Nº 1072

 

MUNDIAL DAS MISSÕES

No dia 23 de outubro celebramos em toda a Igreja o Dia Mundial das Missões. A mensagem que este ano o Papa Francisco dirige a todos os batizados tem por lema «Sereis minhas testemunhas». Estas palavras encontram-se no último diálogo de Cristo Ressuscitado com os seus discípulos antes da Ascensão (cf. Atos 1,8).

O movimento missionário dos primeiros cristãos narrado nos Atos dos Apóstolos, pautado pelo dinamismo e a coragem, «da?-nos uma imagem muito bela da Igreja “em saída” para cumprir a sua vocação de testemunhar Cristo Senhor». A missão é a identidade da Igreja e, portanto, a «comunidade dos discípulos de Cristo, não tem outra missão senão a de evangelizar o mundo, dando testemunho de Cristo».

E como a identidade da Igreja e? evangelizar, os seguidores de Jesus são chamados a oferecer Jesus «até aos confins do mundo», «anunciando a todos a Boa Nova da sua salvação com alegria e ousadia», indo «mais além dos lugares habituais para levar o testemunho d’Ele». «A Igreja de Cristo sempre esteve, esta? e estará “em saída” rumo aos novos horizontes geográficos, sociais, existenciais, rumo aos lugares e situações humanas “de confim”, para dar testemunho de Cristo e do Seu amor a todos os homens e mulheres de cada povo, cultura, estado social», explicita o Papa Francisco.

A missão, portanto, «será sempre missão a todos os povos, como expõe o Concílio Vaticano II. E nessa missão sem fronteiras, o missionário está chamado a testemunhar Jesus: partilha o tesouro da sua fé com humildade, sem proselitismo; promove o diálogo, a solidariedade, a fraternidade e a comunhão; acompanha as comunidades e faz causa comum com elas; é sinal de esperança... E Francisco sublinha que «a verdadeira testemunha e? o “mártir”, aquele que da? a vida por Cristo, retribuindo o dom que Ele nos fez de Si mesmo». A Igreja faz memória agradecida da entrega generosa de tantos homens e mulheres que testemunham Jesus nos locais mais esquecidos do mundo e, de modo especial, recorda aqueles que deram a sua vida até ao final.

Neste nosso tempo pós-pandémico, com os seus desafios, dificuldades e oportunidades, todos os batizados, inspirados e fortalecidos pelo Espírito Santo – protagonista da missão – precisamos de um novo élan missionário, vivendo com paixão a fé e retomando «a coragem, a ousadia e aquela liberdade de falar dos primeiros cristãos, para testemunhar Cristo, com palavras e obras, em todos os ambientes da vida».

Ir. Bernardino Frutuoso, editorial da revista Além-Mar (Adaptado)

 

MEDITAR

DESCONCERTANTE

Foi uma das parábolas mais desconcertantes de Jesus. Um fariseu piedoso e um cobrador de impostos sobre um templo para orar. Como Deus reviverá duas pessoas cujas vidas morais e religiosas são tão diferentes e opostas?

O fariseu reza em pe, certo e sem medo. A sua consciência não acusa ou acusa de nada. Eu não sou hipócrita. O que você diz é verdade. Cumpre fielmente a Lei, e até supera. Ele não levou o crédito para si mesmo, e até agradece a Deus por tudo: «Ó Deus, eu te agradeço». Se este homem não é um santo, o que será? Certamente você pode contar com a bênção de Deus.

Ou colecionador, de cabelo oposto, se aposenta por uma música. Não se sinta confortável naquele lugar sagrado. Não é o seu site. Nem sequer se atreve a levantar os olhos do chão. Bate no peito e reconhece seu pecado. Não promete nada. Não posso desistir ou trabalhar ou devolver ou roubar. Eu não posso mudar minha vida. Resta render-me à misericórdia de Deus: «Ó Deus, tem de mim». Ninguém gostaria de estar no lugar dele. Deus não pode aprovar sua conduta.

De repente, Jesus concluiu sua parábola com uma declaração desconcertante: "Digo-vos que este publicano voltou para casa justificado, e aquele fariseu não." Vocês ouvintes quebram todos os seus esquemas. Como se pode dizer que Deus não reconhece nem se compadece e, ao contrário, concede sua graça ao pecador? Jesus não estará pulando como fogo? É verdade que, nem final, nem decisiva, não é a vida religiosa da pessoa, mas a insondável misericórdia de Deus?

É verdade ou o que Jesus diz, diante de Deus não há segurança para ninguém, por mais santo que eu pensasse que era. Todos nós temos que ir à sua misericórdia. Quando alguém se sente como ele mesmo, ele apela para sua própria vida e não sente necessidade de mais. Quando alguém é acusado de sua consciência e incapaz de mudar, sente a necessidade de cuidar da companhia de Deus e ficar com ele.

Faça algo fascinante em Jesus. É tão desconcertante em sua fé, na misericórdia de Deus, que não é fácil creditá-lo. Provavelmente, aqueles que melhor podem entendê-lo são aqueles que não são forçados a deixar sua vida imoral.

 

José Antonio Pagola

 

Que nunca nos esqueçamos de deixar amor pelo caminho

Que nunca nos esqueçamos de deixar um abraço de amor pelo caminho. Talvez esse abraço faça sorrir o coração de alguém.

Que nunca nos esqueçamos de estender uma mão de amor pelo caminho. Talvez essa mão abrigue a vida de alguém.

Que nunca nos esqueçamos de deixar um sorriso de amor pelo caminho. Talvez esse sorriso seja a parte mais bonita do dia de alguém.

Que nunca nos esqueçamos de deixar um olhar de amor pelo caminho. Talvez esse olhar abrace a alma de alguém.

Que nunca nos esqueçamos de deixar um gesto de amor pelo caminho. Talvez esse gesto mude o mundo de alguém.

Que nunca nos esqueçamos de ser vida de amor pelo caminho. Talvez essa vida ilumine alguém.

Que nunca nos esqueçamos de deixar amor pelo caminho. Talvez esse amor seja tanto para alguém.

Talvez cure. Talvez salve. Talvez seja tudo.

É isso: talvez esse amor seja tudo. Para alguém. E para nós também.

Daniela Barreira

 

 

PENSAMENTO DA SEMANA

 

«Um dia, enquanto caminhava por uma rua de Londres, vi um homem sentado que parecia muito só. Fui até junto dele, peguei-lhe na mão e apertei-a. Ele disse: "Há quanto tempo não sinto o calor de uma mão!" Compreendi que um gesto assim tão pequeno pode dar muita alegria.»

 

Madre Teresa de Calcutá


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