Nº 1014

 

Que esperança(s) no pós-férias?

Depois de um tempo que terá sido de descanso, e de férias, para muitos de nós somos confrontados com o regresso à vida habitual, às rotinas que até nem desejávamos, às filas e ao trânsito. Aos mesmos percursos de todos os dias. Aos internos e aos externos. É como se, depois das férias, tivéssemos uma maior consciência do que já não queremos, do que não nos apetece, do que já devíamos ter mudado. Custa-nos repetir, fazer de novo, voltar aos horários do costume, disciplinar as horas de sono. Tudo nos parece uma travessia no deserto. O ânimo é pouco e, ao longe, ainda sentimos o cheiro do mar da nossa praia, a areia que teima em colar-se à pele, o sol e o sal que parecem ainda não ter saído dos cabelos e do coração.

 Tendo consciência da nossa impaciência, do nosso mau-feitio, da nossa falta de calma e, até, de empatia, como podemos encontrar alguma esperança que alente este recomeço? Que nos fará sentido fazer para que este retorno não se transforme num pesadelo e numa provação?

 Talvez faça algum sentido, antes de colocarmos os dois pés na engrenagem do costume, criar na nossa agenda, nos nossos dias ou nos nossos fins de semana alguns tempos específicos para o descanso, para não fazer, para não produzir, para dedicar vida e horas ao que também queremos, amamos e gostamos.

 Talvez seja importante abrir espaço para a esperança de dias melhores, mais cheios de uma maior estabilidade interior (e exterior). Sabemos que mesmo os tempos difíceis não duram para sempre. Sabemos que o que fica adiado, um dia terá ainda mais sabor quando for a hora certa. Sabemos que o trabalho, a profissão e a velocidade não são as maiores urgências da nossa vida. Têm a sua importância e o seu papel, mas não podem dominar tudo o que somos. Se assim for, um dia deixaremos de saber que sonhos e que alegrias nos ocupam.

 Sabemos que os recomeços são difíceis. Que custa voltar a dar corda ao corpo para o obrigar a fazer o que sempre fez. Mas, enquanto recomeçamos, não desleixemos o tempo para pensar no rumo que queremos seguir. Nos planos novos que nos moram no coração. Ou na certeza dos planos velhos que continuam a criar-nos raízes bonitas do lado de dentro.

 Sabemos que este recomeço se complica ainda mais quando, lá fora, ainda há máscaras, perigos, pandemia, sombras e riscos. Mas temos a certeza de que vamos acompanhados nesta tormenta. Temos a certeza de um Céu que desce sobre os nossos planos e medos para nos suportar, apoiar e guiar.

 Não recomeçamos sozinhos. E essa certeza acende, por dentro, uma luz que sempre lá esteve mas que, neste momento, é como se nos iluminasse pela primeira vez.

Marta Arrais

 

 MEDITAR

O que hoje alguns dizem de Jesus

Também no novo milénio continua a ressoar a pergunta de Jesus: «E vós, quem dizes que sou?»

Não é uma sondagem de opinião. É uma pergunta que nos põe a cada um de nós a um nível mais profundo: quem é hoje Cristo para mim? Que sentido tem realmente na minha vida? As respostas podem ser muito diversas:

«Não me interessa. Assim simplesmente. Não me diz nada; não conto com ele. Sei que há alguns a quem ainda interessa; eu interesso-me por coisas mais práticas e imediatas». Cristo desapareceu do horizonte real destas pessoas.

«Não tenho tempo para isso. Já faço bastante ao enfrentar-me com os problemas de cada dia; vivo ocupado, com puco tempo e humor para pensar em muito mais». Nestas pessoas não há lugar para Cristo. Não chegam a suspeitar o estímulo e da força que Ele podia trazer às suas vidas.

«Acho muito exigente. Não quero complicar a minha vida. É-me desconfortável pensar em Cristo. E, além disso, vem tudo isso de evitar o pecado, exigindo uma vida virtuosa, as práticas religiosas. É demasiado». Estas pessoas desconhecem Cristo; não sabem que podia introduzir uma nova liberdade na sua existência.

«Sinto-o muito longe. Tudo o que se refere a Deus e à religião me parece teórico e distante; são coisas de que não se pode saber nada com certeza; Além disso, o que posso fazer para conhecê-lo melhor e entender como vão as coisas?». Estas pessoas precisam de encontrar um caminho que as leve a uma adesão mais viva com Cristo.

Este tipo de reações não são algo «inventado»: já as ouvi eu próprio em mais do que uma ocasião. Também conheço respostas aparentemente mais firmes: «Sou agnóstico»; «Adoto sempre posições progressistas»; «Só acredito na ciência». Estas afirmações resultam para mim, inevitavelmente artificiais, quando não são o resultado de uma busca pessoal e sincera.

Jesus continua a ser um desconhecido. Muitos já não conseguem intuir o que é entender e viver a vida a partir Dele. Entretanto, o que nós seguidores, estamos a fazer? falamos a alguém de Jesus? tornamo-lo credível com as nossas vidas? deixamos de ser suas testemunhas?

José Antonio Pagola, em Grupo de Jesus

 

Cinco motivos para não ir à missa ao fim de semana... e outros cinco motivos para ir

– Olá, padre! Tenho uma dúvida e penso que o senhor poderá ajudar-me. É preciso ir à missa, todos os domingos ou fins de semana? Eu não tenho conseguido ir e a minha mãe diz que isso está errado. Eu, porém, penso que não adianta eu ir todos os fins de semana, se não estiver bem para receber o Corpo de Jesus. Gostaria de uma resposta, pois isso tem-me intrigado muito! Um abraço e que Deus o abençoe! (Fernanda, de Joinville, Estado de Santa Catarina, Brasil)

Resposta do Pe. Cido Pereira, pároco de Nossa Senhora das Dores:

– Fernanda, se entende que ir à missa todos os domingos é uma obrigação, não vá.

Se entende que ir à missa todos os domingos é bobagem, não vá.

Se entende que ir à missa todos o domingos é muito chato, não vá.

Se entende que ir à missa aos domingos é perda de tempo, não vá.

Se entende que não ir à missa aos domingos é pecado, não vá.

Vá à missa todos os domingos, Fernanda, somente nas circunstâncias abaixo indicadas:

- quando entender que ir à missa é uma resposta de amor a Deus por todo o amor que recebe dele constantemente;

- quando entender que é preciso alimentar a sua fé com a Palavra de Deus e com o Pão da Vida que é Jesus;

- quando entender que participa de uma grande família e que, quando não vai, o seu lugar fica vazio na mesa;

- quando entender que não basta ter fé, é preciso viver a sua fé;

- quando entender que o domingo é dia de desfrutar da família, dos amigos, da vida, mas também é dia de desfrutar de Deus maravilhoso que a ama de todo coração.

 

PENSAMENTO DA SEMANA

 

Agarra-te à Esperança com força, com toda a força de que és capaz...

Quem Espera, vive de olhos postos num Novo Dia que vem. E assim, com a vida iluminada por essa Esperança, quem Espera vence obstáculos, derruba barreiras, ergue-se das quedas e caminha feliz.

Não importam as feridas abertas nem as cicatrizes para quem acredita na cura e sabe que sempre é tempo de recomeçar.

Agarra-te à Esperança... e se a sentires apagar-se, renova-a, pois quem não Espera, não Vive.

De Coração para coração


 

INFORMAÇÕES

 

FAJÃ DA RIBEIRA d’AREIA

Eucaristia em louvor de Nossa Senhora de Fátima, dia 13 de setembro às 19 horas.

 

FESTA DE NOSSA SENHORA DAS DORES

FAJÃ DO OUVIDOR

Tríduo - 15, 16 e 17 de setembro às 20 horas.

 

Festa dia 19 de setembro: - Eucaristia de festa às 17;30 horas,  seguida de procissão.


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nº 1015

Pensamento da Semana

 

PENSAMENTO DA SEMANA

 

Educar é produzir um homem feliz e sábio. Educar é produzir um homem que ama o espetáculo da vida. Desse amor, emana a fonte da inteligência. Educar é produzir uma sinfonia em que rimam dois mundos: o das ideias e o das emoções.

 

Há dois tipos de educação: a que informa e a que forma. A educação que informa ensina o homem a conhecer o mundo em que habita; a educação que forma vai além, ensina-o também a conhecer o mundo que ele é.

Augusto Cury

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