Nº 971

 

ANDAMOS A CHORAR À PRESSA

O que sucederá amanhã a quem não tem tempo para digerir as suas perdas hoje?

O mundo parece cada vez mais indiferente às angústias pessoais. Como se não fizessem parte da vida ou fossem um sinal de que não sabemos viver. Somos convidados a partilhar com os outros apenas os nossos sucessos, porque ninguém quer saber de desgraças, muito menos das alheias.

Não temos tempo para nada. Passamos o dia ocupados, mas, por mais que façamos, ainda sobra sempre muito por fazer. Trabalhamos muito, mas a verdade é que parece que não fazemos nada. Não somos máquinas, e quanto mais o tentamos ser, mais longe ficamos da perfeição.

Então, quando a solidão nos apanha, não nos resta senão fecharmos a porta e, aí, longe do mundo, murmurarmos a nós mesmos as verdades que calamos durante o resto do tempo.

Mas não tardam a aparecer as ideias das obrigações que nos faltam cumprir, que nos escravizam em troca de darem uma certa sensação de utilidade à nossa vida.

A perda deixa marcas permanentes, e não apenas no caso da morte de alguém próximo. O desemprego involuntário, a traição de alguém que julgávamos leal, a desilusão por uma promessa que fizemos e que não conseguimos cumprir, uma oportunidade que não aproveitámos ou as enormes quantidades de tempo que desperdiçamos sem nos darmos conta.

Todas as perdas deixam cicatrizes bem mais fundas do que julgamos, porque sem tempo para fazer o luto tentamos curar a ferida escondendo-a apenas. Criando condições para que nos destrua a partir de dentro.

Vale a pena assumirmos os nossos fracassos. Mesmo correndo o risco de o fazer diante das pessoas erradas. Afinal, o que mais importa é que sejamos capazes de ser verdadeiros connosco mesmos, senão passaremos a vida a mentir aos outros tal como o fazemos a nós próprios.

Quem perdeu precisa de fazer o luto. Necessita de falar e de ser escutado, sem condições, sem vontade nenhuma de ouvir… só precisa mesmo de partilhar e de se libertar da dor, assim haja quem se disponha a escutá-lo.

O silêncio é uma das mais sublimes formas de expressar o amor.

A presença é uma das mais belas obras do amor.

Escolha eu ser presente e oferecer o meu tempo a quem precisa de mim.

José luís Nunes Martins

 

MEDITAR

EU TENHO UM SONHO

 

Eu tenho um sonho. O sonho de um mundo igual e justo. O sonho onde todos só precisem de ser igual a si próprios para ser plenamente feliz. O sonho do amor. O amor tantas vezes lhe damos formas, títulos, cor, religião, raça, sexo…tantas vezes os caracterizados. E ele puramente é. Amar alguém é permitir que seja. “Amo-te: quero que tu sejas” diz-nos Santo Agostinho. Ser. Simplesmente ser. É isto que nos é pedido por Deus. É este o nosso caminho de felicidade. Deus criou-nos para sermos felizes. Onde não forem felizes não demorem. Deus criou-nos para a felicidade. Deus é Pai e Mãe e quais são os pais que não querem ver o seu filho feliz?

 

O meu sonho é o do amor. É que não hajam diferenças nesse amor. E que o mundo nos aceite e nos apoie nas nossas diferenças e particularidades. Deus ama a todos tal e qual como é. Quem somos nós para dizer que é errado o que Deus ama? Quem somos nós para dizer que a obra de Deus é imperfeita? Seguir a Deus é seguir o Amor. É saber que onde houver amor aí está Deus mude-se-lhe o nome, mude-se-lhe tudo…onde há amor há Deus. Onde e quando há amor podemos o mundo. basta querermos e caminharmos com resiliência. Ama e farás o quiseres, diz-nos Santo Agostinho. A força e a coragem do homem é o Amor. Muda-se-lhe o nome. Muda-se-lhe a forma. Muda-se-lhe o caminho. É Amor e no Amor esteve, está e estará sempre Deus.

 

Eu sonho o Amor e consigo-o um pouco a cada dia. Caminhem comigo, com as vossas vidas, crenças, características, desafios e missão para esse amor. Não o façam como eu, façam-no no são. Se o fizerem estão no caminho de Deus. Amo-te: quero que tu sejas!”

 

Sejam! Porque eu sou tal como ele foi é e será!

Paula Ascensão

 

REZAR O VAZIO

Ensina-nos, Senhor, a rezar este vazio. O vazio transportado por um medo que não conhecíamos e que parece agora um inquilino da nossa alma.

O vazio dos espaços em isolamento.

O vazio da vida que se faz sentir como suspensa.

O vazio das horas que quem está na solidão conta de maneira diferente.

O vazio das incertezas que se acumulam, e das quais ainda não falámos.

O vazio dos olhos daqueles que veem sofrer e os olhos dos muitos que sofrem sem que nós os vejamos.

O vazio de tudo aquilo que, de um instante para o outro, é adiado.

O vazio daquela mulher idosa que passa o dia inteiro com o rosto contra o vidro da janela.

O vazio do refugiado que vê a sua esperança negada por um carimbo.

O vazio do jovem diante de um futuro que escapa cada vez mais, como um pensamento distante.

O vazio que nos chega como um aviso de despejo da vida autêntica.

O vazio dos encontros e das conversas de que agora precisaríamos.

O vazio que os amigos notam.

O vazio dos risos.

O vazio de todos os abraços não dados.

O vazio da proximidade proibida.

O vazio no qual não te vemos.

 

Card. José Tolentino Mendonça

 

PENSAMENTO DA SEMANA

 

UMA QUESTÃO DE OLHAR...

Olha bem...

O caminho não é fácil, é verdade, mas às vezes nós acrescentamos-lhe dificuldades que ele não tem.

Às vezes, os obstáculos não estão no caminho, mas no caminhante.

Olha bem...

Vê se as pedras que te atrapalham estão à tua frente ou dentro de ti.

Não dês guarida aos medos.

Vê se há realmente buracos na estrada ou se é a falta de confiança que te faz tropeçar.

Vê se realmente tens à frente alguma parede a vedar-te o caminho ou se és tu muro de ti mesmo.

Não atravanques o caminho com coisas que o caminho não tem.

Olha bem...

Elisabete Bárbara


 

INFORMAÇÕES

 

FORMAÇÃO DE CATEQUISTAS

A ação de formação para catequistas prevista para esta semana foi cancelada para época a combinar.

 

BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DA CALHETA

Tendo em conta que as despesas da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários da Calheta – São Jorge, aumentaram significativamente devido aquisição de material de proteção inerente à pandemia Covid-19, bem como, um aumento significativo de baixas médicas e licenças dos bombeiros que obrigou esta Associação a pagar horas extraordinárias acima do habitual, solicitamos aos Associados a regularização das suas quotas. O pagamento das mesmas poderá ser feito na secretaria desta instituição ou por transferência bancária: 

NIB: PT50 0035 0189 00001396930 05


Faça download desta Carta Familiar em formato PDF: Nº 971

Agenda Pastoral

Destaque

Mais Recente Carta Familiar em PDF!

nº 1015

Pensamento da Semana

 

PENSAMENTO DA SEMANA

 

Educar é produzir um homem feliz e sábio. Educar é produzir um homem que ama o espetáculo da vida. Desse amor, emana a fonte da inteligência. Educar é produzir uma sinfonia em que rimam dois mundos: o das ideias e o das emoções.

 

Há dois tipos de educação: a que informa e a que forma. A educação que informa ensina o homem a conhecer o mundo em que habita; a educação que forma vai além, ensina-o também a conhecer o mundo que ele é.

Augusto Cury

Os nossos Links

Ouvidoria de São Jorge
FAJÃS Grupo de Jovens
Cartas Familiares Anteriores

Visitas


Ver Estatísticas