Nº 564

QUANDO EU TINHA FOME…
Quando eu tinha sede, deste-me de beber
Quando eu estava sem casa, abriste-me as tuas portas
Quando eu estava nu, deste-me o teu manto
Quando eu estava cansado, ofereceste-me descanso
Quando eu estava inquieto, acalmaste-me os tormentos
Quando eu era pequeno, ensinaste-me a ler
Quando eu estava só, trouxeste-me o amor
Quando eu estava preso, vieste ver-me à minha cela
Quando eu estava acamado, vieste-me tratar
Em país estranho, fizeste-me boa acolhida
Desempregado, arranjaste-me emprego
Ferido em combate, curaste-me as feridas
Carente de bondade, estendeste-me a mão
Quando eu era preto, amarelo ou branco,
Insultado e escarnecido, carregaste a minha cruz
Quando eu era idoso, ofereceste-me um sorriso
Quando eu estava preocupado, compartilhaste a minha pena
Viste-me coberto de escarros e de sangue
Reconheceste-me sob o meu rosto suado
Quando me escarneciam, estavas a meu lado
E quando eu era feliz, compartilhavas a minha alegria
Faminto, não só de pão,
mas também de existir para alguém
nu, não só por falta de roupa, mas também por falta de compaixão,
pois muito pouca gente a concede a desconhecidos
desalojado não só de um abrigo feito de pedras,
mas de um coração amigo,
de quem a pessoa possa afirmar que tem alguém por si.
in “Trago-vos o amor
SOLENIDADE DE CRISTO REI DO UNIVERSO
Cristo é Rei
MEDITAR
FELIZ...
Feliz aquele que cedo se levanta para procurar a Sabedoria
Encontra-a sentada à sua porta
Feliz aquele que se consagra ao inútil e ao gratuito
Entra na liberdade na casa de Deus
Feliz aquele que perde o tempo de simplesmente existir
Encontra o Autor do sétimo dia
Feliz aquele que mergulha nas raízes do seu ser
Sente a Fonte a brotar em si
Feliz aquele que se reconhece mendigo de Absoluto
Dá o nome à fome do seu grito
Feliz aquele que descobre o seu rosto interior
Tropeça na alegria
Feliz aquele que até esquece os seus pecados
Conhece o repouso do Amor
Feliz aquele que olha o outro como Deus o vê
Torna-se aquilo que contempla
CONTO (427)
LEITE E SANGUE
A Verdade, que me leva à Coerência
A Liberdade, que me leva à Paz.»
António Valério
INFORMAÇÕES
FEIRA DE USADOS
A Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Velas:
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Nº 1276Pensamento da Semana
PENSAMENTO DA SEMANA
Abraçarem-te a alma
Abraçarem-te a alma.
Sabes o que é?
Quando alguém chega, de mansinho, e se mostra por dentro, com tudo o que é, da forma mais verdadeira que é, abraça-te a alma.
Quando alguém se faz abraço que cura, abraça-te a alma.
Quando alguém te dá a mão como quem te dá o coração, abraça-te a alma.
Quando alguém te sorri e te resgata sempre mais um sorriso, abraça-te a alma.
Quando alguém te fala com o coração, e ao coração, abraça-te a alma.
Quando alguém te sente o coração (mesmo sem ser preciso falar), abraça-te a alma.
Quando alguém se faz presença que ampara e que sossega, longe ou perto, abraça-te a alma.
Quando alguém se faz, e te faz, morada, abraça-te a alma.
Quando alguém se tatua no teu coração, abraça-te a alma.
Quando alguém se faz pedacinho de amor que salva, abraça-te a alma.
Abraçarem-te a alma.
Sabes o que é?
A forma mais bonita de dizer "gosto de ti", sem ser preciso dizer.
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