Nº 869

 FALTA O AMOR

Falta o amor. Muitos dizem que falta Deus, que falta a doutrina e catequese e ir à missa. Eu digo-vos: falta o amor. E desde que o pratiquem, cada um à sua própria forma, estamos bem. Há muitos caminhos para o amor. Um deles, o meu, é a religião cristã. É esse o caminho, foi aí que encontrei o amor, foi aí que encontrei o meu caminho. Reconheço que a minha resposta não tem que ser a resposta de todas as pessoas do mundo. O lugar onde eu encontrei o amor não tem de ser o lugar onde todas as pessoas vão encontrar o amor.

Precisamos de amor. Precisamos de transmitir amor. Precisamos de abraçar, acolher e partilhar o amor. Mais que querer que hajam mais pessoas na igreja, na missa e na catequese a necessidade de evangelização é a necessidade do amor, do toque e dos afetos. Não é por conversão, não é para aumentar o número: é por amor.

 A igreja deve ser primeiramente a igreja dos afetos, a igreja dos braços abertos, de portas abertas que ama a todos. A regra deve ser a do amor. Aos que sentirem que este é o seu caminho de felicidade convidamos a fazer casa lá dentro ensinamos a nossa forma de estar, ser e amar. Ensinamos a doutrina. Mas primeiro o amor. Primeiro sempre o amor. Primeiro a igreja aberta de par em par, os braços abertos de par em par. Precisamos de acolher. Precisamos de ser misericordiosos. Precisamos de ser alegres e contagiar na nossa alegria. Não devemos passar demasiado tempo à caça de pecado, erros, obstáculos e defeitos. Precisamos de sair de nós, de ultrapassar-nos os nossos próprios defeitos e imperfeições para ir ao encontro do amor no outro, para buscar Deus no outro. Deus mora em cada um de nós, o Amor mora em cada um de nós.

 Devemos passar todo o nosso tempo à procura do amor, olhando para o amor, partilhando o amor, alegrando-nos no amor, anunciando o amor, sentindo o amor e vivendo o amor. Porque quando há amor não há pecado, erro, defeito ou obstáculo. O papa francisco diz-nos “A encarnação de Deus é um grande mistério. Mas, a razão de tudo isso é o amor divino. O amor torna semelhante, abate muros e as distâncias." vivamos isso em cada dia. vivamos o amor divino em cada dia”.

Paula Ascenção

 

XXVI DOMINGO DO TEMPO COMUM

Muito obrigado

Quem vos der a beber um copo de água, por serdes de Cristo, em verdade vos digo que não perderá a sua recompensa, diz Jesus no Evangelho. Qualquer gesto de amor não ficará sem fruto ou sem gratidão.

Contaram-me que em Madagáscar a galinha é tida como o símbolo da gratidão. Porquê?

– É que ela por cada gole de água que recebe, ergue a cabeça para agradecer a Deus. Por cada copo de água dos homens haverá uma recompensa mas as galinhas agradecem por cada gota de água. Elas não são miudinhas, são sim reconhecidas.

Há dias alguém tentava compreender a expressão exclusiva da língua portuguesa para agradecer: Muito obrigado. Porquê?

– Isto é a abreviatura de uma frase completa: Eu sinto-me obrigado a reconhecer esse gesto durante toda a vida.

E há muitas maneiras de agradecer ou de mostrar o nosso contentamento: erguer o olhar, um sorriso, uma atenção, uma simples palavra, ou qualquer gesto espontâneo.

Deus promete valorizar qualquer ação feito por amor. Podemos ser como Ele. Por isso rezamos: Vós não precisais dos nossos louvores e poder glorificar-vos é dom da vossa bondade, porque os nossos hinos de bênção, nada aumentando à vossa infinita grandeza, alcançam-nos a graça da salvação.

Pe. José David Quintal Vieira, scj

 

GENTE COM ALMA

 

SÃO VICENTE DE PAULO (3)

(1581 - 1660)

 

Percorrendo os caminhos da nossa história, hoje, encontramo-nos com a genial figura de São Vicente de Paulo. 

Veio ao mundo a 24 de abril de 1581, no seio de uma família humilde, que habitava a região da Gasconha, na França.

Ainda muito jovem entra no seminário e aos 19 anos é ordenado sacerdote.

Em 1605, enquanto viajava no mediterrâneo, é preso por piratas turcos e vendido como escravo na Tunísia. Nos dois anos de escravidão, Vicente repensa a sua vocação e decide vivê-la sinceramente, amando a Cristo na pessoa dos mais pobres.

De regresso à sua França fica impressionado com a miséria a que está votada grande parte da população. Então decide fundar as “Caridades” – associações de leigos comprometidos a ajudar de forma continuada as famílias mais pobres das suas comunidades. Em pouco tempo, quase todos os povoados franceses tinha a sua “Caridade”.

São Vicente de Paulo foi, também, o fundador da Congregação da Missão – uma ordem religiosa que se vai dedicar à evangelização das zonas rurais e à formação dos sacerdotes.

Vale ainda a pena destacar que a dedicação de Vicente de Paulo aos pobres teve uma missão verdadeiramente nacional. Em 1652 Ana de Áustria, ao tempo rainha de França, confia ao nosso santo o cargo de Ministro da Caridade. Diz-se, que pelas suas mãos, passava mais dinheiro do que pelas do Ministro das Finanças.

São Vicente de Paulo morreu a 27 de setembro de 1660, ficando para a história como o Apóstolo da Caridade

 

Pe. Alexandre Medeiros

 

CONTO (670)

 

SE A VIRES, DIZ-LHE...

Era uma vez uma telha que se achava inútil e andava sempre triste por causa disso. Via-se assim, igual a todas as outras, alaranjada, imóvel... Enfim, inútil!

Então, chegou um dia em que ela quis tornar-se útil: decidiu "fazer-se à vida" sonhando com um telhado qualquer em que ela pudesse ser mesmo imprescindível!

Pegou nas trouxas que as telhas levam quando se "fazem à vida" e partiu, deixando lá no silencioso ("inútil!", dizia ela...) e alaranjado telhado o seu lugar.

Quando chegou o inverno, quem vivia lá em casa teve que ir-se embora, porque era insuportável aguentar a chuva e as correntes de ar. Os quadros nas paredes, um a um, caíram todos, as paredes escureceram, os móveis apodreceram, o telhado começou todo a ceder e foi caindo.

Passado algum tempo, toda a casa estava no chão e enchia de um silêncio triste todos aqueles que passavam.

Entretanto, a telha continuava à procura do seu sonho.

Um dia havia de tornar-se útil e imprescindível para alguém em qualquer lado..

Dizia a si própria muitas vezes no seu íntimo: "Só tenho que estar atenta para não deixar passar a oportunidade certa..."

É que as telhas às vezes são muito distraídas.

Soube há uns dias que ainda anda à procura.

Oxalá encontre!

Se a encontrares por aí, diz-lhe que eu já aprendi que ninguém é feliz sozinho! Só somos "inteiros" quando somos Comunhão. Entre as pessoas, pelo menos, é assim: uma pessoa que se reduz a si própria, não chega a ser ela própria! Viver Humanamente é ConViver Amorosamente!

Ah! E diz-lhe também que não procure ser importante "para" ninguém... o que conta de verdade é ser importante "com" alguém, porque é na Comunhão que recebemos e realizamos o máximo das nossas possibilidades!

Diz-lhe. Pode ser que te escute…

Rui Santiago Cssr

 PENSAMENTO DA SEMANA

 

PESSOAS ENCONTRADAS

O mundo está sedento de pessoas encontradas. Por isso, antes de querermos fazer o bem, antes de nos entregarmos ao serviço da humanidade, a nossa responsabilidade fundamental é termos a coragem de nos reconciliarmos connosco próprios - principalmente com aquelas partes de nós que preferiríamos ignorar.

Nada se compara com o bem que resulta de nos tornarmos cada vez mais inteiros, encontrados, resolvidos, em paz, porque encontrámos o nosso lugar, o nosso centro, no mundo que nós somos.

João Delicado


 INFORMAÇÕES

 

ADORAÇÃO DO SANTÍSSIMO SACRAMENTO

BISCOITOS - 3ª feira, 2 de outubro, das 18 às 19 horas, seguindo-se a celebração da Eucaristia.

MANADAS - 5ª feira, 4 de outubro, das 10 horas às 11 horas, seguindo-se a celebração da Eucaristia.

RIBEIRA SECA - 6ª feira, 5 de outubro, das 18 horas às 19 horas, seguindo-se a celebração da Eucaristia.

Er.da de SANTO ANTÓNIO - Sábado, 6 de outubro, das 17 horas às 18 horas, seguindo-se a celebração da Eucaristia.

 

FESTA DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO

RIBEIRA SECA

Tríduo - dias 3, 4 e 5 de outubro, missa às 19 horas.

Confissões - 5ª feira, 4 de outubro das 17:30 às 19 horas

Festa - dia 7 de outubro com Eucaristia às 14 horas seguida de procissão.


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Pensamento da Semana

 

PENSAMENTO DA SEMANA

 A oração faz desaparecer a distância entre o homem e Deus.

Padre Pio

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