Nº 898

 VOTOS DE

SANTA E FELIZ PÁSCOA

 

E, na Páscoa de Jesus, tudo nos fala em doação e difusão…

 

Ao Ressuscitar Jesus, Deus não O guardou para Si mesmo, não O protegeu de nós, apesar de tudo o que tínhamos feito. Deus Ressuscitou Jesus para nós, para O enviar a nós de novo e de maneira nova. Deus não “escondeu” Jesus  (e tinha todos os motivos para o fazer!), não preservou o Ressuscitado no céu, mas enviou-o a estar connosco, a continuar a marcha do Seu Reino, e a manifestar-se a nós, depois de tudo aquilo…

Rui Santiago cssr

 MEDITAR

PALAVRAS QUE CALAM E SILÊNCIOS QUE FALAM...

Falar é dizer. Não dizer também é falar.

As palavras e o silêncio falam. As palavras e o silêncio calam.

Há silêncios que falam pelos cotovelos e há palavras que não dizem nada.

Há silêncios eloquentes e há palavras que não percebemos.

Há silêncios que convidam a falar e palavras que nos obrigam a calar.

Falar pode ser uma forma de silenciar e silenciar pode ser uma forma de gritar.

Podemos não ouvir uma palavra e guardar o eco de um silêncio.

Podemos falar sozinhos e podemos estar em silêncio juntos.

O silêncio pode ser porta-voz das palavras que não diz.

Nem sempre quem cala consente e nem sempre fala quem discorda.

As palavras podem guardar um segredo e o silêncio pode denunciá-lo.

Há quem fale por si e quem se cale pelos outros.

Há quem fale por falar e quem se cale porque não pode deixar de se fazer ou seria bom que a falar nos entendêssemos. Mas nem sempre somos bons entendedores mesmo com as palavras todas. E seria bom que o silêncio fosse claro, mas às vezes só ouvimos o que queremos e o silêncio não repete o que nos escapou.

As palavras e o silêncio falam e não podem deixar nada por dizer. Não podem desconversar ou cortar o fio à conversa.

As palavras e o silêncio têm de explicar o que querem dizer com aquilo que dizem.

As palavras e o silêncio têm de ser inequívocos.

As relações semânticas gostam da ambiguidade. As relações humanas não. E de mal-entendidos está o que se percebeu cheio.

Lado.a.lado

 

Pe. Alexandre Medeiros

 

LOUVAR E SERVIR...

A palavra "LOUVAR" lembra-me logo alegria... não sei porquê.

Mas pensando bem, ouvimos muitas vezes dizer que a "Natureza Louva o Senhor", "os rios batem palmas" (salmo 98,8), "Os campos vestem-se de rebanhos, e os vales cobrem-se de trigo; eles regozijam-se e cantam" (salmo 65,13)…

Se a Natureza faz festa e se alegra quando Louva a Deus, porquê fazer diferente? 

Uma das imagens de "LOUVAR" que guardei na memória, porque me diz muito, foi a de "braços levantados ao alto", que ouvi um dia. Os braços elevam-se em Louvor e, naturalmente, as mangas se arregaçam, preparando os nossos braços para o "fazer" …

Esta imagem diz tudo, Louvamos fazendo, Louvamos servindo.

O Louvor é uma entrega de nós mesmos a Deus, de mangas arregaçadas, para trabalhar com Ele na construção do Reino onde a única lei é a do "Amai-vos!"

Esta imagem não é só bonita para mim, ela tem mudado algo em mim... e para melhor. Não será isto motivo de Alegria?

Se é verdade que nos tornamos parecidos com o que Louvamos, quero LOUVAR para sempre o Deus em que acredito e me faz Feliz, o Pai Bom e Fiel, o Deus de Jesus de Nazaré.

Eugénia Pereira

 ERA UMA VEZ O AMOR...

“Somos salvos por quem não se salva a si mesmo. Não há outra maneira de sermos salvos. Por isso, temos um Salvador, porque é o único que não caiu na tentação de se ‘safar’ a si mesmo” (P. Rui Santiago cssr)

«Salvou os outros e não conseguiu salvar-Se a Si mesmo», comentava-se junto Daquele crucificado, sem perceber nada da sua história.

Exatamente porque Ele se dispõe a amar-nos, Ele não pode salvar-se a si mesmo. Porque o que é próprio do amor é esse deixar de pensar em si. É esse abandono, é essa pobreza radical, é essa entrega, em que o outro, o outro, é colocado no centro. Nós estamos no centro do gesto de Jesus. Da sua história de amor, da sua entrega.

O amor, essa entrega de nós para lá do cálculo e da retenção, a ponto de não conseguirmos viver para nós próprios.

O amor, essa descoberta de que ou nos salvamos com os outros (porque aceitamos o risco de viver para os outros) ou gastamos inutilmente o nosso tesouro.

O que se comentava junto da cruz, naquele dia, não era um insulto, mas o maior dos elogios feitos a Jesus. Compreender isso é, de alguma maneira, acolher o sentido verdadeiro da Páscoa.

O que a cruz nos grita, o que a cruz nos diz é: ama até ao fim, ama até ao fim, consuma a tua vida, consuma, realiza, plenifica a tua existência. Não vivas a 50%, a 40%.

A Sophia de Mello Breyner dizia: “Meia verdade é como comer meio pão, é como receber meio salário, é como habitar meia casa.”

Às vezes nós vivemos de meias verdades e não vivemos essa verdade total, essa verdade plena que é a lição do Crucificado para nós. Ele diz: “Tenho sede.” Porque Ele continua a ter sede, a ter sede daquilo que cada um de nós hoje pode realizar. Agora é a nossa vez, agora é o nosso lugar, agora é o nosso caminho.»

D. José Tolentino Mendonça

(excertos de textos e homilias)

 

 PENSAMENTO DA SEMANA

A ressurreição de Jesus inaugura um Novo Poema Criador, é o Primeiro dia de uma Obra Nova em Sete Dias. A evolução da Criação a ser derradeiramente apontada para o seu Fim, quer dizer, a sua máxima finalidade. Tudo culmina em Deus, tudo se consuma no princípio, e a Criação não chegou ainda ao Seu Fim, ao Fim para o qual foi começada, enquanto não participar totalmente na Felicidade de Deus. A Criação é uma História de Amor, e a Felicidade da Comunhão é o Fim para essa História do qual Deus não abdica.

Rui Santiago cssr


 

INFORMAÇÕES

 

FESTAS DO ESPÍRITO SANTO DA SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DA CALHETA

A Santa Casa da Misericórdia da Calheta vai celebrar a sua festa com os irmãos e benfeitores no próximo domingo, 28 de abril.

De 21 a 27 de abril, pelas 20 horas, teremos o terço, no Lar de Idosos da Santa Casa, em louvor do Divino Espírito Santo.

No Domingo a Coroação é às 11 horas e depois teremos o jantar, na Casa do Povo da Calheta para os irmãos, familiares e convidados.

Se alguém quiser contribuir com géneros ou dinheiro, pode fazê-lo entregando os donativos na Santa Casa da Misericórdia ou aos elementos da Mesa.

A Mesa agradece toda a colaboração.

 FESTA DE SÃO JORGE

23 de Abril

Às 11 horas Eucaristia de Festa seguida de Procissão.


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