Nº 963

 QUANDO FOI A ÚLTIMA VEZ QUE AMASTE?

 

Quando foi a última vez que amaste? Não aquele amor lamecha. Nem demonstrado para as redes sociais, mas sim o amor à séria. Aquele que é capaz de perdoar inteiramente. O amor que fala sem ninguém escutar e que se revela sem ninguém dar por isso.

 

Quando foi a última vez que amaste? Esse amor tremendamente humano que chega a tocar o divino. O amor que é capaz de olhar sem condenação e proporcionar a ti e a todos a verdadeira libertação. O amor genuíno sempre pronto a ser ponto de abrigo e morada permanente dando assim a conhecer a casa que tantos não tiveram ou que continuam sem ter.

 

Quando foi a última vez que amaste? Esse amor que te convida a alegrar o dia dos que se cruzam contigo. O amor que te resgata para o desconhecido criando em ti uma nova vida. Aquele amor que é capaz de fazer a diferença com o olhar e deixar que todas as feridas se curem num abrir e fechar de olhos.

 

Quando foi a última vez que amaste? Quando é que foi a última vez que concretizaste aquilo a que foste chamado a ser? Quando é que foi a última vez que te rendeste ao verdadeiro amor?

 

Ainda há espaço para o amor. E tu tens tudo para ser prova disso. Largando essa desconfiança que te acanha. Deixando de lado esse egoísmo que não te deixa ver o mundo. Colocando de parte essa necessidade absoluta de te recolheres em ti mesmo.

 

Ainda há espaço para o amor. Para amar sem medida. Sem querer receber nada em troca. Amando gratuitamente sabendo que tudo se tornará bom. Deixa que o amor seja a tua marca. Deixa que ele se torne numa maneira de tu agires para contigo. Para com os outros. Para com o mundo.

 

Nunca te canses de te perguntar: quando foi a última vez que (te) amaste?

Emanuel António Dias

 

MEDITAR

DEUS É BOM PARA TODOS

Sem dúvida, é uma das parábolas mais surpreendentes e provocantes de Jesus. Costumava ser chamada de "parábola dos trabalhadores da vinha". No entanto, o protagonista é o dono da vinha. Alguns pesquisadores hoje chamam de "parábola do chefe que queria trabalho e pão para todos".

Este homem vai pessoalmente à praça para contratar vários grupos de trabalhadores. Para o primeiro às seis da manhã, para os outros às nove, depois ao meio-dia e três da tarde. Esses últimos são contratados às cinco, quando falta apenas uma hora para o término do dia.

O seu comportamento é estranho. Não parece levado pelo trabalho. O que ele quer é que essas pessoas não percam o emprego. É por isso que sai mesmo no último minuto para dar trabalho a quem ninguém chamou. E assim, no final do dia, ele dá a todos os denários de que precisam para o jantar naquela noite, mesmo aqueles que não merecem. Quando os primeiros protestam, esta é a sua resposta:  "Tens inveja porque eu sou bom?" .

O que Jesus está a sugerir? Será que Deus não age de acordo com os critérios de justiça e igualdade que usamos? É verdade que, em vez de medir os méritos das pessoas, Deus procura atender às nossas necessidades?

Não é fácil acreditar naquela bondade insondável de Deus de que fala Jesus. Mais, podemo-nos escandalizar por Deus ser bom para com todos, quer eles mereçam ou não, sejam crentes ou agnósticos, invoquem o seu nome ou vivam de costas para Ele. Mas Deus é assim. E o melhor é deixar Deus ser Deus, sem menosprezá-l’O com as nossas ideias e esquemas.

A imagem que muitos cristãos fazem de Deus é um "conglomerado" de elementos heterogêneos e até contraditórios. Alguns aspetos vêm de Jesus, outros do Deus justo do Antigo Testamento, outros de seus próprios medos e fantasmas. Então, a bondade de Deus com todas as suas criaturas é perdida ou distorcida.

Uma das tarefas mais importantes numa comunidade cristã será sempre mergulhar cada vez mais na experiência de Deus vivida por Jesus. Só as testemunhas desse Deus colocarão uma esperança diferente no mundo.

 Jose Antonio Pagola

 

 

HÁ PERGUNTAS QUE NOS CURAM

 

                Nascemos e crescemos com as palavras. A junção de letras, silabas e frases fazem-nos encontrar textos com mais ou menos sentido para a nossa existência. Dizem que a palavra certa, à pessoa certa no momento certo é um ato de sabedoria. Há quem lhe chame também assertividade. 

                Os caminhos da vida são feitos de muitos diálogos. Os interiores são os que mais nos desafiam e preparam para o encontro com a nossa verdade mais íntima e para os diálogos exteriores. Só quem é capaz de estar consigo mesmo encontra num outro um igual. 

                O encontro com a voz mais íntima do nosso ser pode ser um trampolim para a mudança que tanto desejamos e ansiamos em nós. E, por ela e com ela, a tão ansiada mudança no mundo.

                Percorremos os caminhos da vida à procura de respostas sem que nos interroguemos se estamos a formular as perguntas certas. Precisamos de pontos de interrogação bem colocados para que possamos obter os pontos finais e, ainda assim, nos sabermos peregrinos com muitas perguntas.

                Há perguntas que nascem em nós, brotam como água cristalina, e logo as arrumamos sem que deixemos que os diálogos com o texto do diário da vida lhes tragam as respostas necessárias, que só a própria vida – oh, com que sabedoria! – lhes pode dar.

                É a vida a maior e melhor escola. Marcados pelo seu ciclo natural, natural é também que em cada etapa nos cruzemos com pontos de interrogação.

                Há perguntas que nos curam: somos suficientemente corajosos para as deixar manifestar em nós?

                As perguntas são aparições que nos transportam para lá do nosso quadro de conhecimento e entendimento. Abrem horizontes.

                Há perguntas que nos curam, pois são estas que nos permitem abrir portas dentro de nós.

Cristina Duarte

 

PENSAMENTO DA SEMANA

 

O meu mundo mudou muito. Nas estantes da nossa sala de estar arrendada há prémios de todo o mundo - América Latina, Índia, França, Espanha, Itália, Áustria e muitos outros países. Fui até nomeada para o prémio Nobel da Paz (...)

Estou grata por eles, mas são prémios que a única coisa que fazem é deixar bem presente o muitíssimo trabalho que há ainda a fazer para alcançar o objetivo de haver educação para todos os rapazes e todas as raparigas.

Não querem que pensem em mim como a «menina que foi alvejada pelos talibãs», mas sim como a «menina que lutou pela educação». Esta é a causa a que quero dedicar a minha vida.

Malala Yousafzai, in Eu, Malala


 

INFORMAÇÕE

REUNIÃO DE CATEQUISTAS

Biscoitos - terça-feira - 22 de Setembro - 19 horas - na Igreja.

Ribeira Seca - quarta-feira - 23 de Setembro - 19 horas - no passal.

Manadas - sexta-feira - 25 de Setembro - 19 horas - na Igreja 

 

SOCIEDADE UNIÃO POPULAR DA RIBEIRA SECA

No próximo dia 27 de setembro almoço take away, na Sociedade União Popular da Ribeira seca.

Dois pratos de opção: frango de churrasco ou sardinha assada. Reservas para os números 916544572/ 967210671. Seis brasas e meia a dose, e sobremesa por mais brasa e meia. 

 

FESTA DO BOM JESUS - FAJÃ GRANDE

Dia 27 de setembro:- Eucaristia às 17 horas.

 

FESTA DE SÃO MATEUS - URZELINA

Dia 27 de setembro - Eucaristia às 17 horas.

 


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Pensamento da Semana

 

PENSAMENTO DA SEMANA

 

O meu mundo mudou muito. Nas estantes da nossa sala de estar arrendada há prémios de todo o mundo - América Latina, Índia, França, Espanha, Itália, Áustria e muitos outros países. Fui até nomeada para o prémio Nobel da Paz (...)

Estou grata por eles, mas são prémios que a única coisa que fazem é deixar bem presente o muitíssimo trabalho que há ainda a fazer para alcançar o objetivo de haver educação para todos os rapazes e todas as raparigas.

Não querem que pensem em mim como a «menina que foi alvejada pelos talibãs», mas sim como a «menina que lutou pela educação». Esta é a causa a que quero dedicar a minha vida.

Malala Yousafzai, in Eu, Malala

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