Nº 1051

 

Espírito Santo

Vinde Espírito Santo… a cada manhã peço um raio da sua luz.

Ao Espírito que sopra como o vente leve e imprevisível dos anoiteceres de primavera, peço que não me deixe que eu me engane ao viver o passado ou o futuro sem viver o hoje.

Peço ao Espírito para ser como o fogo que me aquece nos dias de inverno, esse fogo que me impele a ser forte comigo e com a vida, de me fazer violência quando o desejo não se torna vontade, e quando não forço o sonho a tornar-se realidade.

Peço ao Espírito que me faça falar com amor, com aquela única linguagem que todos compreendem, amigos e não amigos, crianças e idosos, crentes e não crentes.

Peço ao Espírito Santo a unidade nas nossas diversidades, porque só se estivermos unidos o mundo se desarmará; um Espírito que desça sobre todos e seja para todos, que congregue as pequenas labaredas espalhadas neste mundo.

Peço ao Espírito a coragem de romper as nossas atitudes de defesa, o nosso estar atrás dos muros, o nosso medo que escondemos por trás das leis e das normas.

Peço aquele espírito nascido do último respiro de Jesus na cruz, que beija o mundo e nos recorda quanto é difícil permitir a Deus que nos ame.

O eco do “Vinde Santo Espírito” nas pedras da igreja, a cada manhã, diz-me que Ele entra se o deixo entrar, se vivo uma vida autêntica e se, como um verdadeiro profeta, me recordo do futuro. Diz-me para olhar para trás para recordar, mas sobretudo para ter a coragem de olhar em frente para inventar; sem a fantasia, a memória torna-se uma prisão.

O Espírito cria cada dia, é novo cada dia. Não devemos temer o novo que vem ao nosso encontro; aquilo que verdadeiramente devemos temer é uma vida sem um sentido e que não dá mal-estar a ninguém, uma vida tranquilizante que deixou de ter vontade de lutar.

Luigi Verdi

 

MEDITAR

O ÚLTIMO GESTO

Jesus era realista. Ele sabia que não poderia transformar de um dia para o outro aquela sociedade onde via tanta gente sofrer. Não tem poder político ou religioso para provocar mudanças revolucionárias. Só a Sua palavra, os Seus gestos e a sua grande fé no Deus de quem sofre.

É por isso que ele gosta tanto de fazer gestos de bondade. "Abrace" as crianças de rua para que não se sintam órfãs. Ele "toca" os leprosos para que não sejam excluídos das aldeias. Ele amigável "acolhe" pecadores e indesejáveis ??à sua mesa para que eles não se sintam desvalorizados.

Não são gestos convencionais. Eles nascem de sua vontade de fazer um mundo mais amável e solidário em que as pessoas se ajudem e cuidem umas das outras. Não importa se são pequenos gestos. Deus leva em conta até o "copo de água" que damos a quem tem sede.

Jesus gosta sobretudo de “abençoar”. Abençoa os pequeninos e abençoa sobretudo os enfermos e desafortunados. Seu gesto é cheio de fé e amor. Ele deseja envolver aqueles que mais sofrem com a compaixão, proteção e bênção de Deus.

Não surpreendentemente, ao narrar a sua despedida, Lucas descreve Jesus levantando as mãos e "abençoando" os seus discípulos. É o seu último gesto. Jesus entra no mistério insondável de Deus e seus seguidores são envolvidos na sua bênção.

Há muito esquecemos, mas a Igreja deve ser uma fonte de bênção no meio do mundo. Num mundo onde é tão frequente “amaldiçoar”, condenar, prejudicar e denegrir, a presença de seguidores de Jesus que saibam “abençoar”, buscar o bem, fazer o bem, atrair para o bem é mais necessária do que nunca.

Uma Igreja fiel a Jesus é chamada a surpreender a sociedade com gestos públicos de bondade, rompendo esquemas e distanciando-se de estratégias agressivas, estilos de ação e linguagem que nada têm a ver com Jesus, o Profeta que abençoou as pessoas com gestos e palavras de bondade

 José Antonio Pagola

 

Perguntas de uma criança ao homem mais rico do mundo

Certo dia, uma criança aproximou-se do homem mais rico do mundo e perguntou-lhe:

- Há alguém mais rico do que você no mundo?

O homem mais rico respondeu:

- Sim, há uma pessoa que é mais rica do que eu.

Depois, narrou:

- Eu ainda não era rico nem famoso. Estava no aeroporto de uma enorme cidade quando vi um vendedor de jornais. Eu queria comprar um jornal, e, tendo-o já nas minhas mãos, descobri que não tinha dinheiro suficiente. Então, abandonei a ideia de comprar o jornal e devolvi-o ao vendedor. Eu disse-lhe que não tinha dinheiro.

Porém, o vendedor disse-me: 

- Eu ofereço-lho.

Diante da sua insistência, peguei no jornal.

Casualmente, dois ou três meses depois, aterrei no mesmo aeroporto e, novamente, faltava-me dinheiro para comprar o jornal. E o vendedor ofereceu-mo outra vez.

Eu recusei e disse-lhe que não podia aceitar, porque naquela ocasião também não tinha dinheiro.

Ele disse-me:

- Você pode levá-lo. Eu estou a partilhar isso dos meus lucros, não ficarei a perder.

Recebi o jornal.

Dezanove anos depois daqueles factos, tornei-me famoso e conhecido pelas pessoas. De repente, lembrei-me daquele vendedor. Comecei a procurá-lo e, após aproximadamente mês e meio, encontrei-o.

- Conhece-me? - perguntei

- Sim, você é o homem mais rico - respondeu-me.

- Lembra-se da vez que me deu o jornal grátis?

- Sim, lembro-me. Ofereci-lho duas vezes.

- Eu quero pagar a ajuda que você me deu nessas duas vezes. O que você quiser na sua vida, diga-me, eu dou-lhe.

- Senhor, acredita que, ao fazê-lo, não poderá igualar a minha ajuda?

- Porquê?

- Eu ajudei-o quando eu era um pobre vendedor de jornais. Agora, você está a tentar ajudar-me quando se tornou o homem mais rico do mundo. Como pode a sua ajuda igualar a minha?

E o homem rico conclui a sua reflexão:

Nesse dia, percebi que o vendedor de jornais era mais rico do que eu, porque ele não esperou para se tornar rico para ajudar alguém.

As pessoas precisam de entender que os verdadeiramente ricos são aqueles que possuem um coração rico, em vez de muito dinheiro. É realmente importante ter um coração rico para ajudar os outros.

Eu penso que é muito fácil dar quando nos sobra, o difícil é estar presentes, mesmo sem ter muito para dar. Isso é praticar a compaixão.

Fraternitas  Movimento

 

 PENSAMENTO DA SEMANA

 

Um dia, enquanto caminhava por uma rua de Londres, vi um homem sentado que parecia muito só. Fui até junto dele, peguei-lhe na mão e apertei-a.

Ele disse: "Há quanto tempo não sinto o calor de uma mão!"

Compreendi que um gesto assim tão pequeno pode dar muita alegria.»

Madre Teresa de Calcutá

 

 


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Nº 1056

Pensamento da Semana

 

PENSAMENTO DA SEMANA

 

Há três tipos de pessoas misericordiosas...

 

As primeiras dão os seus bens para complementar, com o que lhes é supérfluo, a penúria dos outros.

As segundas distribuem todos os seus bens e, para eles, daí por diante, tudo fica em comum com os outros.

Quanto às terceiras, não somente dão tudo, como também «se dão a si mesmos totalmente».

 

Isaac de l'Étoile (?-c. 1171), monge cisterciense,

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