Nº 1107

 

75 ANOS

A primeira vinda da imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima à Ilha de São Jorge, ocorreu a 25 de junho de 1948.

Chegou, ao anoitecer, à igreja Matriz da Calheta onde permaneceu  toda a noite acompanhada de inúmeros fiéis.

Ernesto Jacinto da Silveira, de 14 anos, apanhou três pombas brancas do seu pombal e levou-as numa cesta fechada para a Igreja onde, sorrateiramente as soltou. Elas voaram em círculos, tendo duas delas ir pousar no andor onde estava a Imagem de Nossa Senhora de Fátima vinda do Santuário. Ficaram lá toda a noite. De vez em quando voavam e iam pousar novamente no andor, tendo uma delas ido beber água a uma pequena pia que estava na sacristia.

No dia seguinte, o cortejo com a imagem Peregrina, seguiu até ao cais da Calheta e, ao passar em frente da casa de Ernesto, as pombas que estavam no andor, levantaram voo e foram para o seu lugar donde tinham sido apanhadas, tendo morrido ambas no dia seguinte para grande tristeza do pequeno Ernesto.

 O rapaz, comovido, juntou-se aos seus amigos: João da Silveira Melo e Carlos Alberto Noronha, que colocaram as aves numa caixa e, com autorização do pároco, as depositaram no cemitério.

Após a passagem da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima, que deixou marcas na vida espiritual deste povo, juntaram-se algumas pessoas que resolveram levantar um “Cruzeiro” em sua memória.

O terreno foi doado por Manuel Vicente da Costa no lugar da Ladeira e foi tal o empenho e boa vontade, que se fez um peditório encabeçado por António Correia da Cunha e António Joaquim de Matos, senhores que mal frequentavam a Igreja e, que a partir deste acontecimento, se converteram em fervorosos católicos. Surge assim o primeiro Cruzeiro a 25 de junho de 1951.

Este ano celebramos os 75 anos da primeira visita da Imagem Peregrina a São Jorge.

Baseado no livro “Recordando o Passado” de Clímaco Ferreira da Cunha

 

MEDITAR

 

Não tenhas medo, tens um ninho nas mãos do Senhor

"Não tenham medo, não tenham medo, não ter medo, não fazer medo, libertar do medo. É a pedagogia humaníssima de Jesus: o que importa é uma nova relação, na qual não exista nada que possa ter a ver com o medo (C. Sommariva).

No entanto, tenho medo, porque os pardais continuam a cair no chão, crianças aos milhares são sequestradas, violentadas, afogadas no mar, enterradas na areia, vendidas por um centavo, atiradas para uma lixeira assim que levantam o seu curto voo. “ Mas nem um pardal cai sem a vontade de Deus».

Então é Ele quem quebra o voo dos pardais? Não. O Evangelho não diz isso, diz literalmente: sem (àneu, no grego bíblico) o Pai: nem um pardal cairá por terra sem Deus, que estará presente, que se envolve, em cada voo, em cada cruz, em cada queda. E então o drama não é só nosso, “o drama também é de Deus”.

Que não quebra as asas, que as cura, as fortalece, alonga-as, acaricia-as: «está no coração das corças, sob as asas das andorinhas» (Turoldo) e sustenta o seu voo. Gostaríamos de nunca cair, e planar em voos muito longos e seguros.

Mas socorre-nos uma boa notícia, um grito a ser lançado dos telhados: "Não tenham medo: valeis mais do que muitos pardais. Tendes o vosso ninho nas mãos de Deus". Sois tido em conta: como é lindo esse verbo! Para Deus, valho a pena. Valho mais do que muitos pardais, mais do que todas as flores do campo, do que esta e todas as primaveras que virão; Eu valho mais para ele do que ousava esperar.

Acaba o medo de não ter valor, de ter que provar sempre alguma coisa. "Não temer" vales mais. Pelo que és. Da maneira que és. A ponto que "conta todos os cabelos da tua cabeça". O nada dos cabelos: Alguém que me ama fragmento por fragmento, fibra por fibra, célula por célula. Para quem ama, nada do amado é insignificante, nenhum detalhe é sem emoção.

Belo esse Deus que faz o impensável por mim, o que ninguém nunca fez, o que ninguém nunca fará. Noites e redes de caçadores virão, até a morte virá, mas: nada, mesmo nada nos poderá separar do amor de Deus (Rm 8.39). Sim, isso mesmo: mas pardais e cabelos não estão isentos da morte.

Padre Ermes Ronchi

 

  PENSAMENTO DA SEMANA

A pessoa que Deus ama com a ternura de um Pai, com quem se quer unir para a transformar pelo Seu Amor, não é a pessoa que eu gostaria de ser, ou que deveria ser. É a que eu sou, muito simplesmente.
Deus não ama pessoas «ideais», seres «virtuais». Ama os seres reais, concretos.

Jacques Philippe, in A Liberdade Interior

 


 

INFORMAÇÕES

 ADORAÇÃO DO SANTÍSSIMO

MANADAS - quinta-feira, 29 de junho, entre as 10 e as 11 horas seguida de missa. 

RIBEIRA SECA - sexta-feira, 30 de junho, entre as 17 horas e as 18 horas.  

 

REUNIÃO COM OS QUE SE VÃO CRISMAR

Na próxima terça-feira, dia 27 de junho, às 19 horas na Igreja matriz da Calheta, reunião para os catequizandos que se vão Crismar e seus padrinhos.

 

PROGRAMA DA VISITA DO SENHOR BISPO A SÃO JORGE

Dia 30 de junho - reunião com os crismandos da ilha, no Auditório da Escola da Calheta, às 20 horas (terá a participação e animação da Pastoral Juvenil da Ilha).

Dia 1 de julho:

10 horas - reunião com o Clero da Ilha. Inicia com as Laudes e termina com almoço. No Passal da Calheta.

À tarde o tempo será dedicado para algum sacerdote que queira  falar com o Senhor Bispo e/ou vice-versa.

16 horas - encontro com os participantes nas JMJ de Velas.

18 horas - Crismas na Matriz de Velas.

 

Dia 2 de julho:

11 horas - Crismas na matriz de Calheta (Crismandos da Calheta, Ribeira Seca, Biscoitos e Norte Pequeno).

16h30 - Missa no Santuário de Santo Cristo da Caldeira (é necessário calçado apropriado para caminhada em terra batida).

 

Dia 3 de julho:

10 horas - visita à Igreja Paroquial das Manadas

11 horas - visita ao Atelier de Conservação e Restauro de São Jorge (Urzelina).

À tarde

Almoço com a comunidade religiosa de Santo Antão.

19 horas - reunião com o Conselho Pastoral do Topo.

Crismas no Topo.


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Pensamento da Semana

 

PENSAMENTO DA SEMANA

 

«O amor é uma coisa «perigosa», só ele traz a única revolução que proporciona felicidade.

São poucos os que são capazes de amar, e tão poucos os que querem o amor.

Amamos segundo as nossas próprias condições, fazendo do amor uma coisa de mercado. Temos mentalidade mercantil, mas o amor não é comercializável nem é um negócio de troca.

O amor é um estado de ser, no qual todos os problemas humanos se resolvem. Vamos ao poço com um dedal e assim a vida torna-se uma coisa sem qualidade, insignificante e limitada.»

 

J. Krishnamurti, in Cartas a uma jovem amiga

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