Nº 404

 

 

MÊS DE NOVEMBRO

Este mês sempre me pareceu um tempo triste.

Desde o início ele aparece marcado por Todos- -os- Santos e Fiéis Defuntos. É o tempo das “romarias” ao cemitério.

A par disto, o tempo vai ficando mais triste mais escuro. As folhas mudam de cor e vão caindo, o frio é mais constante e mais rigoroso e muitas outras coisas que nos fazem reflectir no sentido da vida.

Lembro-me das minhas primeiras paróquias.

Chegados a este mês lá iam avisando:

- Senhor Padre, não se esqueça do “milho das almas”.

A princípio custou-me a compreender e, talvez, a aceitar este “milho das almas”. A esta distância do tempo, penso que  compreendo um pouco melhor. Este milho era arrematado em conjunto para se celebrar as missas pelos Fiéis Defuntos daquelas paróquias e, como eram tempos de poucos recursos, todos os grãos que eram possíveis juntar davam para que todos sentissem que a oração daquele mês também era pelos seus familiares.

Não sei se esta é a leitura correcta, mas vou lembrando aqueles tempos e a riqueza de afecto aos familiares que já tinham partido para a casa do Pai e queria que esta fosse a melhor memória de todos os nossos que nos amaram neste mundo, que andaram connosco e que nos ensinaram coisas lindas sobre a vida.

Ao olhar então para este lado das coisas penso que o tempo se torna mais alegre, porque me vem à memória muitas coisas belas vividas com tantas pessoas que já partiram e lembro-me que devo prestar mais atenção ao que de bom vou vivendo com os outros agora.

O mês começa com Todos- os- Santos. São os do céu e também os que agora vivem na terra e somo-lo na medida em que vivemos dentro do bem e da verdade que nos vem de Deus.

                                                                                      Pe. Manuel António

 

SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS

Breves introduções às leituras:

Primeira leitura: Como descrever a felicidade dos mártires e dos santos na sua condição celeste, invisível? Para isso, o profeta recorre a uma visão.

Salmo responsorial: O salmo de hoje proclama as condições de entrada no Templo de Deus. Ele anuncia também a bem-aventurança dos corações puros. Nós somos este povo imenso que marcha ao encontro do Deus santo.

Segunda leitura: Desde o nosso baptismo, somos chamados filhos de Deus e o nosso futuro tem a marcada da eternidade.

Evangelho: Que futuro reserva Deus aos seus amigos, no seu Reino celeste? Ele próprio é fonte de alegria e de felicidade para eles.

(Dehonianos)

 

VINDE, SANTOS

 

Vinde,

Santos do dia-a-dia

Que não tendes

a honra dos nichos

Nem mantos reais

Nem auréolas nem mitras

 

Vinde santos do dia-a-dia,

Com coração de pobres

E mãos rudes

E pés descalços

A manquejar de amor,

Jardineiros das bem-aventuranças.

 

Vinde,

Santos do dia-a-dia

Vinde ao limiar do portão,

De braços abertos

Com efusivos cumprimentos,

Pois hoje

Morreu a morte.

 

Todos os santos e santas,

Vinde,

Vinde colher este nascimento

Da maternidades da ausência.

 

                                              J. Debruynne in Re-Viver

 

CONTO (278)

 

RESPEITAR AS DIFERENÇAS

Junto de uma colina havia uma casinha construída com sal e nela havia um homem de sal e uma mulher de açúcar. Havia dias em que se amavam e outros em que se detestavam. Um dia, o homem de sal, furioso, gritou:

- Mulher de açúcar, rua!

A mulher saiu e foi construir ali perto uma casa de tijolos, com um jardim. Mas vivia triste e pensava dia e noite no homem de sal.

Um dia, decidiu ir ter cm ele e pediu-lhe sal para  sopa. Mas o homem recebe-a muito mal, dizendo:

- Sai imediatamente daqui. Não existes para mim.

A mulher de açúcar regressou a casa muito triste. As nuvens, ao verem a cena, comoveram-se e começou a chover.

Como chovia muito, a casa de sal começou a derreter-se. O homem correu para a casa de tijolos. Bateu à porta e disse:

- Deixa-me entrar!

A mulher, de dentro, respondeu:

- Agora precisas de mim? Agora arranja-te!

O homem de sal insistiu com palavras muito amáveis e a mulher, finalmente, deixou-o entrar. Saudaram-se com um grande abraço doce-salgado. E nunca mais discutiram.

 In TUTTI FRUTI de Pedrosa Ferreira

 

 

Viver nos corações que deixamos atrás de nós, isso não é morrer.
                                                      (Thomás Campbell)

 

Quando o homem fala da eternidade, é como o cego que fala da luz.
                                                      (São Gregório)

 

A vida é a infância da nossa imortalidade.
                                                      (Goethe)

 


 

INFORMAÇÕES

 

MÊS DAS ALMAS NA RIBEIRA SECA

Durante o mês de Novembro, também chamado “mês das almas”, haverá missa na Ribeira Seca, de segunda feira a sexta feira, às 7h30 da manhã.

O peditório que é costume fazer-se será feito na mesma modalidade dos outros anos.

 

PRIMEIRA SEXTA- FEIRA

Na próxima sexta-feira, primeira do mês, haverá exposição do Santíssimo na Igreja Matriz da Calheta às 17 horas seguida de bênção e Eucaristia. Como estamos no mês em que recordamos os nossos defuntos de uma forma especial, faço um apelo a que participemos mais nos actos que nos aproximam mais deles como de Deus.

 

FORMAÇÃO BÍBLICA

Recordo a todos que nos dias 3 e 4 e Novembro, pelas 20 horas, na Cáritas de Santa Catarina - Calheta haverá o Curso Bíblico sobre o “Sacerdócio na Sagrada Escritura”. E nos dias 5 e 6 de Novembro, será na Urzelina.

Mesmo que não tenham feito a inscrição e queiram participar podem fazê-lo.

 


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Um anjo nunca se faz conhecer, nós só sabemos que ele esteve connosco quando ele parte. Porque deixa-nos na vida um perfume, deixa-nos na vida um desassossego.

 

Erri de Luca, in Em nome da mãe

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