Nº 804

AMOR REVELAÇÃO

«Nos amou com amor que constrange

Nos amou com amor que liberta

Nos amou com amor que é mais forte, o Seu amor

Nos amou com amor que transforma

Nos amou com amor imutável

Grande é o Seu amor que faz todas as coisas novas»

CCLX - Nos Amou

 

É fácil imaginar como seria este amor espalhado por Jesus.

Não era um amor de fachada. 

Não era, sem dúvida alguma, um amor lamechas.

Era um amor à séria. Um amor tão grande que não podia ficar preso na Sua pessoa. 

Ele sabia que tinha de espalhá-lo. Ele sabia que tinha de contagiar tudo e todos.

Por isso é que Ele falava de forma simples, com os olhos postos no Pai e naqueles que O escutavam.

Por isso é que Ele tocou nas feridas e abraçou aqueles que mais sofriam.

Era um amor diferente. Era um amor que ia muito além do imaginável. Era um amor capaz de suportar a maior de todas as cruzes. E é graças a essa grandiosidade que esse amor permanece nos nossos dias. 

Este amor não vem apenas para dar significado à nossa vida. 

Este amor vem para nos inquietar e para nos fazer perceber aquilo que somos e podemos vir a ser.

Este amor vem para denunciar as injustiças que ninguém quer ver.

Este amor vem para dar vida quando o Mundo proclama pela morte.

Este amor vem dar esperança quando o fim parece estar à vista.

Este amor vem para dar ação quando nos sentimos acomodados à vida mundana.

É desta forma que sabemos que Ele permanece vivo: é através do Seu amor.

Este Seu poder de nos transformar e de virar a nossa vida do avesso para que jamais sejamos os mesmos.

Esta Sua bela mania de nos surpreender com o Seu toque nos nossos corações.

É esta a Sua ressurreição. É esta a Sua revelAção.

É esta a fórmula para que todas as coisas novas sejam concretizadas.

É esta a Sua maneira de nos dizer constantemente que estará connosco até ao fim dos tempos.

É a presença do Seu amor...o que mais precisamos?

Emanuel António Dias

 

XIII DOMINGO DO TEMPO COMUM

Lição de amor

 

Um missionário contou que certo dia estava a dar uma lição de catequese aos meninos da aldeia. Chegou alguém e entregou-lhe uma carta. Ele afastou-se e começou a ler. As lágrimas escorriam-lhe pelas longas barbas. As crianças aproximaram-se apreensivas.
– De quem é essa carta que o faz chorar?

– É da minha mãe.

– Mas, diga-nos, Padre. Ela está bem? Aconteceu-lhe alguma desgraça?

– Está tudo bem. Ela apenas escreve cheia de saudades.

– Ah! Você gosta muito da sua mãe. Porque é que não vai para junto dela? Nós gostamos também muito de si mas não o queremos ver a sofrer assim. Vá para junto de quem gosta muito.

Sabem, eu tenho um compromisso. Eu prometi a mim mesmo que enquanto não vos vir amar tanto a Deus como eu amo a minha mãe, não vos deixarei. Como gosto tanto dela, quero também que vocês fiquem a gostar assim de Deus.

O missionário recordou-se do Evangelho: "Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim, não é digno de mim". Se era grande o amor da mãe, quão grande não seria o amor de Deus? Ele teve de escolher entre estes dois.

Aquelas crianças compreenderam que o amor de Deus valia o amor de mãe e muito mais. O missionário conseguiu, através do amor da sua mãe, aumentar o amor a Deus Pai.

E Deus, lá no céu, sorrindo, começou a preparar uma recompensa para aquela mãe. O seu amor tornou-se missionário e valeu mais do que uma lição de catequese.

Pe. José David Quintal Vieira, scj

 

MEDITAR

SALMO

Que olhos tens Tu, Senhor meu, que me vês assim…

Que olhos tens Tu, Dono meu,

que vives e crias num desbordar permanente de alegria

pela beleza dos Teus filhos

em que a gente, por aqui, vê tantas mazelas…

Que olhos tens Tu, meu Amor,

para não Te desencantares de nós

nem nos desacreditar o Teu Coração…

Mostra-me Jesus!

Mostra-me o Re-Suscitado,

faz-me vê-lo e perder-me nele de tal maneira

que não seja mais possível encontrar-me

sem encontrá-lo a ele de algum modo.

Até chegar aquele dia em que,

na minha suprema fragilidade e impotência,

também a mim me levantarás de novo,

até ao Teu Rosto

e, com a Tua ternura poderosíssima,

vais sussurrar uma palavra de salvação que, mais uma vez,

percorrerá a Criação inteira:

“Vive!”

Meu Dono…

in Salmos para o Terceiro Milénio

 

CONTO (654)

 

AS FOLHAS

Dois pássaros estavam muito felizes, sobre a mesma planta. Um mais acima e outro um pouco mais abaixo.

Passado algum tempo, o que estava em cima disse ao outro:

- Que lindas estas folhas verdes.

O que estava mais abaixo respondeu irritado:

- Estás cego? Não vês que são brancas?

O de cima continuou:

- Tu é que estás cego. São verdes e bem verdes.

O outro afirmava que, pelo contrário, eram brancas. E a discussão tomou tais proporções que o de cima desceu e atirou-se ao que estava mais abaixo.

Quando estavam no mesmo ramo, prepararam-se para a luta, a fim de defenderem a verdade pela força.

Porém, antes de começar o duelo, ambos tiveram a lealdade de olhar para cima na mesma direção. Foi então que o pássaro que veio de cima, surpreendido, afirmou:

- Que estranho! Afinal são brancas.

Depois, ambos os pássaros voaram até ao cimo e o outro que veio de baixo exclamou:

- Que estranho! Afinal são verdes.

In Tutti Frutti de Pedrosa Ferreira

 

 

 

 

 

Nas igrejas nada reza exceto as velas.

Elas perdem todo o seu sangue.

Consomem todo o seu pavio.

Não reservam nada para elas,

dão tudo o que são,

e esse dom passa a ser luz.

A imagem mais bela da oração seria esta:

o lento desgaste de uma vela numa igreja fria.

 

Christian Bobin

 


INFORMAÇÕES

 

FESTA DE NOSSA SENHORA DO CARMO NA FAJÃ DOS VIMES

No dia 7 de julho (sexta-feira) tem início o Novenário de Nossa Senhora do Carmo na Fajã dos Vimes. A Eucaristia será todos os dias às 20 horas.

A Missa de Festa do dia 16 de julho, virá no próximo Boletim.

 

OFICINA DE VÍDEO

O Museu Francisco de Lacerda promove no próximo dia 8 de julho, sábado, das 14h30 às 16h00, uma Oficina de Vídeo Participativo, destinada a crianças e jovens (+10). As inscrições são gratuitas e devem ser feitas para o nº 295416323.

 

AGRADECIMENTO

Rev.do Sr. Pe. José Cardoso,

Paz e alegria do Deus da vida, do amor e da caridade fraterna.

Acabo de receber, da Irmã ecónoma da província do Sudão do Sul, a notificação de que nos foi enviado, pela FÁBRICA DA IGREJA P SÁTÃO, a quantia de 4.600 €, quatro mil e seiscentos euros.

É com o coração muito agradecido e cheio de emoção que me dirijo a ti e a todas as pessoas das tuas comunidades paroquiais e dos Açores que, com tanta generosidade, contribuíram para que tão generosa oferta pudesse chegar às nossas mãos neste momento de grande necessidade e assim ajudar a tornar possível a continuidade da nossa presença  entre o nosso povo do Sudão do Sul agora refugiado no norte do Uganda. Peço ao Senhor que recompense a cada um de vós segundo a abundância infinita da Sua graça e  misericórdia. Em nome de todos os refugiados que beneficiarão da vossa generosa oferta e em nome das minhas colegas, Ir. Lorena e Ir. Maria do Carmo, o meu muito obrigada.

Contai sempre com a oferta das minhas orações e do meu sacrifício em todas as vossas necessidades.

Muito agradecida,

 Ir. Dorinda Lopes da Cunha, Ir. Missionária Comboniana

 

 


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Pensamento da Semana

 

Um anjo nunca se faz conhecer, nós só sabemos que ele esteve connosco quando ele parte. Porque deixa-nos na vida um perfume, deixa-nos na vida um desassossego.

 

Erri de Luca, in Em nome da mãe

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