nº 976

 

SANTO

E

FELIZ

NATAL

São os Votos dos Padres:

 

Manuel António Santos

António Duarte Azevedo

Alexandre Medeiros

João Paulo Faria

O Natal que não podemos deixar que acabe é este acontecimento extraordinário de uma criança a quem chamamos Deus Connosco… por outras palavras: acreditamos num Deus que, para nos salvar, arranja maneiras de ir buscar dentro de nós o que temos de mais humano, mais sensível, mais terno.

Rui Santiago

 

MEDITAR

O Infinito vem ao sangue, o Imenso torna-se mínimo, a Luz aninha-se na         obscuridade

Na abertura do Evangelho do quarto e último domingo do Advento (Lucas 1,26-38), um elenco de nomes enche a página: Gabriel, Deus, Galileia, Nazaré, José, David, Maria. Sete, precisamente o número da totalidade, porque o que está para acontecer envolverá toda a História, a profundidade do Céu e todo o fervilhar perene da vida.

Um Evangelho contracorrente: pela primeira vez na Bíblia, um anjo dirige-se a uma mulher; numa casa qualquer, e não no santuário; na sua cozinha, e não entre os candelabros de ouro do templo. Num dia normal, marcado, no entanto, pelo calendário da vida (no sexto mês…).

Alegria é a primeira palavra. Evangelho no Evangelho! E logo depois o porquê: Maria, és cheia de graça. Estás repleta de Céu, não porque respondeste “sim” a Deus, mas porque Deus, primeiro, disse “sim” a ti. E diz “sim” a qualquer um de nós, antes de cada resposta nossa. Para que a graça seja graça, e não mérito ou cálculo. Deus não se merece, acolhe-se.

O Altíssimo enamorou-se de ti, e agora o teu nome é: amada para sempre; como ela, também eu amado para sempre. Todos, ternamente, gratuitamente amados para sempre. Amor é paixão de unir-se: o Senhor está contigo. Expressão que deveria ter alertado a jovem, porque quando se exprime assim, Deus está a confiar uma tarefa belíssima, mas árdua: chama Maria a uma história de arrepios e de coragem.

Maria, terás um filho, teu e de Deus, um filho da Terra e do Céu. Dar-lhe-ás o nome Jesus (primeira vez: só o pai tinha o poder de dar o nome). E a jovem, pronta, inteligente e madura, após a primeira perturbação, não tem medo, dialoga, objeta, argumenta. Está diante de Deus com toda a dignidade de mulher, com maturidade e consciência, coloca perguntas: explica-me, diz-me como acontecerá. Zacarias pediu um sinal, Maria pede o sentido e o como.

E o anjo: o infinito vem ao teu sangue, o imenso torna-se pequeno em ti, que importa o como? A luz que gerou os universos prende-se à obscuridade do teu seio. Que importa como acontecerá?

Todavia, Gabriel detém-se a explicar o inexplicável, a tranquiliza-la: fala de Espírito sobre as águas como na origem, de sombra sobre a tenda como no Sinai, convida-a a pensar em grande, o mais que poder: confia, será Ele a encontrar o como. Encontrou-o também para Isabel. Sentirás no teu corpo, como ela. O Espírito podia escolher outros caminhos, é verdade, mas sem o corpo de Maria o Evangelho perde corpo, torna-se ideologia ou ética.

Agora Deus continua à procura de mães. Cabe a nós, como mães amorosas, ajudar o Senhor a incarnar-se neste mundo, nestas casas e caminhos, cuidando da sua Palavra, dos seus sonhos, do seu Evangelho. Deus viverá pelo nosso amor.

 Ermes Ronchi

 NATAL: UMA ALEGRIA QUE VEM DE DENTRO


Não recorras ao que já sabes do Natal,
mas coloca-te à espera
daquilo que de repente em teu coração
se pode revelar

Não reduzas o Natal ao enredo dos símbolos
tornando-o um fragmento trémulo sem lugar
no concreto da vida
Não repitas apenas as frases que te sentes obrigado a dizer
como se o Natal devesse preencher um vazio
em vez de o desocultar

Não confundas os embrulhos com o dom
nem a acumulação de coisas com a possibilidade da festa:
o que recebes de graça
só gratuitamente poderás partilhar

Cuida do exterior sabendo que ele é verdadeiro
quando movido por uma alegria que vem de dentro

Uma só coisa merece ser buscada e celebrada, uma só:
o despertar de uma Presença no fundo da alma

Por isso o Natal que é teu não te pertence
Só a outro o poderás pedir.


José Tolentino Mendonça

 

PENSAMENTO DA SEMANA

Natal é o sinal de que Deus em vez de nos olhar de cima para baixo, preferiu olhar-nos nos olhos. 

Lucas Lujan 


 

INFORMAÇÕES

Cortejo de Oferendas

Dia 25 de dezembro - Fajã dos Vimes.

Dia 27 de dezembro - Portal.

Dia 1 de janeiro - Biscoitos - Loural.

Dia 3 de janeiro - Manadas - Calheta - Urzelina - Ribeira Seca.


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Nº 1033

Pensamento da Semana

 

PENSAMENTO DA SEMANA

 «Deus espera por nós em tudo o que encontramos. 

Não se trata de reentrar na esfera íntima e esquecer tudo o resto. 

O desafio é estar em si e experimentar com todos os sentidos a realidade daquilo e daquele que vem.

O desafio é atirar-se para os braços da vida e ouvir aí o bater do coração de Deus. 

Sem fugas. Sem idealizações. Os braços da vida como ela é.»

D. José Tolentino Mendonça

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