Nº 458

 

PRECISAM-SE

Uma manhã, nos escritórios de publicidade de um grande jornal, apresentou- -se um homem com cerca de trinta anos.

Pediu a publicação de um anúncio.

Teve de estar na fila até ser atendido. Quando chegou a sua vez, apresentou o impresso já preenchido.

O empregado pegou no papel, com a ponta da esferográfica, contou depressa e distraído as palavras.

Sem levantar os olhos, perguntou:

- Oferta de trabalho, não é verdade?

O homem respondeu:

- Sim, procuro operários.

Depois de ter consultado o tarifário, o empregado disse:

- São 15 euros.

O homem tirou a carteira do bolso, entregou-lhe o dinheiro, recebeu o troco, despediu-se e saiu para a rua.

O empregado meteu o anúncio na pasta dos anúncios a sair na próxima edição.

Estava para dobrar o impresso e reparou que estava assinado com a palavra “Jesus Cristo”.

Foi então que leu o texto que dizia:

“Querendo construir um mundo novo e precisando de colaboradores, procuro jovens generosos”.

Com o papel na mão, ainda saiu à rua à procura desse misterioso indivíduo que lhe entregara tal anúncio. Mas nunca mais o viu.

Ao regressar ao escritório, interrogou-se: “Que devo fazer? Isto é ridículo. Deve ser alguém a gozar comigo!”

Pediu a opinião aos colegas, que lhe disseram:

- Se ele pagou, o anúncio deve ser publicado.

O Jornal no dia seguinte publicou o anúncio.

Logo de manhã, filas intermináveis de rapazes e de raparigas apresentaram-se no escritório do jornal a pedir informações mais precisas acerca desse “mundo novo”, porque queriam “dar uma ajuda a Jesus Cristo”.

Do GUIÃO DA SEMANA DOS SEMINÁRIOS

O titulo foi criado por este boletim

 

XXXIII DOMINGO DO TEMPO COMUM

Tema:

A liturgia deste domingo reflecte sobre o sentido da história da salvação e diz-nos que a meta final para onde Deus nos conduz é o novo céu e a nova terra da felicidade plena, da vida definitiva. Este quadro (que deve ser o horizonte que os nossos olhos contemplam em cada dia da nossa caminhada neste mundo) faz nascer em nós a esperança; e da esperança brota a coragem para enfrentar a adversidade e para lutar pelo advento do Reino.

Na primeira leitura, um “mensageiro de Deus” anuncia a uma comunidade desanimada, céptica e apática que Jahwéh não abandonou o seu Povo. O Deus libertador vai intervir no mundo, vai derrotar o que oprime e rouba a vida e vai fazer com que nasça esse “sol da justiça” que traz a salvação.

O Evangelho oferece-nos uma reflexão sobre o percurso que a Igreja é chamada a percorrer, até à segunda vinda de Jesus. A missão dos discípulos em caminhada na história é comprometer-se na transformação do mundo, de forma a que a velha realidade desapareça e nasça o Reino. Esse “caminho” será percorrido no meio de dificuldades e perseguições; mas os discípulos terão sempre a ajuda e a força de Deus.

A segunda leitura reforça a ideia de que, enquanto esperamos a vida definitiva, não temos o direito de nos instalarmos na preguiça e no comodismo, alheando-nos das grandes questões do mundo e evitando dar o nosso contributo na construção do Reino.

(Dehonianos)

 

MEDITAR

 

Eu e...Tu, Vocação

Eu desejava esperar por Ti, meu Deus, e soube então que me esperavas.

Eu desejava procurar-Te, meu Deus, e vi que andavas à minha procura.

Eu pensava: finalmente encontrei Deus, mas senti-me encontrado por Ele.

Eu queria dizer: Amo-Te, meu Deus, mas já me tinhas dito: Amo-te muito.

Eu tinha resolvido escrever-Te, ó Deus, mas entretanto chegou a Tua carta.

Eu queria pedir-Te perdão, meu Deus, mas soube que já me tinhas perdoado.

Eu queria oferecer-me todo a Ti, meu Deus, mas recebi antes o dom gratuito de Ti mesmo.

Eu queria oferecer-Te a minha amizade, meu Deus, mas recebi antes a noticia do Teu grande amor.

Eu queria convidar-Te para entrares na minha intimidade, mas já antes chegou o Teu convite para estar em Ti.

Eu queria fazer festa por te Ter encontrado, mas foste Tu, a fazer a festa primeiro, tal é o Teu amor.

 

Publicada por CVJ

 

CONTO (326)

A CEREJEIRA IMPACIENTE

Numa colina duma simpática aldeia, havia umas cerejeira. A Primavera ainda estava longe, mas o habitantes esperavam ansiosos por verem desabrochar as delicadas flores brancas coloridas de rosa. Eram a alegria de toda a gente.

Junto à cerejeira maior havia outra, ainda muito nova, mas que tinha crescido com pressa e impaciente por ver todas as suas flores e mostrar os seus frutos. Perguntava muitas vezes à mais velha:

- Quando posso florir?

A mais velha respondia-lhe sempre:

- Tens de ter paciência, minha cara amiga. Na natureza há leis que ninguém pode infringir. Espera pelo teu tempo; verás que terminado o Inverno florirás também tu e produzirás muitas cerejas. Mas por agora não sejas impaciente: aprende a respeitar os tempos de crescimento!

A jovem cerejeira, embora lhe custasse muito ouvir tais conselhos de uma árvore adulta, suspirava:

- Está bem!...

Um dia, em fins de Fevereiro, quando estava uma linda tarde de sol e o Inverno parecia que tinha acabado definitivamente, perguntou à velha cerejeira:

- Posso florir?

Ela respondeu:

- Não, ainda é muito cedo. Isto não é ainda a Primavera. É provável que ainda regressem os dias de frio e de gelo.

A nova cerejeira indisposta, disse:

- Uff! Vós, os grandes, sois sempre assim! Só sabeis dizer que não, que é preciso esperar, ter paciência, e assim sucessivamente. Basta! Está calor e tenho direito a fazer as minhas opções. Serei eu a mandar em mim. Estou farta dos vossos conselhos e dos vossos medos!

E foi assim que dos seus botões despontaram belíssimas flores. Esta jovem cerejeira era muito admirada, as pessoas vinham ver as suas maravilhosas flores brancas coloridas de rosa, fazendo festa a este início de Primavera precoce.

Ela era feliz: pavoneava-se diante de toda a gente, contemplando-se e exaltando a sua beleza.

Mas, como tinha dito a velha cerejeira, aquilo era apenas o anúncio da Primavera. E de facto, esses dias de sol duraram pouco tempo. Passados poucos dias, veio de novo o frio e também o gelo, queimando todas as suas flores

in, CONTOS +MENSAGENS de Pedrosa Ferreira

 

Não sabemos nada...

"Nunca saberemos se os enganados
são os sentidos ou os sentimentos,
se viaja o comboio ou a nossa vontade
se as cidades mudam de lugar
ou se todas as casas são a mesma.
Nunca saberemos se quem nos espera
é quem nos deve esperar, nem sequer
quem temos de aguardar no meio
de um cais frio. Não sabemos nada.
Avançamos às cegas e duvidamos
se isto que se parece com a alegria
é só o sinal definitivo
de que nos voltámos a enganar."

 

Amália Bautista in Tres Deseos

 

 


 

INFORMAÇÕES

ASSOCIAÇÃO DE BOMBEIROS

 

 

A Direcção da Associação de Bombeiros Voluntários da Calheta informa que no dia 25 de Novembro estará na sua clínica a Ginecologista - Obstetrícia, Dr. ª Maria Graça Almeida. As eventuais interessadas podem fazer as suas marcações para os números 295 460 110 / 295460111. Esta instituição tem um novo ecógrafo a 4D, com gravador de DVD facilitando às grávidas a gravação da sua ecografia.


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Pensamento da Semana

 

Um anjo nunca se faz conhecer, nós só sabemos que ele esteve connosco quando ele parte. Porque deixa-nos na vida um perfume, deixa-nos na vida um desassossego.

 

Erri de Luca, in Em nome da mãe

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