Nº 402

 

DIA MUNDIAL DAS MISSÕES

18 de Outubro é  o dia Mundial das Missões. Transcrevo parte de um artigo intitulado “Missão aqui - Portugal a mudar” que tirei da Agência Ecclesia.

 

“D. Luís de Castro, arcebispo colombiano, explicou as mudanças que se estão a operar na Igreja no que diz respeito à Missão. Comparou-a a um grande jogo de futebol num estádio com lotação esgotada. Outrora - disse - os jogadores eram os missionários membros de institutos religiosos; na bancada estavam os leigos a apoiar os grande protagonistas deste jogo! Hoje, há uma inversão de papéis e os protagonistas mudaram de lugar: os leigos estão no relvado a jogar e os missionários professos estão na bancada a aplaudir! A hora dos leigos chegou e eles são os grandes protagonistas da Missão, sem esvaziar, de forma alguma, a missão dos religiosos consagrados.

Esta é, na minha opinião, a grande viragem, proposta pelo Concílio Vaticano II, mas implementada muito devagar. Na Missão, o que conta é o Baptismo.


Ei-los que partem... os Leigos

Até há bem pouco tempo, contavam-se pelos dedos das mãos, os Leigos que partiam em Missão para África, Américas ou Ásia. Hoje são mais de 50 os organismos que, em Portugal, enviam Leigos em Missão, sobretudo Jovens. O Voluntariado Missionário ganha corpo e consistência, tornando-se num parceiro muito forte para as relações com as Igrejas locais onde são enviados jovens e menos jovens, em Missão por um período mais curto ou mais longo.

É ainda de salientar um outro dado significativo: não só os Institutos Missionários estão a formar e a enviar Leigos, mas também as Dioceses e as Paróquias o fazem, dando sentido à dimensão missionária das comunidades locais.

Missão solidária

Institutos Missionários, capelanias universitárias, movimentos juvenis e outras associações já se organizaram e acreditaram como ONGDs a fim de poderem apresentar e concretizar projectos de solidariedade em espaços geográficos onde a pobreza e a falta de desenvolvimento continuam a fazer inúmeras vítimas. Assistimos hoje a um trabalho intenso, em nome do Evangelho, na área social, com a construção e apoio ao funcionamento de Escolas, Centros de Saúde, Centros de Apoio a Crianças, Centros de Apoio a Deslocados e Refugiados, Centros de Nutrição.... Este anúncio solidário do Evangelho constitui a escrita de uma das páginas mais bonitas da história da Missão hoje.

Dá corpo a uma vivência da Doutrina Social da Igreja, de acordo com o novo ‘Compêndio da DSI: ‘A Igreja quer propor a todos um humanismo à altura do desígnio de amor de Deus sobre a história, um humanismo integral e solidário, capaz de animar uma nova ordem social, económica e política, fundada na dignidade e na liberdade de toda a pessoa humana, a se realizar na paz, na justiça e na solidariedade’. (nº19).”

Tony Neves - Missionário Espiritano

 

XXIX DOMINGO COMUM

TEMA

A liturgia do 29º Domingo do Tempo Comum lembra-nos, mais uma vez, que a lógica de Deus é diferente da lógica do mundo. Convida-nos a prescindir dos nossos projectos pessoais de poder e de grandeza e a fazer da nossa vida um serviço aos irmãos. É no amor e na entrega de quem serve humildemente os irmãos que Deus oferece aos homens a vida eterna e verdadeira.

A primeira leitura apresenta-nos a figura de um “Servo de Deus”, insignificante e desprezado pelos homens, mas através do qual se revela a vida e a salvação de Deus. Lembra-nos que uma vida vivida na simplicidade, na humildade, no sacrifício, na entrega e no dom de si mesmo não é, aos olhos de Deus, uma vida maldita, perdida, fracassada; mas é uma vida fecunda e plenamente realizada, que trará libertação e esperança ao mundo e aos homens.

No Evangelho, Jesus convida os discípulos a não se deixarem manipular por sonhos pessoais de ambição, de grandeza, de poder e de domínio, mas a fazerem da sua vida um dom de amor e de serviço. Chamados a seguir o Filho do Homem “que não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida”, os discípulos devem dar testemunho de uma nova ordem e propor, com o seu exemplo, um mundo livre do poder que escraviza.

Na segunda leitura, o autor da Carta aos Hebreus fala-nos de um Deus que ama o homem com um amor sem limites e que, por isso, está disposto a assumir a fragilidade dos homens, a descer ao seu nível, a partilhar a sua condição. Ele não Se esconde atrás do seu poder e da sua omnipotência, mas aceita descer ao encontro homens para lhes oferecer o seu amor.

(Dehonianos)

MEDITAR

NÃO COMECES O DIA DE HOJE PELOS ESPINHOS DE ONTEM!

O dia de ontem

e os dias e anos anteriores

já passaram,

estão enterrados no Tempo.

Já nada podes mudar neles.

 

Ficaram-te espinhos espetados?

Não andes a arrastá-los,

porque continuarás a picar-te cada dia

até não te deixarem viver.

 

Há espinhos

que podes sacudir

colocando-os nas mãos de Deus.

Há feridas de espinhos

que podes curar,

se souberes perdoar deveras.

Mas há feridas que não poderás curar

com todo o amor deste mundo.

Esquece que existem!

 

Tira a lente de aumento

de cima das desgraças!

 

Phil Bosmans in Felicidade

 

CONTO (276)

 

AS BODAS

Celebrava-se uma festa de bodas. A vida estava difícil e os noivos escreveram no convite:

«Pedimos que cada convidado, no dia da festa do nosso casamento, leve uma garrafa de vinho. Será entregue à entrada e cada qual deitará o líquido num tonel. Assim durante as bodas, todos beberão do vinho de todos».

Chegou o dia do casamento. Os convidados foram chegando, vestidos de festa, e trazendo cada qual uma garrafa escura. Antes de entrarem no salão do banquete, iam depositando o vinho das garrafas num tonel, que se foi enchendo.

Os serventes ordenaram:

- Podeis sentar-vos. Vamos dar início à boda.

Todos se sentaram à mesa e começou a festa.  Chegou o momento em que todos esperavam que o vinho fosse servido. Os serventes, ao abrirem a torneira do tonel, ficaram muito admirados:

- Mas isto é água!

Que tinha acontecido? Cada convidado julgou que seria o único a levar água, e que uma garrafa de água no meio de tanto vinho não se notaria. Mas, como todos pensaram o mesmo, havia apenas água para todos.

A festa ficou estragada. Os noivos ficaram tristes e retiraram-se discretamente. Os músicos regressaram a casa. Os convidados, envergonhados, dispersaram em silêncio.

 In TOMA E LÊ de Pedrosa Ferreira

 

 

PEÇO-TE

Chamo-Te porque tudo está ainda no princípio

E suportar é o tempo mais comprido.

 

Peço-Te que venhas e me dês a liberdade,

Que um só de Teus olhares me purifique e acabe.

 

Há muitas coisas que não quero ver.

 

Peço-Te que sejas o presente.

Peço-Te que inundes tudo.

E que o Teu reino antes do tempo venha

E se derrame sobre a Terra

Em Primavera feroz precipitado.

 

 

Sophia de Mello Breyner Andresen

 


 

MUDANÇA DA HORA

No próximo fim-de-semana muda a hora. À uma hora da manhã de Sábado para Domingo os relógios devem ser atrasados sessenta minutos.

 

DIA MUNDIAL DE LUTA CONTRA A POBREZA

17 de Outubro é Dia Mundial para a erradicação da pobreza. Muitas acções nas quais todos podem participar estão a ser organizadas, sobretudo no âmbito do “Levanta-te e Actua”!

Levanta-te e Actua é uma acção mundial, coordenada pelas Nações Unidas e pela Acção Global de Luta contra a Pobreza (GCAP), que pretende relembrar aos governos dos países mais ricos que a sociedade civil está informada e quer que sejam cumpridas as promessas feitas no ano 2000 de, até 2015: aumentarem e melhorarem a ajuda pública ao desenvolvimento; perdoarem a dívida externa aos países mais pobres; implementarem regras de comércio internacional mais justo.

Muitas organizações apoiam esta acção em Portugal, unindo as suas vozes a um grito mundial de mais de 100 milhões de pessoas: o maior número de pessoas que já se levantaram em favor de uma causa no mundo!

É verdade que uma acção simbólica hoje não vai alimentar uma criança. Mas a mudança de mentalidades, o despertar consciências que uma acção simbólica pode permitir, acreditamos que terá um papel decisivo na redução da pobreza amanhã.

 


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Pensamento da Semana

 

Um anjo nunca se faz conhecer, nós só sabemos que ele esteve connosco quando ele parte. Porque deixa-nos na vida um perfume, deixa-nos na vida um desassossego.

 

Erri de Luca, in Em nome da mãe

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