Nº 1026

 

ADVENTO

"Advento, tempo de espera. Não apenas de um dia, mas daquilo que os dias, todos os dias, de forma silenciosa, transportam: a Vida, o mistério apaixonante da Vida que em Jesus de Nazaré principiou.

Advento, tempo de redescobrir a novidade escondida em palavras tão frágeis como "nascimento", "criança", "rebento".

Advento, tempo de preparar, mais do que consumir. Tempo de repartir a vida, mais do que distribuir embrulhos.

Advento, tempo de procura, de inconformismo, até de imaginação para que o amor, o bem, a beleza possam ser realidades e não apenas desejos para escrever num cartão.

Advento, tempo de dar tempo a coisas, talvez, esquecidas: acender uma vela; sorrir a um anjo; dizer o quanto precisamos dos outros, sem vergonha de parecermos piegas.

Advento, tempo de se perguntar: "há quantos anos, há quantos longos meses desisti de renascer?"

Advento, tempo de rezarmos à maneira de um regato que, em vez de correr, escorre limpidamente.

Advento, tempo de abrir janelas na noite do sofrimento, da solidão, das dificuldades e sentir-se prometido às estrelas, não ao escuro.

Advento, tempo para contemplar o infinito na história, o inesperado no rotineiro, o divino no humano, porque o rosto de um Homem nos devolveu o rosto de Deus."

Card. José Tolentino Mendonça

 

MEDITAR

Por ouvir falar

Há pessoas que, mais do que acreditarem em Deus, acreditam naqueles que falam dele. Só conhecem Deus por «ouvir falar». Falta-lhes experiência pessoal. Assistem, talvez, a celebrações religiosas, mas nunca abrem os seus corações a Deus. Jamais se detêm a perceber a Sua presença no interior do seu ser.

É um fenômeno frequente: vivemos girando em torno de nós mesmos, mas fora de nós; trabalhamos e desfrutamos, amamos e sofremos, vivemos e envelhecemos, mas a nossa vida passa sem mistério e sem um horizonte final.

Mesmo aqueles que nos dizemos crentes não sabemos muitas vezes «estar ante Deus». É-nos difícil reconhecermo-nos como seres frágeis, mas infinitamente amados por Ele. Não sabemos admirar a Sua grandeza insondável nem gostar da Sua presença próxima. Não sabemos invocar ou louvar.

Que pena dá ver como Deus é discutido em certos programas de televisão. Fala-se «de ouvir falar». Debate-se o que não se conhece. Os convidados ficam acalorados a falar do Papa, mas a ninguém se ouve falar com um pouco de profundidade sobre esse Mistério a que nós crentes chamamos «Deus».

Para descobrir Deus não servem as discussões sobre religião e os argumentos dos outros. Cada um tem de fazer a sua própria viagem e viver a sua própria experiência. Não basta criticar a religião nos seus aspetos mais deformados. É necessário procurar pessoalmente o rosto de Deus. Abrir caminhos na nossa própria vida.

Quando durante anos se viveu a religião como um dever ou como um peso, só esta experiência pessoal pode desbloquear o caminho para Deus: poder comprovar, ainda que seja de uma forma germinal e humilde, que é bom acreditar, que Deus faz bem.

Este encontro com Deus nem sempre é fácil. O importante é procurar. Não fechar nenhuma porta; não descartar nenhuma chamada. Continua a procurar, talvez com o último resto das nossas forças. Muitas vezes, o único que podemos oferecer a Deus é o nosso desejo de nos encontrar com Ele.

Deus não se esconde dos que O procuram e perguntam por Ele. Mais cedo ou mais tarde, recebemos a Sua «visita» inconfundível. Então tudo muda. Pensávamos que estava longe, e está perto. Sentíamos ameaçador, e é o melhor amigo. Podemos dizer as mesmas palavras que Job: «Até agora falava de Ti por ouvir falar; agora os meus olhos viram-Te».

 José António Pagola 

 

Solenidade da Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria

 

Ó Senhora imaculada, silenciosa,

de sorriso virginal,

frescura envolvida na canção formosa

do amanhecer inicial.

 

Senhora do vestido simples de graça

que íntima aurora Te deu,

florindo, sobre a luz da terra que passa,

à luz primeira do Céu.

 

Senhora, o teu celeste olhar de padroeira

floresça em nosso interior,

abrindo a senda da pureza verdadeira

que nos conduza ao Senhor.

 

PENSAMENTO DA SEMANA

 Não és bom porque te louvam, nem desprezível porque te censuram; és o que és, e o que poderão dizer de ti, não te fará melhor do que vales aos olhos de Deus.

Autor desconhecido

 


 

INFORMAÇÕES

PEDITÓRIO PARA A LIGA PORTUGUESA CONTRA O CANCRO

Calheta - 700,15 €

Fajã Grande (Calheta) - 261,17 €

Rua de Baixo (Calheta) - 352,90 €

Rua Nova e Relvinha (Calheta) - 400.14 €

Biscoitos - 188,23 €

Ribeira Seca - 1.747,40 €

Portal - 74,99 €

Fajã dos Vimes - 186,00 €

Santo Antão - 912,91 €

Topo - 251,50 €

Norte Pequeno - 402,77 €

Total - 5.478,16 €

 

FESTA DA CATEQUESE NA CALHETA

No próximo dia 8 de dezembro, haverá a Festa de Natal da Catequese da Paróquia da Calheta, pelas 14 horas na Sociedade Estímulo.

 

FESTA DA CATEQUESE NA RIBEIRA SECA

No próximo dia 12 de dezembro haverá a Festa de Natal da Catequese e Idosos da Paróquia de São Tiago, da Ribeira Seca, pelas 14h,na Sociedade União Popular da Ribeira Seca.

 

RECEITA

Festa de Santa Catarina - 1.232,00 €


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Nº 1033

Pensamento da Semana

 

PENSAMENTO DA SEMANA

 «Deus espera por nós em tudo o que encontramos. 

Não se trata de reentrar na esfera íntima e esquecer tudo o resto. 

O desafio é estar em si e experimentar com todos os sentidos a realidade daquilo e daquele que vem.

O desafio é atirar-se para os braços da vida e ouvir aí o bater do coração de Deus. 

Sem fugas. Sem idealizações. Os braços da vida como ela é.»

D. José Tolentino Mendonça

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