Nº 1010

 

Amo-te

Amo-te porque na minha humanidade quiseste habitar. 

Amo-te porque no Batismo da tua morte e ressurreição me tornaste filha do mesmo Pai.

Amo-te porque me deste a Igreja para que em comunidade a minha fé possa crescer. 

Amo-te porque na Eucaristia te fazes presente para que do pão da vida possa comungar.

Amo-te porque sobre mim sopraste o teu espírito para que entusiasmada te possa servir. 

Amo-te porque me perdoaste ainda antes de eu pecar. 

 

Amo-te porque quiseste ser o meu Pastor. 

Amo-te porque quando estava perdida deixaste tudo para ir ao meu encontro. 

Amo-te porque alivias o meu fardo sempre que se torna pesado demais para suportar. 

Amo-te porque és a mão que se estende sempre que caio no chão. 

Amo-te porque és o colo que me carrega quando já não consigo andar. 

 

Amo-te porque na tua barca me deixas encostar a cabeça na tua almofada e descansar. 

Amo-te porque experimentaste as bonanças e borrascas do mar do meu viver.

Amo-te porque acalmas as tempestades dos meus medos que me querem naufragar. 

Amo-te porque és o farol que ilumina com doçura o meu navegar.

 

Amo-te porque me conduzes aos desertos da alma para me falares ao coração. 

Amo-te porque o fazes transbordar de gratidão pelas maravilhas que vais fazendo em mim. 

Amo-te porque me ofereces refúgio no teu sagrado coração.

  

Amo-te porque na cruz deste sentido ao meu sofrimento.

Amo-te porque te serves da minha miséria para te glorificar. 

Amo-te porque me amaste com um amor eterno muito antes de eu existir.

 

Amo-te porque na cruz do escândalo deste a vida por mim. 

Amo-te porque me amas na nudez da minha verdade.

 

Amo-te porque nunca ninguém me amou assim.

Amo-te porque me amaste primeiro. 

Amo-te simplesmente porque sim. 

 

Raquel Dias (adaptado)

 

MEDITAR

ASSUNÇÃO DA VIRGEM SANTA MARIA

Falar de Maria, Nossa Mãe, é impossível… é uma graça sem igual!

Não há adjetivo… não há verbo… não há outro nome…que possa qualificar, demonstrar, nem quantificar, o bem que Maria faz à humanidade.

A humildade com que Nossa Senhora viveu aqui na terra, eleva cada minuto do Seu viver…

O Seu firme “Sim!” revela-se no Rosto de Deus.

No Seu coração habita cada Palavra de Jesus, do Menino Rei que carregou no Seu ventre.

Os Seus passos abriram caminhos destemidos, que nos mostram o projeto que o Senhor tem para cada um de nós.

Os Seus amorosos braços, sempre abertos, vêm ao nosso encontro e trazem-nos Paz, Fé, Esperança e Amor.

 

Maria é uma mulher, uma Menina Moça, que agarra com todas as forças o chamamento do Pai.

Sem medo, transforma toda a Sua vida num sinal grandioso, aos olhos de quem tem Fé!

É a Rainha dos Céus que nos arrebata do pecado e nos aponta um percurso onde Deus é o único que nos enche de entusiasmo e alegria.

É a Senhora da Vida que nos oferece o Seu amado Filho, para que a morte seja destruída e a Ressurreição surja como meta que cada um de nós quer alcançar.

 

Hoje, celebramos a Assunção da Virgem Santa Maria ao Céu, em corpo e Alma.

Haverá mais algum ser humano que mereça tal recompensa? Jesus, que nos promete um lugar no dia da Sua Ascensão, vem com os Seus Anjos e faz com que Sua Mãe seja Assumpta, para que tudo em Maria seja digno de ser imitado.

«Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se apressadamente para a montanha…»

A Sua pequenez torna-A grande em cada gesto de disponibilidade e serviço.

e… de uma mulher brota a santidade!

 

Somos Filhos e Filhas de Maria…Estar atento à tristeza de quem nos rodeia, levar o alento e o afago, é um milagre que sai das nossas mãos.

Acolher no regaço o corpo morto de um filho, é dor que se transforma em bálsamo.
Cumprir a vontade do Pai, sem hesitar, sem questionar, sem duvidar, é possuir um GPS de última geração.

 

Hoje, é urgente ficar de olhos postos no Céu e pés bem firmes na Terra…

Deixar rolar uma lágrima, quando a mágoa nos avassala…

Guardar no coração a imagem de Nossa Senhora e… colocarmo-nos a caminho!

Então, como Maria, seremos Bem-Aventurados…

Liliana Dinis (adaptado) 

 

Comer juntos torna-nos humanos

Para muitos de nós estes são dias de férias marcados pelo viajar, pelo preguiçar, pelo viver os ritos do banho no mar e das caminhadas pelos campos. Já mencionámos a necessidade de contemplar, pensar, estar juntos renovando amizades e amores nestes dias caracterizados pela distância ao quotidiano, mas na arte de viver não devemos esquecer o comer, sobretudo o comer juntos.

É verdade que estamos saturados e até algo enfastiados do tema cozinhar, das receitas das cozinhas estreladas que querem dar a impressão que a vida se reduz e avalia pelo beber e pelo comer, eliminando radicalmente o drama de homens e mulheres para os quais o alimento não é distração e prazer, mas angústia de o providenciar para si e para os seus filhos. Quase mil milhões de pessoas no mundo sofrem de subalimentação, enquanto nós não sabemos o que significa a fome e continuamos dia após dia a desperdiçar comida e a lançá-la ao lixo.

Para mudar a perspetiva que nos impede de ver que os pobres se dirigem para o pão e não vice-versa, e modificar a relação entre nós e o alimento, seria preciso antes de tudo compreender e assumir o facto humaníssimo que o ato de comer é muito mais que o simples ato de nutrir-se.

Em torno à mesa, esse lugar magisterial para quem vem ao mundo, vive-se o gesto social por excelência, criam-se as relações que formam o tecido de uma comunidade, trocam-se as palavras e realiza-se a humanização. Para nós, humanos, comer é uma ação natural, mas sobretudo cultural: não só «diz-me o que comes e dir-te-ei quem és» do gastrónomo francês Anthelme Brillat-Savarin, mas também diz-me como comes, diz-me quanto comes, diz-me com quem comes, e dir-te-ei quem és!

As férias são a ocasião para comer os alimentos oferecidos pelas terras em que somos hóspedes e turistas, é a ocasião para conhecer alimentos diferentes e desconhecidos, pratos aos quais não estamos habituados, exprimindo também nisso uma cordial hospitalidade para quem nos acolhe.

Quer convidemos quer sejamos convidados, estar à mesa é sempre celebração de um laço: amor ou amizade, fraternidade ou aliança. Nisto devemos aprender muito dos judeus, porque na sacralidade que reconhecem à refeição, e a circunstância e a festa pela qual a refeição se celebra, ensinam-nos em relação ao alimento e aos comensais o exercício da atenção e da escuta para mobilizar todos os sentidos, o maravilhamento para suscitar admiração, o respeito para reconhecer a maternidade da terra, a ação de graças para nos abrirmos à partilha e, por fim, o alegrarmo-nos juntos. E isto vale tanto para quem cozinha como para quem depois partilha e come o que foi preparado, fruto da terra depois transformado pela cultura.

Se se come com este espírito, não é difícil compreender que «não só de pão vive o homem», mas também da palavra que lhe é dirigida e da qual se alimenta precisamente à mesa, comendo juntamente com os outros.

Na minha terra, cuja sabedoria transmitida é unicamente a camponesa, diz-se: «Aquilo que se aprende à mesa desde pequenino ajuda o ofício de viver até ao fim». Também nestas férias não esqueçamos de exercitar a convivialidade, na consciência do comer e do cozinhar para os outros.

 Enzo Bianchi

 

PENSAMENTO DA SEMANA

 

Só um coração iluminado pode reparar nas muitas flores que se encontram nos caminhos que percorremos todos os dias, porque um coração iluminado sabe, por experiência própria, que nos alicerces da alegria está o que é frágil, o que não conta, o que de algum modo é marginal, o que não é da ordem do necessário, mas do gratuito.

 

Quando vivemos radicados no coração, os nossos dias tão iguais podem transformar-se na mais bela oração: «Vela com todo o cuidado sobre o teu coração, porque dele jorram as fontes da vida.» (Pr 4,23)

 

Carlos Maria Antunes


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nº 1015

Pensamento da Semana

 

PENSAMENTO DA SEMANA

 

Educar é produzir um homem feliz e sábio. Educar é produzir um homem que ama o espetáculo da vida. Desse amor, emana a fonte da inteligência. Educar é produzir uma sinfonia em que rimam dois mundos: o das ideias e o das emoções.

 

Há dois tipos de educação: a que informa e a que forma. A educação que informa ensina o homem a conhecer o mundo em que habita; a educação que forma vai além, ensina-o também a conhecer o mundo que ele é.

Augusto Cury

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