Nº 996

 

A Vida que nos toca – A vida que sempre cuidamos

Nesta Semana da Vida (9 a 16 de Maio), o tema é “A vida que nos toca, a vida que sempre cuidamos”. A vida que se faz no agir de cada dia, a vida que acontece na história, a vida que se realiza na doação, a vida que é novidade quando buscamos incansavelmente o “ser mais”, a vida que é missão quando tocada pela força do evangelho “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (Jo. 14,6).

No contexto de pandemia que temos vivido, a nossa vida, marcada por tantas privações e dificuldades, veio mostrar-nos de forma mais clara a nossa fragilidade, mas por outro lado, conduziu-nos a saborear a vida como um bem tão precioso. Foi-nos possível redescobrir o sentido da família, onde a vida acontece, valorizar a importância dos amigos, quando tantas crianças e jovens se viram privados de se encontrarem, estimar o lugar dos idosos na família e na sociedade que marcados por uma profunda solidão, nos fizeram sentir a necessidade e o valor do encontro.

É a partir deste contexto que a Semana da Vida nos há de tocar cada um de nós, a não perdermos tempo na vida, mas a gastarmos tempo uns com os outros. Temos tanto para dar e para receber. É urgente amarmos a vida mesmo no meio das dificuldades e das dores.

Os evangelhos dão-nos o verdadeiro sentido da vida, que não se esgota nas nossas limitações humanas, mas que vai muito além das nossas fragilidades. Jesus toca, e salva aqueles com quem se cruza ou d’Ele se abeiram. No evangelho de Marcos, Jesus toca a sogra de Pedro (Mc.1,31), toca o leproso (Mc.1,41), a filha de Jairo (Mc.5,41). São exemplos claros que estes encontros fazem a vida acontecer. Vida que não se fecha em si mesma, mas que se abre ao outro como fonte de realização e de descoberta. Vida que é relação com o meio ambiente na preocupação pela casa comum, vida que se quer de ternura em qualquer fase da vida, vida que é entrega e generosidade perante a necessidade do irmão, vida que sempre cuidamos.

Celebrar a Semana da Vida é não ficarmos confinados a alguns dias, mas um caminho que se abre a que sejamos capazes de não ficarmos estagnados, a encetarmos um caminho feito de entusiasmo e alegria, onde a rotina dá lugar à surpresa, onde o lamento dá lugar à esperança, onde a coragem é mais forte que o desânimo, onde o encontro quebra a solidão, onde o tocar a vida nos conduz ao cuidado.

Neste ano de S. José, figura ímpar na história da salvação, ensina-nos a acolher a vida com serenidade, a vivê-la com ternura, e a cuidarmos com coragem criativa (cf Patris Corde, Papa Francisco).

Que o Ano Família Amoris Laetitia, seja um incentivo para vivermos a vida como um projeto de amor, de nos deixarmos tocar por Cristo e a disponibilidade para cuidarmos da casa comum e dos irmãos.

Pe. Francisco Ruivo; Assistente do DNPF

 

 

MEDITAR

Se amas, a tua vida será sempre conseguida

Os poucos versículos do Evangelho de domingo (Jo. 15, 9-17) circulam em torno ao mágico vocabulário dos enamorados: amor, amado, amai-vos, alegria. «Toda a lei começa com um “és amado” e termina com um “amarás”. Quem se abstrai disto, ama o contrário da vida» (Pe. Beauchamp).

Questão que preenche ou esvazia a vida: isto vos digo para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja plena. O amor é para levar a sério, afeta o nosso bem-estar, a nossa alegria. Aliás, cada um de nós está a jogar, conscientemente ou não, a partida da própria eternidade.

Eu, porém, tenho dificuldade em segui-Lo: o amor é sempre pouco, está sempre em risco, é sempre frágil. E também me é difícil compreender em que consiste o verdadeiro amor, Nele tudo se mistura: paixão, ternura, emoções, lágrimas, medos, sorrisos, sonhos e compromisso concreto.

O amor é sempre maravilhosamente complicado, e sempre imperfeito, isto é, incompleto. Sempre artesanal, e como todo o trabalho artesanal pede mãos, tempo, cuidado, regras: se observardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor. Mas como é que Tu, Senhor, enclausuras dentro dos mandamentos a única coisa que não se pode mandar?

Desencorajo-me: o mandamento é regra, constrangimento, sanção. Uma trela que me puxa. O amor, pelo contrário, é liberdade, criatividade, divina loucura… Mas Jesus, o curador do desamor, oferece a sua pedagogia segura em dois tempos.

Primeiro: amai-vos uns aos outros. Não simplesmente: amai-vos. Mas: uns aos outros. Não se ama a humanidade em geral ou em teoria. Amam-se as pessoas uma a uma; ama-se este homem, esta mulher, esta criança, o pobre aqui ao lado, face a face, olhos nos olhos.

Segundo: amai-vos como Eu vos amei. Não diz “tanto como Eu”, porque nunca lá chegaríamos, eu pelo menos não; mas «como Eu», com o meu estilo, com a minha maneira única: Ele que lava os pés aos grandes e abraça os pequenos; que vê alguém sofrer e experimenta um aperto no estômago; Ele que se comove e toca a carne, a pele, os olhos; que não manda ninguém embora; que nos obriga a tornarmo-nos grandes e acaricia e penteia as nossas asas para que pensemos em grande e voemos longe.

Quem te ama verdadeiramente? Decerto não quem te enche de palavras doces e de presentes. O amor verdadeiro é aquele que te impele, insta, obriga a tornares-te tanto, infinitamente tanto, a tornares-te o melhor daquilo que podes tornar-te. Por isso aos filhos não servem coisas, mas pais e mães que dão horizontes e grandes asas, que os façam tornar o melhor daquilo que podem tornar-se. Mesmo quando parece que se esquecem de nós.

Palavra do Evangelho: se amas, não erras. Se amas, não falharás a vida. Se amas, a tua vida será sempre um sucesso.

Ermes Ronchi

 

Eis-me aqui!

 

Eis-me aqui porque me sonhaste

Eis-me aqui porque me criaste,

Eis-me porque encarnaste.

 

Eis-me aqui porque à minha frente caminhaste,

Eis-me aqui porque na cruz me perdoaste,

Eis-me aqui porque da morte me salvaste.

 

Eis-me aqui porque do passado me libertaste,

Eis-me aqui porque de antigas feridas me curaste,

Eis-me aqui porque quando quis desistir ao colo me pegaste.

 

Eis-me aqui porque pelo batismo me adotaste,

Eis-me aqui porque na eucaristia me alimentaste,

Eis-me aqui porque na reconciliação me purificaste.

 

Eis-me aqui porque me agraciaste,

Eis-me aqui porque me chamaste,

E tudo porque me amaste!

Raquel Dias

 

PENSAMENTO DA SEMANA

 

Ser feliz não é ter um céu sem tempestades, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem deceções. Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.

Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza. Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos. Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.

Augusto Cury, Dez leis para Ser Feliz


 

INFORMAÇÕES

FESTA DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

 

Fajã da Ribeira D’Areia

Dia 13 de maio - Missa às 13:30 horas seguida de procissão.

 

Biscoitos - 3ª feira, 11 de maio, às 19h 30 oração do Terço seguindo-se a celebração da Eucaristia da Festa de Nossa Senhora de Fátima.

 

RIBEIRA SECA - 4ª feira, 12 de maio, às 18 horas oração do Terço seguindo-se a celebração da Eucaristia da Festa de Nossa Senhora de Fátima.

 

MANADAS - 5ª feira, 13 de maio, às 18 horas oração do Terço seguindo-se a celebração da Eucaristia da Festa de Nossa Senhora de Fátima.

 

MISSA NO SANTUÁRIO DA CALDEIRA

No próximo domingo, 16 de maio, às 15h30 horas.

 

SOCIEDADE UNIÃO POPULAR

A Sociedade União Popular vai fazer, por take-away, venda de donetes e filhoses, no domingo, 16 de maio, para ajuda nas despesas das obras da casa. As reservas podem ser feitas para os números 916544572 ou 910418893.


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nº 1015

Pensamento da Semana

 

PENSAMENTO DA SEMANA

 

Educar é produzir um homem feliz e sábio. Educar é produzir um homem que ama o espetáculo da vida. Desse amor, emana a fonte da inteligência. Educar é produzir uma sinfonia em que rimam dois mundos: o das ideias e o das emoções.

 

Há dois tipos de educação: a que informa e a que forma. A educação que informa ensina o homem a conhecer o mundo em que habita; a educação que forma vai além, ensina-o também a conhecer o mundo que ele é.

Augusto Cury

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