Nº 1018

 

Deixa que me sente hoje contigo, Maria

 

Deixa que me sente hoje contigo, Maria,

Que sejas tu o meu lugar de pausa,

Porque têm sido muitos os estímulos,

E quero pedir-te que me ajudes nas minhas respostas.

 

Mostra-me como o teu coração se deixou abrir ao mistério de Deus.

Talvez tão distante da tua realidade de Nazaré,

Material, palpável, concreta.

Permitiste-te acreditar no que parecia impossível. 

Deixaste que te marcasse a vida esse Sim desafiador.

 

Fala-me de como se vive assim, em alegria simples.

De como te deixaste iluminar pelo brilho do Menino,

Que pudeste sentir crescer-te no ventre.

Que conversas terás partilhado com o teu Senhor,

Quando te viste eleita, na tua humildade!...

Deixaste que reinasse a esperança,

Quando à tua volta se impunham a dúvida e a incerteza.

Confiaste na palavra,

Aguardando os tempos necessários para que pudesse cumprir-se…

 

Diz-me como semeavas a presença de Deus nos teus dias.

Como deixavas chegar a Graça às rotinas da tua casa,

Às conversas com as mulheres e os homens do teu tempo,

Às escolhas que tiveste de fazer,

Às decisões que tomaste com a tua família.

 

Foi neste caminho de encontro contínuo que te preparaste para o Calvário?

Foi nesta confiança, treinada, aprendida, que pudeste ser fiel até à Cruz?

Esse momento ignóbil, impensável, cruel,

Da mais dura perda e de abandono…

Esse momento que, de um ou outro modo, chega sempre à vida de cada um…

 

Quando a derrota nos deixa à beira da loucura e do abismo…

Quando o negro não nos permite ver para além das nuvens do desespero…

Quando os nossos alicerces, “tão robustos”, se vergam como palha seca sob o peso do sofrimento…

Estende-nos a tua mão,

Segura-nos no teu olhar,

Ensina-nos a subir contigo os nossos calvários, Mãe!

De olhos postos no Crucificado… 

consigamos ver para além dos véus da dor, a promessa de Deus.

Catarina Gregório Martins

 

MEDITAR

DINHEIRO QUE NÃO É NOSSO

Nas nossas igrejas pede-se dinheiro para os necessitados, mas já não se expõe a doutrina cristã que sobre o dinheiro predicaram com força, teólogos e pregadores como Ambrósio de Trier, Agostinho de Hipona ou Bernardo de Claraval.

Uma pergunta aparece constantemente nos seus lábios. Se todos somos irmãos e a terra é um presente de Deus para toda a humanidade, com que direito podemos continuar a acumular o que não precisamos, se ao fazê-lo estamos privando os outros do que necessitam para viver? Não há antes que afirmar que o que sobra ao rico pertence ao pobre?

Não devemos esquecer que possuir algo significa sempre excluir os outros dele. Com a propriedade privada estamos sempre a privar os outros daquilo que desfrutamos.

Por isso, quando damos algo nosso aos pobres, na realidade talvez estejamos restituindo o que não nos corresponde totalmente. Escutemos estas palavras de São Ambrosio: Não dás ao pobre do teu, mas sim devolves o dele. Porque o que é comum é que todos, não apenas dos ricos... Pagas, pois, uma dívida; não dás gratuitamente o que não deves.

Naturalmente, tudo isto pode parecer idealismo ingénuo e inútil. As leis protegem de maneira inflexível a propriedade privada dos privilegiados, ainda que dentro da sociedade haja pobres que vivem na miséria. São Bernardo reagia assim no seu tempo: continuamente se ditam leis nos nossos palácios; mas são leis de Justiniano, não do Senhor.

Não nos deve surpreender que Jesus, ao encontrar-se com um homem rico que cumpriu todos os mandamentos desde a infância, lhe diga que ainda lhe falta uma coisa para adotar uma postura autêntica de seguimento seu; deixar de acumular e começar a partilhar o que tem com os necessitados.

O homem rico afasta-se de Jesus cheio de tristeza. O dinheiro empobreceu-o, tirou-lhe liberdade e generosidade. O dinheiro impede-o de escutar a chamada de Deus a uma vida mais plena e humana. Que difícil vai ser para os ricos entrar no reino de Deus. Não é uma sorte ter dinheiro, mas um verdadeiro problema, pois o dinheiro nos impede de seguir o verdadeiro caminho para Jesus e para o seu projeto do reino de Deus.

 José António Pagola

 

VIDA COLORIDA

Vou arranjar um pincel que tenha na ponta a cor da Luz e vou pintá-la no horizonte...

Quero iluminar os teus dias e dar-lhes mais cor.

Qual é a cor que gostas mais?

Se for o Azul, será o da TRANQUILIDADE.

Se for o verde, será o da ESPERANÇA.

Se for o amarelo, vou escolher o do OTIMISMO.

Se for o branco, tem que ser o da PAZ.

Também pode ser o laranja, ofereço-te o da ALEGRIA.

Se optares pelo rosa, sem dúvida o da TERNURA.

O preto, só aceito o do RESPEITO.

Mas se escolheres o vermelho, acho que é o da ENERGIA.

Talvez gostes de muitas cores, como eu...

Vou arranjar um pincel que tenha na ponta as cores que te fazem mais Feliz.

Depois ofereço-te a minha vida, toda colorida...

 

Eugénia Pereira

 

PENSAMENTO DA SEMANA

 A ALEGRIA É UM DOM

«Quem anda atrás da alegria dificilmente se alegra. A alegria é um dom, porque acontece enquanto fazemos outras coisas. Brota misteriosamente enquanto nos damos com generosidade e nos entregamos sem reservas. Quando saímos fora de nós; quando nos pomos fora do nosso casulo e nos damos a pessoas e nos entregamos a causas. Quando nos pomos a entregar a nossa vida...»

Rui Santiago Cssr


 

INFORMAÇÕES

 

 FESTAS DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

 

FAJÃ DA RIBEIRA D’AREIA

Tríduo - Dia 10 e 11 de outubro missa às 19h00 horas.

                 Dia 12 missa às 19h00, seguida de procissão de velas.

 

Festa - Dia 13 de outubro com missa às 13h30, seguida de procissão.

 

BISCOITOS - Dia 12 - às 17h30 oração do terço, seguindo-se a celebração da missa.

 

MANADAS - Dia 12 - ás 19h30 procissão de velas, saída da Ermida de Santa Rita para a Igreja de santa Bárbara, seguindo-se a celebração da missa.

 

RIBEIRA SECA - Dia 13 - às 18h30 oração do terço, seguindo-se a celebração da missa e procissão de velas à volta do adro da igreja.

 

VELAS - DIA 13 - Procissão de velas, com saída do campo de futebol às19h30 seguida de missa.  


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Pensamento da Semana

 

PENSAMENTO DA SEMANA

 Se queres ser sábio, aprende a questionar com razoabilidade, a ouvir com atenção, a responder com serenidade e a ficar em silêncio quando não tiveres nada a dizer.

Johann Kaspar Lavater

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