Nº 1100

 

Dia da Mãe

As mães são o nosso mundo, mas não são deste mundo.

Têm poderes. As mães são mágicas. Acordam de noite, assim do nada, porque sentem que o filho as vai chamar. Antes de ouvir, já escutaram a voz do filho.

O coração das mães não se engana. Aliás, não é possível enganar uma mãe a menos que ela queira. Às vezes, faz-se de desentendida, mas só porque entendeu há muito que há coisas que é preciso deixar passar, mesmo que nada lhe passe ao lado.

As mães são estranhas. Às vezes, parece que têm dupla personalidade. Andam sempre a chamar a atenção dos filhos, não os deixam pôr o pé em ramo verde, e tens de fazer isto e fazer aquilo, já te disse que não, já tens idade para arrumar as tuas coisas, sou sempre eu a fazer tudo nesta casa, e vai estudar, mas derretem-se ao falar deles às outras pessoas.

As mães são aquelas pessoas que põem babetes aos filhos, mas elas é que andam sempre babadas.

As mães estão sempre cansadas, mas trabalham como se não estivessem. Claro que, assim, ninguém liga quando dizem que estão cansadas ou doentes, porque fazem tudo na mesma.

As mães podem estar a morrer de fome, mas primeiro querem saber se o filho já comeu.

As mães não se esquecem de mandar levar um casaco ou de recomendar aos filhos que se agasalhem e que não apanhem frio.

As mães às vezes estão inseguras e têm vontade de chorar, mas dizem sempre que foi das cebolas ou que têm alergia e que vai correr tudo bem.

As mães nascem com os filhos e vivem para eles o resto da vida.

Às vezes, as mães trocam os nomes dos filhos quando chamam por eles, mas não trocam os filhos por nada nem por ninguém. 

Bom seria se todos os dias fossem o "Dia das Mães",

Se os filhos acordassem sensíveis a tão grande gratidão,

Se os corações de todos fossem um presente,

Se o amor por todas as mães fosse coberto de obediência, respeito, carinho e cuidados.

Bom seria que todos os dias fossem o "Dia das Mães", se os filhos ouvissem os seus conselhos como ouvem o melhor amigo, se eles a tratassem realmente todos os dias como uma joia de grande valor, e pensassem bem antes de lhe responder indevidamente.

Lado a lado

 

MEDITAR

Caminhamos nos passos de Jesus para o Pai

Senhor, não sabemos para onde vais, como podemos saber o caminho? Jesus não responde: "Eu 'conheço' bem o caminho e agora vou descrevê-lo e depois passo-vos as coordenadas"; em vez disso, diz: «Olha para mim, Tomé, Eu sou o caminho».

O caminho para Deus, para o quente coração da vida, é a vida de Cristo. Olhas para Jesus, como vive, como se comove e toca, como vai ao encontro, como morre, e compreendes Deus e a vida.

E se eu quiser entrar nesse mistério, meterei os meus passos sobre os seus passos, preferirei o que ele preferiu, renovarei as minhas escolhas pelas suas, seguirei somente a sua estrela-polar. J. Maritain põe na boca de Jesus este convite: «Não me procures num só lugar, mas lá onde eu amo e sou amado».

“Eu sou a verdade”. Como vivo é o verdadeiro viver, como me comporto com os pequeninos e com as mulheres, com os pobres cristãos e com o Pilatos de turno, com os pássaros e com as flores do campo, com o Pai e a última ovelha. A verdade é feita de carne, beijada ontem, mais logo torturada.

A verdade desarmante é o seu movimento livre, real e amoroso para com as criaturas. Nunca arrogante e sempre sem comprometimentos. Direto e seguro.

A verdade é corajosa e amável. Quando em vez disso é arrogante e sem ternura, é uma doença que faz todos doentes de violência. A verdade dura e despótica, gritada em palavras de pedra "é assim e basta", não é a voz de Deus, Deus é a verdade amável, de olhos e mãos ardentes!

Eu sou a vida. Palavras que nenhuma explicação pode esgotar. O que tens a ver comigo, Jesus de Nazaré? A resposta é uma afirmação excessiva e desconcertante: eu faço viver.

Eu sou a vida. Então, quanto mais o Evangelho entra em mim, mais vida é acrescentada à vida. Essa vida que se opõe à pulsão de morte, à autodestruição que cultivamos dentro de nós, aos medos, à esterilidade de uma vida inútil.

A vida é tudo o que podemos colocar sob este nome: futuro, amor, lar, festa, descanso, desejo, páscoa, felicidade. Por isso fé e vida, o sagrado e a realidade têm a mesma origem e coincidem.

Os gestos e as palavras de Jesus são energia que sabe lapidar os corações duros, faz florir a face doentia da história, faz sonhar uma nova terra e novos céus, se e quando a Sua ternura atravessar as nossas mãos.

 

Padre Ermes Ronchi

Mensagem para o Dia da Mãe da Comissão Episcopal do Laicado e Família

Em Portugal o «Dia da Mãe» ocorre no 1º Domingo do mês de maio, este ano é o dia 7 e, na Liturgia, é o quinto Domingo do tempo Pascal. Acontecendo o «Dia da Mãe» no mês de maio, mês de Maria, a primeira dimensão da mensagem para este dia vem do Evangelho e da experiência de fé dos cristãos católicos que assumem por Mãe espiritual aquela que Jesus lhes consagrou na cruz, quando indicou a sua própria Mãe ao seu discípulo João, dizendo-lhe: «Eis a tua Mãe» (Jo 19,27).

A Mãe afetuosa, humilde, confiante e corajosa

Com a Mãe-Maria, Deus tornou-se próximo de nós! E nós tornamo-nos próximos de Deus. Com humildade, a Virgem Mãe aceitou com Fé a sua vocação, exultou de alegria e avançou com coragem para assumir uma aventura que envolve  a vida por inteiro.

A Mãe aliada de todas as mães

A Virgem Maria, acolhe todos os dias as preocupações das mães que sofrem por causa dos seus filhos. Por causa do seu infortúnio, da falta de saúde, dos afastamentos, dos filhos dependentes de redes ou vícios arruinadores, dos filhos acidentados e dos filhos que morreram.

Ser mãe: vocação, valor e missão 

Ser mãe é uma vocação e missão natural que Deus consagrou e que importa sublinhar como um dom e capacidade de amor ao serviço da vida e da sua realização. Todas as mães merecem ser apoiadas pela coragem e confiança que demonstram e por assumirem a sua responsabilidade. Ser mãe com amor e responsabilidade, mesmo pobre, é um bem enorme em alegria e em esperança que se alarga à família e à comunidade.

Confiar e escutar a mãe

No Dia da Mãe muitos filhos têm o cuidado de dirigir uma palavra ou uma atenção especial à sua mãe. É bom que assim aconteça; um simples gesto de delicadeza para com a mãe, é gerador de felicidade. Honrar pai e mãe, escutá-los e prestar-lhes atenção tem uma dimensão sagrada (4º mandamento da Lei de Deus), humaniza-nos, fazemos os outros felizes e agradamos a Deus.  

Confiemos à intercessão de Santa Maria, Rainha da Paz, Mãe de Cristo e Mãe da Igreja, todas as mães que vivem com especiais preocupações com os seus filhos e sua família, não esquecendo as situações de grande sofrimento familiar nos países envolvidos em guerra. 

Comissão Episcopal do Laicado e Família, 7 de maio de 2023

 

PENSAMENTO DA SEMANA

 

A coisa no mundo mais parecida com os olhos de Deus são os olhos de uma mãe. Estes são um raio-X infalível. Não ficam apenas a olhar as aparências, antes penetram naquele fundo secreto e silencioso da vida e sabem interpretá-lo, respeitando, contudo, e com que delicadeza, o seu segredo. A tarefa de cuidar da primeira fome e da primeira sede foi-lhes confiada quando nós nascemos, porque é um cuidado demasiado importante e vital para ser delegado a outros.

O olhar de uma mãe humaniza o filho.

 

José Tolentino Mendonça, in Elogio da Sede


 

INFORMAÇÕES

 

ADORAÇÃO DO SANTÍSSIMO

MANADAS - quinta-feira, 11 de maio, entre as 10 horas e as 11 horas. 

RIBEIRA SECA - sábado, 13 de maio, entre as 19h30 e as 20:30 horas.  


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Pensamento da Semana

 

PENSAMENTO DA SEMANA

 

Sonho uma Igreja "pobre e para os pobres"

que não se torna capa de revista nem título de jornais

mas se mostra serva e despojada,

simples e humilde,

capaz de falar eloquentemente de Jesus,

O Crucificado por Amor.

Sonho uma Igreja que não se dispersa nem se contenta com sermões, homilias e palestras,

mas faz da palavra um "grito", uma "prece", uma "denúncia" e uma "postura"

de fraternidade, de justiça, de cumplicidade, com o Reino de Deus.

Sonho que

ando, cada dia, à procura de mim próprio

e à descoberta de Deus

numa Igreja feita verdadeiramente de mulheres e homens...

P. António Teixeira

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