Para que servem as tuas forças senão para atenderes aos mais fracos? Aqueles que nada podem fazer por ti… aqueles que quase ninguém quer ver.
O valor de cada pessoa depende do que é capaz de fazer por quem nada pode fazer por ela. Não se trata de uma qualquer reciprocidade, mas da pura gratuitidade do amor.
O movimento de ser é sempre uma emanação de mim para o outro. Ser é dar. Ser é ser para o outro. Até o egoísta o é porque se preocupa em explorar o outro até ao limite.
Um problema da nossa sociedade é a fraca vontade de ser. Parece que cada vez há mais gente a arrastar-se. Têm forças que não usam e talentos que não trabalham. E porque são muitos a ser assim, onde devia haver relação há afastamento. Desertos onde devia haver jardins.
Ser é fazer real uma interioridade cheia de sonhos que são sementes de mundo.
Os dons pessoais que cada um de nós possui devem ser concretizados. É nossa obrigação procurar alimento e cuidado para os talentos de que somos capazes. São capacidades que devem evoluir, não são aptidões instantâneas e permanentes.
A vontade é a nossa maior força, assim a saibamos usar para, começando por reconhecer as próprias fraquezas, delas fazer motivo de superação.
Em que podemos e devemos acreditar? O que dá sentido à vida, por mais dura que possa ser? O que nos pode salvar?
O amor.
Só o amor é digno de fé.
Faz-te forte, amando.
José Luís Nunes Martins
XXXIII DOMINGO DO TEMPO COMUM
Aprender da figueira
No Evangelho deste fim de semana, Jesus Cristo convida-nos a aprender da figueira.
Que lições podemos receber desta árvore tão simples?
Três lições: uma lição de fé, outra de esperança e outra de caridade.
Tal como aquela árvore tem as suas raízes bem firmes na terra, assim cada crente é chamado a firmar a sua fé, a ser concreto, a ter os pés bem assentes no chão, a ser humilde, a sujar-se com o pó da terra. Embora não se vejam, as raízes estão lá, escondidas no chão. Não basta acreditar no que se vê. Esta é a lição de fé.
Quanto à esperança, quando os seus ramos ficam tenros é sinal que há mais vida. Surge então a esperança no verde persistente. O tempo do verão estará próximo, é preciso esperar. Ter esperança é acreditar em pequenas coisas, potenciais de vida nova, em sinais tão simples como rebentos para olhar mais além.
A lição de caridade vem dos seus frutos. Uma figueira não produz para si mesma. Está em função dos outros. E até parece que a generosidade a comove pois sempre que partilha um figo, não consegue esconder uma lágrima de satisfação.
No fim dos tempos seremos julgados quanto à fé, esperança e caridade. Até lá é preciso aprender da figueira.
Pe. José David Quintal Vieira, scj
GENTE COM ALMA (9)
BEM-AVENTURADO FREDERICO OZANAM (1813 – 1853)
Assinalando-se neste domingo o II Dia Mundial dos Pobres quero dedicar este espaço a uma das personalidades da história da Igreja, que mais se dedicou – de uma forma organizada e permanente – ao serviço das pessoas pobres e desprotegidas da sociedade. Falo-vos do Bem-aventurado António Frederico Ozanam.
Nasceu a 23 de abril de 1813, na cidade de Milão, no seio de uma família judia, oriunda de França. Seu pai era médico naquela cidade italiana.
Em 1815 a família Ozanam muda-se para a cidade de Lion, na França. Frederico recebe uma esmerada educação. Empenha-se em aprender os conhecimentos da ciência humana, mas sem nunca deixar de alcançar a verdadeira sabedoria do Evangelho de Jesus Cristo.
Em 1833, enquanto estudava Direito na universidade de Paris, Frederico Ozanam vai fundar as Conferências de São Vicente de Paulo.
Através delas a Igreja pretende organizar o serviço da caridade em favor das pessoas mais desfavorecidas da comunidade. Outro dos méritos das Conferências Vicentinas é que o apoio concedido ao nível financeiro, social e espiritual tem um caracter permanente. Os pobres sabem que ao baterem à porta dos vicentinos serão certamente atendidos nas suas necessidades.
Homem de refinada cultura, Frederico Ozanam forma-se em Direito e em Letras, sendo convidado para dar aulas na Sorbonne, a prestigiada universidade de Paris.
Contrai matrimónio com Amélie Soulacroix em 1841. Quatro anos mais tarde, nascerá a única filha do casal.
Frederico Ozanam vai ainda coordenar as “Conferências da Catedral”, que serviram em muito, para a promoção Fé católica e para que fosse respeitada a presença da Igreja na edificação da sociedade.
Veio a falecer na capital francesa a 8 de setembro de 1853, com a idade de 40 anos.
O papa São João Paulo II proclamou Frederico Ozanam Bem-aventurado a 22 de agosto de 1997. A cerimónia teve lugar na “sua” Catedral de Notre Dame de Paris, durante as Jornadas Mundiais da Juventude.
Padre Alexandre Medeiros
CONTO (676)
PÃO TORRADO
Depois de um longo e duro dia de trabalho, a minha mãe colocou um prato com um naco de carne e pão torrado, muito queimado, à frente do meu pai.
Lembro-me que estava à espera que ele notasse... mas apesar do meu pai ter reparado, pegou no pão torrado, sorriu para a minha mãe e perguntou-me como tinha sido a minha escola.
Não me lembro do que lhe respondi, porém lembro-me de o ver a barrar manteiga no pão torrado e a comê-lo todo.
Quando me levantei de mesa, nessa noite, lembro-me de ter ouvido a minha mãe pedir desculpas ao meu pai pelo pão torrado muito queimado. Nunca vou esquecer o que lhe disse:
"Querida não te preocupes, às vezes gosto de pão torrado e um pouco mais queimado".
Mais tarde, nessa noite, fui dar o beijo da boa noite ao meu pai e perguntei-lhe se realmente ele gostava do pão torrado queimado. Ele abraçou-me e fez esta reflexão:
"A tua mãe teve um dia muito duro no trabalho, está muito cansada e além disso, um pão torrado um pouco queimado, não faz mal a ninguém". A vida é cheia de coisas imperfeitas. Aprender a aceitar os defeitos e decidir apreciar cada uma das diferenças dos outros, é uma das coisas mais importantes para criar uma relação saudável e duradoura. A compreensão e a tolerância são a base de cada bom relacionamento. Sejamos mais gentis do que achas necessário ser, porque todas as pessoas neste momento, estão a lutar com algum tipo de sofrimento. Todos nós temos problemas e todos estamos a aprender a viver e é muito provável que não nos basta uma vida para aprender o necessário".
"A viagem para a felicidade não é a direito. Existem curvas chamadas equívocos, existem semáforos chamados amigos, outras luzes que chamamos família e tudo se alcança, se tiveres:
Uma roda de escolha chamada decisão. Um poderoso motor chamado compreensão Um bom seguro chamado fé. Um abundante combustível chamado paciência e principalmente, um motorista especialista chamado amor!!!. "
Lin Yu Tang
PENSAMENTO DA SEMANA
O desejo mais profundo de uma pessoa é ser feliz. Não só por um momento, mas feliz para sempre. Outra coisa não seria normal! Mas há quem desista desse sonho por lhe parecer uma paixão inútil e impossível, confundindo felicidade com bem-estar ou prazer.
Ser feliz é ser fecundo. É esse o significado da palavra. E uma árvore só é fecunda quando é podada. Não se é feliz sem podar o egoísmo.
Vasco Pinto de Magalhães, s.j
INFORMAÇÕES
ADORAÇÃO DO SANTÍSSIMO SACRAMENTO
MANADAS - 5ª feira, 22 de novembro, das 10 horas às 11 horas, seguindo-se a celebração da Eucaristia
RIBEIRA SECA - 6ª feira, 23 de novembro, das às 17 horas às 18 horas, seguindo-se a celebração da Eucaristia
FESTA DE SANTA CATARINA
TRÍDUO - 21, 22 e 23 de novembro.
Dia 22 - confissões às 19 horas seguidas de missa.
Dias 21 e 23 - missa às 19 horas
DIA 25 - EUCARISTIA DE FESTA às 11 horas seguida de arrematações e procissão.
Faça download desta Carta Familiar em formato PDF: Nº 876