Nº 1007

 Decálogo para as férias

Estamos no tempo teórico de férias, mas muitos, não poderão desfrutá-las.

Aqui ficam algumas reflexões para nos ajudar a viver estes dias.

1. Respeito pela natureza

Não a prejudiques, lançando lixo em todo o lado, destruindo a flora ou maltratando a fauna e os seus espaços vitais. Na praia, na montanha, no campo… descobre na natureza a primeira carta de amor que Deus te enviou.

2. Não te envergonhes de ser cristão

Sem necessidade de fazer propaganda disso, sê capaz de dar razão da tua fé e da tua esperança, se a ocasião se proporcionar.

3. Jesus não faz férias e quer acompanhar-te nas tuas

Por isso participa na Eucaristia do domingo, onde quer que estejas. Quando entrares numa igreja, não te limites a contemplar a sua beleza ou o seu património. Procura um momento de oração, de comunicação pessoal com Jesus.

4. As férias ou dias de festa são para toda a família

Dialoga, joga, brinca, passa bem o tempo com a família, sem pressas. Sobretudo, procura momentos para escutar e falar, dado que o ritmo habitual do quotidiano não proporciona muitas vezes oportunidade para isso.

5. Sê cauteloso com a vida dos outros

A vida é um grande dom de Deus. Evita os riscos desnecessários e sê prudente ao escolher atividades.

6. Valoriza a amizade

Tens uma boa ocasião para partilhar pensamentos, opiniões, gostos e distrações com outras pessoas não habituais. Estreita a amizade com os amigos, e se tiveres oportunidade faz novas amizades.

7. Recorda sempre que outros trabalham muito para que tu possas desfrutar

Essas pessoas também têm os seus direitos; respeita-os. E sê agradecido, porque um sorriso, um dizer «obrigado» com sinceridade é, muitas vezes, a melhor recompensa.

8. Descansa, mas deixa que outros também descansem

Pensa durante a noite que tu podes levantar-te tarde, mas outros fá-lo-ão muito cedo e têm direito ao seu descanso, para que possam trabalhar e servir melhor.

9. Não vale tudo

Durante o tempo livre, tempo de férias, não vale tudo. Recorda os teus compromissos, recorda a tua dignidade e a dignidade de toda a pessoa.

10. Vive a caridade e a solidariedade

Pensa em quem não tem férias, porque nem sequer tem o pão de cada dia. A caridade não faz férias.

Boas férias e boas viagens!

A partir de texto de D. Francesc Pardo

 

MEDITAR

Do pouco se faz muito, porque dar é viver

O próximo domingo é o do pão que transborda das mãos, das cestas, que parece nunca ter fim (João 6, 1-15). E enquanto o distribuíam, não faltava; e enquanto passava de mão em mão, ficava em cada mão.

Há um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixes… Um pão de cevada, o primeiro cereal a amadurecer; um rapaz, em quem amadurece um homem. Aquela primícia de humanidade compreendeu tudo, ninguém lhe pediu nada e ele coloca tudo à disposição. É esta a primeira centelha da resposta à fome da multidão.

Mas o que são cinco pães para cinco mil: um por mil. O Evangelho sublinha a desproporção entre o pouco de que se parte e a fome incontável. Desproporção, todavia, é também o nome da esperança, que tem razões que a razão não conhece. E o cristão não pode medir as suas opções apenas sobre o razoável, sobre o possível. Porque teremos de acreditar no Ressuscitado se estamos ligados ao possível?

A mesma desproporção sentimo-la perante os problemas imensos do nosso mundo. Eu só tenho cinco pães, e os pobres são legião. Porém, Jesus não faz caso da quantidade, bastaria menos, muito menos, uma migalha. E a loucura da generosidade. Mal lhe referem a poesia e a coragem daquele rapaz, sente desencadear dentro de si como uma mola: fazei-os sentar. Agora sim, é possível começar a enfrentar a fome.

Jesus toma os pães, e depois de ter dado graças, dá-os… João não menciona como acontece. Como acontecem certos milagres nunca o saberemos. Existem, e basta. Existem quando o que vence é a lei da generosidade: pouco pão partido com os outros é misteriosamente suficiente; o nosso pão conservado ciosamente para nós é o início da fome: «No mundo há pão suficiente para a fome de todos, mas insuficiente para a avidez de poucos» (Gandhi).

Tomou os pães, e depois de ter agradecido, deu-os. Três verbos abençoados: tomar, agradecer, dar. Jesus não é o dono do pão, recebe-o, atravessa-o, simples lugar de passagem. Quando nos consideramos os proprietários das coisas, profanamos-lhe a alma, estragamos o ar, a água, a terra, o pão. Nada é nosso, recebemos e doamos, somos atravessados por uma vida, que vem de antes de nós e continua para além de nós.

Dar graças: ao Pai e ao rapaz sem nome, ao solo e à chuva de outono, à mó e ao fogo, mãe e pai do pão. Tudo nos vem ao encontro, é vida que nos hospeda, dom que vem «de um divino labirinto de causas e efeitos» (M. Gualteri). Que faz da vida um sacramento de comunhão.

E deu-o. Porque a vida é como a respiração, que não se pode deter ou acumular; é como um maná que não dura para amanhã. Dar é viver.

 

Ermes Ronchi

 

Talvez o amor seja tudo o que importe

Talvez um abraço te seja casa. E o mundo fique mais bonito.

Talvez uma mão te abrace os sentidos. E o mundo fique mais bonito.

Talvez um olhar te olhe dentro da alma. E o mundo fique mais bonito.

Talvez um sorriso te cative o coração. E o mundo fique mais bonito.

Talvez um beijo te cure de tudo. E o mundo fique mais bonito.

Talvez um colo te mostre a forma do amor. E o mundo fique mais bonito.

Talvez um silêncio te conte o segredo da vida. E o mundo fique mais bonito.

Talvez uma cumplicidade te tire a respiração e te salve ao mesmo tempo. E o mundo fique mais bonito.

Talvez um coração te sinta de verdade. E o mundo fique mais bonito.

Talvez alguém te tatue para sempre o coração. E o mundo fique mais bonito.

Talvez o amor, um só segundo de amor. E o mundo fique mais bonito.

Talvez o amor importe.

Ou, deixa-me dizer-te, talvez o amor seja tudo o que importe.

E, assim e só assim, o mundo fique mais bonito.

 Daniela Barreira

 

PENSAMENTO DA SEMANA

 Os orgulhosos ensinaram-me a humildade,

os impacientes a lentidão,

os perversos ensinaram-me a retidão e,

quanto aos raros que possuíam uma alma simples,

ensinaram-me a ler no seu coração os enigmas do universo visível e invisível, tão facilmente como um recém-nascido lê na face da sua mãe.

 

Christian Bobin, in Ressuscitar


 

INFORMAÇÕES

 FESTA DE NOSSA SENHORA DA BOA VIAGEM

PORTAL

Tríduo - Dias 28, 29 e 30 de julho - Missa às 20 horas.

              

Festa- Dia 1 de agosto - Missa às 10h30 - Procissão às 20 horas.

 

FESTA DE NOSSA SENHORA DAS NEVES

NORTE GRANDE

Tríduo- Dias 28, 29 e 30 de julho - Missa às 20 horas

 

Festa- dia 1 de agosto

         - Missa de festa às 14 horas seguida de Procissão.

 

FESTA DE SANTA ANA - BEIRA

Dia 1 de agosto - Missa de festa às 18h00 seguida de  Procissão.


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nº 1015

Pensamento da Semana

 

PENSAMENTO DA SEMANA

 

Educar é produzir um homem feliz e sábio. Educar é produzir um homem que ama o espetáculo da vida. Desse amor, emana a fonte da inteligência. Educar é produzir uma sinfonia em que rimam dois mundos: o das ideias e o das emoções.

 

Há dois tipos de educação: a que informa e a que forma. A educação que informa ensina o homem a conhecer o mundo em que habita; a educação que forma vai além, ensina-o também a conhecer o mundo que ele é.

Augusto Cury

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