Nº 810

Ler para ver!

Muito se fala e comenta sobre a relação que os mais novos têm e terão com a leitura. As opiniões poderão dividir-se. Pode haver quem julgue que os jovens não estão a ler o suficiente ou não estão a dedicar-se a leitura de qualidade. Tantas vezes submersos num mundo cada vez mais tecnológico, que recursos literários sobram aos mais novos? Saberão encontrar o livro que lhes vai mudar a vida mesmo estando mergulhados em teclas e teclados?

 

Quero acreditar que sim. Quero convencer-me que os mais novos ainda têm os olhos acordados e suficientemente despertos para a leitura e para os livros. Claro que esse estado de maior alerta para a leitura também é influenciado pelo grupo de adultos que partilha a vida com a criança ou com o jovem. Pais, avós, outros familiares, professores e educadores assumirão um papel relevantíssimo no processo que envolve o contacto dos mais novos com os livros e os mundos que estes têm dentro. Cabe-nos a nós a responsabilidade de educar para ler e para ver. Na verdade, quem tem a  oportunidade de viver a sua vida a par com a vida de um livro poderá ser profundamente mais feliz. Dentro de um livro cabem histórias e fotografias imaginadas. Dentro de um livro há ferramentas para aprender a ver melhor tudo o que há no mundo.

 

Então, em termos práticos, como é que se convence uma criança a ler um livro? Como é que se compete com o embate visual e interativo da tecnologia? É fácil. Se pensarmos bem, é bastante fácil. Um livro conquista uma criança pelo impacto que a história pode ter nela. Assim, basta-nos contar-lhe uma história. Encher a boca e o coração da magia que têm as palavras que moram dentro de um livro e de uma história. Abrir os braços e os olhos e deixar-se ser também criança. Contar uma história. Tão simples assim. Quem ouve uma história, vai querer ouvir mais. Depois, vai querer ler e procurar outras histórias. Depois, vai compreender que o que se descobre dentro de um livro não poderá nunca descobrir-se em mais lugar nenhum.

 

Em conclusão, não valerá a pena declarar guerra às novas tecnologias nem tão pouco considerá-las uma desvantagem em comparação com a simplicidade das páginas de um livro. O mais prudente será, provavelmente, aliar a inovação do mundo de hoje à cultura e, neste caso, à leitura. As aventuras que saltam de dentro das páginas de um livro são insubstituíveis. O carrossel em que se entra quando se vive a par com uma história pode mudar, para sempre, a forma como cada um percebe e vê o mundo.

Marta Arrais

 

XIX DOMINGO DO TEMPO COMUM

A voz do silêncio

O Profeta Elias procurava o Senhor e pensava que ia encontrá-lo através de manifestações extraordinárias. Afinal, Deus estava na brisa ligeira, quase despercebido. A voz do Senhor fez-se ouvir, não sob os sinais majestosos das teofanias, mas na meditação silenciosa da Sua Palavra inspirada.

Não são as grandes tempestades que levam o agricultor a esperar grandes colheitas; são as chuvas calmas e constantes que descem ao fundo das raízes.

As grandes chuvadas só estragam e estraçalham as lavouras.

Não são os gritos que fazem os bons amigos; são a conversa tranquila, as histórias, as recordações.

Não são os vendavais que distribuem o pólen de flor em flor; são os insetos, as borboletas, as abelhas, na brisa suave.

Não são as discussões que edificam uma família; são as palavras criteriosas da mãe que entram no coração dos filhos e fazem crescer a paz e o bem no lar.

As melhores preces são aquelas que proferimos em voz calma ou silenciosamente.

O orador que esbraveja não comove.

As grandes ideias não são fruto do barulho mas da reflexão.

"O silêncio é um dos meios mais fecundos da perfeição" – disse o Pe. Dehon.

Pe. José David Quintal Vieira, scj

 

 

MEDITAR

PRECES DOS DIAS QUE CRESCEM

 

Senhor do entardecer,

neste tempo em que os dias são cada vez maiores

porque renasceram no DIA da Tua Páscoa,

onde a Luz, a Vida e o Dia crescem sem cessar,

queremos deixarmos envolver pela Tua Luz,

para abrirmos o que em nós é ainda escuridão à Claridade da Tua Palavra.

 

Fica Connosco, Senhor quando anoitece.

 

Louvado sejas pela Tua Fidelidade ao Plano Salvador do nosso Deus

e pelo sentido que deste todos os dias à Tua Missão:

fazeres-te Pão que sacia a nossa fome de Esperança

e Vinho que mata a nossa imensa sede de Alegria.

 

Ao Celebrarmos nesta semana a Solenidade do Teu Corpo,

derrama sobre nós o Teu Espírito

para nos tornarmos membros vivos do Teu Corpo!

Ao celebrarmos a Solenidade do Teu Sangue,

derrama sobre nós o Teu Espírito

para nos deixarmos animar pelo que há de mais íntimo e essencial na Tua Vida!

 

E ajuda-nos a fazermos do Evangelho aquele Pão

que alimenta a nossa busca de Sentido para a Vida.

E ajuda-nos a fazermos do Espírito aquele Vinho

que vence a rotina das nossas tristezas e desistências.

 

Para que Deus, que já é Tudo em ti, possa ser mais em nós...

até que seja Tudo em Todos!

 

Ámen, Rui Santiago cssr

 

CONTO (660)

 

O PEQUENO BARRIL

Era uma vez um valente cavaleiro que, numa escaramuça, ficou ferido. Teve então um sonho. Imaginou ver o paraíso muito distante e o inferno muito perto de si.

Muito assustado, dirigiu-se à caverna de um santo eremita. Disse-lhe:

- Padre, desejo receber o perdão de todas as minhas culpas. Farei a penitência que for necessária

- Muito bem, meu filho. Faz apenas uma coisa: vai encher de água este pequeno barril.

Pegou no barril e dirigiu-se ao rio. Meteu-o na água mas não se enchia.

Dirigiu-se a uma fonte e o barril recusava-se  obstinadamente a encher-se. Furioso, foi ao poço da aldeia, mas em vão.

Um ano depois, o velho eremita vê chegar o cavaleiro de pés a sangrar e com o barril vazio debaixo do braço. Disse:

- Meu Padre, percorri todos os rios e fontes do reino. Não consegui encher o pequeno barril. Agora sei que os meus pecados não serão perdoados. Arrependi-me demasiado tarde.

As lágrimas corriam-lhe do rosto. Uma pequena lágrima deslizou para dentro do barril. De repente, este encheu-se de água pura, fresca e boa como nunca se tinha visto. Era apenas uma lágrima de arrependimento...

 In  Alegre Manhã de Pedrosa Ferreira

 

Ao olhares para o firmamento descobres pequenos pontos luminosos a que chamam estrelas.

Brilham. E olham para ti.

Descobres o quão pequenos são na infinidade do universo, das galáxias.

Mas brilham. E olham para ti.

Entendes então que desde o lugar que te olham, também tu és pequeno perante o universo.

Um ponto. Pequeno.

Mas ao olharem para ti, pequeno ponto luminoso, também tu descobres que o mesmo brilho que te habita e te torna único – mas pequeno no universo - tem uma única fonte: A Luz Divina.

Não deixes que ela se apague.

Cristina Duarte

 

Ao olhares para o firmamento descobres pequenos pontos luminosos a que chamam estrelas.

Brilham. E olham para ti.

Descobres o quão pequenos são na infinidade do universo, das galáxias.

Mas brilham. E olham para ti.

Entendes então que desde o lugar que te olham, também tu és pequeno perante o universo.

Um ponto. Pequeno.

Mas ao olharem para ti, pequeno ponto luminoso, também tu descobres que o mesmo brilho que te habita e te torna único – mas pequeno no universo - tem uma única fonte: A Luz Divina.

Não deixes que ela se apague.

Cristina Duarte

 

 


INFORMAÇÕES

 

MISSA NO SANTUÁRIO DA CALDEIRA

No próximo domingo, 20 de agosto, às 17 horas.

 

FESTA FAJÃ DAS ALMAS

Festa de Nossa Senhora das Almas, dia 19 de agosto (sábado) às 11 horas, na Ermida das Almas

 

 


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Nº 819

Pensamento da Semana

 

Um anjo nunca se faz conhecer, nós só sabemos que ele esteve connosco quando ele parte. Porque deixa-nos na vida um perfume, deixa-nos na vida um desassossego.

 

Erri de Luca, in Em nome da mãe

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