Nº 1027

 

De quanta espera(nça) enches a tua espera?!

O Advento é a oportunidade, sempre nova, que temos para fazer caminho, para nos desinstalarmos, um pouco à semelhança de São João Baptista, e nos prepararmos para esperar o Menino Jesus que vai nascer.

Ao iniciar esta caminhada até ao Natal, procurei colocar algumas coisas na minha “mochila”, a começar por um despertar diferente para o que está a acontecer à minha volta – estar mais vigilante. Ter um coração inquieto e disponível para as questões que me vão surgindo. A quem espero? O que vou celebrar na noite de 24 para 25 de dezembro? Onde está a minha esperança? Mas também a alegria de criança de quem espera uma festa!  

Este é o tempo onde se concretiza a promessa! E é daí que nasce a minha espera(nça). A confiança no cumprimento da fidelidade de Deus na minha história, na nossa história, no quanto Ele nos ama e se faz próximo de nós… vem ao nosso encontro para encher a nossa vida de Eternidade.

Será este um caminho fácil?! Não haverá momentos de “desespera(nça)”?!

Às vezes não é fácil, há tristezas, injustiças, incompreensões que nos podem fazer duvidar… parece que nos falta a esperança, aquela esperança mais profunda, faltam as “boas notícias”, a alegria. 

Mas nós podemos ser estes arautos de esperança e alegria, os “Joões Baptistas” do agora, “excêntricos” , porque não nos colocamos no centro da história, mas sim preparamos o caminho para Aquele que dá sentido à vida, à verdadeira alegria – Cristo Jesus.  

Acredito que uma forma de nos prepararmos para acolher o Menino que quer nascer nos nossos corações é definir os alicerces que suportam a nossa “casa”. Quem colocamos no princípio da nossa história? Que estes suportes possam ser a boa nova do nascimento do Salvador, que nos enche com uma esperança que dá um sentido maior a tudo. 

Precisamos encher a nossa vida, a nossa espera de Eternidade! De alegria! De esperança!

E não vamos sozinhos! Temos a graça de poder viver tudo isto em Comunidade, em família, na Igreja, num sentido de coresponsabilidade, de cuidarmos e de nos acompanharmos uns aos outros. De sermos semeadores de esperança! A estrela que indica o caminho até ao Menino nas palhas deitado. Os presentes debaixo do pinheiro de natal.

A esperança fala do modo como vivemos, a espera pelo nascimento é transformadora! Aproveitemos este tempo em que “andamos de esperanças” para gerar vida nova em nós. Preparar o espaço (coração) onde o Senhor pode nascer.  

 

Joana Serôdio (Adaptado)

 

MEDITAR

 

Atrevemo-nos a partilhar?

Os meios de comunicação informam-nos cada vez mais rapidamente do que acontece no mundo. Conhecemos cada vez melhor as injustiças, misérias e abusos que se cometem diariamente em todos os países.

Esta informação cria facilmente em nós um certo sentimento de solidariedade para com tantos homens e mulheres, vítimas de um mundo egoísta e injusto. Inclusive, pode despertar um sentimento de vaga culpabilidade. Mas, ao mesmo tempo, aumenta a nossa sensação de impotência.

As nossas possibilidades de atuação são muito escassas. Todos conhecemos mais miséria e injustiça do que podemos remediar com as nossas forças. Por isso, é difícil evitar uma pergunta no fundo da nossa consciência perante uma sociedade tão desumanizada: «O que podemos fazer? ».

João Batista oferece-nos uma resposta terrível no meio da sua simplicidade. Uma resposta decisiva, que coloca cada um de nós na frente da nossa própria verdade. «Aquele que tenha duas túnicas, que as reparta com o que não tem; e o que tenha comida que faça o mesmo».

Não é fácil ouvir estas palavras sem sentir um certo mal-estar. É necessária coragem para as acolher. Necessita-se de tempo para nos deixarmos interpelar. São palavras que fazem sofrer. Aqui termina a nossa falsa «boa vontade». Aqui se revela a verdade da nossa solidariedade. Aqui se dilui o nosso sentimentalismo religioso. O que podemos fazer? Simplesmente partilhar o que temos com os que necessitam.

Muitas das nossas discussões sociais e políticas, muitos dos nossos protestos e gritos, que com frequência nos dispensam de uma ação mais responsável, ficam reduzidos subitamente a uma pergunta muito simples. Atrevemo-nos a partilhar o que é nosso com os necessitados?

De forma ingénua, acreditamos quase sempre que a nossa sociedade será mais justa e humana quando os outros mudarem, e quando se transformem as estruturas sociais e políticas que nos impedem de sermos mais humanos.

E, no entanto, as simples palavras do Batista obrigam-nos a pensar que a raiz das injustiças está também em nós. As estruturas refletem demasiado bem o espírito que nos anima a quase todos. Reproduzem com fidelidade a ambição, o egoísmo e a sede de possuir que há em cada um de nós.

José Antonio Pagola

 

Oh maria,

Necessitamos do teu olhar imaculado

Para recuperar a capacidade de olhar as pessoas

Com respeito e reconhecimento

Sem interesses egoístas ou hipocrisias.

 

Necessitamos do teu coração imaculado,

Para amar de forma gratuita

Sem segundas intenções, mas procurando o bem do outro,

Com simplicidade e sinceridade,

Renunciando a máscaras e maquiagens.

 

Necessitamos das tuas mãos imaculadas,

Para acariciar com ternura,

Para tocar a carne de Jesus

Nos irmãos pobres, doentes, desprezados,

Para levantar os que caíram

E apoiar quem vacila.

 

Necessitamos dos teus pés imaculados,

Para ir ao encontro de quem

Não sabe dar o primeiro passo.

Para percorrer os caminhos de quem se perdeu.

Para ir ao encontro das pessoas solitárias.

Papa Francisco

 

PENSAMENTO DA SEMANA

 

COMO É QUE DEUS NOS AJUDA?

«Como é que Deus nos ajuda? Resolvendo os nossos problemas? Não. Fazendo tudo aquilo que lhe pedimos? Também não; é muito mais profundo e mais sério, vemo-lo no exemplo de Cristo, inspirando e motivando a nossa ação.

Não nos tira os problemas, mas dá-nos, com o exemplo e o seu amor, a força para saber viver com eles e para os ultrapassar. Gostávamos de um Deus-Pai Natal, mas temos um Deus que é Espírito de Amor que nos leva a agir pondo ordem na criação.»

Vasco Pinto de Magalhães


 

 INFORMAÇÕES

 

CONFISSÕES

BISCOITOS - terça-feira, 14 de dezembro, depois da missa das 17h30.

NORTE PEQUENO - terça-feira, 14 de dezembro a partir das 16 horas

VELAS - quinta-feira, 16 de dezembro, das 17 às 18 horas.

SANTO ANTÓNIO - quinta-feira, 16 de dezembro, depois da missa das 17h30

RIBEIRA SECA - sexta-feira, 17 de dezembro, das 17 às 18 horas.

 

ADORAÇÃO DO SANTÍSSIMO

RIBEIRA SECA - sexta-feira, 17 de dezembro, das 17 às 18 horas.

 

ASSOCIAÇÃO HUMANITÁRIA DOS BOMBEIROS - CALHETA

Convocam-se todos os sócios para a reunião da Assembleia Geral da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários da Calheta – São Jorge que se realizará no dia 14 de dezembro, pelas 20h com a seguinte ordem de trabalho:

- Eleição dos novos corpos gerentes para o biénio 2022/2023.

Se à hora marcada não estiverem presentes a maioria dos associados, a reunião realiza-se 30 minutos depois com o número de sócios presentes.

 

FESTA DE SÃO LÁZARO

A comunidade do Norte Pequeno celebra o dia do seu Padroeiro, São Lázaro, no próximo dia 17 de dezembro. A Eucaristia é às 16 horas seguida de procissão.


Faça download desta Carta Familiar em formato PDF: Nº 1027

Agenda Pastoral

Destaque

Mais Recente Carta Familiar em PDF!

Nº 1056

Pensamento da Semana

 

PENSAMENTO DA SEMANA

 

Há três tipos de pessoas misericordiosas...

 

As primeiras dão os seus bens para complementar, com o que lhes é supérfluo, a penúria dos outros.

As segundas distribuem todos os seus bens e, para eles, daí por diante, tudo fica em comum com os outros.

Quanto às terceiras, não somente dão tudo, como também «se dão a si mesmos totalmente».

 

Isaac de l'Étoile (?-c. 1171), monge cisterciense,

Os nossos Links

Ouvidoria de São Jorge
FAJÃS Grupo de Jovens
Cartas Familiares Anteriores

Visitas


Ver Estatísticas