas faltas e culpas e depois o reconforto e encontro com Deus Pai, que nos perdoa e nos conduz.

Deixemo-nos apaixonar por Deus, de forma que ele seja o ar que respiramos e principal motivo pelo qual amamos e nos sentimos amados!

Quando nos sentimos amados, somos capazes de amar! Amor gera amor!

 

Ana Marujo

 

MEDITAR

Todos necessitamos do perdão

Segundo seu costume, Jesus passou a noite sozinho com seu amado Pai no Monte das Oliveiras. O novo dia começa, cheio do Espírito de Deus que o envia para “proclamar a libertação dos cativos... e dar liberdade aos oprimidos”. Rapidamente se verá rodeado por uma multidão que vai à esplanada do templo para ouvi-Lo.

De repente, um grupo de escribas e fariseus irrompe trazendo “uma mulher apanhada em adultério”. Não os preocupa o destino terrível da mulher. Ninguém a interroga sobre o que quer que seja. Já está condenada. Os acusadores deixam-no bem claro: “Na Lei de Moisés é ordenado que se apedrejem as adúlteras. E tu, que dizes?”.

A situação é dramática: os fariseus estão tensos, a mulher angustiada, as pessoas na expectativa. Jesus mantém um silêncio surpreendente. Tem diante de Si aquela mulher humilhada, condenada por todos. Em breve será executada. É esta a última palavra de Deus sobre esta sua filha?

Jesus, que está sentado, inclina-se para o chão e começa a escrever alguns traços na terra. Certamente procura luz. Os acusadores pedem-lhe uma resposta em nome da Lei. Ele lhes responderá a partir da sua experiência da misericórdia de Deus: aquela mulher e os seus acusadores, todos eles, necessitam do perdão de Deus.

Os acusadores somente pensam no pecado da mulher e na condenação da Lei. Jesus mudará a perspetiva. Colocará os acusadores ante o seu próprio pecado. Ante Deus, todos devem reconhecer-se pecadores. Todos necessitamos do seu perdão.

Como continuam a insistir cada vez mais, Jesus levanta-se e diz-lhes: “Aquele de vós que não tenha pecado, pode atirar a primeira pedra”. Quem sois vós para condenar aquela mulher à morte, esquecendo os vossos próprios pecados e a vossa necessidade do perdão e misericórdia de Deus?

Os acusadores vão-se retirando um após o outro. Jesus aponta para uma convivência em que a pena de morte não pode ser a última palavra sobre um ser humano. Mais tarde, Jesus dirá solenemente: “Eu não vim para julgar o mundo, mas para salvá-lo”.

O diálogo de Jesus com a mulher lança nova luz sobre a Sua atuação. Os acusadores retiraram-se, mas a mulher não se moveu. Parece que necessita ouvir uma última palavra de Jesus. Não se sente ainda liberada. Jesus diz-lhe: “Nem eu te condeno. Vai e, a partir de agora, não voltes a pecar”.

Oferece-lhe seu perdão e, ao mesmo tempo, convida-a a não voltar a pecar. O perdão de Deus não anula a responsabilidade, mas exige conversão. Jesus sabe que “Deus não quer a morte do pecador, mas que se converta e viva”.

José Antonio Pagola

 

A vida é aquilo que descobrimos

A vida não é somente sobre aquilo que nos ensinaram, é principalmente sobre aquilo que descobrimos.

A vida não é sobre roteiros perfeitos, é sobre histórias possíveis… e que cada um lute bravamente por aquilo que consiga dar conta.

A vida não é sobre troféus e medalhas, é sobre as nossas pequenas conquistas que nos tornam grandes seres humanos.

A vida não é sobre sermos admirados pelo mundo, mas sobre o nosso diálogo gostoso com o travesseiro.

A vida não é sobre criar expectativas em relação às pessoas, é sobre saber quem somos e sobre o quanto podemos contar connosco mesmos nos momentos difíceis.

A vida não é sobre ter o controlo de todos os incêndios emocionais, é sobre aprender a correr por entre as brasas.

A vida não é sobre ser temido, é sobre ser amado.

A vida não é sobre ser equilibrado em todos os momentos, é sobre ser equilibrista.

A vida não é sobre não ter medo, é sobre aprender a correr riscos.

A vida não é sobre pesos, é sobre suportar com leveza.

 

Lígia Guerra

 

 PENSAMENTO DA SEMANA

 Envia-me o amor fresco e puro como Tua chuva

que abençoa a terra sedenta e enche as vasilhas do lar.

Envia-me o amor que penetra até ao centro do ser

e daí se espalha, como seiva invisível, pelos ramos da árvore da vida,

fazendo brotar flores e frutos.

Envia-me o amor que mantém o coração tranquilo, com a plenitude da paz.

Rabindranath Tagore


 INFORMAÇÕES

 

CONFISSÕES

Biscoitos - terça-feira, 5 de abril, depois da missa das 18 horas.

Manadas - quinta-feira, 7 de abril, das 18 às 19 horas.

Ribeira Seca - sexta-feira, 8 de abril, das 18 às 19 horas.

 

Exposição do Santíssimo

Manadas - quinta-feira, 7 de abril, das 18 às 19 horas.

Ribeira Seca - sexta-feira, 8 de abril, das 18 às 19 horas.

 

RIBEIRA SECA

Peditório para a Casa dos Bolos do Domingo da Santíssima Trindade, será realizado neste domingo, 3 de abril.

 

 

CLÍNICA DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DA CALHETA

A Direção da Associação de Bombeiros Voluntários da Calheta informa que estará na Clínica da Instituição: Hélder Silva, Fisioterapeuta, às segundas e sextas; Dr. César Gonçalves, Clínica Geral e Familiar às, terças e quintas; Dr. Brasil Toste, Otorrinolaringologista, 11 de abril; Dr. Tiago Ribeiro, Osteopata (Massagem Terapêutica), quartas; Dr.ª Renata Gomes, Cardiologista, data por estabelecer; Dr.ª Paula Pires, Neurologista e Neuropediatra, data por estabelecer; Dr.ª Lourdes Sousa, Dermatologista, em agosto; Elisabel Barcelos, Psicóloga Clinica e Formadora, nas áreas de Avaliação Psicológica de Condutores (Testes Psicotécnicos), Avaliação Psicológica, Acompanhamento Psicológico e formação em temas ligados à Saúde Mental e /ou Psicologia, às terças e quintas.

Os interessados podem fazer as suas marcações para os números 295460111 ou por email: abvc.geral@gmail.com.


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Pensamento da Semana

 

PENSAMENTO DA SEMANA

 

Quando Jesus diz «Eis o teu filho», indica alguém que caminha ao nosso lado na existência.

Quando acrescenta «Eis a tua mãe», indica alguém que, um dia, nos socorrerá, nos ajudará a viver: inumeráveis pequenas mães da nossa existência, os muitos samaritanos, quem quer que ainda agora nos apoie na vida.

Filho e mãe para cada criatura: é este o homem de Deus.

Filho e mãe para cada vida: é este todo aquele que pertence a Cristo.

No fundo, a única heresia é a indiferença.

Ermes Ronchi, in As casas de Maria

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