Nº 994

 

A Semana das Vocações

Na mensagem do Papa Francisco para o 58.º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, somos interpelados a “sonhar a vocação, segundo os sonhos de Deus”. O Papa aponta para a vida e exemplo de São José.

 “Não sobressaía, não estava dotado de particulares carismas, não se apresentava especial… não era famoso, nem se fazia notar”, mas Deus vê o coração, como lugar a que mais nos devemos ocupar e tomar cuidado.

No Principezinho de Antoine de Saint Exupéry, vemos a sua relação com a sua amiga, a rosa. Depois de muito peregrinar e de muito ver, o nosso viajante acaba por perceber a importância verdadeiramente única da sua amiga. É com ela que está bem, é ela que o completa, é ela que é o necessário complemento seu. É para ela que tem de retornar, mesmo a custo do mais terrível preço. A certa altura entende: “foi o tempo que dedicaste à tua rosa que a tornou tão importante”. A rosa requer cuidado, proteção, paciência, muito tempo. É no tempo dedicado à tua “rosa” que descobres a tua missão. Mas se não te dedicares nunca a descobres.

O cuidado das vocações é lento e feito com muito amor e paciência, cheio de avanços e recuos, expectativas defraudadas e surpresas de Deus. Um caminho feito em silêncio, como chuva miudinha que vai fertilizando a terra, no meio de tempestades e reveses inauditos. No fundo, a obra é de Deus.

O Papa pede que os corações vocacionados sejam “abertos, capazes de grandes ímpetos, generosos na doação, compassivos para consolar as angústias e firmes para fortalecer as esperanças”. O coração tem de ser dedicado, generoso.

Francisco indica três palavras chave nesta história: o sonho, o serviço e a fidelidade. O sonho pode identificar-se com as aspirações de cada um, mas é essencialmente o amor. Foi por causa destes sonhos que José teve de alterar planos

Não é fácil escutar, discernir e decidir no meio de tantos afazeres, tantos ruídos externos, apelos e confusões internas. Significa seguir a vontade de Deus, “coragem para sair, dar-se e ir mais além”.

O serviço significa em José o nada reservar para si próprio. É o dom de si mesmo que faz amadurecer o caminho vocacional, não um simples e frio sacrifício.

Finalmente, pela fidelidade, José, homem justo, persevera na adesão a Deus e aos seus desígnios. Medita, pondera e tudo repassa com paciência. Finalmente Francisco convida a reavivar o “primeiro amor que nos fez decidir.

É essa fidelidade que gera alegria, na atmosfera simples e radiosa, sóbria e esperançosa, que deve permear os nossos seminários, institutos religiosos e residências paroquiais.

Hélder Miranda Alexandre (Adaptado)

 

MEDITAR

A NECESSIDADE DE UM GUIA

Para os primeiros crentes, Jesus não é apenas um pastor, mas o verdadeiro e autêntico pastor. O único líder capaz de guiar e dar vida verdadeira ao ser humano. Esta fé em Jesus como verdadeiro pastor e guia adquire uma nova relevância numa sociedade populosa como a nossa, onde as pessoas correm o risco de perder a própria identidade e serem surpreendidas por tantas vozes e reivindicações.

A publicidade e as redes sociais impõem ao indivíduo não apenas a roupa que vestir, a bebida para beber ou a música para ouvir. Hábitos, costumes, ideias, valores, estilo de vida e condutas que devemos adotar também nos são impostos.

Os resultados são palpáveis. Existem muitas vítimas desta "sociedade aranha". Pessoas que vivem "de acordo com a moda". Pessoas que já não agem por iniciativa própria. Homens e mulheres que procuram a sua pequena felicidade, esforçando-se para ter aqueles objetos, ideias e comportamentos que lhes são ditados de fora.

Expostos a tantos telefonemas e reclamações, corremos o risco de deixar de escutar a voz da própria interioridade. É triste ver pessoas que se esforçam para viver um estilo de vida “imposto” de fora, que simboliza para elas bem-estar e verdadeira felicidade.

Os cristãos acreditam que só Jesus pode ser o guia definitivo para o ser humano. Só com Ele podemos aprender a viver. Precisamente, o cristão é aquele que, a partir de Jesus, vai descobrindo dia a dia qual é a forma de vida mais humana.

Seguir Jesus como Bom Pastor é interiorizar as atitudes fundamentais que Ele viveu e esforçar-se por vivê-las hoje a partir da nossa originalidade, continuando a tarefa de construir o reino de Deus por ele iniciado.

Mas enquanto a meditação for substituída pela televisão, o silêncio interior pelo ruído e o seguimento da nossa própria consciência pela submissão cega à moda, dificilmente ouviremos a voz do Bom Pastor, que nos pode ajudar a viver numa “Sociedade de consumo” que consome os seus consumidores.

 José António Pagola

 

ESTILO, MEDIDA, PROJECTO

 

Amar ao jeito de Deus significa tornar-se capaz de uma entrega que ultrapassa a “distância de segurança” e a fronteira da autoproteção. Amar ao jeito de Deus é - foi Jesus que ensinou! - fazer da vida toda o gesto de Partir o Pão e de Brindar com o Vinho da Esperança: “Em verdade vos digo que não voltarei a beber do fruto da videira até que chegue o Reino de Deus” (Lc 22, 18) Amar ao jeito de Deus é querer bem a todos sem distinção.

Porque Deus nos sonha e nos cria à Sua Imagem e Semelhança, a nossa vida tem o dinamismo de uma Vocação. A Vocação é a de amarmos assim desta maneira, como somos amados. Deus é um Criador Bom e Leal, por isso cria a pessoa humana com esta capacidade maravilhosa de amar assim, e com este desejo vital de ser amada. Estamos feitos para querer bem aos outros e ajudá-los a ser felizes. Por isso é que, quando isto não funciona por algum motivo, nos sentimos tristes e deprimidos.

Ser cristão lança-nos um novo desafio, que nasce do privilégio enorme que é ter a possibilidade de conhecer Jesus. Este desafio/privilégio é amar como Jesus. Foi o único mandamento que nos deixou, e é o referencial para entrarmos no espírito de todo o Evangelho: “Amai-vos uns aos outros COMO EU vos amei” (Jo 15).

Deste mandamento nasce tudo o resto que houver a dizer e a fazer para pôr mãos à obra do Reino de Deus. Aquele “como eu” marca um estilo, uma medida e um projeto. 

Calmeiro Matias

 

PENSAMENTO DA SEMANA

 

O AMOR É SEMPRE UMA APOSTA PESSOAL

“Cada um tem uma vocação de amor particular. O amor não é uniforme, cada um o encarna à sua maneira, nas condições determinadas da sua vida pessoal. A vida não possui um sentido único, geral e válido para todo mundo. Não existe receita. O amor é sempre uma aposta pessoal” 

 

Soeur Emmanuelle


 

INFORMAÇÕES

ORAÇÃO DO TERÇO - CATEQUESE DA RIBEIRA SECA

A Catequese da Ribeira Seca convida as famílias dos catequizandos e toda a Comunidade a rezar o Terço em louvor de Nossa Senhora de Fátima nos domingos do mês de maio.

O Terço será rezado às 11h 30 na Igreja de São Tiago Maior, da Ribeira Seca.


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nº 1015

Pensamento da Semana

 

PENSAMENTO DA SEMANA

 

Educar é produzir um homem feliz e sábio. Educar é produzir um homem que ama o espetáculo da vida. Desse amor, emana a fonte da inteligência. Educar é produzir uma sinfonia em que rimam dois mundos: o das ideias e o das emoções.

 

Há dois tipos de educação: a que informa e a que forma. A educação que informa ensina o homem a conhecer o mundo em que habita; a educação que forma vai além, ensina-o também a conhecer o mundo que ele é.

Augusto Cury

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