Nº 1003

 

Aos pais que amam!

Aos pais que amam, que protegem, que educam, que respeitam, que ajudam a crescer, que estabelecem limites, que transmitem valores, que ensinam a respeitar e a ser respeitados, que estão presentes, que ensinam a cumprir as regras!

 Os pais devem ser uma figura de referência na vida de uma criança. A criança precisa do pai e da mãe. Precisa de ambos, na sua vida.

Quando um deles, por qualquer motivo, falta, há um desequilíbrio. Se pensarmos que o pai e a mãe são os dois braços da balança, facilmente percebemos a importância do papel de ambos no equilíbrio do desenvolvimento positivo na criança.

Devemos ter presente que as crianças de hoje serão os adultos de amanhã. Eles irão replicar os modelos comportamentais que aprenderam. O papel dos pais é essencial para o desenvolvimento da criança. Mas a sua importância, não se extingue na infância; os pais devem ser um exemplo a seguir. No percurso da vida, os pais são um elemento que deve ser constante na vida do seu filho

Nas palavras do Papa Francisco, “a primeira necessidade é essa: que os pais sejam presentes na família, homem e mulher próximos um ao outro para partilhar tudo e que seja próximo aos filhos no seu crescimento (…) “Pais presentes sempre” No entanto “presentes” não é o mesmo que ser “controladores”, porque os pais muito controladores acabam por anular os filhos, não os deixam crescer.

 Os pais devem ser um porto seguro, uma mão que guia, auxilia, não só na infância. Devem ser referência, alguém a quem sempre podemos recorrer ao longo da vida!

Se os pais tiverem tempo de qualidade para os filhos enquanto estes crescerem, eles irão lembrar-se disso quando for a sua vez de lhes dar tempo de qualidade... Devemos lembrarmo-nos de que as crianças nem sempre ouvem o que lhes dizemos, mas sempre veem o que fazemos... Por isso, cuidado com os exemplos, eles acabam por se refletir no futuro, espelhando as nossas ações do passado.

Quando o tema é o valor do papel dos pais, o Papa Francisco refere algumas expressões do Livro dos Provérbios, que mostram o orgulho dos pais quando conseguem transmitir sabedoria ao filho.

“Pai e mãe sabem bem quanto custa transmitir essa herança, quanta proximidade, doçura e firmeza.”

 Sandra Alves, mediadora familiar

 

MEDITAR

Deus não está de dedo apontado para os teus pecados, mas estende-te a mão que te agarra e reergue.

Há uma casa, em Cafarnaum, onde a morte pousou o ninho; uma casa importante, do chefe da sinagoga (Marcos 5, 21-43). Casa poderosa, e no entanto incapaz de garantir a vida de uma menina.

Jairo saiu dela, caminhou em busca de Jesus, encontrou-o, lançou-se aos seus pés: a minha filhinha está a morrer, vem! Tem doze anos, está na idade em que é suposto florescer, não sucumbir.

Jesus escuta o grito do pai, interrompe o que estava a fazer, altera os seus programas, e caminham juntos, o livre Mestre das estradas e o homem da instituição.

A dor e o amor começaram a marcar o compasso de uma música absoluta, e Jesus entra nela: são as nossas raízes, Ele chega até nós, como passo de mãe, precisamente através das raízes.

Da casa vieram dizer: a tua filha está morta. Porque é que então continuas a incomodar o Mestre? A tempestade definitiva chegou. Caiu a última esperança. E então Jesus aproxima-se, faz-se barreira à dor: não temas, somente tem fé.

Chegados à casa, Jesus toma o pai e a mãe consigo, recompõe o círculo vital dos afetos, o círculo do amor que faz viver. «Amar é dizer: tu não morrerás» (Gabriel Marcel).

Toma consigo também os seus três discípulos preferidos, inscreve-os na escola da existência. Não lhes explica porque é que se morre aos doze anos, porque existe a dor, mas leva-os consigo no corpo a corpo com a última inimiga.

«Tomou a mão da menina.» Jesus é uma mão que te toma pela mão. Belíssima imagem: Deus e uma menina, mão na mão. Não era lícito, segundo a lei, tocar um morto, quem o fizesse tornava-se impuro, mas Jesus perfuma de liberdade. E ensina-nos que é preciso tocar o desespero das pessoas para as poder reerguer.

Uma história de mãos: em todas as casas, junto ao leito da dor ou ao do nascimento, o Senhor é sempre uma mão estendida, como o é para Pedro quando se está a afundar na tempestade. Não um dedo apontado, mas uma mão forte que te agarra.

“Talità kum.” Menina, ergue-te. Ele pode ajudá-la, apoiá-la, mas é ela, é apenas ela que pode levantar-se: ergue-te. E logo a menina se levantou e caminhava, restituída ao abraço dos seus, a uma vida vertical e encaminhada.

«Ordenou aos pais que lhe dessem de comer.» Diz àqueles que a amam: protejam esta vida com as vossas vidas, fazei-a crescer, estimulai-a a tornar-se no melhor que pode tornar-se. Alimentem de sonhos, de carícias e de confiança o seu renascido coração de criança.

Deus repete a cada criatura, a cada flor, a cada homem, a cada mulher, a cada criança, a bênção daquelas antigas palavras: “Talità kum”. Jovem vida, digo-te: ergue-te, endireita-te, revive, resplandece. Regressa aos abraços.

Ermes Ronchi

 

A tua idade não importa: estás sempre a tempo de começar algo novo, diz o Papa aos avós e idosos

«Oxalá cada avô, cada idoso, cada avó, cada idosa – especialmente quem dentre vós está mais sozinho – receba a visita de um anjo! Este anjo, algumas vezes, terá o rosto dos nossos netos; outras vezes, dos familiares, dos amigos de longa data ou conhecidos precisamente neste momento difícil.»

Este foi um dos desejos formulados pelo Papa na mensagem para o primeiro Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, que chega num «tempo difícil», causado pela pandemia, que a muitos provocou a morte, enquanto que tantos outros, «demasiados», forçou «à solidão por um tempo muito longo».

«Não importa quantos anos tens, se ainda trabalhas ou não, se ficaste sozinho ou tens uma família, se te tornaste avó ou avô ainda relativamente jovem ou já avançado nos anos, se ainda és autónomo ou precisas de ser assistido, porque não existe uma idade para aposentar-se da tarefa de anunciar o Evangelhoda tarefa de transmitir as tradições aos netos. É preciso pôr-se a caminho e, sobretudo, sair de si mesmo para empreender algo de novo».

«Quero dizer que há necessidade de ti para se construir, na fraternidade e na amizade social, o mundo de amanhã: aquele em que viveremos – nós com os nossos filhos e netos –, quando se aplacar a tempestade».

 A pessoa idosa detém-se nos seus supostos obstáculos: «As minhas energias vão-se diminuindo e não creio que possa ainda fazer muito. Como posso começar a comportar-me de maneira diferente, quando o hábito se tornou a regra da minha existência? Como posso dedicar-me a quem é mais pobre, se já tenho tantas preocupações com a minha família? Como posso alongar o meu olhar, se não me é permitido sequer sair da residência onde vivo? Quantos de vós se interrogam: Não é um fardo já demasiado pesado a minha solidão?».

A resposta está na abertura do «coração à obra do Espírito Santo, que sopra onde quer. Com a liberdade que tem, o Espírito Santo move-se por toda a parte e faz aquilo que quer», e atua para que cada pessoa idosa realize a vocação que é particularmente adequada à sua idade: «Salvaguardar as raízes, transmitir a fé aos jovens e cuidar dos pequeninos» - como, aliás, tantas o fazem.

A promessa que Jesus fez aos discípulos antes de subir ao céu, após a ascensão, «Eu estou contigo todos os dias», é o excerto bíblico escolhido para a Jornada, que se celebra a 25 de julho.

«O Senhor está sempre junto de nós – sempre – com novos convites, com novas palavras, com a sua consolação, mas está sempre junto de nós.

«É preciso que testemunhes, também tu, a possibilidade de se sair renovado duma experiência dolorosa.

Com efeito, «recordar é uma missão verdadeira e própria de cada idoso: conservar na memória e levar a memória aos outros», porque «os alicerces da vida estão na memória».

«Peço ao Senhor que cada um de nós, graças também ao seu exemplo, alargue o próprio coração e o torne sensível aos sofrimentos dos últimos e capaz de interceder por eles».

Papa Francisco (adaptado)

 

PENSAMENTO DA SEMANA

A ORAÇÃO

«A oração salvou-me a vida. Sem a oração teria ficado muito tempo sem fé. 

Ela salvou-me do desespero. Com o tempo a minha fé aumentou e a necessidade de orar tornou-se mais irresistível…

A minha paz muitas vezes causa inveja. Ela vem-me da oração.

Eu sou um homem de oração.

Como o corpo se não for lavado fica sujo, assim a alma sem oração se torna impura.»

 

M. Gandhi


Faça download desta Carta Familiar em formato PDF: Nº 1003

Agenda Pastoral

Destaque

Mais Recente Carta Familiar em PDF!

nº 1015

Pensamento da Semana

 

PENSAMENTO DA SEMANA

 

Educar é produzir um homem feliz e sábio. Educar é produzir um homem que ama o espetáculo da vida. Desse amor, emana a fonte da inteligência. Educar é produzir uma sinfonia em que rimam dois mundos: o das ideias e o das emoções.

 

Há dois tipos de educação: a que informa e a que forma. A educação que informa ensina o homem a conhecer o mundo em que habita; a educação que forma vai além, ensina-o também a conhecer o mundo que ele é.

Augusto Cury

Os nossos Links

Ouvidoria de São Jorge
FAJÃS Grupo de Jovens
Cartas Familiares Anteriores

Visitas


Ver Estatísticas