Nº 594

VISITA PASTORAL
Na Visita Pastoral, uma boa faixa da juventude da Ilha vai receber o sacramento do Crisma que os enche da força do Espírito Santo para o testemunho e renovação da Igreja que eles querem e esperam. Igreja viva e alegre. Igreja da festa. Igreja capaz de dar esperança ao nosso tempo.
Pe. Manuel António
XII DOMINGO DO TEMPO COMUM
A liturgia deste domingo coloca no centro da nossa reflexão a figura de Jesus: quem é Ele e qual o impacto que a sua proposta de vida tem em nós? A Palavra de Deus que nos é proposta impele-nos a descobrir em Jesus o “messias” de Deus, que realiza a libertação dos homens através do amor e do dom da vida; e convida cada “cristão” à identificação com Cristo – isto é, a “tomar a cruz”, a fazer da própria vida um dom generoso aos outros.
O Evangelho confronta-nos com a pergunta de Jesus: “e vós, quem dizeis que Eu sou?” Paralelamente, apresenta o caminho messiânico de Jesus, não como um caminho de glória e de triunfos humanos, mas como um caminho de amor e de cruz. “Conhecer Jesus” é aderir a Ele e segui-l’O nesse caminho de entrega, de doação, de amor total.
A primeira leitura apresenta-nos um misterioso profeta “trespassado”, cuja entrega trouxe conversão e purificação para os seus concidadãos. Revela, pois, que o caminho da entrega não é um caminho de fracasso, mas um caminho que gera vida nova para nós e para os outros. João, o autor do Quarto Evangelho, identificará essa misteriosa figura profética com o próprio Cristo.
A segunda leitura reforça a mensagem geral da liturgia deste domingo, insistindo que o cristão deve “revestir-se” de Jesus, renunciar ao egoísmo e ao orgulho e percorrer o caminho do amor e do dom da vida. Esse caminho faz dos crentes uma única família de irmãos, iguais em dignidade e herdeiros da vida em plenitude.
Dehonianos
MEDITAR
DEIXAR-SE AMAR
Diariamente
O Senhor passou na minha rua e me acenou,
Repetindo como então:
«Segue-me».
«Eu estarei sempre contigo!»
Umas vezes
Eu não estava à janela
Porque era de noite,
Fazia frio ou estava doente.
Mas sentia-O chamar-me cá dentro.
Outras vezes
O dia estava tão enevoado,
Que O não via passar.
Mas ouvia os Seus passos.
Um amigo que ama
Como Deus nos ama,
Não espera ser retribuído.
Só quer que o deixemos amar-nos
E gostemos de ser amados por ele,
Pois o verdadeiro amigo
Não força o amigo
Nem sequer por amor.
Por isso estou aqui:
Porque Ele me ama
E eu gosto muito
De ser amado por Ele,
Mais do que por ninguém
In Crer de Lopes Morgado
CONTO (455)
O HORÁRIO DOS COMBOIOS
Um homem sabia de memória o horário de todos os comboios. O seu maior prazer era ir para a estação e passar horas e horas a contemplar a chegada e a saída dos comboios. Observava maravilhado a força das locomotivas, as imensas carruagens, as pessoas que saiam e desciam. Sabia inclusivamente quanto custava um bilhete de primeira e de segunda.
Nunca ia ao cinema, nem ao café, nem à praia. Não tinha rádio nem televisão. Não lia jornais nem livros. Não tinha tempo para essas distrações, porque todo o tempo livre era passado na estação de caminho-de-ferro.
Aconteceu que, um dia, alguém lhe perguntou a hora de saída de um comboio. Ficou radiante e quis saber com exatidão qual era o destino da viagem. E não deixou ir embora o passageiro enquanto não lhe disse a hora do comboio, o número do mesmo, o ano de fabrico da locomotiva, o número de vagões que levava, as ligações possíveis… Tantas explicações que o passageiro perdeu o comboio.
Contudo, por estranho que pareça, este nosso homem nunca entrou num comboio. Dizia que não precisava de subir para o comboio porque já sabia de antemão onde ia chegar, a que hora e quais eram as estações e as caraterísticas do comboio.
In Alegre Manhã de Pedrosa Ferreira
Na Visita Pastoral, uma boa faixa da juventude da Ilha vai receber o sacramento do Crisma que os enche da força do Espírito Santo para o testemunho e renovação da Igreja que eles querem e esperam. Igreja viva e alegre. Igreja da festa. Igreja capaz de dar esperança ao nosso tempo.
Pe. Manuel António
XII DOMINGO DO TEMPO COMUM
A liturgia deste domingo coloca no centro da nossa reflexão a figura de Jesus: quem é Ele e qual o impacto que a sua proposta de vida tem em nós? A Palavra de Deus que nos é proposta impele-nos a descobrir em Jesus o “messias” de Deus, que realiza a libertação dos homens através do amor e do dom da vida; e convida cada “cristão” à identificação com Cristo – isto é, a “tomar a cruz”, a fazer da própria vida um dom generoso aos outros.
O Evangelho confronta-nos com a pergunta de Jesus: “e vós, quem dizeis que Eu sou?” Paralelamente, apresenta o caminho messiânico de Jesus, não como um caminho de glória e de triunfos humanos, mas como um caminho de amor e de cruz. “Conhecer Jesus” é aderir a Ele e segui-l’O nesse caminho de entrega, de doação, de amor total.
A primeira leitura apresenta-nos um misterioso profeta “trespassado”, cuja entrega trouxe conversão e purificação para os seus concidadãos. Revela, pois, que o caminho da entrega não é um caminho de fracasso, mas um caminho que gera vida nova para nós e para os outros. João, o autor do Quarto Evangelho, identificará essa misteriosa figura profética com o próprio Cristo.
A segunda leitura reforça a mensagem geral da liturgia deste domingo, insistindo que o cristão deve “revestir-se” de Jesus, renunciar ao egoísmo e ao orgulho e percorrer o caminho do amor e do dom da vida. Esse caminho faz dos crentes uma única família de irmãos, iguais em dignidade e herdeiros da vida em plenitude.
Dehonianos
MEDITAR
DEIXAR-SE AMAR
Diariamente
O Senhor passou na minha rua e me acenou,
Repetindo como então:
«Segue-me».
«Eu estarei sempre contigo!»
Umas vezes
Eu não estava à janela
Porque era de noite,
Fazia frio ou estava doente.
Mas sentia-O chamar-me cá dentro.
Outras vezes
O dia estava tão enevoado,
Que O não via passar.
Mas ouvia os Seus passos.
Um amigo que ama
Como Deus nos ama,
Não espera ser retribuído.
Só quer que o deixemos amar-nos
E gostemos de ser amados por ele,
Pois o verdadeiro amigo
Não força o amigo
Nem sequer por amor.
Por isso estou aqui:
Porque Ele me ama
E eu gosto muito
De ser amado por Ele,
Mais do que por ninguém
In Crer de Lopes Morgado
CONTO (455)
O HORÁRIO DOS COMBOIOS
Um homem sabia de memória o horário de todos os comboios. O seu maior prazer era ir para a estação e passar horas e horas a contemplar a chegada e a saída dos comboios. Observava maravilhado a força das locomotivas, as imensas carruagens, as pessoas que saiam e desciam. Sabia inclusivamente quanto custava um bilhete de primeira e de segunda.
Nunca ia ao cinema, nem ao café, nem à praia. Não tinha rádio nem televisão. Não lia jornais nem livros. Não tinha tempo para essas distrações, porque todo o tempo livre era passado na estação de caminho-de-ferro.
Aconteceu que, um dia, alguém lhe perguntou a hora de saída de um comboio. Ficou radiante e quis saber com exatidão qual era o destino da viagem. E não deixou ir embora o passageiro enquanto não lhe disse a hora do comboio, o número do mesmo, o ano de fabrico da locomotiva, o número de vagões que levava, as ligações possíveis… Tantas explicações que o passageiro perdeu o comboio.
Contudo, por estranho que pareça, este nosso homem nunca entrou num comboio. Dizia que não precisava de subir para o comboio porque já sabia de antemão onde ia chegar, a que hora e quais eram as estações e as caraterísticas do comboio.
In Alegre Manhã de Pedrosa Ferreira
XII DOMINGO DO TEMPO COMUM
A liturgia deste domingo coloca no centro da nossa reflexão a figura de Jesus: quem é Ele e qual o impacto que a sua proposta de vida tem em nós? A Palavra de Deus que nos é proposta impele-nos a descobrir em Jesus o “messias” de Deus, que realiza a libertação dos homens através do amor e do dom da vida; e convida cada “cristão” à identificação com Cristo – isto é, a “tomar a cruz”, a fazer da própria vida um dom generoso aos outros.
O Evangelho confronta-nos com a pergunta de Jesus: “e vós, quem dizeis que Eu sou?” Paralelamente, apresenta o caminho messiânico de Jesus, não como um caminho de glória e de triunfos humanos, mas como um caminho de amor e de cruz. “Conhecer Jesus” é aderir a Ele e segui-l’O nesse caminho de entrega, de doação, de amor total.
A primeira leitura apresenta-nos um misterioso profeta “trespassado”, cuja entrega trouxe conversão e purificação para os seus concidadãos. Revela, pois, que o caminho da entrega não é um caminho de fracasso, mas um caminho que gera vida nova para nós e para os outros. João, o autor do Quarto Evangelho, identificará essa misteriosa figura profética com o próprio Cristo.
A segunda leitura reforça a mensagem geral da liturgia deste domingo, insistindo que o cristão deve “revestir-se” de Jesus, renunciar ao egoísmo e ao orgulho e percorrer o caminho do amor e do dom da vida. Esse caminho faz dos crentes uma única família de irmãos, iguais em dignidade e herdeiros da vida em plenitude.
Dehonianos
MEDITAR
DEIXAR-SE AMAR
Diariamente
O Senhor passou na minha rua e me acenou,
Repetindo como então:
«Segue-me».
«Eu estarei sempre contigo!»
Umas vezes
Eu não estava à janela
Porque era de noite,
Fazia frio ou estava doente.
Mas sentia-O chamar-me cá dentro.
Outras vezes
O dia estava tão enevoado,
Que O não via passar.
Mas ouvia os Seus passos.
Um amigo que ama
Como Deus nos ama,
Não espera ser retribuído.
Só quer que o deixemos amar-nos
E gostemos de ser amados por ele,
Pois o verdadeiro amigo
Não força o amigo
Nem sequer por amor.
Por isso estou aqui:
Porque Ele me ama
E eu gosto muito
De ser amado por Ele,
Mais do que por ninguém
In Crer de Lopes Morgado
CONTO (455)
O HORÁRIO DOS COMBOIOS
Um homem sabia de memória o horário de todos os comboios. O seu maior prazer era ir para a estação e passar horas e horas a contemplar a chegada e a saída dos comboios. Observava maravilhado a força das locomotivas, as imensas carruagens, as pessoas que saiam e desciam. Sabia inclusivamente quanto custava um bilhete de primeira e de segunda.
Nunca ia ao cinema, nem ao café, nem à praia. Não tinha rádio nem televisão. Não lia jornais nem livros. Não tinha tempo para essas distrações, porque todo o tempo livre era passado na estação de caminho-de-ferro.
Aconteceu que, um dia, alguém lhe perguntou a hora de saída de um comboio. Ficou radiante e quis saber com exatidão qual era o destino da viagem. E não deixou ir embora o passageiro enquanto não lhe disse a hora do comboio, o número do mesmo, o ano de fabrico da locomotiva, o número de vagões que levava, as ligações possíveis… Tantas explicações que o passageiro perdeu o comboio.
Contudo, por estranho que pareça, este nosso homem nunca entrou num comboio. Dizia que não precisava de subir para o comboio porque já sabia de antemão onde ia chegar, a que hora e quais eram as estações e as caraterísticas do comboio.
In Alegre Manhã de Pedrosa Ferreira
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Nº 1276Pensamento da Semana
PENSAMENTO DA SEMANA
Abraçarem-te a alma
Abraçarem-te a alma.
Sabes o que é?
Quando alguém chega, de mansinho, e se mostra por dentro, com tudo o que é, da forma mais verdadeira que é, abraça-te a alma.
Quando alguém se faz abraço que cura, abraça-te a alma.
Quando alguém te dá a mão como quem te dá o coração, abraça-te a alma.
Quando alguém te sorri e te resgata sempre mais um sorriso, abraça-te a alma.
Quando alguém te fala com o coração, e ao coração, abraça-te a alma.
Quando alguém te sente o coração (mesmo sem ser preciso falar), abraça-te a alma.
Quando alguém se faz presença que ampara e que sossega, longe ou perto, abraça-te a alma.
Quando alguém se faz, e te faz, morada, abraça-te a alma.
Quando alguém se tatua no teu coração, abraça-te a alma.
Quando alguém se faz pedacinho de amor que salva, abraça-te a alma.
Abraçarem-te a alma.
Sabes o que é?
A forma mais bonita de dizer "gosto de ti", sem ser preciso dizer.
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