Nº 983

 

50 lições de vida da pandemia (continuação)

- Informaticamente, as empresas adaptaram-se, reinventaram-se e modernizaram-se.

- As escolas, empresas e instituições adotaram formas de trabalho e conexões virtuais.

- O teletrabalho, os eventos online e a gestão à distância têm aspetos muito positivos.

- A Ciência é fundamental para a vida das pessoas e para o progresso da humanidade.

- Os serviços de compras e pagamentos online e de entrega ao domicílio são ótimos.

- Há coisas que se podem muito bem fazer sem tanta burocracia e deslocações.

- Faz bem à nossa economia comprar e consumir preferencialmente coisas nacionais.

- Os Meios de Comunicação Social são fundamentais para a vida em sociedade.

- A diminuição da emissão de gases poluentes é muito importante para o meio ambiente.

- A natureza recupera o seu esplendor sem a intervenção e presença do ser humano.

 

- A máscara desafia a olharmo-nos nos olhos e a falarmos e sorrirmos com eles.

- A máscara convida-nos a calar a boca e a pensar mais antes de falarmos.

- A máscara ensina-nos a amar com o coração e não com os lábios.

- A colocação da máscara nas orelhas lembra-nos que devemos escutar mais os outros.

- A desinfeção das mãos é decisiva, mas há que eliminar o vírus do egoísmo do coração.

- É importante lavar as mãos, mas é ainda mais importante limpar a consciência.

- Também é importante manter uma distância de segurança das pessoas maldosas.

- O recolhimento domiciliário também nos ajuda a pensar nas epidemias interiores.

- A etiqueta respiratória é também não infetarmos os outros com mentiras e ofensas.

- O vírus do Amor é muito mais poderoso e contagiante do que qualquer pandemia.

 Paulo Costa

 

MEDITAR

Esta minha vida que Jesus ama

No início da vida pública, Jesus atravessa os lugares onde mais fortemente pulsa a vida: o trabalho (barcos, redes, lago), a oração e as assembleias (a sinagoga), os lugares dos sentimentos e da afetividade (a casa de Simão).

Jesus, libertado um homem do seu espírito doente, sai da sinagoga, e logo, como que acossado por algo, entra em casa de Simão e André, onde «logo» (bela a urgência, a pressão dos afetos) lhe falam da sogra com febre (cf. Marcos 1,29-39).

Hóspede inesperado, numa casa onde a responsável pelo servir está doente, e o ambiente não está pronto, não foi preparado no seu melhor, provavelmente está em desordem. Grande mestre, Jesus, que não se preocupa com o desarranjo, com o que de impreparado existe dentro de nós, da sujidade, do ar um tanto ou quanto fechado das nossas vidas.

E também ela, a mulher idosa, não se envergonha de fazer ver-se por um estranho, doente e febril: Ele veio precisamente para os doentes.

Jesus toma-a pela mão, reergue-a, “ressuscita-a”, e aquela casa da vida bloqueada reanima-se, e a mulher, sem reservar tempo para si, sem dizer «preciso de um instante, tenho de me arranjar, recuperar», põe-se a servir, com o verbo dos anjos no deserto.

Estamos habituados a pensar a nossa vida espiritual como em algo que se desenrola nos quartos bem arranjados, e nós bem vestidos e compostos diante de Deus. Acreditamos que a realidade da vida nos outros quartos, essa existência banal, quotidiana, acidentada, não é apropriada para Deus. E enganamo-nos: Deus enamora-se da normalidade. Procura a nossa vida imperfeita para tornar-se fermento e sal, e mão que volta a erguer.

Esta narrativa de um milagre humilde, não vistoso, sem comentários da parte de Jesus, inspira-nos a acreditar que o limite humano é o espaço de Deus, o lugar onde aterra o seu poder.

O que se segue é energia: a casa abre-se, melhor, expande-se, torna-se grande ao ponto de poder acolher, à noite, no limiar da porta, todos os doentes de Cafarnaum. Toda a cidade está reunida no umbral entre a casa e a estrada, entre a casa e a praça.

Jesus, pólen de gestos e de palavras, que ama portas abertas e tetos escancarados por onde entram olhos e estrelas, que ama o risco da dor, do amor, do viver, cura-os. Quando ainda estava escuro, sai em segredo e reza. Simão persegue-o, procura-o, encontra-o: «Que fazes aqui? Desfrutemos do sucesso, Cafarnaum está aos teus pés!».

E Jesus começa a destruir as expetativas de Pedro, as nossas ilusões: vamos para outro lugar. Um outro lugar que não sabemos; apenas sei que não cheguei, que não posso acomodar-me; um “outro” que a cada dia me seduz e amedronta, mas ao qual volto a confiar, diariamente, a esperança.

Ermes Ronchi

 

Só por isto

Via-a.

Via-a da varanda, entre goles de café.

Os olhos acompanharam o andar e o pensamento ia juntando letras que formavam palavras para entender.

Levava na mão uma bucha de pão que metia à boca de quando em vez.

Na outra, segurava a pá e a vassoura. E um balde.

E caminhava, apressada, ao lado da colega.

 

Vi-a.

Tinha no queixo a sua máscara e um avental ao peito.

E no ventre, um novo ser em gestação.

A tez da pele fez-me viajar até à América Latina.

O que não é difícil, por estas paragens.

Adivinhei-lhe o passo rápido, por ir para o trabalho.

Mais um turno de limpezas.

 

Nunca saberemos totalmente os sonhos que cada pessoa transporta.

As suas lutas e as feridas da vida.

Estamos de passagem, e, só por isto, vale a pena a fraternidade.

Não há eles e nós. Os pronomes servirão para conjugação verbal.

 

Vale a pena a fraternidade!

  

Nota: Em dia da Fraternidade Humana, celebrada a 04 de fevereiro, vale a pena a (re)leitura da carta encíclica Fratelli Tutti

Cristina Duarte

 

PENSAMENTO DA SEMANA

 

Ser feliz é ser sempre jovem, mesmo com os cabelos a embranquecer. É contar histórias para os filhos, mesmo que o tempo seja escasso. É amar os pais, mesmo que eles não te compreendam. É agradecer muito, mesmo quando as coisas correm mal. É transformar os erros em lições de vida.


Ser feliz é sentir o sabor da água, a brisa no rosto, o cheiro da terra molhada. É extrair das pequenas coisas grandes emoções. É encontrar todos os dias motivos para sorrir, mesmo que não existam grandes acontecimentos. É rir das suas próprias tolices. É não desistir de quem se ama, mesmo que haja deceções. É ter amigos para partilhar as lágrimas e dividir as alegrias(...)É agradecer a Deus pelo espetáculo da vida...

 

Augusto Cury, Dez leis para Ser Feliz


 

INFORMAÇÕES

MISSÃO SOLIDÁRIA DA CATEQUESE DE SÃO JORGE

Os Grupos de Catequese da Ilha de São Jorge e algumas entidades, estão a fazer uma campanha de angariação de bens alimentares para enviar para os bancos alimentares do continente.

Apelamos à generosidade de todos e contamos com a vossa ajuda.

Quem ajuda o próximo constrói um mundo melhor.


Faça download desta Carta Familiar em formato PDF: Nº 983

Agenda Pastoral

Destaque

Mais Recente Carta Familiar em PDF!

Nº 1033

Pensamento da Semana

 

PENSAMENTO DA SEMANA

 «Deus espera por nós em tudo o que encontramos. 

Não se trata de reentrar na esfera íntima e esquecer tudo o resto. 

O desafio é estar em si e experimentar com todos os sentidos a realidade daquilo e daquele que vem.

O desafio é atirar-se para os braços da vida e ouvir aí o bater do coração de Deus. 

Sem fugas. Sem idealizações. Os braços da vida como ela é.»

D. José Tolentino Mendonça

Os nossos Links

Ouvidoria de São Jorge
FAJÃS Grupo de Jovens
Cartas Familiares Anteriores

Visitas


Ver Estatísticas