Nº 807

NUNCA DESISTAS DOS TEUS SONHOS

 

Os sonhos inspiram o poeta, animam o escritor, arrebatam o estudante, abrem a inteligência e crescem nos vales secretos da mente humana(...)

A presença dos sonhos transforma os miseráveis em reis, e a ausência dos sonhos transforma milionários em mendigos. A presença de sonhos faz de idosos, jovens, e a ausência de sonhos faz dos jovens, idosos.

Os sonhos trazem saúde à emoção, equipam os frágeis para serem autores da sua história, renovam as forças do ansioso, animam os deprimidos, transformam os inseguros em seres humanos de raro valor. Os sonhos fazem os tímidos terem rompantes de ousadia e os derrotados serem construtores de oportunidades.

Uma mente saudável deveria ser uma fábrica de sonhos. Pois os sonhos oxigenam a inteligência e irrigam a vida de prazer e sentido.

A maior genialidade não é aquela que vem da carga genética nem a que é produzida pela cultura académica, mas a que é construída nos vales dos medos, no deserto das dificuldades, nos invernos da existência, no mercado dos desafios.

Sem sonhos, as pedras do caminho tornam-se montanhas, os pequenos problemas são insuperáveis, as perdas são insuportáveis, as deceções transformam-se em golpes fatais e os desafios em fonte de medo.

Os sonhos não são desejos superficiais. Os sonhos são bússolas do coração, são projetos de vida. Os desejos não suportam o calor das dificuldades. Os sonhos resistem às mais altas temperaturas dos problemas. Renovam a esperança quando o mundo desaba sobre nós.

A vida sem sonhos é um rio sem nascente, uma praia sem ondas, uma manhã sem orvalho, uma flor sem perfume... Sem sonhos, a coragem dissipa-se, a inventividade esgota-se, o sorriso vira um disfarce, a emoção envelhece.

Nunca desista dos seus sonhos, Augusto Cury

 

XVI DOMINGO DO TEMPO COMUM

Ver mais longe

Já todos conhecem a história daquele judeu que depois de tanto combater o cristianismo, foi viver, durante algum tempo, no anonimato, numa comunidade cristã. Queria ver a vida real dos cristãos. Lá foi acompanhando as celebrações, ouvindo as pregações, seguindo o quotidiano daquela gente. Quanto mais reparava na falta de coerência, mais ficava pensativo. Anotou tantos aspetos negativos pois o trigo perdia-se no meio de tanto joio. Por fim tomou posição:

– Vivi com os cristãos e vi tanta miséria, muito fingimento. Mas se o cristianismo continua vivo, apesar de tudo isto, quer dizer que é uma obra de Deus. Agora acredito no seu valor.

Tal como num estabelecimento, há que distinguir o que está na montra e o que há no interior. A montra pode ter uma fraca apresentação: poeirenta, antiquada, desprezível ou descuidada. Só as pessoas muito decididas é que não se deixam desencorajar pelo que veem na montra e ousam entrar para pedir, no interior, o que não viram exposto. E encontram sempre, numa gaveta, no fundo de um armário, num sótão cheio de pó.

A nossa vida cristã nem sempre é o que se pretende, ou o que se mostra, ou o que até aqui se tem vivido. Há muito joio. Se alguém vir apenas a mostra, isto é, ver-nos sair de uma missa dominical, ver-nos rezar, ver-nos viver em comum, fica logo desanimado. É preciso ter a coragem de pedir no interior o que não viu na montra.

Pe. José David Quintal Vieira, scj

 

 

MEDITAR

A VIDA É UM DOM

Senhor,

Quantas vidas desperdiçamos,

Quando, em vez de paz, somos guerra;
Quando, em vez de semear, ceifamos;
Quando, em vez de somar, subtraímos?

Senhor,
Quantas vidas esmagamos,
Quando, em vez de compaixão, somos incompreensão;
Quando, em vez de perdoar, julgamos;
Quando, em vez de aliviar, oprimimos?

Senhor,
Quantas vidas abandonamos,
Quando, em vez de luz, somos trevas;
Quando, em vez de levantar, derrubamos;
Quando, em vez de abraçar, rejeitamos?

Senhor,
Neste mundo ferido de morte,
Ensina-nos, novamente,
A sermos-te gratos pelo dom da vida.
Vida que, livremente, nos deste,
Quando, pelas tuas mãos, nos criaste.
Vida que, em ti, redimiste,
Quando, na cruz, por nós morreste.
Morte que, eternamente, venceste,
Quando, pelo Pai, foste ressuscitado.
Vida que, na tua plenitude, recriaste,
Quando o teu Espírito, em nossos corações, derramaste.
E tudo, simplesmente, porque amaste.

Raquel Dias

 

CONTO (657)

 

A BOLSA DO DINHEIRO

Numa noite de tempestade, um peregrino cansado de muitos quilómetros feitos a pé e sempre a ser fustigado pelo vento frio, estava imensamente cansado.

O nevoeiro intenso só permitia ver uns palmos à frente do nariz. Olhava para todos os lados para ver se via alguma luz na noite.

Sentiu enorme alegria ao avistar uma luz que vinha de uma casa. Encaminhou-se para lá e bateu à porta.

- Sou um peregrino e só lhes peço um pouco de comida para não morrer de fome.

Tinha batido à porta de um convento. Deram-lhe comida e também alojamento.

No dia seguinte, quando amanheceu e quis continuar o seu peregrinar, os frades deram-lhe ainda uma bolsa com algum dinheiro.

No dia seguinte, o peregrino foi bater à porta do mesmo convento e disse:

- Quando estive convosco, percebi que sois muito felizes. Entrego-vos o dinheiro que me destes e mais algum que arranjei. Mas, por favor, dai-me o segredo da vossa alegria.

In TUTTI FRUTTI de Pedrosa Ferreira

 

 

Acreditamos muitas vezes que não somos capazes da genialidade que outros manifestaram. E porque não seremos? Se temos um coração que quer ser bom e trazer felicidade ao mundo, de forma livre, desprendida e leve... nada nos pode impedir de sermos verdadeiramente artistas de novidades nunca vistas.

Pe. António Valério, sj

 


INFORMAÇÕES

ACTUAÇÃO DE CORO NA IGREJA MATRIZ DA CALHETA

O Coro Ninfas do Lis é um grupo feminino de Leiria, que nasceu em 2003, sendo atualmente constituído por trinta e quatro coralistas, dirigidas por Mário Nascimento e acompanhadas ao piano por Rui Daniel Silva.

Com 2 CDs lançados, do seu eclético repertório constam peças de música sacra e secular, erudita e popular, portuguesas e de diversas partes do mundo, percorrendo uma grande diversidade de períodos históricos, desde a música renascentista à música dos nossos dias.

Tem realizado inúmeros concertos por todo o País, sendo esta 1ª vez que se apresenta nos Açores. O seu 1º concerto no Arquipélago será a 30 de julho, domingo, pelas 18h, na Igreja de Stª Catarina, na Calheta.

 

FESTA DE SÃO TIAGO MAIOR - RIBEIRA SECA

Tríduo: Dias 25, 26 e 27 de julho às 19h00.

                 Confissões nos dias 27 das 18h00 às 19h00

 

Dia 30 de julho - Missa de festa às 12h00 seguida de Procissão.

 

FESTA DE SANTA ANA - BEIRA

 

Tríduo: Dias 26 e 28 de julho às 20h00.

                 Dia 27 de julho às 18h00

 

Dia 30 de julho - Missa de festa às 11h00 e  Procissão às 19h00.

Terreiro da Macela - Dia 31 de julho às 11 horas

 

FESTA DE SANTO CRISTO NA FAJÃ DAS ALMAS

Sábado, 29 de Julho às 11 horas

 


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Dá-nos um coração claro que veja o céu aberto
e o mundo como os olhos de uma criança,
olhos de confiança e de descoberta
que nos salvem dos hábitos.

 

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