Nº 845

 POR ONDE PASSARES DEIXA MARCA!

 

Não estamos cá para viver de forma média ou razoavelzinha. Não estamos cá para fazer só por fazer ou para viver só por viver. Não estamos cá para ser arrastados pela maré ou para fazer as vontades do mundo. Também não estamos cá para viver à sombra do tanto-faz. Do é-me igual. Do seja o que for. Também não estamos cá para agradar a quem também cá está. Para aceder às imposições sociais ou para dizer que sim a tudo. Não é para nada disso que cá estamos. Não estamos cá para visitar lugares ou países. Estamos cá (isso sim!) para os transformar.

 

Estamos cá para deixar marca. Para gravar na pele do mundo aquilo de que somos feitos.

 

Estamos cá para deixar marca. Para desenhar mapas para quem vier depois de nós e não souber o caminho.

 

Estamos cá para deixar marca. Para fazer, exatamente, aquilo que ainda ninguém fez e que, por isso mesmo, precisa de ser feito.

 

Estamos cá para deixar marca. Para deixar na memória dos outros um rasto de esperança e de novidade. De promessa de futuro.

 

Estamos cá para deixar marca. Para pousar como quem fica para sempre e, ao mesmo tempo, para ter asas para partir quando (nos) for necessário.

 

Não estamos cá para ser medíocres. Também não estamos cá para dar nas vistas ou para ser famosos. A fama e a popularidade são ilusões com prazo de validade que não dão alegria (ou paz) a ninguém. Estamos destinados a coisas grandes. Enormes. Gigantescas. Estamos destinados a uma aventura inacreditável com fim imprevisível. No entanto, estamos convencidos que o fim não nos chega. Não nos atinge. Andamos mascarados de super-heróis com capas feitas de coisas que acabam. É tempo de tirar a capa e a presunção. Varrer para baixo dos dias toda a arrogância e orgulho de nos bastarmos a nós próprios. Precisamos tanto uns dos outros como de comer ou de beber.

 

Estamos cá para deixar marca. Para gravar o nosso nome nas coisas bem-feitas.

 

Já decidiste que marca queres deixar?

 

Marta Arrais

 

III DOMINGO DE PÁSCOA

Falar de Deus

Certo dia, ao regressar da escola, eu e os meus colegas de escola, avistámos ao longe um homem a quem costumávamos provocar com o nome de Zé Feio, por não ser muito dotado a nível da aparência. Uma chuva de nomes, tão bonitos quanto ele, encheu o ar. Mas nesse dia ele não reagiu, não correu atrás de nós, nem nos ameaçou. Vinha diferente. De vez em quando parava, falava com as plantas, tocava nas pedras dos muros, bailava no meio da estrada e dizia:

– Eu gosto da Maria e a Maria gosta de mim.

Nós ríamos com aquela atitude e concluíamos que para além de Zé limitado na beleza também era no juízo. E lá continuava ele com a mesma ladainha, dizendo a torto e a direito que gostava da Maria e esta gostava dele. Não se importava com a nossa presença nem com o nosso gozo. Só pensava na pessoa amada e repetia vezes sem conta.

Quando o coração está cheio, tem de transbordar. Só falamos daquilo que enche o nosso coração. Recordo isto, ao ouvir os Apóstolos a falar de Cristo. Eles não paravam de falar, sendo por toda a parte Suas testemunhas.

É preciso transformar-se para O ver transformado.

És tu, sou eu que pomos em causa Jesus, dizendo ao mundo se ressuscitou ou não. A nossa pregação só é longa se a devoção for curta.

Pe. José David Quintal Vieira, scj

 

MEDITAR

 

QUANDO AMAS... 

 

Quando amas, não te distraias 
a avaliar os frutos.
Basta-te reconhecer
que Deus mora em ti.

 

Quando amas, não te detenhas
a pensar nas tuas imperfeições.
Tem confiança grata
de que Deus mora em ti.

 

Quando amas, só então
Deus vive a tua vida,
é o obrigado do teu coração,
a luz dos teus olhos.

 

Quando amas, só então
Cristo te torna estável,
plenitude do teu ser,
e tu tornas-te amor,
de certo modo, epifania de Deus.


Carlo Brogi

 

CONTO (646)

 

Certa vez, um homem recebeu a visita de alguns amigos.

Um deles disse:

- Gostaríamos muito que nos ensinasses tudo aquilo que aprendeste durante todos estes anos.

- Estou velho. – respondeu o homem.

– Velho e sábio - disse um outro. Afinal de contas, sempre te vimos a rezar durante todos estes anos. O que conversas com Deus? Quais são as coisas importantes que devemos pedir?

O homem sorriu e disse:

- A princípio, eu tinha o fervor da juventude, que acredita no impossível. Então, eu  ajoelhava-me diante de Deus e pedia para que me desse forças para mudar a humanidade. Aos poucos, vi que era uma tarefa para além das minhas forças. Então comecei a pedir a Deus que me ajudasse a mudar o que estava à minha volta.

- Neste caso, podemos garantir que parte de seu desejo foi atendida. - disse um dos amigos. O seu exemplo serviu para ajudar muita gente.

- Ajudei muita gente com o meu exemplo; mesmo assim, sabia que não era a oração perfeita. Só agora, no final da minha vida, é que entendi o pedido que deveria ter feito desde o início.

- E qual é esse pedido?

– Que eu fosse capaz de mudar-me a mim mesmo.

 O inferno é todo feito de autossuficiências. 

O céu é a culminação da carência. 
Graça.

O lugar-da-fragilidade é sempre o ponto-de-abertura, 
o ponto-de-cisão é sempre lugar-decisão. 
É no que me falta que me abro à salvação, 
neste mistério lindo de não ter em mim quanto me baste. 
Preciso doutras abundâncias, 
de vida que escorra para mim do alto de outras colinas...

Rui Santiago Cssr


 INFORMAÇÕES

 

RECITAL DE ORGÃO E VIOLONCELO

No próximo domingo, dia 22 de abril, haverá um Recital de órgão e violoncelo na Igreja Matriz da Calheta, às 21 horas, executado por Duarte Pereira Martins e Nuno M. Cardoso, aberto a toda a população.

 

FESTA DE SÃO JORGE

23 de Abril

Às 11 horas Eucaristia de Festa seguida de Procissão.


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nº 1015

Pensamento da Semana

 

PENSAMENTO DA SEMANA

 

Educar é produzir um homem feliz e sábio. Educar é produzir um homem que ama o espetáculo da vida. Desse amor, emana a fonte da inteligência. Educar é produzir uma sinfonia em que rimam dois mundos: o das ideias e o das emoções.

 

Há dois tipos de educação: a que informa e a que forma. A educação que informa ensina o homem a conhecer o mundo em que habita; a educação que forma vai além, ensina-o também a conhecer o mundo que ele é.

Augusto Cury

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