Nº 1075

 

Jovem, a Igreja precisa de ti!

Depois de tudo o que temos vindo a saber sobre a Igreja e sobre o avançar do Mundo fico extremamente contente por ainda ver jovens católicos. É verdade que não temos o número de jovens que desejávamos (basta olharmos para tantas Eucaristias) e, em muitos momentos, parece que não conseguimos levar Aquele que é a eterna novidade até aos seus corações.

No entanto, acho que precisamos de entender que a Igreja não precisa de muitos e isto serve para qualquer faixa etária. A Igreja necessita, isso sim, dos que O querem verdadeiramente, dos que O buscam com tudo o que são e fazem. No entanto, nesta fase tão atribulada é de louvar a presença dos jovens na Igreja.

São os jovens que ainda nos dão a esperança. E precisamos tanto deles. Precisamos da irreverência (que muitas vezes temos também de ser nós a acordá-la), precisamos da criatividade, precisamos do seu apoio, precisamos da sua forma de estar com os outros e com o Mundo.

Mas se precisamos deles e reconhecemos a sua importância no nosso meio, porque é que cada vez são menos? Porque é que não lhes arde o coração quando falamos de Deus? Porque é que não veem na Igreja um espaço para se desenvolverem na totalidade? Porque é que fogem a sete pés?

Na minha opinião, apesar de reconhecermos a importância da presença da juventude na Igreja, ainda não conseguimos passar isso para a ação. Parece que temos medo que tirem protagonismo a quem cá está há mais tempo. Parece que vivemos atormentados pelas mudanças que possam implementar. Parece que vivemos com receio que nos venham mostrar uma outra face de Deus.

Não basta dizer que precisamos dos jovens. Temos de o testemunhar. Como? Respeitando-os. Demonstrando que a Igreja pode ser um espaço seguro para eles. Demonstrando que a Igreja pode ser lugar de questionamento, de procura. Demonstrando que a Igreja é capaz de os aceitar como são e de os ajudar na exploração das dúvidas sem julgamentos.

A Igreja, para ter jovens, precisa de ser como Jesus: jovem, próxima, acolhedora e expert em amar e fazer sentir os outros amados.

Jesus não deixou de ser atual e a Sua Palavra não deixou de fazer efeito. Precisamos é de a levar de um outro jeito. Precisamos de deixar para trás a teimosia do "sempre foi assim". A Igreja precisa dos jovens para que todos possamos sentir o respirar da novidade e da beleza oferecida por Deus!

Emanuel António Dias

 

MEDITAR

«Jesus Cristo é rei na cruz, porque se identificou tanto com as vítimas inocentes que acabou como elas»

Nós cristãos atribuímos vários nomes a Jesus Cristo Crucificado: Redentor, Salvador, Rei, Libertador. 

Podemos aproximar-nos Dele agradecidos: Jesus resgatou-nos da perdição.

Podemos contemplá-Lo comovidos: ninguém nos amou assim.

Podemos abraçar-nos a Ele para encontrar forças nos nossos sofrimentos, nas nossas tristezas.

Entre os primeiros cristãos chamava-se-lhe também «mártir», isto é, «testemunha». O livro chamado Apocalipse relatado por volta do ano 95, vê no Crucificado o «fiel mártir», «fiel testemunha». Desde a cruz, Jesus apresenta-se-nos como testemunha fiel do amor de Deus e também de uma existência identificada com os últimos. Não devemos esquecê-lo.

Identificou-se tanto com as vítimas inocentes que acabou como elas. A sua palavra incomodava. Tinha ido demasiado longe ao falar de Deus e da sua justiça. Nem o Império nem o templo podiam consentir. Tinha de ser eliminado. Talvez, antes de São Paulo começar a elaborar a sua teologia da cruz, entre os pobres da Galileia, já se vivesse essa convicção: «Morreu por nós», «por nos defender até o fim», «por ousar falar de Deus como defensor dos últimos».

Ao olhar para o Crucificado deveríamos recordar instintivamente, a dor e a humilhação de tantas vítimas desconhecidas que, ao longo da história, sofreram, sofrem e sofrerão esquecidas por quase todos. Seria uma zombaria beijar o Crucificado, invocá-lo ou adorá-lo enquanto vivemos indiferentes a todo sofrimento que não é nosso.

O crucifixo está a desaparecer das nossas casas e instituições, mas os crucificados continuam aí. Podemos vê-los todos os dias em qualquer noticiário de televisão. Devemos aprender a venerar o Crucificado não num pequeno crucifixo, mas nas vítimas inocentes da fome e da guerra, nas mulheres assassinadas pelos seus companheiros, nos que se afogam quando os barcos afundam.

Confessar ao Crucificado não é apenas fazer grandes profissões de fé. A melhor maneira de o aceitar como Senhor e Redentor é imitá-Lo vivendo identificado com aqueles que sofrem injustamente.

 José António Pagola

 

De onde vem a fé?

Será que há um Deus capaz de dar fé a uns, mas a outros não? Será que somos nós que devemos inventar aquilo em que acreditamos a partir do nada?

Se Deus me batesse à porta será que eu abriria a porta? Será que escolheria acreditar que quem estava a chamar-me não era Ele? Afinal, se Deus existir, por que razão quereria falar comigo?

Ou, se na verdade Deus existe e me ama, então faz sentido que esteja à minha porta e me chame! Mas, porque me respeita, só entra no meu coração se eu O convidar.

Quando amo alguém e me dou a essa pessoa, é essencial que eu encontre abertura. Sem a sua concordância, não chego ao seu coração. A porta do íntimo só abre para fora. Por mais força que alguém faça para entrar, só quem lá vive pode destrancar e abrir a porta.

Se alguém resolver trancar e selar a sua caixa do correio para não receber correspondência, de quem é a responsabilidade de não a receber? De quem lha envia? Do carteiro?

Deus dá o primeiro passo, mas se eu não quiser ir à porta, não vou. Se eu estiver convencido de que não preciso de nada nem de ninguém para ser feliz, então, ainda que alguém me chame...

Se alguém me ama, não deixará de tentar encontrar forma de eu o saber. Mas só o conseguirá se, em algum momento, eu não estiver fechado e virado para mim mesmo. Há até quem procure bastar-se a si mesmo, julgando-se Deus da sua própria vida. Quererá alguém assim saber a verdade a seu respeito? Irá escutar o que lhe dizem? Não. Até porque julga que um Deus nunca ouve ninguém!

A fé é uma paixão caridosa e vivida a dois, chega-te de fora, como quem te bate à porta. Abre!

José Luís Nunes Martins

 PENSAMENTO DA SEMANA

 

«Quando jovem eu pedia às pessoas 

mais do que elas me podiam dar: 

- uma amizade contínua,

- uma emoção permanente. 

Hoje sei pedir-lhes menos do que podem dar: 

- uma companhia sem palavras.

- e as suas emoções, 

- a sua amizade, 

Os seus gestos nobres mantêm a meus olhos 

o seu autêntico valor de milagre:

um absoluto resultado da graça».

 

Albert Camus 


 

INFORMAÇÕES

 

FESTA DE SANTA CATARINA

TRÍDUO - 21, 22 e 23 de novembro.

                  Dia 22 - confissões às 19 horas seguidas de missa.        

                  Dias 21 e 23 - missa às 19 horas.

 

 DIA 25 - EUCARISTIA DE FESTA às 11 horas seguida de arrematações e procissão.


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