Nº 1070

 Ajuda-me, Senhor, a rezar os recantos vazios de uma vida cheia.

Vida que me dás em abundância e que renovas a cada dia.

Vida que consolas na tristeza, que acompanhas na solidão,

Que sustentas na fraqueza e que animas no cansaço.

 

Vida que chora, que ri, que grita e que emudece,

Vida que nem sempre compreende os teus caminhos

E que tantas vezes hesita, tropeça e duvida.

 

Vida que às vezes não te reconhece

A caminho da Emaús do orgulho e dos projetos pessoais.

Vida que, errante e desanimada, teimosamente se afasta

Da Jerusalém da tua vontade e da generosidade do teu amor.

 

Amor das surpresas e do oportuno e incisivo sentido de humor,

Amor que vem ao meu encontro, que se faz alimento no pão repartido,

Amor que se fez Palavra e que comigo faz memória

Da história que contamos juntos.

 

Palavra que desperta este coração “lento de espírito” (Lc 24, 25),

Que o questiona, interpela, converte e ressuscita

Das trevas sepulcrais em que, de tempos em tempos, habita.

 

Vida transfigurada que derramas sobre mim,

Quando contrito te procura o meu coração.

Coração que bate assustado por ser desconfiado,

Mas que sempre encontra misericórdia e perdão,

Quando repousa reconciliado e abrasado no teu.

 

Vida imperfeita, mas profundamente agradecida

Por tudo quanto me tens dado a viver.

O doce do mel e o amargo do fel ganham novo sentido

Quando contemplo a cruz da tua paixão.

 

Reza comigo, Senhor, os recantos vazios de uma vida cheia,

Recantos que iluminas com a alegria pascal

Da vida que entregaste por mim.

Vida nascida numa primavera florida e que ainda tem tanto para aprender.

 

Raquel diasRezar a vida

 

MEDITAR

Acreditar sem agradecer

 

O relato começa narrando a cura de um grupo de dez leprosos nas proximidades de Samaria. Mas, desta vez, Lucas não se detém nos detalhes da cura, mas na reação de um dos leprosos ao ser curado. O evangelista descreve cuidadosamente todos os seus passos, porque ele quer sacudir a fé rotineira de muitos cristãos.

Jesus pediu aos leprosos que se apresentassem aos sacerdotes para obter a autorização que lhes permita integrar-se na sociedade. Mas um deles, de origem samaritana, quando vê que está curado, em vez de ir aos sacerdotes, volta para procurar Jesus. Sente que para ele começa uma nova vida. A partir daí, tudo será diferente: poderá viver de forma mais digna e feliz. Sabe a quem o deve. Necessita encontrar-se com Jesus.

Volta “louvando a Deus com grandes gritos”. Sabe que a força salvadora de Jesus só pode ter a sua origem em Deus. Agora sente algo novo por esse Pai Bom, de que fala Jesus. Não o esquecerá nunca. De agora em diante viverá dando graças a Deus. Louvará, gritando com todas as suas forças. Todos devem saber que se sente amado por Ele. 

Ao se encontrar com Jesus, “cai a seus pés dando graças”. Os seus companheiros seguiram caminho para encontrar-se com os sacerdotes, mas ele sabe que Jesus é o seu único Salvador. Por isso está aqui junto a Ele dando-lhe graças. Em Jesus, encontrou o melhor presente de Deus.

Ao concluir o relato, Jesus toma a palavra e faz três perguntas expressando a sua surpresa e tristeza pelo que aconteceu. Não são dirigidas ao samaritano que tem a Seus pés. Recolhem a mensagem que Lucas quer que se escute nas comunidades cristãs. “Não ficaram limpos os dez?”. Não se curaram todos? Por que não reconhecem o que receberam de Jesus? “Os outros nove, onde estão?”. Por que não estão ali? Por que há tantos cristãos que vivem sem dar graças a Deus, quase nunca? Por que vocês não sentem um agradecimento especial a Jesus? Não o conhecem? Não significa nada novo para eles?

“Só voltou este estrangeiro para dar glória a Deus?”. Por que há pessoas afastadas da prática religiosa que sentem verdadeira admiração e agradecimento a Jesus, enquanto alguns cristãos não sentem nada de especial por Ele? Bento XVI advertia há alguns anos que um agnóstico em busca pode estar mais perto de Deus do que um cristão de rotina que é apenas por tradição ou herança. Uma fé que não gera nos crentes alegria e gratidão é uma fé doente.

José António Pagola

 

O além está muito perto!

A alma de cada um de nós é maior do que o nosso corpo, envolve-nos como um ventre materno. Chegou-nos através de um sopro mais belo do que qualquer vento, e trazia em si um pedaço de outra alma que por amor se deu, para que pudéssemos existir!

Talvez por isso eu sinta que há um espaço em torno da minha pele que ainda sou eu, sendo que, quando alguém ou alguma coisa nele entra contra a minha vontade, eu me sinto pior do que invadido. Um abraço é bem mais do que aquilo que parece ser… quase um só coração protegido por quatro braços.

Só eu posso fazer mal à minha alma. Nada nem ninguém a pode manchar, sem o meu sim a isso.

O que fazemos confessa o que sentimos e pensamos, por mais que o tentemos esconder. Os nossos atos dependem sempre do que vive no nosso coração. Há quem queira parecer o que não é, mas nem sempre o consegue.

A paciência é um caminho para a verdade, assim como a pressa é parceira do engano. Deixemos que o tempo passe e desfaça as mentiras… Mas cuidado, porque, de qualquer forma, não cabe a nenhum de nós julgar os outros, menos ainda as suas almas.

Quando lutamos pelo bem, e isso implica termos de sofrer, é a alma que faz dessa tristeza uma alegria, assim a nossa vontade se imponha aos medos.

A alma é um fragmento perfeito de vida que, apesar de ínfima, é maior do que o Universo!

Cada um de nós é um mistério de fogo.

Deixa que a tua alma incendei o mundo através de ti, transformando em luz e calor tudo por onde passa.

A tua alma não é tua. É Deus contigo.

José Luís Nunes Martins

 

 

 PENSAMENTO DA SEMANA

 

O mínimo que nos é exigível 

é o máximo que somos capazes de fazer. 

Nas coisas simples do dia-a-dia. 

Ser da maior bondade possível no quotidiano. 

A bondade é a maior de todas as qualidades. 

Inclui beleza, a justiça e a verdade.

 

Manuel António Pina


 

INFORMAÇÕES

 

MISSA NO SANTUÁRIO DA CALDEIRA

No próximo domingo, 16 de outubro, às 15h30 horas.

 

FESTAS DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

FAJÃ DA RIBEIRA D’AREIA

Tríduo - Dia 10 e 11 e 12 de outubro missa às 19h30 horas.

                 Dia 12 missa às 19h30, seguida de procissão de velas.

 

Festa - Dia 13 de outubro com missa às 12h30, seguida de procissão.

 

BISCOITOS - Dia 12 - às 18 horas oração do terço, seguindo-se a celebração da missa.

 

MANADAS - Dia 12 - Às 19h30 procissão de velas, saída da Ermida de Santa Rita para a Igreja de Santa Bárbara, seguindo-se a celebração da missa.

 

RIBEIRA SECA - Dia 13 - às 19 horas, celebração da Eucaristia seguindo-se a procissão de velas até ao passal.

 

VELAS - DIA 13 - Missa às 19h30, seguida de procissão.  


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