Nº 866

 SERENIDADE...

Num mundo tão conturbado, adoecido, competitivo e apressado, precisamos de serenidade para vivermos um pouco melhor.

Serenidade que se traduza em calma diante de alguém que fale sem parar ou de uma pessoa que precisa com urgência da nossa ajuda.

Serenidade que seja sinônimo de paciência perante uma quantidade enorme de carros à nossa frente ou uma fila que pareça não andar.

Serenidade para relevar provocações gratuitas e sem sentido, ironias, zombarias, inclusive, nas redes sociais.

Serenidade em forma de equilíbrio para educar os filhos sabendo dizer sim e não na hora certa.

Serenidade que se converta em atenção plena ante compromissos e desafios, para que a ansiedade não nos devore.

Serenidade diante do luto com a compreensão de que "brigar" e se revoltar com a partida de alguém, não a trará de volta.

Serenidade para nos aceitar como somos tentando melhorar a cada dia, sem pressa, pois como disse o poeta "a vida é tão rara". 

A serenidade é uma espécie de sabedoria ajudando-nos a separar o ato de protesto do ato de aceitação; o calar do falar; a mágoa do perdão; o pensar do sentir; o pedir do agradecer.

Só conseguimos nos sentir serenos quando temos respeito com as diferenças e desapego com pessoas, ideias e coisas.

A serenidade não é omissa nem conivente com a impunidade, a injustiça e a corrupção. Ela nos faz lutar por justiça, igualdade e crer num mundo melhor, onde quem tem menos não seja excluído ou esquecido por aquele que tenha conhecimento, poder, dinheiro, religiosidade.

Ser sereno não é ser indiferente, mas é saber usar os instrumentos da cultura, do saber, da política e da paz para mudar a realidade desigual e opressora. É ser não violento diante da violência.

Gandhi (1869-1948) era sereno, espiritualizado, pacificador e com sua mansidão lutou por seus ideais. Jesus, o meigo rabi, enalteceu o valor dos mansos e pacifistas no Sermão da Montanha (Mateus cap.5).

Não se prenda ao seu passado, retorne da fuga ao seu futuro e viva com serenidade o seu presente, o seu hoje, o seu agora.

Cezar Braga Said

 

XXIII DOMINGO DO TEMPO COMUM

Fazer cócegas

Os alunos da catequese representaram a cena evangélica da cura de um surdo-mudo.
Quando Jesus se afastou com o homem e lhe meteu os dedos nos ouvidos, aquele, que na representação estava a ser curado, mexeu-se cheio de cócegas e desatou a rir.

Na apreciação da mensagem, um miúdo perguntou, com toda a seriedade:
– Senhor Padre, Jesus também fazia cócegas?
Compreendi a razão da pergunta e corrigi:
– Não foram as cócegas, como nesta representação, que curaram aquele homem. Jesus fala, escuta e vê e por isso retribuiu ao surdo-mudo a capacidade de escutar, falar e ver com toda a dignidade.

Um outro miúdo acrescentou:
– Mas eu já vi uma figura de Deus a fazer cócegas a Adão.
Ao pedir mais informações identifiquei a cena da Criação, na Capela Sistina, em que Miguel Ângelo põe o dedo de Deus Criador a tocar em Adão. Tive que concordar:
– Sim, Deus faz-nos cócegas porque gosta de nós, porque quer ver-nos felizes, a sorrir e porque quer pôr-nos a mexer… São estes gestos de carinho que nos salvam.

Quem me dera que toda a gente sentisse como cócegas todas as intervenções de Deus na nossa vida.

Pe. José David Quintal Vieira, scj.

 

MEDITAR

 

SÓ É QUANDO FLUI...

A vida é água
no copo da mão.
Desliza entre os dedos
a procura da terra.
Prende-la é humana ilusão.
A vida não se represa.
Ela só é quando flui...
em nós, de nós
e nos faz corredeiras
nunca vistas,
cachoeiras que amedrontam
e deslumbram,
lagos de placidez.
Ela é quando somos mar,
quando somos orvalho,
quando congelamos nuvem.
Quando somos a abençoada chuva.
E enquanto a sentirmos tocar
a palma da nossa mão,
que ela hidrate as digitais da nossa esperança:
sem ilusão, sem mágoa
e sem luvas.

Nara Rúbia Ribeiro

 

CONTO (667)

 

O SALVADOR

Era uma vez uma menina órfã que vivia com a avó num segundo andar. Uma noite, houve fogo e a avó morreu. Os vizinhos chamaram os bombeiros. Entretanto, viram a menina na janela do primeiro andar a gritar por socorro.

De repente, apareceu um homem com uma escada. Subiu à janela, cercada de chamas, agarrou na menina, desceu com ela ao colo, entregou-a a uma vizinha e desapareceu.

Como não tinha parentes vivos, fez-se uma reunião para ver quem ficaria com a menina.

Apresentaram-se vários pretendentes à adoção: Uma professora, um agricultor, um rico comerciante. Entretanto, a criança mantinha-se calada. O presidente da assembleia perguntou:

- Mais alguém quer falar?

Do fundo da sala, um homem, com queimaduras nas mãos, avançou e estendeu os braços para a criança. A multidão susteve a respiração. A menina exclamou:

- Este foi o homem que me salvou!

E com um salto, lançou-se-lhe ao pescoço.

O presidente declarou:

- A sessão está suspensa.

In Tutti Frutti  de Pedrosa Ferreira

 PENSAMENTO DA SEMANA

 

O que temer? Nada.
A quem temer? Ninguém.
Por quê? Porque aqueles que se unem a Deus obtêm três grandes privilégios: omnipotência sem poder; embriaguez sem vinho e vida sem morte.

São Francisco de Assis

 


 INFORMAÇÕES

 

ADORAÇÃO DO SANTÍSSIMO SACRAMENTO

MANADAS - 5ª feira, 13 de setembro, das 10 horas às 11 horas, seguindo-se a celebração da Eucaristia.

RIBEIRA SECA - 6ª feira, 14 de setembro, das 18 horas às 19 horas, seguindo-se a celebração da Eucaristia.

 

CELEBRAÇÃO DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

No dia 12 de setembro, quarta-feira, celebração em louvor de Nossa Senhora de Fátima, na Ribeira Seca, às 19 horas com Recitação do Terço, Eucaristia e Procissão no interior da Igreja.

 

 FESTA DE SANTA RITA DE CÁSSIA

MANADAS

Dia 16 de setembro - Eucaristia de festa em honra de Santa Rita de Cássia, às 17 horas, seguida de arrematações e procissão.

 

FESTA DE NOSSA SENHORA DAS DORES

FAJÃ DO OUVIDOR

Tríduo - 12, 13 e 14 de setembro às 20 horas.

 

Festa dia 16 de setembro: - Eucaristia de festa às 12 horas,  procissão às 19 horas.


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nº 1015

Pensamento da Semana

 

PENSAMENTO DA SEMANA

 

Educar é produzir um homem feliz e sábio. Educar é produzir um homem que ama o espetáculo da vida. Desse amor, emana a fonte da inteligência. Educar é produzir uma sinfonia em que rimam dois mundos: o das ideias e o das emoções.

 

Há dois tipos de educação: a que informa e a que forma. A educação que informa ensina o homem a conhecer o mundo em que habita; a educação que forma vai além, ensina-o também a conhecer o mundo que ele é.

Augusto Cury

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