Nº 799

Beato João Baptista Machado é o padroeiro principal da nossa Diocese e fez 400 anos do seu martírio.

Beato João Baptista Machado

João Baptista Machado nasceu nos Açores, na Ilha Terceira, em 1582, e foi admitido no colégio da Companhia de Jesus de Coimbra, no ano de 1597, com apenas 17 anos de idade. Depois de ter estudado em Coimbra, partiu para a Índia em 1601, com outros 15 companheiros jesuítas. Após os estudos de filosofia e teologia, foi enviado como missionário para o Japão em 1609.

Depois de estudar a língua japonesa iniciou as suas tarefas de missionação, acabando por se fixar na cidade de Goto, no sul do arquipélago japonês. Em 1614, após ter recebido ordem imperial para abandonar as ilhas, permaneceu no Japão, passando, então, a missionar na clandestinidade, trabalhando, disfarçado, para acudir às necessidades espirituais das comunidades cristãs japonesas existentes no sul do arquipélago. Em abril de 1617 foi descoberto e preso quando confessava um grupo de cristãos. Foi levado para a cidade de Omura, tendo sido executado a 22 de maio de 1617, no monte Obituri, juntamente com cerca de 100 cristãos de várias congregações. Tinha então 37 anos de idade, estando há 20 anos na Companhia de Jesus. Foi beatificado a 7 de maio de 1867, pelo Papa Pio IX, juntamente com 205 mártires executados no Japão.

Soa estranho ouvir falar em morrer por Alguém em quem se acredita. Ficamos perplexos, não aceitamos, achamos exagerado. A morte do açoriano João Baptista Machado, em 1617, no Japão, poderá ser uma das que nos escandaliza. Afinal, o próprio facto de Jesus, o Filho de Deus, ter morrido numa cruz é um escândalo para muitos (já S. Paulo o afirmava)… No entanto, quando a morte de alguém significa dar (a) vida, parece-me haver nisso muito sentido. Tanto a morte de Jesus, como a morte deste jesuíta, abrem a mais vida. Sinal disso é o facto de elas não terem causado destruição, nem divisão, nem discórdia. São mortes que dão Vida a outros, a culturas, a projetos... São mortes que abrem caminho a uma proposta de amor e de dignificação do ser humano.

Este açoriano, por acreditar nessa proposta, e em fidelidade àqueles a que foi enviado a servir, não teve medo de entregar a vida até às últimas consequências.

João Manuel

 

ÁSCENSÃO DO SENHOR

A Festa da Ascensão de Jesus, que hoje celebramos, sugere que, no final do caminho percorrido no amor e na doação, está a vida definitiva, a comunhão com Deus. Sugere também que Jesus nos deixou o testemunho e que somos nós, seus seguidores, que devemos continuar a realizar o projeto libertador de Deus para os homens e para o mundo.

O Evangelho apresenta o encontro final de Jesus ressuscitado com os seus discípulos, num monte da Galileia. A comunidade dos discípulos, reunida à volta de Jesus ressuscitado, reconhece-O como o seu Senhor, adora-O e recebe d’Ele a missão de continuar no mundo o testemunho do “Reino”.

Na primeira leitura, repete-se a mensagem essencial desta festa: Jesus, depois de ter apresentado ao mundo o projeto do Pai, entrou na vida definitiva da comunhão com Deus – a mesma vida que espera todos os que percorrem o mesmo “caminho” que Jesus percorreu. Quanto aos discípulos: eles não podem ficar a olhar para o céu, numa passividade alienante; mas têm de ir para o meio dos homens, continuar o projeto de Jesus.

A segunda leitura convida os discípulos a terem consciência da esperança a que foram chamados (a vida plena de comunhão com Deus). Devem caminhar ao encontro dessa “esperança” de mãos dadas com os irmãos – membros do mesmo “corpo” – e em comunhão com Cristo, a “cabeça” desse “corpo”. Cristo reside no seu “corpo” que é a Igreja; e é nela que Se torna, hoje, presente no meio dos homens.

Dehonianos

 

MEDITAR

A VIDA É UM DOM

Senhor,

Quantas vidas desperdiçamos,

Quando, em vez de paz, somos guerra;

Quando, em vez de semear, ceifamos;

Quando, em vez de somar, subtraímos?

Senhor,

Quantas vidas esmagamos,

Quando, em vez de compaixão, somos incompreensão;

Quando, em vez de perdoar, julgamos;

Quando, em vez de aliviar, oprimimos?

Senhor,

Quantas vidas abandonamos,

Quando, em vez de luz, somos trevas;

Quando, em vez de levantar, derrubamos;

Quando, em vez de abraçar, rejeitamos?

Senhor,

Neste mundo ferido de morte,

Ensina-nos, novamente,

A sermos-te gratos pelo dom da vida.

Vida que, livremente, nos deste,

Quando, pelas tuas mãos, nos criaste.

Vida que, em ti, redimiste,

Quando, na cruz, por nós morreste.

Morte que, eternamente, venceste,

Quando, pelo Pai, foste ressuscitado.

Vida que, na tua plenitude, recriaste,

Quando o teu Espírito, em nossos corações, derramaste.

E tudo, simplesmente, porque amaste.

Raquel Dias

 

CONTO (653)

 

O CRÍTICO

Era uma vez um homem considerado por toda a gente como muito virtuoso. Por isso, acorriam a sua casa muitas pessoas a pedir conselho e também a sua bênção. Todas as vezes que ele abria a boca, todos ficavam suspensos dos seus lábios.

Havia, contudo, um homem que também o ia visitar, mas para o contradizer. Apontava para as suas fraquezas, troçava dos seus defeitos. As pessoas consideravam essa criatura como um verdadeiro demónio, sempre pronto a incomodar o santo homem. Diziam:

- Este homem devia ser expulso da cidade! Só tem olhos para ver defeitos!

A verdade é que nada fazia para se livrar dele. Continuava a recebê-lo como fazia com as outras pessoas.

Aos que o aconselhavam a não receber esse crítico em sua casa, respondia:

- Não o impeçais de me visitar. A sua presença é para mim muito valiosa.

As pessoas alegraram-se quando esse indivíduo morreu. Ficaram, porém, muito surpreendidas quando viram o homem virtuoso presente no funeral e a chorar muito.

Quando lhe perguntaram o motivo de tanta tristeza, respondeu:

- Eu não choro por causa dele, que está certamente no Céu. Choro pela falta que me faz, pois era o único amigo que possuía. No meio de tanta gente que me venera, era a única pessoa que me indicava os meus defeitos e me ajudava a crescer.

 

 

 

 

 

 

Deus não me ama por causa do bem de que sou capaz, do amor que Lhe tenho, mas ama-me de uma maneira absolutamente incondicional, por causa de Si mesmo, da Sua misericórdia e da Sua infinita ternura, unicamente em virtude da Sua Paternidade para comigo.

Paulo Costa

 


INFORMAÇÕES

ADORAÇÃO DO SANTÍSSIMO

Ribeira Seca - quinta-feira, 1 de junho, das 18 às 19 horas, seguindo-se a celebração da Eucaristia.

Manadas - sexta-feira, 2 de junho, das 10 às 11 horas, seguindo-se a celebração da Eucaristia.

 

CONFRARIA DO SANTÍSSIMO DA URZELINA

A Confraria do Santíssimo Sacramento da Urzelina convida a população para o Dia do Santíssimo que decorre a 30 de maio. O Santíssimo será exposto às 9 horas e permanecerá em exposição durante o dia até às 19 horas com bênção e encerramento com Eucaristia.

 

BENÇÃO DAS ROSAS

No encerramento do mês de Maria, dia 31 de maio, na Paróquia da Ribeira Seca, haverá a bênção das rosas com a recitação do terço pelas 19 horas,  seguida da celebração da Eucaristia.

 

BAZAR DO LAR DA SANTA CASA

No dia 16 de junho, a Santa Casa da Misericórdia vai fazer um arraial para toda a população no Lar de Idosos. Pedimos a colaboração de todos para esta forma de angariar alguns fundos para a Instituição. Desde já, pedimos a colaboração para o bazar. Os prémios que puderem oferecer podem ser entregues aos auxiliares ou no Lar. Agradecemos a colaboração.

Quem quiser colaborar com outros produtos para serem vendidos na tasca também agradecemos.


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Pensamento da Semana

 

Um anjo nunca se faz conhecer, nós só sabemos que ele esteve connosco quando ele parte. Porque deixa-nos na vida um perfume, deixa-nos na vida um desassossego.

 

Erri de Luca, in Em nome da mãe

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