Nº 960

 

Procura saber mais sobre ti

Nada revela melhor a alma de alguém do que uma adversidade que lhe faz frente.

A normalidade não é um bom tempo para avaliar o interior de ninguém. Há tantos fatores que podem ser determinantes de uma qualquer escolha, que se torna quase impossível. Nem nós mesmos podemos compreender o porquê da maior parte do que fazemos, de tantas e tão diversas que podem ser as causas.

Em face de uma desgraça, cada um de nós mostra quem é.

Talvez seja bom refletir na forma como lidamos com as nossas fragilidades. Assumimo-las ou preferimos não pensar sequer nelas, escondendo-as até de nós mesmos? Buscamos formas de ser mais fortes? Empenhamo-nos nelas?

O que importa mesmo é que tenhamos a coragem de nos aperfeiçoarmos, começando nas coisas mais vulgares do nosso quotidiano, a fim de conseguirmos enfrentar de forma diferente a adversidade, quando for o momento.

A grandeza ou miséria de cada um de nós preside a cada decisão que tomamos. Uma ideia que exploramos ou que afastamos. Uma emoção que consentimos ou que recusamos. A palavra que dizemos ou calamos. Tudo o que fazemos ou deixamos de fazer depende do que decidimos ser.

De cada vez que escolhemos bem, tornamo-nos melhores. De cada vez que escolhemos mal, rachamos a nossa integridade.

É essencial que tomemos tempo para meditar na nossa vida presente. Sem fugirmos para o passado ou para o amanhã. Cada dia é uma vida inteira.

Quem sou eu agora? O que está à minha volta? Quem está próximo de mim?

Uma virtude excelente é a capacidade de restringir os planos e sonhos ao mínimo essencial, poupando muito tempo e garantindo a concentração no que está ao nosso alcance imediato.

Não podemos escolher o que nos acontece, mas podemos e devemos ter consciência de que a atitude com que respondemos a cada dia é da nossa inteira responsabilidade.

Não é bom acreditar que o futuro imediato nos reserva belas surpresas e passar o tempo desesperado com o que não acontece. Há até quem julgue que a vida são apenas as alegrias, como se as tristezas não fossem naturais.

Aceitemos a incerteza. Acreditemos que não nos é dado a compreender o sentido de quase todas as coisas.

A morte é certa, a vida não.

O tempo que digo que é meu é-me dado sem eu saber porquê. Que eu saiba, pelo menos, agradecê-lo.

José Luís Nunes Martins (Adaptado)

 

 

MEDITAR

Com o Evangelho, aprender a perder para ganhar

A expressão «perder» é dita por Jesus seis vezes no Evangelho de São Mateus: Mt 5, 29:  Portanto, se a tua vista direita for para ti origem de pecado, arranca-a e lança-a fora, pois é melhor perder-se um dos teus órgãos do que todo o teu corpo ser lançado à Geena.

Mt 5, 30: E se a tua mão direita for para ti origem de pecado, corta-a e lança-a fora, porque é melhor perder-se um só dos teus membros do que todo o teu corpo ser lançado à Geena.

Mt 10, 39: Aquele que conservar a vida para si, há de perdê-la; aquele que perder a sua vida por causa de mim, há de salvá-la.

Mt 16, 25:  Quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; mas, quem perder a sua vida por minha causa, há de encontrá-la.

Mt 16, 26: Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua vida? Ou que poderá dar o homem em troca da sua vida?

Nestas frases, Jesus não está a falar de um tema religioso. Está a apresentar aos Seus discípulos qual é o verdadeiro valor da vida.

O dito está expresso de forma paradoxal e provocadora. Há duas formas muito diferentes de orientar a vida: uma conduz à perdição, a outra, à salvação.

O primeiro caminho consiste em agarrar-se à vida, vivendo exclusivamente para si mesmo: fazer do próprio «eu» a razão última e o objetivo supremo da existência. Este modo de viver, procurando sempre o próprio lucro ou vantagem, conduz o ser humano à perdição.

O segundo caminho consiste em saber perder vivendo como Jesus, abertos ao objetivo último do projeto humanizador do Pai: saber renunciar à própria segurança ou lucro, procurando não só o próprio bem, mas também o dos outros. Este modo generoso de viver conduz o ser humano à Sua salvação.

Jesus está a falar desde a Sua fé num Deus salvador, mas as Suas palavras são uma grave advertência para todos. Que futuro espera a uma humanidade dividida e fragmentada onde os poderes económicos procuram o seu próprio benefício; os países o seu próprio bem-estar; os indivíduos o seu próprio interesse?

A lógica que dirige nestes momentos a marcha do mundo é irracional. Os povos e os indivíduos, estamos a cair pouco a pouco na escravidão do «ter sempre mais». Tudo é pouco para nos sentirmos satisfeitos. Para viver bem necessitamos sempre mais produtividade, mais consumo, mais bem-estar material, mais poder sobre os outros.

Procuramos insaciavelmente o bem-estar, mas, não nos estaremos a desumanizar sempre um pouco mais? Queremos «progredir» cada vez mais, mas, que progresso é este que nos leva a abandonar milhões de seres humanos na miséria, na fome e na desnutrição? Quantos anos poderemos disfrutar do nosso bem-estar fechando as nossas fronteiras aos famintos e a quem procura entre nós refúgio de tantas guerras?

Se os países privilegiados só procuram «salvar» o nosso nível de bem-estar, se não queremos perder o nosso potencial económico, jamais daremos passos para uma solidariedade a nível mundial. Mas não nos enganemos. O mundo será cada vez mais inseguro e mais inabitável para todos, também para nós. Para salvar a vida humana no mundo temos de aprender a perder.

José António Pagola

 

O SEGREDO ESTÁ EM TI...

Se não te interessa olhar para as coisas a não ser para aprender e não para julgar, és especial.

Se acreditas que há magia no mundo e que podes embelezar os dias de alguém com essa varinha de condão que conheces pelo nome de bondade, és especial.

Se sabes que a vida é mais do que uma sucessão de dias e que não importa contá-los, mas fazer com que contem, és especial. Se sentes na pele as dificuldades da vida e, apesar disso, não deixas de tentar facilitar a vida dos outros, és especial.

Se queres ver os outros felizes e fazes por isso, és especial. Se te sentes feliz com a felicidade dos outros, és especial.

Sim, és. Especial.

Elisabete Bárbara

 

A FELICIDADE E UM BALÃO...

Um professor trouxe balões para a escola e pediu às crianças para os encherem e cada um escrever o seu nome nele.

Os balões foram atirados, aleatoriamente, para o corredor.

Depois, o professor deu-lhes 5 minutos para encontrar o balão com o nome deles.

As crianças foram em todos os sentidos, olhando freneticamente, mas quando o tempo acabou, ninguém encontrou o seu próprio bolão.

Então o professor disse-lhes para pegarem o balão mais próximo deles e darem à pessoa cujo nome está escrito nele.

Em menos de 2 minutos cada um tinha o seu próprio balão.

No final desta experiência, o professor disse o seguinte:

′′Os balões são como a felicidade. Ninguém vai encontrá-lo se cada um só procura o seu. Em vez disso, se toda a gente se importar com os outros, cada um encontrará a sua própria felicidade mais facilmente."

Autor desconhecido

 

PENSAMENTO DA SEMANA

 O OLHAR DO AMOR

Amar não significa apenas ter sentimentos amorosos.
É preciso o crer, o ver bem, para poder amar, tratar bem.
O amor necessita primeiro de uma nova forma de ver.
Pede ao anjo do amor que te dê novos olhos,
para que possas ver as pessoas ao redor de ti mesmo sob uma nova luz,
para que possas descobrir o núcleo bom em ti e nos outros.

Anselm Grün, in O Pequeno livro da verdadeira felicidade


 

INFORMAÇÕES

FESTA DE SANTO CRISTO NA CALDEIRA

A Festa do Senhor Santo Cristo na Caldeira é no dia 6 de setembro. Haverá missa de preparação durante a semana às 20 horas.

A quinta feira será dedicada a Nossa Senhora com missa e procissão de velas.

No domingo, dia 6 de setembro, haverá missa às 9 horas e missa campal de festa às 11 horas e a seguir as arrematações.

Haverá alteração se a atual situação do covid-19 se agravar muito.


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nº 1015

Pensamento da Semana

 

PENSAMENTO DA SEMANA

 

Educar é produzir um homem feliz e sábio. Educar é produzir um homem que ama o espetáculo da vida. Desse amor, emana a fonte da inteligência. Educar é produzir uma sinfonia em que rimam dois mundos: o das ideias e o das emoções.

 

Há dois tipos de educação: a que informa e a que forma. A educação que informa ensina o homem a conhecer o mundo em que habita; a educação que forma vai além, ensina-o também a conhecer o mundo que ele é.

Augusto Cury

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