Nº 651

A FÉ NO AMOR

Ninguém vive sem acreditar. É a fé que nos abre as portas do mundo. Uma graça que nos lança para diante, que nos propõe a liberdade de uma vida nova, que busca e encontra o que os olhos não veem e as mãos não tocam.

 

A existência humana é um mistério que se mostra através de sinais. Só a fé nos revela a verdade de nós mesmos. Confiar é abrir-se e aceitar o que se abre a nós. A fé é o que permite ao Homem viver com sentido, ter a coragem de ser feliz, acolhendo a graça até mesmo na desgraça.

 

Há na vida tanto que nos ultrapassa... É essencial acreditarmos na generosidade e na bondade dos outros e de tudo o que não depende de nós. Compreendermos que em conjunto podemos fazer aquilo que sozinhos não somos capazes.

 

Quando amo, tenho fé em alguém, estou convicto do seu valor: uma certeza que se prova, mas não se demonstra, que é capaz de me mover e comover até ao melhor de mim. Um abandono confiante que arrisca tudo ao encontro com o outro. Uma vontade de me dar e de me abrir.

 

A fé é sempre num outro. Eu próprio, na minha maior bondade, sou um outro em que acredito. Talvez por isso não haja Homem mais pobre do que aquele que perdeu a fé no amor, porque assim se perdeu de si mesmo.

 

Nem tudo pode ser compreendido. Mas não deixa, por isso, de ser verdade. Para compreender é preciso amar. Mas ninguém é capaz de amar quando vive desconfiado e sem esperança. A fé complementa a razão.

 

O amor é o princípio e a perfeição de qualquer relação, na medida em que se torna a firme esperança que ilumina todo o caminho a partir do seu destino.

 

Acreditar é o primeiro passo para a criação neste mundo do milagre do amor. Sempre que duas mãos livres e abertas se encontram, rezam.

 

José Luís Nunes Martins

 

XVII DOMINGO DO TEMPO COMUM

A melhor joia

Conta-se que Pandita Nehru, ao tratar com representantes da Igreja, a fim de conhecer os seus pontos de vista em assuntos de controvérsia, disse uma vez com perspicácia e respeito:

- Há uma coisa que de facto notei nestes cristãos, sabem o que querem.

Um cristão é uma pessoa que sabe o que quer. O homem vai-se construindo por meio de decisões. Elas formam a sua personalidade, definem o seu carácter e integram a sua vida. As ideias, estudos, leituras, inclinações, também influenciam e exprimem aquilo que cada um é, mas a base da pessoa são as suas decisões, as suas determinações, aquilo que faz diariamente ao escolher o seu caminho. Escolher é viver, e decidir-se é definir-se. Eu sou o que forem as minhas decisões.

A Parábola do Tesouro Escondido lembra-nos que afinal Deus é o nosso tesouro porque nós somos a sua melhor joia. Para decidir-se é preciso saber o que se quer.

Pe. José David Quintal Vieira, scj

 

MEDITAR

Sobre os padres. Em que é que ficamos?

Se os vemos a trabalhar, não estão disponíveis; se estão disponíveis é porque não têm nada para fazer.

Se pregamos mal é porque não preparam convenientemente a homília; mas se habitualmente falamos bem é porque gostamos de nos ouvir.

Se somos diplomatas, deveríamos ser mais acutilantes; se somos assertivos devíamos ser mais tolerantes.

Se damos mais atenção aos pobres, somos de esquerda; mas, se saímos para jantar com os ricos, somos de direita.

Se trabalhamos muito devíamos descansar; mas se somos vistos a descansar dizem-nos: “quem me dera ser padre!”

Se somos vistos a rezar, pensam que a oração sem as obras não se vai a lado nenhum; se somos vistos a trabalhar metem-se connosco perguntando-nos se ainda rezamos.

Se falamos de nós, expomo-nos; se não falamos, significa que não nos implicamos.

Se somos exigentes, é porque lhes falta a compreensão; se compreende, dizem-nos que devíamos puxar mais pelos outros.

Se se preocupam com a imagem, são vaidosos; se não se preocupam, são desleixados.

Se têm um estilo artístico, são místicos e vivem no mundo da lua; mas, se têm um sentido prático, é preciso ter cuidado porque se tornaram em funcionários de Deus.

Se são criativos, não estão a ser fiéis à tradição; mas se procuram a fidelidade, são conservadores.
Afinal, em que é que ficamos?

Retirado da Internet do Blog “Toques de Deus”

 

CONTO (511)

 

ORAÇÃO DE UMA CRIANÇA

Era mais uma noite de rotina naquele lar.

Aquela mãe preparava carinhosamente as camas dos seus filhos para que eles se deitassem.

No momento em que a um deles foi desejar boa noite de sono, fez uma pergunta cuja resposta a surpreendeu.

Com o objetivo de verificar se ele tinha cumprido os seus afazeres noturnos, perguntou-lhe se tinha arrumado a roupa da escola, escovado os seus dentes com o devido cuidado e feito a sua oração.

A criança respondeu que momentos antes tinha arrumado as suas coisas pessoais, feito a higiene dentária, mas que não tinha feito a oração.

Perante a resposta inesperada, a mãe começou a repreendê-lo, explicando-lhe a importância de se fazer a oração diariamente. O rapaz de oito anos interrompeu-a e disse-lhe:

- Sabes mãe, não sinto necessidade de rezar agora porque eu já rezei hoje noutros momentos do meu dia.

A primeira vez foi quando eu ia para a escola. Chovia na estrada. Então, pedi a Deus que protegesse todos os motoristas e as pessoas que andassem nela.

A segunda vez foi quando cheguei à escola. Tinha parado de chover, o  sol estava tão lindo e os meus amigos e eu vimos um arco-íris no céu. Pensei que aquela visão era um presente de Deus para nós e agradeci a Deus.

A terceira, foi quando conversei com o meu anjo da guarda, pedindo-lhe que me ajudasse, pois a professora tinha passado um trabalho de casa muito grande e a minha mão doía  muito de escrever.

E, por último, quando chegamos a casa depois da escola, vi que a nossa cachorrinha tinha melhorado do mal estar. Então, agradeci a Deus por ela.

 

Se vestimos bem, é preciso cuidar da pobreza; se vestimos com simplicidade, é porque nos estamos a armar em pobres.

Ao tomar a praça de Winsberg, Conrado III, duque de Francónia, permitiu às mulheres que saíssem, levando o que tivessem de mais precioso. Elas então pegaram nos maridos às costas, e o triunfador, comovido por este ato de amor conjugal, perdoou aos vencidos. Onde estiver o teu coração aí se encontrará o vosso tesouro, disse Jesus. É bom dizer que Deus é o nosso melhor tesouro, mas é melhor saber que nós somos o único tesouro de Deus. Ele bem sabe o que escolheu.

 

 

O maior perigo que ronda o ser humano consiste na falta de amor e nas consequências que esta falta acarreta.

Quem não se sente amado rejeita-se a si mesmo, condena-se, torna-se duro, frio e vazio, é incapaz de amar a si mesmo e aos outros.

Torna-se necessário, então, um amor que não se poupa, que não recua nem mesmo diante da própria morte para curar-nos da ferida mortal da falta de amor.

Anselm Grün, in Jesus - Porta para a Vida

 


 

FESTA DE NOSSA SENHORA DAS NEVES

NORTE GRANDE

Tríduo: Dias 29, 30 e 31 de julho às 20h.

 

Dia 3 de agosto

            - Missa de festa às 13h00 e Procissão às 19h30m.

 

FESTA DE SANTO CRISTO - FAJÃ DAS ALMAS

No dia 3 de agosto faremos a festa de Santo Cristo na Fajã das Almas - Manadas. Eucaristia às 11 horas.

 


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Nº 651

Pensamento da Semana

 

O maior perigo que ronda o ser humano consiste na falta de amor e nas consequências que esta falta acarreta.

Quem não se sente amado rejeita-se a si mesmo, condena-se, torna-se duro, frio e vazio, é incapaz de amar a si mesmo e aos outros.

Torna-se necessário, então, um amor que não se poupa, que não recua nem mesmo diante da própria morte para curar-nos da ferida mortal da falta de amor.

Anselm Grün, in Jesus - Porta para a Vida

 

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