Nº 463

 

CARTA AO MENINO JESUS

Olha! Sei que ainda és pequenino e, talvez ainda não saibas ler, mas senti uma enorme vontade de te escrever uma carta. Apenas quero ter um lugarzito no teu tempo tão ocupado neste tempo.
Naquele tempo, todos estavam muito ocupados e os lugares onde os teus pais procuraram um aconchego para descansar e passar a noite não os acolheram, de forma que só tiveste lugar onde se recolhiam alguns animais.
Parece-me que hoje andamos muito ocupados com esta coisa do Natal. Andamos tão ocupados que nem temos tempo de parar para olhar e perceber de que se trata.
Sei que ainda és pequenino e não podes perceber tudo. Eu não entendo como é que as pessoas andam tão ocupadas transportando sacos cheios de embrulhos e fitas de muitas cores. Quero dizer-te que até gosto de ver tantos caixotinhos de tantas cores e fitas tão lindas. Alguns até parecem obras de arte de tão enroladinhos que estão, às vezes parecem-se com flores, outras parecem-se com corações ou bolinhas.
Mas esta pressa que as pessoas levam não mostra a beleza destes lacinhos. Parecem cansadas estas pessoas e de rosto abatido, pesado. A alegria parece que não faz parte das compras desta gente.
Fico com a impressão que estas pessoas querem encher tudo: os carros, as casas, as montras e não sei o que te hei-de dizer mais, mas parece-me que à medida que se vão enchendo com estas coisas o seu coração vai ficando vazio e no Natal era preciso encher mais o coração de amor do que aquelas coisas.
Vou dizer-te mais… Parece-me que a pressa e a ocupação de Natal não deixa que elas saboreiem as coisas belas deste tempo. Não dá sossego para perceberem os caminhos que trilham. Estão tão ocupados que já nem pensam nos gestos que fazem e nas luzes que enchem ruas e casas e já nem ouvem as canções.
Sei que não se devem dizer estas coisas, mas tenho pena que estas pessoas não parem um pouco mais e parece-me que também já estou como elas e isto causa-me tristeza porque o Natal tem que aquecer o coração e alegrar a vida.
Sabes! Parece-me que inventemos um Natal em que não é preciso ninguém nascer para que seja Natal. Achamos que já lá vai muito longe o dia em que um Menino nasceu e Ele hoje não nasce nos shoppings, nos super-mercados. Nem nasce nos embrulhos cheios de coisas inúteis e nos cartões e mensagens. As luzes já não se parecem nada com a estrela, não iluminam ninguém e estão ali mas ninguém se pergunta porquê?
Olha, Menino Jesus, no meio de tudo isto restam as crianças com os olhos cheios de curiosidade e desejosos de dizer que afinal houve Natal e hoje pode haver Natal.
Desejo-te um FELIZ NATAL.
Pe. Manuel António
 

IV DOMINGO DO ADVENTO

Tema:

A liturgia deste domingo diz-nos, fundamentalmente, que Jesus é o “Deus-connosco”, que veio ao encontro dos homens para lhes oferecer uma proposta de salvação e de vida nova.
Na primeira leitura, o profeta Isaías anuncia que Jahwéh é o Deus que não abandona o seu Povo e que quer percorrer, de mãos dadas com ele, o caminho da história… É n’Ele (e não nas sempre falíveis seguranças humanas) que devemos colocar a nossa esperança.
O Evangelho apresenta Jesus como a incarnação viva desse “Deus connosco”, que vem ao encontro dos homens para lhes apresentar uma proposta de salvação. Contém, naturalmente, um convite implícito a acolher de braços abertos a proposta que Ele traz e a deixar-se transformar por ela.
Na segunda leitura, sugere-se que, do encontro com Jesus, deve resultar o testemunho: tendo recebido a Boa Nova da salvação, os seguidores de Jesus devem levá-la a todos os homens e fazer com que ela se torne uma realidade libertadora em todos os tempos e lugares.
Dehonianos)
 

MEDITAR

 

Segundo Andamento
Enganam-se os que pensam que só nascemos uma vez.
Para quem quiser ver a vida está cheia de nascimentos.
Nascemos muitas vezes ao longo da infância
quando os olhos se abrem em espanto e alegria.
Nascemos nas viagens sem mapa que a juventude arrisca.
Nascemos na sementeira da vida adulta,
entre Invernos e Primaveras maturando
a misteriosa transformação que coloca na haste a flor
e dentro da flor o perfume do fruto.
Nascemos muitas vezes naquela idade
onde os trabalhos não cessam, mas reconciliam-se
com laços interiores e caminhos adiados.
Enganam-se os que pensam que só nascemos uma vez.
Nascemos quando nos descobrimos amados e capazes
de amar.
Nascemos no entusiasmo do riso e na noite de algumas
lágrimas.
Nascemos na prece e no dom.
Nascemos no perdão e no confronto.
Nascemos em silêncio ou iluminados por uma palavra.
Nascemos na tarefa e na partilha.
Nascemos nos gestos ou para lá dos gestos.
Nascemos dentro de nós e no coração de Deus.

José Tolentino Mendonça
In Diário de Notícias (Madeira)
 

CONTO (331)

O RAMO DE FLORES

A velhinha de rosto sereno e tranquilo, desde que morrera o seu marido, passou a viver numa residência de idosos. Não tinha nenhum parente com quem pudesse viver.
As pessoas constatavam que, na época do Natal, aquela mulher recebia sempre uma encomenda e um ramo de flores.
Abria-a com alegria diante das colegas e dizia sempre estas palavras:
- Estais a ver? Ele mais uma vez se lembrou de mim.
O cartão que acompanhava a encomenda trazia sempre a assinatura do saudoso marido, falecido há muitos anos.
Como explicar este mistério? A responsável da casa contou, exigindo segredo aos empregados, o seguinte: o marido deixara no testamento que um dos testamenteiros se encarregasse de escolher todos os anos um presente e um ramo de flores para mandar à esposa no dia de Natal.
Há mais de vinte anos que os presentes chegavam regularmente, reavivando na idosa a memória do seu saudoso marido, que assim a continuava a alegrar nesse dia.

in, TUTTI FRUTTI de Pedrosa Ferreira

 

Deus não escuta a voz, mas o coração.
São Cipriano
 

 

INFORMAÇÕES

CORTEJOS DE OFERENDAS

Dia 25 de Dezembro - Fajã dos Vimes
Dia 26 de Dezembro - Portal
Dia 1 de Janeiro - Biscoitos, Ribeira Seca e Loural
Dia 2 de Janeiro - Manadas
Dia 9 de Janeiro - Calheta - Urzelina
 
 

RECEITAS DA FESTA DE SANTA CATARINA

A festa de Santa Catarina teve a receita de 1.448,75€. A Comissão agradece a colaboração de todos os que contribuíram e colaboraram.
 

CONSULTA DE PEDIATRIA

A Direcçãoda Associação de Bombeiros Voluntários da Calheta comunica que terá na sua Clínica de Especialidades Médicas, com data ainda por estabelecer, a Sr.ª Dr.ª Alexandra Dias, na especialidade de Pediatria.
Na eventualidade de haver utentes interessados nesta especialidade (até aos 18 anos), podem fazer a marcação na secretaria da Instituição ou através dos seguintes números de telefone 295 460 111 (secretaria) 295460110 (geral).
 

ASSOCIAÇÃO DE PAIS

 Na última reunião da Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola Básica da Calheta verificou-se uma presença muito reduzida e, por isso, a Associação corre o risco de deixar de existir.
Atendendo à necessidade e urgência da Associação, no actual sistema educativo, faço um apelo como pessoa preocupada com a educação das nossos crianças, adolescentes e jovens, para que haja um esforço de todos para que se reestruture esta Associação tão necessária e importante no contexto escolar.
 
 
CONFISSÕES:
Ribeira Seca no dia 20 de Dezembro às 16 horas
Norte Grande no dia 21 de Dezembro às 14 horas
Santo António no dia 21 de Dezembro às 14 horas
Biscoitos no dia 21 de Dezembro às 16 horas
 

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Pensamento da Semana

Dá-nos um coração claro que veja o céu aberto
e o mundo como os olhos de uma criança,
olhos de confiança e de descoberta
que nos salvem dos hábitos.

 

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