Nº 786

Decálogo dos símbolos da Quaresma

Quaresma é tempo de fazer a peregrinação mais difícil de se realizar: a peregrinação ao interior, ao próprio coração.

Todos os sinais e símbolos convidam-nos à introspeção, à interioridade. A oração é um exercício fundamental na vida do cristão.

Quaresma é tempo fundamental de examinar a vida, a partir da oração, do diálogo profundo e profícuo com Deus. 

Quaresma é tempo de deserto.

Examinemos, em pormenor, o decálogo dos símbolos da Quaresma. 

A Quaresma é DESERTO. É aridez, solidão, jejum, austeridade, rigor, esforço, penitencia, perigo, tentação.

A Quaresma é PERDÃO: As histórias bíblicas de Jonas e de Nínive e a parábola do filho pródigo são exemplos disso.

A Quaresma é ENCONTRO: É abraço de reconciliação, como na parábola do filho pródigo, na conversão de Zaqueu ou no diálogo de Jesus Cristo com a mulher adúltera.

A Quaresma é LUZ. Como se põe em evidência, por exemplo no evangelho do cego de nascença. É passagem das trevas à luz. Jesus Cristo é a luz do mundo.

A Quaresma é SAÚDE. Símbolo manifestado em textos como a cura do paralítico ou a cura do filho do centurião.

A Quaresma é ÁGUA. É a passagem da sede da nossa insatisfação para a água viva, como a água de Moisés ao povo de Israel no deserto ou Jesus à Samaritana.

A Quaresma é superação vitoriosa das provas e dificuldades. É LIBERTAÇÃO, TRIUNFO. Algumas figuras bíblicas que sofrem graves perigos e vencem as provas da vida, são: José, o filho de Jacó, a casta Susana, Ester, o profeta Jeremias e, sobretudo, Jesus tentado e transfigurado.

A Quaresma é CRUZ. Sinal e presença permanente durante toda a Quaresma. Prefigurada no Antigo Testamento e patenteada com o exemplo de Jesus Cristo e com o seu chamado a carregá-la como condição de seguimento.

A Quaresma é TRANSFIGURAÇÃO. É a luz definitiva do caminho quaresmal, prenunciada e pregustada na cena da transfiguração de Jesus: “Pela cruz á luz”.

A Quaresma é o esforço para retirar o fermento velho e incorporar a NOVA LEVEDURA DA PÁSCOA RESSUSCITADA E RESSUSCITADORA, agora e para sempre.

Bento Oliveira

 

VIII DOMINGO DO TEMPO COMUM

A liturgia deste 8º Domingo do Tempo Comum propõe-nos uma reflexão sobre as nossas prioridades. Recomenda que dirijamos o nosso olhar para o que é verdadeiramente importante e que libertemos o nosso coração da tirania dos bens materiais. De resto, o cristão não vive obcecado com os bens mais primários, pois tem absoluta confiança nesse Deus que cuida dos seus filhos com a solicitude de um pai e o amor gratuito e incondicional de uma mãe.

O Evangelho convida-nos a buscar o essencial (o “Reino”) por entre a enorme bateria de coisas secundárias que, dia a dia, ocupam o nosso interesse. Garante-nos, igualmente, que escolher o essencial não é negligenciar o resto: o nosso Deus é um pai cheio de solicitude pelos seus filhos, que provê com amor às suas necessidades.

A primeira leitura sublinha a solicitude e o amor de Deus, desta vez recorrendo à imagem da maternidade: a mãe ama o filho, com um amor instintivo, avassalador, eterno, gratuito, incondicional; e o amor de Deus mantém as características do amor da mãe pelo filho, mas em grau infinito. Por isso, temos a certeza de que Ele nunca abandonará os homens e manterá para sempre a aliança que fez com o seu Povo.

Na segunda leitura, Paulo convida os cristãos de Corinto a fixarem o seu olhar no essencial (a proposta de salvação/libertação que, em Jesus, Deus fez aos homens) e não no acessório (os veículos da mensagem).

Dehonianos

 

MEDITAR

DEUS É AMOR?

Ouvimos dizer, inúmeras vezes, que este Deus é amor.

Mas acreditaremos, efetivamente, nisso?

Dizer que Deus é amor não é acreditar que nunca iremos sofrer.

Dizer que Deus é amor não é esperar que Ele nos diga sim a tudo.

Dizer que Deus é amor não é ansiar por milagres a toda a hora.

Dizer que Deus é amor não é conseguir interpretar todos os Seus silêncios.

Porque, se assim fosse, não seria amor.

No amor existe sofrimento.

No amor existe confiança mesmo quando não se compreende o que nos rodeia.

No amor compreende-se o não como resposta a muitas das questões que temos.

Por isso é que Deus é, realmente, amor.

Ele é amor, porque acompanha.

Ele é amor, porque nos acolhe na nossa fragilidade.

Ele é amor, porque nos guia mesmo quando não entendemos a Sua palavra.

Ele é amor, porque nos puxa para Si mesmo quando nos sentimos envergonhados.

Este amor de Deus começa na simplicidade.

Este amor de Deus começa quando entregamos o nosso coração.

Este amor de Deus começa sempre em mim, na minha casa, na minha rua, na minha paróquia...

Este amor de Deus surge em cada toque sincero e humilde.

Este amor de Deus surge em cada olhar profundo.

Este amor de Deus surge sempre que olharmos para o alto.

Este amor de Deus surge quando denunciamos as injustiças.

Deus é amor, mas não basta dizê-lo.

Deus é amor, mas não se revela nas teorias.

Deus é amor… e conta comigo e contigo para o espalharmos.

Deus é amor e não desistirá enquanto não o experimentarmos.

Deus é amor, e nós seremos sempre a Sua maior prova…

Emanuel António Dias (Adaptado)

 

CONTO (643)

 

DAI-LHES DE COMER

Um eremita viu no bosque um gavião que levava para o seu ninho um pedaço de carne. O gavião cortou-a em pequenos bocados e deu de comer a uma gralha ferida.

O eremita ficou admirado ao ver um gavião a socorrer uma pequena gralha e disse para consigo:

- Deus deu-me um sinal. Nem sequer uma pequena gralha sozinha e faminta é por Ele abandonada. Deus ensinou um feroz gavião a alimentar uma criaturas de outra raça. Deus dá o necessário a todas as criaturas para viverem, e nós sempre tão preocupados com o que havemos de comer! Por isso, a partir de hoje, não me irei preocupar com os alimentos. Se Deus não abandona as aves do céu, também não me abandona a mim.

E assim fez. Durante o dia, rezava, e mais nada. Durante três dias e três noites permaneceu assim.

Ao fim deste tempo, dirigiu-se a Deus com palavras de protesto:

- Senhor, se Tu alimentas as aves do céu, que não semeiam nem colhem, será que me abandonarás a mim, que passo os dias em oração?

Feita a oração, devido à extrema fraqueza, o eremita começou a sentir-se doente e adormeceu. Apareceu-lhe então um anjo que lhe disse:

- Deus deu-te, de facto, um sinal. A gralha faminta é alimentada pelo gavião. Mas porque não imitas o gavião que luta contra a fome?

 In Bom dia, alegria de Pedrosa Ferreira

 

 

Um olhar de amor ou amizade, é um olhar de ambição para o outro. Amo-te quer dizer: sou ambicioso em relação a ti, sobretudo não quero dominar-te nem abafar a tua liberdade, desejo despertar-te. Quero que a minha liberdade comungue com a tua, o que não é possível se a tua não existir.(...)

Deus é suscitador de pessoas livres. Ele não pode amar-nos se não vir nos nossos olhos a luz da liberdade.

François Varillon, in Alegria de Crer e Viver

 


INFORMAÇÕES

 

ADORAÇÃO DO SANTÍSSIMO

Ribeira Seca - quinta-feira, 2 de março, das 17 às 18 horas, seguindo-se a celebração da Eucaristia.

Manadas - sexta-feira, 3 de março, das 17 às 18 horas, seguindo-se a celebração da Eucaristia.

Er.da de Santo António - sábado, 4 de março, das 16h00 às 17h00, seguindo-se a celebrarão da Eucaristia.

 

DIA DO CATEQUISTA

No dia 4 de março vamos ter, na nossa ilha, o Dia do Catequista. Será na Pousada da Juventude da Calheta com o seguinte programa:

- 10 horas - início com acolhimento e reflexão feita pelo Pe. José António, vindo do Continente, seguindo de trabalho de grupos e intervalo. Almoço partilhado . Intervalo. Apresentação dos trabalhos e eucaristia pelas 15 horas.

 

Informam-se os pais e encarregados de educação das turmas do 4º ao 12º ano, turmas do PROFIJ e UNECA da EB 2,3/S Padre Manuel Azevedo da Cunha de que não haverá aulas nos próximos dias 2 e 3 de março para se proceder à mudança para as instalações da nova escola.

As aulas serão retomadas no dia 6 de março, já no novo edifício, cuja entrada se faz pela Alameda Francisco Lacerda.

Informamos ainda que no átrio da nova escola estarão afixados os horários com a indicação das novas salas.

AVISO DA ESCOLA DA CALHETA


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Pensamento da Semana

 

Um anjo nunca se faz conhecer, nós só sabemos que ele esteve connosco quando ele parte. Porque deixa-nos na vida um perfume, deixa-nos na vida um desassossego.

 

Erri de Luca, in Em nome da mãe

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