Nº 816

Dez regras para a participação na catequese

1.º A inscrição na catequese é recomendada, mas não é obrigatória. É livre. Pais e filhos podem dirigir-se à Igreja e inscrever-se de livre e espontânea vontade. Ao inscrever-se, aceitarão as regras: horário, lugar, catequistas, atividades programadas, por exemplo.

2.º Os catequistas são pessoas normais, que tem família, trabalho, atividades pessoais, estudos, problemas, alegrias, frustrações, desânimo, ou seja, sentimentos comuns a qualquer pessoa. Por isso, hão de ser tratados com carinho e respeito. Mais ainda, quando ser catequista não é uma profissão, mas uma atividade de voluntariado.

3.º Quando a catequese organiza palestras, encontros, reuniões, convívios, celebrações, é porque quer construir uma ponte de relacionamento com as famílias, em particular, e com toda a comunidade paroquial. Gostar-se-ia que todos participem com entusiasmo, sem murmúrios nem a olhar frequentemente para o relógio. Bastará pensar que foram necessárias muitas horas de preparação para que decorra bem uma atividade que durará apenas uma hora.

4.º A catequese não é um depósito de crianças e jovens, nem os catequistas são substitutos dos pais. A catequese é um espaço para aprofundamento dos assuntos de Deus e de educação cristã e humana. A catequese apoia e complementa aquilo que é/deve ser feito em família.

5.º A catequese é um processo contínuo, dura anos. A catequese acompanha o desenvolvimento intelectual e afetivo em cada idade.

6.º O conteúdo da catequese é a Verdade trazida por Jesus Cristo. Todos hão de ser verdadeiros. Não mentir nem ajudar a inventarem desculpas para tentar enganar os pais, catequistas ou quem quer que seja é uma regra fundamental.

7.º A catequese é religião, no sentido de ligar a pessoa a Deus. Por isso, é também elo de fraternidade entre as pessoas. A catequese é expressão da Igreja de portas abertas, que acolhe a todos. O ecumenismo (diálogo entre igrejas cristãs) e o diálogo inter-religioso são promovidos.

8.º A catequese é uma atividade da Igreja. A Igreja são todos os fiéis: clero e leigos. É tão catequista aquele que acompanha o grupo, como o pároco, a freira, o pai, a mãe, os vizinhos. «Eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras», escreveu S. Tiago na sua carta (Tg 2, 18)

9.º O dia da primeira comunhão ou crisma não é formatura. Não são o fim de nada, mas o começo.

10.º A catequese merece ser tratada da mesma forma que a escola e todas as atividades formativas e lúdicas que os pais oferecem aos filhos.

 Fraternitas Movimento

 

XXV DOMINGO DO TEMPO COMUM

Um grupo de mineiros, num túnel, emparedados por um desmoronamento, tentava abrir uma saída, após longas horas, batia na parede e notava o pequeno progresso e se perguntava se não seria em vão o seu esforço. Houve um momento em que pararam exaustos e ergueram silenciosamente as cabeças, apuraram os ouvidos e escutaram ao longe outras pancadas que lentamente venciam a mesma resistência e se dirigiam ao seu encontro. Era a equipa de salvamento. E descobriram nova coragem para recomeçar o trabalho. E sempre que não podiam mais, detinham-me um momento para tornar a ouvir e a crer.

Ninguém pode vir a mim se o Pai o não atrair, repete Jesus. A Parábola dos vinhateiros contratados nas mais diversas horas vem lembrar-nos precisamente a mesma realidade: Não somos só nós que procuramos a Deus, mas é sobretudo Deus quem nos procura. Ele é Alguém acessível, pois sai inúmeras ao encontro dos homens. É alguém que quis precisar de nós pois sabe que nós não somos ninguém sem Ele. Quer ter uma relação pessoal contratando pessoalmente cada trabalhador. É bom, justo, generoso e livre.

De vez em quando temos necessidade de recordar que o nosso Deus é assim para reforçarmos a nossa procura. Sabendo que Ele está próximo, a melhor maneira de se encontrar com Ele é ficar onde se está, isto é, não se transviar porque mais cedo ou mais tarde ele virá ter connosco.

Pe. José David Quintal Vieira, scj

 

MEDITAR

Ainda é preciso coragem?!

A coragem, tal como a esperança, parece estar em risco de desaparecimento súbito. Talvez seja melhor reformular um pouco. A coragem que está prestes a evaporar-se é a coragem certa. Aquela que nos permite avançar no caminho com a certeza de que não nos perderemos. A coragem que não se ouve nas bocas do mundo é, precisamente, aquela que nos faz falta. A coragem que não se vê nem se vislumbra é, exatamente, a necessária. Ainda é precisa, a coragem. Ainda é preciso coragem.

 No entanto, o mundo parece estar inundado de uma coragemzinha triste e cabisbaixa. A coragem de fazer tropeçar quem se cruza no nosso caminho; a coragem de falar sem pensar (ignorando as consequências); a coragem de promoção do auto conforto (mesmo que isso signifique roubar o conforto alheio); a coragem para preferir palavras destrutivas, feias e magoadas (com o intuito de interferir com a paz de quem está à nossa volta); a coragem de cruzar os braços e tornar de pedra todos, e qualquer um, dos nossos gestos; a coragem de ignorar o sofrimento que se fez Casa nos olhos de quem está por perto; a coragem de não fazer absolutamente nada e de deixar tudo entregue aos logo-se-vê que vamos gritando todos os dias.

 Lamento mas, a partir desta coragem, não nascem heróis. Se é esta a coragem que nos sobra, então acabo de dispensá-la. Dispenso a coragemzinha. E tu?!

 Vais (e queres) encontrar espaço para:

 A coragem que faz levantar os que caíram?

A coragem que faz esquecer a mágoa de ontem?

A coragem que prefere palavras bálsamo (em vez de palavras-seta) ?

A coragem para abrir os braços ao que ainda é preciso ser construído?

A coragem para os gestos que tranquilizam e acalmam?

A coragem para abraçar a dor que não é nossa?

A coragem para responsabilizar as nossas mãos pelo que falta ser feito?

É a essa a coragem que nos falta. A mim. A ti. Ao mundo. Essa que tem a forma de um raiozinho de luz e que vive, precisa e exatamente, no meio do coração de cada um.

Marta Arrais

 

CONTO (665)

 

AS TRÊS IDEIAS

 O filósofo inglês Bertrand Russel nasceu em 1872 e morreu em 1969.

Numa certa ocasião, conversando com os amigos, estes perguntaram-lhe:

- O que é que a filosofia pode ter de prático? Pode ela dar alguma ideia útil para a nossa vida?

O velho filósofo respondeu que lhes iria dar não uma mas três ideias claras, práticas e necessárias. E disse:

- Primeiro, ter coragem para aceitar, resignadamente, as coisas que não podem ser mudadas. O que não pode ser mudado, não nos deve fazer perder o sono.

Os amigos concordaram com a resposta. E perguntaram:

- Qual é a segunda ideia clara, prática e necessária?

O velho filósofo respondeu:

- A segunda consiste em ter coragem para mudar as que se devem mudar. De facto, há muitas coisas que se podem e devem mudar, a começar em nós próprios. Mudar o coração, a mentalidade, as atitudes. A partir destas mudanças de cada um de nós, a sociedade irá tornando-se melhor.

Os amigos concordaram mais uma vez. E perguntaram:

- Qual é a terceira ideia?

Bertrand Russel respondeu:

- A terceira consiste em ter a inteligência indispensável para não confundir nunca umas com as outras. Isto é, não confundir as coisas que não se podem mudar com as que se podem mudar. Nisto se resume toda a sabedoria.

 

 

Cada um vê aquilo que espera. Parece estranha esta afirmação. Vemos o que esperamos! É assim. Se o que espero são desgraças, só vejo desgraças e tudo me parece já mal. Mas se o que espero (e sei que vem) é o Bem, tudo já são sinais desse bem.

É isso que me purifica o olhar e me liberta de fantasmas. Quem sabe que o Bem vem, já vê o bem a vir. Vê com bons olhos, mesmo no meio do nevoeiro.

Vasco Pinto de Magalhães

 


INFORMAÇÕES

 

ABERTURA SOLENE DO ANO PASTORAL 2017/18 e COMPROMISSO DOS CATEQUISTAS.

Domingo, dia 1 de outubro:

- Manadas às 10 horas;

- Biscoitos às 11h30.

 

TRANSPORTES PARA AS ELEIÇÕES DO DIA 1 DE OUTUBRO

O Município da Calheta disponibiliza os seguintes transportes:

- Às 9 horas sai da Fajã dos Vimes com passagem pelo Portal;

- Às 14 horas no Loural.

Podem solicitar transporte à Junta de Freguesia da Ribeira Seca através do nº 295416576

O Município da Calheta disponibiliza os seguintes transportes:

- Biscoitos, após a missa das 11:30 horas e haverá uma viatura a percorrer a localidade durante todo o dia.

Podem solicitar transporte à Junta de Freguesia da Calheta através do nº 295416916

 

FESTA DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO

RIBEIRA SECA

Tríduo - dias 27, 28 e 29 de setembro, missa às 19 horas.

Confissões - 28 e 29  de setembro das 18 às 19 horas

Festa - dia 1 de outubro com Eucaristia às 17 horas e procissão as 18 horas.

 

 


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Nº 816

Pensamento da Semana

Cada um vê aquilo que espera. Parece estranha esta afirmação. Vemos o que esperamos! É assim. Se o que espero são desgraças, só vejo desgraças e tudo me parece já mal. Mas se o que espero (e sei que vem) é o Bem, tudo já são sinais desse bem.

É isso que me purifica o olhar e me liberta de fantasmas. Quem sabe que o Bem vem, já vê o bem a vir. Vê com bons olhos, mesmo no meio do nevoeiro.

Vasco Pinto de Magalhães

 

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