Nº 530

Está aí Alguém?
Pe. Manuel António
MEDITANDO
História de amor
Era uma vez uma ilha, onde moravam os seguintes sentimentos: a Alegria, a Tristeza, a Vaidade, a Sabedoria, o Amor e outros. Um dia avisaram-nos que a Ilha seria inundada. O Amor cuidou para que todos fossem salvos.
Pegaram todos no seu barquinho e desandaram. Só o Amor não se apressou pois tinha muito que ajudar. Por fim, quando a água já era muita, pediu socorro:
- Riqueza, leva-me contigo.
- Não posso. O meu barco já está cheio de ouro...
- Oh, Vaidade, leva-me no teu barco.
- Não convém, pois estás muito molhado.
- E tu Tristeza, tens um lugar para mim?
- Não. Prefiro ir só.
Já desesperado o Amor pôs-se a chorar. Nisto apareceu um velhinho:
- Sobe, Amor. Eu levo-te no meu barco
Chegando a terra seca o Amor perguntou à Sabedoria:
- Quem é aquele velhinho que me trouxe até aqui?
- É o Tempo, porque só ele é capaz de ajudar e de entender um grande Amor.
Começamos a Semana da Paixão com o Domingo de Ramos. A multidão que aclama, logo depois acusa, acolhe mas de seguida despreza. Assim acontece na nossa vida quando não deixamos que o tempo nos amadureça. Que esta semana nos ajude a reconhecer os gestos de Amor de Cristo.
Pe. José David Quintal Vieira, scj
MEDITAR
OS PASSOS DO SENHOR
Oiço os Teus passos, Senhor, na praia da minha vida;
No solitário silêncio, no ar do Verão, os planetas e as estrelas do céu
fitam com fixo olhar.
A corrente do pensamento flui gentilmente, gentilmente no meu coração.
Os meus olhos estão vigilantes como pássaros sedentos.
Abri os ouvidos
nas profundezas do meu coração.
Em que abençoada manhã desfalecerás no tabernáculo da minha alma?
Esquecerei toda a alegria e toda a dor, mergulhado nas águas da felicidade.
Rabindranath Tagore
CONTO (394)
CARREGAR A CRUZ
Os recrutas levantaram-se muito cedo para a corrida em uniforme de combate.
Ao longo do caminho agreste. A dor, o cansaço, a sede começaram a atormentar os jovens recrutas, que faziam um esforço muito grande por correr juntos. Era visível o sofrimento de alguns, pouco habituados a grandes esforços físicos.
A um certo momento, no centro do pelotão, um dos soldados já não conseguia seguir o ritmo do grupo. As pernas fraquejavam e estavam quase a cair.
Sem perder o passo, o chefe do pelotão aproximou-se e tirou-lhe a pesada espingarda. O recruta, aliviado desse peso, conseguiu caminhar ao ritmo dos outros.
Porém, pouco depois, sentiu de novo um grande cansaço. O colega da sua esquerda, ao ver a situação, tirou-lhe o casco sem deixar de correr e pô-lo debaixo do braço. Agora podia correr melhor.
Um pouco mais além, um dos soldados, ao ver a dificuldade do jovem recruta, disse-lhe:
- Dá-me a tua mochila.
Ele assim fez e continuou a corrida ao ritmo dos companheiros. E foi assim que o jovem recruta, mesmo sem a espingarda, o casco e a mochila, graças à ajuda dos companheiros solidários, pode chegar à meta.
In Bom dia, alegria de Pedrosa Ferreira
MEDITANDO
História de amor
Era uma vez uma ilha, onde moravam os seguintes sentimentos: a Alegria, a Tristeza, a Vaidade, a Sabedoria, o Amor e outros. Um dia avisaram-nos que a Ilha seria inundada. O Amor cuidou para que todos fossem salvos.
Pegaram todos no seu barquinho e desandaram. Só o Amor não se apressou pois tinha muito que ajudar. Por fim, quando a água já era muita, pediu socorro:
- Riqueza, leva-me contigo.
- Não posso. O meu barco já está cheio de ouro...
- Oh, Vaidade, leva-me no teu barco.
- Não convém, pois estás muito molhado.
- E tu Tristeza, tens um lugar para mim?
- Não. Prefiro ir só.
Já desesperado o Amor pôs-se a chorar. Nisto apareceu um velhinho:
- Sobe, Amor. Eu levo-te no meu barco
Chegando a terra seca o Amor perguntou à Sabedoria:
- Quem é aquele velhinho que me trouxe até aqui?
- É o Tempo, porque só ele é capaz de ajudar e de entender um grande Amor.
Começamos a Semana da Paixão com o Domingo de Ramos. A multidão que aclama, logo depois acusa, acolhe mas de seguida despreza. Assim acontece na nossa vida quando não deixamos que o tempo nos amadureça. Que esta semana nos ajude a reconhecer os gestos de Amor de Cristo.
MEDITAR
OS PASSOS DO SENHOR
Oiço os Teus passos, Senhor, na praia da minha vida;
No solitário silêncio, no ar do Verão, os planetas e as estrelas do céu
fitam com fixo olhar.
A corrente do pensamento flui gentilmente, gentilmente no meu coração.
Os meus olhos estão vigilantes como pássaros sedentos.
Abri os ouvidos
nas profundezas do meu coração.
Em que abençoada manhã desfalecerás no tabernáculo da minha alma?
Esquecerei toda a alegria e toda a dor, mergulhado nas águas da felicidade.
Rabindranath Tagore
CONTO (394)
CARREGAR A CRUZ
Os recrutas levantaram-se muito cedo para a corrida em uniforme de combate.
Ao longo do caminho agreste. A dor, o cansaço, a sede começaram a atormentar os jovens recrutas, que faziam um esforço muito grande por correr juntos. Era visível o sofrimento de alguns, pouco habituados a grandes esforços físicos.
A um certo momento, no centro do pelotão, um dos soldados já não conseguia seguir o ritmo do grupo. As pernas fraquejavam e estavam quase a cair.
Sem perder o passo, o chefe do pelotão aproximou-se e tirou-lhe a pesada espingarda. O recruta, aliviado desse peso, conseguiu caminhar ao ritmo dos outros.
Porém, pouco depois, sentiu de novo um grande cansaço. O colega da sua esquerda, ao ver a situação, tirou-lhe o casco sem deixar de correr e pô-lo debaixo do braço. Agora podia correr melhor.
Um pouco mais além, um dos soldados, ao ver a dificuldade do jovem recruta, disse-lhe:
- Dá-me a tua mochila.
Ele assim fez e continuou a corrida ao ritmo dos companheiros. E foi assim que o jovem recruta, mesmo sem a espingarda, o casco e a mochila, graças à ajuda dos companheiros solidários, pode chegar à meta.
In Bom dia, alegria de Pedrosa Ferreira
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Nº 1276Pensamento da Semana
PENSAMENTO DA SEMANA
Abraçarem-te a alma
Abraçarem-te a alma.
Sabes o que é?
Quando alguém chega, de mansinho, e se mostra por dentro, com tudo o que é, da forma mais verdadeira que é, abraça-te a alma.
Quando alguém se faz abraço que cura, abraça-te a alma.
Quando alguém te dá a mão como quem te dá o coração, abraça-te a alma.
Quando alguém te sorri e te resgata sempre mais um sorriso, abraça-te a alma.
Quando alguém te fala com o coração, e ao coração, abraça-te a alma.
Quando alguém te sente o coração (mesmo sem ser preciso falar), abraça-te a alma.
Quando alguém se faz presença que ampara e que sossega, longe ou perto, abraça-te a alma.
Quando alguém se faz, e te faz, morada, abraça-te a alma.
Quando alguém se tatua no teu coração, abraça-te a alma.
Quando alguém se faz pedacinho de amor que salva, abraça-te a alma.
Abraçarem-te a alma.
Sabes o que é?
A forma mais bonita de dizer "gosto de ti", sem ser preciso dizer.
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