Nº 1112

 

Como nasceu a JMJ? Um legado de João Paulo II aos jovens e à Igreja

A ideia da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) nasceu com o Papa João Paulo II. Ainda sacerdote e mesmo depois de ser bispo, organizava com os mais novos saídas para as montanhas com passeios e campos de férias, dando aos jovens a oportunidade de partilharem com Wojtyla as suas dúvidas, inquietações, esperanças e desejos do coração. Esta opção preferencial nunca abandonou o seu percurso de pastor e, depois de eleito Papa, reforçou esta preferência de forma inovadora.

Nas suas viagens apostólicas pelo mundo passou a incluir encontros com jovens e, a 14 de maio de 1982, durante a visita apostólica a Portugal, celebrou missa no Parque Eduardo VII para uma jovem e colorida multidão, a perder de vista. Nessa homilia declarou:

“Deus deu-me a graça de amar muito os jovens. Por isso, gostaria de falar-vos como um amigo fala ao seu amigo, com cada um individualmente, olhos nos olhos, de coração a coração.”

Meses depois, esta atenção redobrada aos adolescentes e jovens viria a assumir novos contornos que perduram até hoje.

A 23 de março de 1983, o Papa inaugura o Ano Santo da Redenção (que assinala os 1950 anos da Paixão de Jesus) e convoca os jovens de vários continentes para um encontro, em Roma, no Domingo de Ramos de 1984. Os organizadores esperam 60 mil participantes, mas o jubileu da juventude atinge os 250 mil.

A multidão juvenil, de boné branco na cabeça, ocupa toda a Praça de São Pedro e ruas adjacentes. “Quem disse que a Juventude já perdeu o sentido dos valores e já não se pode contar com ela?”, questionou João Paulo II, considerando a experiência “gloriosa e consoladora” daqueles dias pelo exemplo que os jovens deram “de fraternidade e coragem, em aberta profissão de fé”.

Oito dias depois, na missa de encerramento do jubileu, João Paulo II confia-lhes a Cruz do Ano Santo da Redenção, dizendo: “A «Cruz de Cristo!», levai-a pelo mundo, como sinal do amor do Senhor Jesus pela humanidade, e anunciai a todos que só em Cristo, morto e ressuscitado, há salvação e redenção.”

A Cruz ainda hoje percorre o mundo, até chegar às cidades onde se realiza a JMJ.

No ano seguinte, a ONU proclama 1985 o “Ano Internacional da Juventude” e o Papa associa-se às celebrações. Convoca de novo os jovens para mais um encontro no Domingo de Ramos, em Roma. A resposta é surpreendente: 500 mil invadem a capital italiana e, antes do encontro com o Santo Padre, espalham-se pelas igrejas da cidade, em vários momentos de oração e catequese.

“Foi uma experiência maravilhosa e inesquecível”, comenta o próprio João Paulo II que decide então passar a celebrar, cada dois ou três anos, num país e continente diferentes, a Jornada Mundial da Juventude.

Aura Miguel (adaptado)

 

MEDITAR

As palavras de Jesus eram sedutoras. Será Deus assim? Será isto encontrar-se com Ele?

 

Nem todos se entusiasmavam com o projeto de Jesus. Em muitos, surgiam não poucas dúvidas e questões. Era razoável segui-Lo? Não era uma loucura? São as perguntas daqueles galileus e de todos os que se encontram com Jesus num nível um pouco profundo.

Jesus contou duas pequenas parábolas para «seduzir» aqueles que permaneciam indiferentes. Queria semear, em todos, uma pergunta decisiva: não haverá na vida um «segredo» que ainda não descobrimos?

Todos compreenderam a parábola daquele lavrador pobre que, enquanto cavava uma terra que não era sua, encontrou um tesouro escondido num jarro. Não pensou duas vezes. Era a ocasião da sua vida. Não a podia desaproveitar. Vendeu tudo o que tinha e, cheio de alegria, levou o tesouro.

O mesmo aconteceu com um rico comerciante de pérolas quando descobriu uma de valor incalculável. Nunca tinha visto nada semelhante. Vendeu tudo o que possuía e ficou com a pérola.

As palavras de Jesus eram sedutoras. Será Deus assim? Será isto encontrar-se com Ele? Descobrir um «tesouro» mais belo e atraente, mais sólido e verdadeiro do que tudo o que estamos a viver e a desfrutar?

Jesus comunica a sua experiência de Deus, ou seja, o que dá forma completa à Sua vida. Terá Ele razão? Será isto segui-Lo? Encontrar o essencial, ter a imensa fortuna de encontrar o que o ser humano sempre desejou?

Entre nós, muitas pessoas estão a abandonar a religião sem ter provado Deus. Compreendo-os. Eu faria o mesmo. Se uma pessoa não descobriu um pouco a experiência de Deus que Jesus vivia, a religião é um aborrecimento. Não vale a pena.

O triste é encontrar tantos cristãos cujas vidas não estão marcadas pela alegria, o assombro ou a surpresa de Deus. Nunca o estiveram. Vivem encerrados na sua religião, sem terem encontrado qualquer «tesouro». Entre os seguidores de Jesus, cuidar da vida interior não é apenas mais uma coisa. É essencial viver aberto à surpresa de Deus.

José António Pagola

 

PENSAMENTO DA SEMANA

  

O desejo mais profundo de uma pessoa é ser feliz. Não só por um momento, mas feliz para sempre. Outra coisa não seria normal! Mas há quem desista desse sonho por lhe parecer uma paixão inútil e impossível, confundindo felicidade com bem-estar ou prazer.

Ser feliz é ser fecundo. É esse o significado da palavra. E uma árvore só é fecunda quando é podada. Não se é feliz sem podar o egoísmo."

 

Vasco Pinto de Magalhães, s.j. 


 

INFORMAÇÕES

 

ADORAÇÃO DO SANTÍSSIMO SACRAMENTO

 

MANADAS - quinta-feira, 3 de agosto, entre as 10 horas e as 11 horas.

RIBEIRA SECA - sexta-feira, 4 de agosto, entre as 17 horas e as 18 horas.  

 

ADORAÇÃO DO SANTÍSSIMO SACRAMENTO

BISCOITOS - terça-feira, 8 de agosto, entre as 17 horas e as 18 horas.

MANADAS - quinta-feira, 10 de agosto, entre as 10 horas e as 11 horas.

RIBEIRA SECA - sexta-feira, 11 de agosto, entre as 17 horas e as 18 horas.  

 

 

FESTA DE NOSSA SENHORA DA BOA VIAGEM

PORTAL

Tríduo - Dias 1, 2 e 3 de agosto - Missa às 19 horas.

              

Festa- Dia 6 de agosto - Missa às 11 horas - Procissão às 20 horas.

 

FESTA DE NOSSA SENHORA DAS NEVES

NORTE GRANDE

Tríduo: Dias 1, 2 e 3 de agosto às 20horas.

 

Dia 6 de agosto

            - Missa de festa às 12horas e Procissão às 19h30m.


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Nº 1141

Pensamento da Semana

 

PENSAMENTO DA SEMANA

 

Sonho uma Igreja "pobre e para os pobres"

que não se torna capa de revista nem título de jornais

mas se mostra serva e despojada,

simples e humilde,

capaz de falar eloquentemente de Jesus,

O Crucificado por Amor.

Sonho uma Igreja que não se dispersa nem se contenta com sermões, homilias e palestras,

mas faz da palavra um "grito", uma "prece", uma "denúncia" e uma "postura"

de fraternidade, de justiça, de cumplicidade, com o Reino de Deus.

Sonho que

ando, cada dia, à procura de mim próprio

e à descoberta de Deus

numa Igreja feita verdadeiramente de mulheres e homens...

P. António Teixeira

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