Nº 812

Se a vida não te agarrar, agarra-a!

Não me parece que a vida esteja para brincadeiras. Enquanto nos preparamos para fazer planos e para orientar o que virá a seguir…tudo muda. Enquanto nos pomos em bicos de pés para rasgar mais um ou outro pedaço ao Céu, tudo abranda e se suspende. De repente (e sem que nos tivéssemos apercebido disso) o Céu já não está ao nosso alcance e os pés já resvalaram. De repente, os planos voaram para uma outra galáxia e já nem parecem nossos. Já nem parecem planos.

Não me parece que a vida esteja para brincadeiras. Hoje brindamos com copos cheios de certezas, sucessos e vitórias e amanhã os copos poderão estar vazios de tudo. Cacos no chão e no peito. Já não brindamos. Baixamos a cabeça (e os copos) e o coração pende ao som de uma tempestade que lá vem.

Não me parece que a vida esteja para brincadeiras. Hoje todos os lugares são nossos e as pessoas são feitas de Perto. Amanhã… somos bem capazes de perder o mapa e deixar de saber que Casa é a nossa. Que Casa somos. Amanhã as pessoas vão vestir-se de Longe e afastar-se com a pressa que os dias sopram.

Não está. A vida não está para brincadeiras.

Ou para desvios disparatados.

Para riscos que não valem a pena correr.

Para desânimos que nos tirem a luz que é suposto agarrar, ter e guardar.

Para sombras que toldem as memórias boas e os trilhos que rimam com verde e com mar.

Para deixar para depois o que pertence ao agora.

Para narizes empinados.

Para faltas de humildade.

A vida está aqui agora e, daqui a nada, pode já não estar. Que enquanto aqui estivermos possamos dizer mais vezes o que importa que os outros saibam. Que possamos ser mais capazes de estender mãos em vez de passadeiras de obstáculos.

A vida não está para brincadeiras. E tu?!

Não te esqueças que é enquanto aqui estiveres que podes (e poderás) fazer tudo.

Que seja tudo de bem. Que seja tudo de bom.

Marta Arrais

 

XXI DOMINGO DO TEMPO COMUM

No centro da reflexão que a liturgia do 21º Domingo do Tempo Comum nos propõe, estão dois temas à volta dos quais se constrói e se estrutura toda a existência cristã: Cristo e a Igreja.

O Evangelho convida os discípulos a aderirem a Jesus e a acolherem-n’O como “o Messias, Filho de Deus”. Dessa adesão, nasce a Igreja – a comunidade dos discípulos de Jesus, convocada e organizada à volta de Pedro. A missão da Igreja é dar testemunho da proposta de salvação que Jesus veio trazer. À Igreja e a Pedro é confiado o poder das chaves – isto é, de interpretar as palavras de Jesus, de adaptar os ensinamentos de Jesus aos desafios do mundo e de acolher na comunidade todos aqueles que aderem à proposta de salvação que Jesus oferece.

A primeira leitura mostra como se deve concretizar o poder “das chaves”. Aquele que detém “as chaves” não pode usar a sua autoridade para concretizar interesses pessoais e para impedir aos seus irmãos o acesso aos bens eternos; mas deve exercer o seu serviço como um pai que procura o bem dos seus filhos, com solicitude, com amor e com justiça.

A segunda leitura é um convite a contemplar a riqueza, a sabedoria e a ciência de Deus que, de forma misteriosa e às vezes desconcertante, realiza os seus projetos de salvação do homem. Ao homem resta entregar-se confiadamente nas mãos de Deus e deixar que o seu espanto, reconhecimento e adoração se transformem num hino de amor e de louvor ao Deus salvador e libertador.

Dehonianos

 

MEDITAR

 

SALMO

Oh Deus Encantador de Jesus e nosso,

se és o Amor em Plenitude,

tens também que ser o Humor em perfeição,

porque caso contrário já terias desistido de nós!

 

O Teu Amor não é aquela “coisinha” bucólica, quase melada,

que agora parece que está muito na moda dizer de Ti…

Não é preciso viver assim tanto tempo para aprender

que esse “amor peganhento” não costuma levar longe.

 

O Teu Amor é Forte e Verdadeiro, Pleno e Perfeito,

não como os nossos amores

tantas vezes adolescentes e imaturos,

tenhamos a idade que tivermos…

Se assim não fosse

não cairíamos na tentação de pensarmos que é Amor

quando tentamos possuir ou dominar alguém!

 

Bom Deus,

mas é mesmo por seres Amor Pleno e Verdadeiro

que és também Humor Perfeito e Libertador,

porque não dramatizas a nossa história,

não Te angustias com as nossas tropelias,

não lidas com as nossas travessuras

como se fossem saltos mortais,

não te ofendes com as nossas desobediências,

porque não existe em Ti

ponta de orgulho ou de “auto-promoção”…"

in Salmos para o Terceiro Milénio

 

 CONTO (662)

 

EXISTÊNCIA DE DEUS

Conta-se que um velho árabe analfabeto orava com tanto fervor e com tanto carinho, cada noite, que, certa vez, o rico chefe da grande caravana chamou-o à sua presença e perguntou-lhe:

— Por que oras com tanta fé? Como sabes que Deus existe, quando nem ao menos sabes ler?

O crente fiel respondeu:

— Grande senhor, conheço a existência de Nosso Pai Celeste pelos sinais Dele.

— Como assim? — indagou o chefe, admirado.

O servo humilde explicou-se:

— Quando o senhor recebe uma carta de uma pessoa ausente, como
reconhece quem a escreveu?

— Pela letra.

— Quando o senhor recebe uma jóia, como é que se informa quanto ao
autor dela?

— Pela marca do ourives.

O empregado sorriu e acrescentou:

— Quando ouve passos de animais, ao redor da tenda, como sabe,
depois, se foi um carneiro, um cavalo ou um boi?

— Pelos rastros — respondeu o chefe, surpreendido.

Então, o velho crente convidou-o para fora da barraca e, mostrando-lhe o
céu, onde a Lua brilhava, cercada por multidões de estrelas, exclamou, respeitoso:

- Senhor, aqueles sinais, lá em cima, não podem ser dos Homens!

Nesse momento, o orgulhoso caravaneiro, de olhos lacrimosos, ajoelhou-se na areia e começou a orar também.

PAI NOSSO

Chico Xavier

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Há barreiras em que é preciso ser pequeno para passar...

Há limites em que é preciso pensar menos para vencer...

Há fronteiras em que é preciso ser muito livre para atravessar...

Há regras diante das quais é preciso amar muito para desobedecer...

 

E até se ouve, vinda do fim, uma voz que nos segreda que só vivemos uma vez... Felizes aqueles em cujo íntimo esta voz se torna uma fonte de Sabedoria.

 

Rui Santiago Cssr

 


 INFORMAÇÕES

 

 FESTA DE SANTO CRISTO

CALDEIRA

De 29 de agosto a 1 de setembro - Missa às 20h antecedida de confissões.

 

O dia 31 de agosto será dedicado a Nossa Senhora com missa às 20 horas seguida de procissão de velas.

 

Dia 2 de setembro: missa vespertina às 20h00.

 

Dia 3 de setembro:            09h00 - Eucaristia;
                                               11h00 - Eucaristia de Festa seguida de arrematações e procissão.

 


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Nº 819

Pensamento da Semana

 

Um anjo nunca se faz conhecer, nós só sabemos que ele esteve connosco quando ele parte. Porque deixa-nos na vida um perfume, deixa-nos na vida um desassossego.

 

Erri de Luca, in Em nome da mãe

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