nº 441

 

QUERO QUE ELES...

Quero que eles se alimentem,
semelhantes a frutos que se realizam,
de silêncio e de vagar.


Quero que eles chorem por muito tempo os seus lutos,
que prestem demoradas homenagens aos mortos,
porque a herança passa lentamente de geração para geração.


O que eu não quero é que eles derramem o seu mel pelo caminho.

Quero que eles sejam semelhantes ao ramo da oliveira,
que sabe esperar.
Quando forem semelhantes a ele,
começarão a sentir o grande balançar de Deus,
que vem como um sopro experimentar a árvore.
Ora os leva ora os traz,
da alba para o crepúsculo,
do Verão para o Inverno,
das searas que medram para as colheitas já enceleiradas,
da mocidade para a velhice,
e depois da velhice para os filhos novos.


Tal como acontece com a árvore,
não podes saber seja o que for do homem
se o desdobras pela sua duração e o distribuis pelas suas diferenças.


A árvore não é semente, depois caule, depois tronco flexível, depois madeira morta.
Para a conhecer é bom não a dividir.


A árvore é essa força que desposa a pouco e pouco o céu.

É o que acontece contigo
(…)
tu nem és aquele estudante,
nem aquele esposo,
nem aquela criança,
nem aquele velho.
Tu és aquele que se cumpre.


E, se sabes ver em ti um ramo que baloiça, bem pegado à oliveira,
hás-de nos teus movimentos gozar a eternidade.


E tudo à tua volta se tornará eterno."

 

Antoine Saint-Exupéry, Cidadela

 

XVI DOMINGO DO TEMPO COMUM

Tema:

 As leituras deste domingo convidam-nos a reflectir o tema da hospitalidade e do acolhimento. Sugerem, sobretudo, que a existência cristã é o acolhimento de Deus e das suas propostas; e que a acção (ainda que em favor dos irmãos) tem de partir de um verdadeiro encontro com Jesus e da escuta da Palavra de Jesus. É isso que permite encontrar o sentido da nossa acção e da nossa missão.

A primeira leitura propõe-nos a figura patriarcal de Abraão. Nessa figura apresenta-se o modelo do homem que está atento a quem passa, que partilha tudo o que tem com o irmão que se atravessa no seu caminho e que encontra no hóspede que entra na sua tenda a figura do próprio Deus. Sugere-se, em consequência, que Deus não pode deixar de recompensar quem assim procede.

No Evangelho, apresenta-se um outro quadro de hospitalidade e de acolhimento de Deus. Mas sugere-se que, para o cristão, acolher Deus na sua casa não é tanto embarcar num activismo desenfreado, mas sentar-se aos pés de Jesus, escutar as propostas que, n’Ele, o Pai nos faz e acolher a sua Palavra.

A segunda leitura apresenta-nos a figura de um apóstolo (Paulo), para quem Cristo, as suas palavras e as suas propostas são a referência fundamental, o universo à volta do qual se constrói toda a vida. Para Paulo, o que é necessário é “acolher Cristo” e construir toda a vida à volta dos seus valores. É isso que é preponderante na experiência cristã.

(Dehonianos)

 

MEDITAR

 

Aos jovens

 

 Enche a tua alma de mercadoria,
enche-a de riqueza para o Paraíso,
Busca a Vontade de Deus que nos alumia.
Ela é que te fará adulto feliz e de juízo.

Uma vida é bem pouco cada dia,
para encher da Beleza de Deus e do Seu Sorriso,
A Vontade de Deus nos acontecimentos me guia,
é tudo quanto na vida mais preciso.
Não esperes pelo perdão de última hora,
constrói o teu projecto de vida agora ...

E se nele se abrir alguma ferida,
trata-a Deus, com Sua Mão amiga!

 

Do blogue Derrotar Montanhas

 

CONTO (312)

 

O QUIMONO

Era uma vez um célebre monge, que era filho do imperador. Foi-lhe confiado um templo, mas toda a gente sabia que era um príncipe. Apesar do cargo importante que exercia, vestia um quimono andrajoso, como se fosse um mendigo. O quimono é uma túnica comprida de mangas largas, usada pelos japoneses.

Um dia, um homem rico convidou-o para um importante banquete em sua honra. O monge apareceu à porta vestido como um mendigo e os criados, que não o conheciam, impediram-no de entrar.

O monge regressou então a casa e vestiu um quimono de lindas cores, uns sapatos dourados e um hábito de seda branco. Dirigiu-se de novo a casa do rico, onde esperavam por ele.

Dirigiu-se para a mesa e os criados serviram-lhe deliciosos manjares. Foi então que o monge tirou o seu quimono, colocou-o sobre a mesa e retirou-se.

Os criados correram para ele e perguntaram-lhe:

- Senhor, por que te vais embora?

. Este banquete não foi oferecido a mim, mas ao meu quimono de lindas cores.

E retirou-se da sala, deixando a todos uma grande lição. A festa continuou mas já não foi a mesma.

 In ALEGRE MANHÃ de Pedrosa Ferreira

 

 

 

Com Deus uma teia de aranha torna-se fortaleza, sem Deus uma fortaleza torna-se uma teia de aranha.

(S. Rufino)

A maior força consiste em reconhecer a própria fraqueza.

(J.C.Barreau)

 


 

INFORMAÇÕES

D. Aurélio Granada Escudeiro, 37.º bispo de Angra, vai receber o título de cidadão honorário da cidade de Angra do Heroísmo, a mais alta insígnia atribuída pela Câmara Municipal.

Ao antecessor de D. António Braga, actual Bispo da Diocese, serão ainda atribuídas as chaves da cidade.

“D. Aurélio Escudeiro exerceu todo o seu percurso episcopal nesta Diocese e empenhou-se na construção da cidade e das igrejas depois do sismo de 1980”, justifica, assim, João Maria Mendes, a recomendação levada a cabo pela assembleia.

O deputado municipal lembrou ainda que o Bispo emérito de Angra “percorreu todas as freguesias da ilha depois do sismo e chegou a cancelar uma visita pastoral a S. Miguel”.

D. Aurélio Granada Escudeiro, que no passado dia 29 de Maio completou 90 anos, exerceu funções na Diocese de Angra entre 1974 e 1996.

Algumas providências de ordem pastoral junto do Conselho Presbiteral datam do início do seu bispado e, pouco tempo depois, aprovou o Estatuto do Conselho Presbiteral.

Criou ainda a Comissão Diocesana de Ajuda aos Refugiados, no pós-25 de Abril.

Depois de nomear alguns sacerdotes vigários episcopais e de ocupar outros na responsabilidade das ouvidorias, dedicou-se ao trabalho pastoral nas ilhas.

Durante este período desloca-se ao Episcopado Português e contacta com a comunidade açoriana emigrada no Canadá.

Actualmente reside na sua terra natal, Alcains, Castelo Branco, podendo no entanto regressar à Diocese de Angra, se as condições de saúde não permitirem ter uma vida autónoma.

In Agência Ecclesia

  

FESTA DE SÃO TIAGO DA RIBEIRA SECA

 

TRÍDUO: dias 21, 22 e 23 às 20 horas17)

 

 

FESTA DIA 25

 

EUCARISTIA SOLENE às 11:00 horas

 

PROCISSÃO às 12:00 horas

 


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Dá-nos um coração claro que veja o céu aberto
e o mundo como os olhos de uma criança,
olhos de confiança e de descoberta
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