Nº 777

SANTO E FELIZ NATAL

São os Votos dos Padres:
Manuel António Santos
António Duarte Azevedo
Alexandre Medeiros
Ruben Pacheco
 
O Natal que não podemos deixar que acabe é este acontecimento extraordinário de uma criança a quem chamamos Deus Connosco… por outras palavras: acreditamos num Deus que, para nos salvar, arranja maneiras de ir buscar dentro de nós o que temos de mais humano, mais sensível, mais terno.
Rui Santiago
 
NATAL
A liturgia deste dia convida-nos a contemplar o amor de Deus, manifestado na encarnação de Jesus… Ele é a “Palavra” que Se fez pessoa e veio habitar no meio de nós, a fim de nos oferecer a vida em plenitude e nos elevar à dignidade de “filhos de Deus”.
A primeira leitura anuncia a chegada do Deus libertador. Ele é o rei que traz a paz e a salvação, proporcionando ao seu Povo uma era de felicidade sem fim. O profeta convida, pois, a substituir a tristeza pela alegria, o desalento pela esperança.
A segunda leitura apresenta, em traços largos, o plano salvador de Deus. Insiste, sobretudo, que esse projeto alcança o seu ponto mais alto com o envio de Jesus, a “Palavra” de Deus que os homens devem escutar e acolher.
O Evangelho desenvolve o tema esboçado na segunda leitura e apresenta a “Palavra” viva de Deus, tornada pessoa em Jesus. Sugere que a missão do Filho/”Palavra” é completar a criação primeira, eliminando tudo aquilo que se opõe à vida e criando condições para que nasça o Homem Novo, o homem da vida em plenitude, o homem que vive uma relação filial com Deus.
Dehonianos
 
MEDITAR
TÃO DIVINO QUE ATÉ QUIS SER HUMANO

 

Está quase a chegar aquele primeiro dia «inteiro e limpo, onde emergimos da noite».

 

Sophia tem mesmo razão: «A casa de Deus está assente no chão».

 

É por isso que o Natal é o dia que não tem fim. É o dia que jamais anoitece e em que até o frio nos aquece.

 

É o dia em que os céus se abriram, em que os anjos saíram e melodias se ouviram.

 

O silêncio de Deus, que gemeu em Belém, continua a crepitar nos pobres também.

 

Quem não os ouve a eles, como pode ouvi-Lo, a Ele?

 

Aquele Menino é tão divino que até quis ser humano. Aquele Menino é tão humano que só pode ser divino.

 

O Deus que está naquele Menino humaniza-Se e diviniza-nos. Ele não nos retira humanidade. Pelo contrário, é a Sua divindade que deposita em nós humanidade.

 

O Menino está na rua, na minha história e também na sua. Está no sofredor, naquele que estende a mão e mendiga amor.

 

Está no pobre, no que não tem pão. Está em quantos vão penando na solidão.

 

O Seu tempo nunca é distante pois a Sua presença é constante. O Seu lugar não é só em Belém, é na nossa vida também.

 

Ouçamos sempre a Sua voz. E nunca deixemos de O acolher em cada um de nós.

 

Aquele Menino é tão santo que só consegue provocar encanto. É tão cheio de mansidão que os nossos joelhos caem logo em adoração.

 

O Seu rosto destila tanta pureza que até os antípodas aspiram o perfume da Sua beleza. Enfim, a Sua imagem desperta tal ternura que nem há palavras para descrever tamanha formosura.

 

O Natal é o dia em que o futuro nasceu e até justiça choveu.

 

Só o impossível desapareceu no preciso instante em que aconteceu.

 

Deus veio ao mundo. Acampou na terra para eliminar o ódio e acabar com a guerra.

 

Trouxe, como única veste, a paz e é imensa a alegria que a todos nos traz.

 

Veio em forma de criança. Haverá quem fique indiferente a tanta esperança?

 

Naquele dia, colocaram-No numa manjedoura, perto do chão. Mas, desde então, a Sua morada passou a ser o nosso coração!

 

Theofera.blogs
 
CONTO (634)
 
O NATAL CRISTÃO
Aproximando-se a festa do Natal, os animais fizeram uma reunião acerca do assunto.
A ovelha, que orientava o diálogo, perguntou à girafa:
- O que é para ti o Natal?
- Para mim é uma linda árvore com muitas luzes e muitos presente dependurados nos ramos.
Em seguida, fez a mesma pergunta ao macaco, que respondeu:
- Para mim é comer bons e saborosos petiscos.
O urso interrompeu a conversa:
- Para mim o Natal é uma grande variedade de doces.
Também o boi quis dar a sua opinião:
- O que faz o Natal é o champanhe.
O peru também tomou a palavra para dizer:
- Para mim é um dia muito triste. Nesses dias, tenho de me esconder para não ser apanhado e ir parar a alguma cozinha.
O burro interrompeu o diálogo, dizendo com convicção:
- Estão todos loucos. O mais importante no Natal é o Menino Jesus.
O boi inclinou a cabeça e disse:
- Mas será que os Homens sabem isso?
 In  Bom dia, alegria de Pedrosa Ferreira
 
Onde é que ponho o coração?!
 
Há dias em que não sabemos responder a esta pergunta. Perante o que se passa à nossa volta, onde é que fica o coração?! Alepo. Berlim. Turquia. Rússia. França. Ohio. Palavras que significam gente. Muita gente. Palavras com corações a bater a velocidades distintas.
Corações irrepetíveis e únicos que alguém decidiu adiar para sempre em nome de uma guerra sem cara e sem peito. Onde é que ponho o coração se me parece que o mundo não tem lugar para ele?! Onde é que ponho o coração quando vejo que um coração aparentemente igual ao meu consegue engrenar as maiores atrocidades?! Onde é que ponho o coração quando a vida me pede que continue a viver num mundo doente como quem não está a ver?! Onde é que ponho o coração quando sinto que não há absolutamente nada que eu possa fazer?!
De parte. Ponho o coração de parte. Arrumo-o num canto separado de mim para poder viver sem medo e sem olhar para trás ou por cima do ombro.  
De lado. Ponho o coração de lado. Para não me lembrar que podia ser eu ou alguém que conheço por detrás do sangue que chora lá longe.
Do avesso. Ponho o coração do avesso. Para o proteger dos arranhões ferozes que o mundo lhe quer dar.
A verdade é que não há coração que chegue. Não há coração que chegue para gerir as imagens que lhe lançam todos os dias. Não há tempo suficiente para curar as feridas do coração do mundo. Mas tem que nos sobrar tempo para evitar que se abram mais feridas e que se ergam mais armas. Tem que nos sobrar tempo para fazer da nossa casa um lugar melhor. Da nossa rua um pedaço de mundo com luz. Tem que nos sobrar tempo para abrandar o ritmo. Para pensar no que nos faz falta a nós e aos que nos rodeiam. Tem que nos sobrar tempo para pôr o coração no lugar dele.
Mas afinal, onde é que eu ponho o meu coração?! 
Onde ele fizer falta. Diz-te a vida.
Marta Arrais    

 

 

QUE SEGREDO TEM O NATAL?
Pergunto-me, Senhor, que segredo tem o Natal?
Há um milagre que acontece dentro de nós,
só pode ser um milagre, pois é como se a vida se reacendesse.
Contemplando o presépio, percebo que este é um milagre humaníssimo
que Deus suscita aos nossos olhos.
Ele amou-nos tanto que nos deu o Seu próprio Filho.
O milagre do Natal assenta sobre este Dom absoluto,
que nos faz perceber que só somos na medida em que nos damos,
e que a vida renasce, como dádiva, na ponta dos dedos, no olhar, nas palavras.
 
José Tolentino Mendonça

 


Faça download desta Carta Familiar em formato PDF: Nº 777

Agenda Pastoral

Destaque

Mais Recente Carta Familiar em PDF!

Nº 819

Pensamento da Semana

 

Um anjo nunca se faz conhecer, nós só sabemos que ele esteve connosco quando ele parte. Porque deixa-nos na vida um perfume, deixa-nos na vida um desassossego.

 

Erri de Luca, in Em nome da mãe

Os nossos Links

Ouvidoria de São Jorge
FAJÃS Grupo de Jovens
Cartas Familiares Anteriores

H2ONews

Visitas


Ver Estatísticas